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Gündüzbey İstasyonu Krokisi

Há tempos, observa-se que as crenças se formam a partir de ideias que são consideradas procedentes sobre situações que se acredita serem necessárias para se confirmar nossas próprias experiências. Assim, a verdade que se ostenta a nosso próprio respeito deriva-se de opiniões recebidas do mundo exterior.

Numa compreensão mais generalizada sobre as crenças, com o intuito de se buscar o entendimento sobre a sua formação em toda a sua amplitude, a qual surge de condições cotidianas peculiares de nossas atividades pessoais e socioambientais e, ainda, que ocorrem sobre as mais diversificadas situações globais/locais inerentes à nossa convivência na sociedade e/ou em seus distintos contextos. Mostramos na sequência a relevância desta proposta para nossa investigação.

Diante das supracitadas dimensões, observa-se que as crenças se inter-relacionam com a educação e com a infância, quando se formam; pois, a convivência com os familiares diretos orientam nossas concepções de forma que os seus ensinamentos por intermédio de suas palavras e/ou de suas ações vão formando nossas crenças sobre a vida (ROKEACH, 1981).

Esta formação se dá pela observação, tanto pela audição quanto pela visão, assim compreende-se que tais fatos e situações se convertem em condições possíveis de serem entendidas como orientadoras para a nossa vida, as quais vão se convertendo em crenças e, consequentemente, vão sendo materializadas (PAJARES, 1992).

Tal condição mostra a importância de melhor conhecer e, sobretudo, ter consciência dos pensamentos que nos abordam a todo instante, assim como, dos contextos e situações que tais pensamentos estão ocupando em nossa mente e em nosso inconsciente (PIZAÑA, 2007).

As crenças são determinantes em nossas perspectivas de crescimento pessoal e profissional; pois, somos guiados pelas nossas crenças. Por isso, conviver com situações

diárias expressivas para nossa formação faz-se pertinente para a formação de nossas próprias crenças.

Para alguns autores que pesquisam sobre as crenças, quando estas são internalizadas de forma sólida e consciente em nossa mente, todas as demais situações que não estejam relacionadas às mesmas, dificilmente, são absorvidas de maneira a adicionar valores às mesmas (ROKEACH, 1981; PARAJES, 1992; BARCELLOS, 2007b).

As crenças nessas dimensões se mostram como forças consistentes dentro de nossa conduta socioambiental. Para tanto, considera-se que as crenças nos proporcionam acreditar realmente em nossas concepções, ou seja, acreditar em algo e buscá-lo para se converter numa condição capaz de ser realizada.

Partindo desta proposição, acredita-se que nossas crenças podem compor, influenciar e inclusive determinar nossa condição de desenvolvimento cognitivo e social, nossa visão sustentável, nossa criatividade, nossa criticidade e nossa capacidade de reflexão sobre a nossa própria condição de empreender atividades com mais responsabilidade socioambiental.

A formação das crenças vai se consolidando em direção dos conceitos já arraigados dentro do seu próprio sistema (ROKEACH, 1968), com a intenção de melhor entender esse processo de composição de crenças porque as mesmas se formam sobre nossa convivência, nossas falas e maneiras de crer e ver as outras pessoas em distintos contextos. Nossas crenças se desenvolvem a partir de tudo que é vivenciado e acredita-se ser favorável ao nosso crescimento como ser humano.

Destacando-se a função cognitiva que cumprem as crenças, Nespor (1987) as descreveu como idéias que definem as áreas, e prescreveu uma dimensão do processamento cognitivo necessário para entender esta função.

Para Nespor (1987) as pessoas usam o pensamento estratégico do terceiro nível (controle, meta-cognição) para determinar as ferramentas cognitivas a fim de enfrentar a tarefa, e neste momento as crenças jogam um rol importante, ao determinarem a natureza da tarefa ao se definir o problema.

Kitchener (1983) propõe um modelo de três níveis para explicar o modo como as pessoas se aproximam dos problemas complexos para explicá-los: os dois primeiros níveis correspondem respectivamente à cognição e à meta-cognição, assim, se decide quanto aos processos de conhecimento e aos processos de controle dos mesmos; ao resolver problemas complexos, sem maiores problemas, se coloca em jogo um outro nível, através do qual se monitora a natureza epistemológica do problema e o valor da veracidade das soluções alternativas.

Assim se consegue estabelecer critérios do conhecimento válido, do sentido epistemológico do mesmo, seus limites e as estratégias utilizadas para identificar as formas recorridas para se efetivar a solução de possíveis problemas escolhendo-se as mais adequadas. Ao se chegar neste nível se define a natureza da tarefa a ser realizada.

