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A. Güvenoylamaları ve Güvensizlik Önergeler
O auxílio-doença possui natureza acidentária e previdenciária. São considerados acidentários os auxílios-doença decorrentes de incapacidades provocadas por acidentes do trabalho. Por sua vez, são considerados previdenciários os auxílios-doença decorrentes de incapacidades provocadas por acidentes de qualquer natureza, exceto acidentes de trabalho, bem como provenientes das doenças naturais.
O benefício de auxílio-doença é de relevante import ncia para a manutenção do equilíbrio social. Esse benefício possui previsão constitucional no artigo 201, inciso I, que trata da cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada.
O inciso I do citado artigo elenca os quatro principais riscos a serem cobertos pelo Regime Geral de Previdência Social brasileiro, dentre eles verifica-se o evento doença, o qual é causa para a concessão do benefício de auxílio-doença.
O benefício de auxílio-doença tem caráter temporário, conforme leciona Ibrahim, que entende que esse benefício perdura enquanto a perícia médica do INSS tiver convicção da possibilidade de recuperação ou reabilitação do segurado, com o seu consequente retorno à atividade laboral. Segundo Ibrahim85, a natureza temporária da incapacidade protegida pelo auxílio-doença seria a grande diferença entre este benefício e a aposentadoria por invalidez.”
Com relação à legislação infraconstitucional, o auxílio-doença foi tratado pela Lei de Benefícios da Previdência Social, qual seja, Lei nº 8213 de 24 de julho de 1991, nos artigos 59 a 63.
Conforme o artigo 59 da Lei nº 8213, de 24 de julho de 1991, “o auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido nesta lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos.” O parágrafo único do citado artigo diz que não será devido auxílio-doença ao segurado que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social já sendo portador da doença ou da lesão invocada como causa para o benefício, exceto quando a incapacidade sobrevier por motivo de progressão ou agravamento dessa doença ou lesão.
O que se verifica é que no caso do benefício de auxílio-doença, a contingência social protegida é a doença incapacitante. Todavia, entender que somente a enfermidade preenche este critério não seria a melhor alternativa, pois a interpretação das normas devem ser feitas de forma extensiva.
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O professor Ibrahim86 leciona no sentido de que o risco coberto é a incapacidade para o trabalho, a qual é proveniente de doenças ou acidentes. Segundo esse autor, “como o evento é imprevisível, tem-se aí a sua natureza não programada. A doença, por si só, não garante o benefício – o evento deflagrador é a incapacidade.” Assim, no caso do benefício de auxílio- doença, a contingência social protegida é a incapacidade laboral para a atividade habitual, conforme leitura e interpretação do artigo 59.
Sob esse entendimento, verifica-se que para preencher o critério material da norma jurídica previdenciária com relação ao beneficio de auxílio-doença, é fundamental que haja incapacidade laboral temporária para sua atividade habitual.
Segundo Fortes e Paulsen87, “o auxílio-doença é benefício devido em caso de ocorrência de incapacidade laborativa total, pertinente às atividades do segurado, porém com projeção de recuperação.” O artigo 60 da Lei nº 8213, de 24 de julho de 1991, por sua vez, explica o momento e as condições de requerimento e concessão do benefício de auxílio- doença, dizendo que o auxílio-doença será devido ao segurado empregado a partir do décimo sexto dia de seu afastamento da atividade laboral, e para os demais segurados, a contar da data do início da incapacidade, perdurando enquanto permanecer incapaz.
O benefício de auxílio-doença tem como regra a carência de 12 (doze) contribuições mensais88. Sob esse aspecto, o artigo 61 trata do valor da renda mensal, dizendo que “o
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Id., Ibid., p. 626.
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FORTES, Simone Barbisan; PAULSEN, Leandro. Direito da seguridade social. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2005, p. 128.
88 Apesar de a Lei nº 8.213/1991 estabelecer como regra carência de 12 (doze) contribuições para o auxílio-
doença, na realidade, constitui-se de exceção, já que a maior quantidade de benefícios de auxílio-doença independe de carência, como os benefícios de auxílio-doença decorrentes de acidente de qualquer natureza e das
doenças conhecidas como “grande mal”, estas previstas na Portaria interministerial MPAS/MS nº 2.998, de 23 de
agosto de 2001, que elenca o rol de doenças no artigo 1º, conforme segue: Art. 1º As doenças ou afecções abaixo indicadas excluem a exigência de carência para a concessão de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez aos segurados do Regime Geral de Previdência Social - RGPS: I - tuberculose ativa; II - hanseníase; III- alienação mental; IV- neoplasia maligna; V – cegueira; VI - paralisia irreversível e incapacitante; VII- cardiopatia grave; VIII - doença de Parkinson; IX - espondiloartrose anquilosante; X - nefropatia grave; XI - estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante); XII - síndrome da deficiência imunológica adquirida -
auxílio-doença, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal correspondente a 91% (noventa e um por cento) do salário-de-benefício, observado o disposto na Seção III, especialmente no art. 33 desta Lei.”
O artigo 62, por sua vez, garante o direito à reabilitação profissional para o exercício de atividade diversa, quando possível, dizendo que o segurado em gozo de auxílio-doença, quando inviável sua recuperação para a atividade habitual que exercia, deverá submeter-se a processo de reabilitação profissional para o exercício de atividade diversa. Quando não for possível sua reabilitação, o artigo garante a aposentadoria por invalidez.
Por fim, o artigo 63 traz previsão com a finalidade de considerar licenciado o empregado que esteja percebendo auxílio-doença, dizendo no parágrafo único que “a empresa que garantir ao segurado licença remunerada ficará obrigada a pagar-lhe durante o período de auxílio-doença a eventual diferença entre o valor deste e a importância garantida pela licença.” Os mencionados artigos tratam dos efeitos do benefício de auxílio-doença no contrato de trabalho.
Além das normas constitucionais e infraconstitucionais de previsão do benefício de auxílio-doença, há ainda Instruções Normativas, por meio das quais o órgão gestor do Regime Geral de Previdência Social no Brasil, no caso o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, orienta seus funcionários e servidores quanto aos procedimentos para concessão do benefício, além de outras providências.