As crenças a partir de seus diferenciados processos de composição, são internalizadas, seja de forma consciente, ou seja, de forma inconsciente, mostrando- se importantes para serem entendidas quando do seu desenvolvimento. Compreender este processo passa a ser uma condição expressiva para apreender e compreendê-las em seus contextos de formação.

Nossa mente é composta por uma infinita quantidade de crenças armazenadas na profundeza do nosso inconsciente. São crenças pessoais, isto é, cada um tem a sua e outras crenças universais que são comuns a todos nós.

Segundo Rockeach (1968), um sistema de crenças contem representadas todas as crenças de uma pessoa acerca da realidade física e social, organizadas de uma forma psicológica e não necessariamente lógica. Assume-se assim três pressupostos para esta organização:

1. Que as crenças diferem quanto à intensidade e o poder:

2. Que variam de uma dimensão de centralidade-marginalidade, entendendo a centralidade em termos de interconexões com outras crenças;

3. e que a maior centralidade da crença, maior resistência cognitiva ou troca da mesma sugerem o que irá determinar e compreender as conexões funcionais entre crenças de distintos níveis para poder ajudar a estabelecer a centralidade de algumas crenças e facilitar a compreensão das inconsistências desde esta perspectiva.

O estudo sobre as crenças busca resgatar a sua importância às pesquisas nas ciências, provindo da racionalidade das ciências naturais e das ciências sociais aplicadas – especificamente no curso de administração - com a intenção de mostrar o quanto favorecem as investigações em diferentes áreas de conhecimentos; embora, ainda sejam relegadas pelas pesquisas nas ciências mais tradicionais, como: naturais e exatas.

Atualmente, as pesquisas nas ciências humanas, cada vez mais, estão privilegiando estudos desta natureza, porquanto acreditar que antes de desenvolver o profissional, pode e deve-se desenvolver e melhor conhecer, o próprio ser humano.

As crenças e as atitudes dos seres humanos têm seus fundamentos em cinco atividades humanas: pensamento, sentimento, cultura, comportamento e a interação com os outros. Quando se associa estas variáveis consegue-se conciliar o pensamento oriundo de tais crenças para com a demanda das consequentes ações e atitudes (BEM, 1970).

Para Ajzen e Fishbein (1980) um fator importante sobre as crenças é a necessidade de se integrá-las intensamente à necessidade destas serem discutidas, preliminarmente, até que sejam definidas as atitudes durante a formação inicial e continuada. Nessa dimensão, também, consideram que as crenças compreendem toda estruturação cognitiva fundamental para se redimensionar as atitudes.

Por conseguinte, torna-se necessário serem realizadas algumas análises sobre as crenças de administradores para que se conheça quais são as crenças que devem fazer parte da formação, a partir do seu período de admissão, porquanto considerar que dessa maneira é possível inter-relacionar tais crenças com suas ações práticas.

Desta maneira, quando há esta interação – crenças e ações - se ganha bastante em termos de relação teoria e prática por ocasião da efetiva atuação profissional, especialmente, por ocasião do processo formativo em sua fase inicial (SADALLA, 2004).

Barcelos e Abrahão (2006) sinalizam que a atual situação relevante para o avanço das pesquisas sobre as crenças seria o fato de se constatar que inexiste a consideração sobre a importância das crenças e a consequente subestimação da complexidade delas, tanto pela literatura quanto pelos próprios docentes, o que não deixa de ser um fator que fragiliza o desenvolvimento dos estudos sobre as crenças.

Pensar as crenças e os valores que são peculiaridades da subjetiva atividade humana, propicia transformar numa utopia o campo da formação de maneira a mostrar o desenvolvimento formativo quando da contemplação de novas fronteiras que orientam um fazer educativo baseado na imaginação, na criatividade, na criticidade e na reflexão. Para tanto, tal direcionamento tem como objetivo fazer do centro formativo espaços de discussões/debates individuais e coletivos (PIZAÑA, 2007).

Na visão de Breen (1980) os maiores problemas nas investigações das crenças se concentram na ausência das pessoas agirem em função de suas próprias crenças. As teorias sociológicas da ação ainda não possuem força suficiente para sustentar a relevância das pessoas manterem a sua opinião sobre o que fazer.

Finalmente, conhecendo-se as crenças e a partir dessa fase acrescenta-se a possibilidade de desenvolvê-las em prol do próprio processo formativo favorecendo ainda mais à formação dos futuros administradores, elevando-se assim o próprio status quo.

Benzer Belgeler