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Bilecik-Söğüt Demiryolu İnşa Projesi

As discussões acerca da importância dos estudos das crenças para a formação inicial e continuada dos futuros administradores de empresas se fazem necessárias.

Para Parajes (1992) a evolução dos estudos sobre as crenças tem sido causada por problemas de definições, frágeis conceituações e pelas diferentes maneiras de se compreender as crenças, suas convicções e a sua estruturação.

Clark e Peterson (1986) defendem ser o comportamento do ser humano influenciado pelos seus processos de pensamento por ocasião de seu processo formativo. Diante dessas proposições, defende-se a significação social da atividade formativa em distintos contextos como meta às contribuições da psicologia social (ASBAHR, 2008).

Para tanto, as investigações intrínsecas à cognição humana têm procurado captar a melhor situação a partir da maneira que as pessoas pensam, interpretam, percebem e vivem no mundo. Pois, observa-se que pesquisas sobre a natureza e o desenvolvimento do pensamento cognitivo humano estão relacionadas a tipos diferenciados do desenvolvimento de tal sistema.

Tal situação é percebida quando se acredita que o conhecimento é construído durante as interações entre os indivíduos em sociedade, desencadeando o aprendizado. Logo, o processo de mediação se estabelece quando duas ou mais pessoas cooperam em uma atividade, possibilitando uma reelaboração das situações em questão (VYGOTSKI, 1998).

Nessa mesma direção, observa-se que a mediação contextualizada em ambientes sociais vem sendo, progressivamente objeto de estudo de variados tipos de investigação inerentes ao comportamento social e organizacional, como:

O desenvolvimento recente nos estudos da ciência cognitiva, afirma que esses estudos apontam para a origem da cognição na interação social moldada por processos culturais e sociopolíticos (WATSON-GEGEO, 2004, p. 338).

Entende-se que a cognição é um elemento interativo que se relaciona ao processo pelo qual um simples significado avaliativo surge de um resultado da combinação de dois estímulos e cada um com o seu significado separado contribui para melhor compreender a influência dos contextos, quando da inter-relação social, na formação das concepções humanas.

As crenças, portanto, possuem um status similar para semelhantes palavras como hábito e percepção na teoria psicológica. No entanto, cada um desses termos podem ser utilizados como um substantivo, assim como, se referem aos substantivos como uma entidade; mas, também, como aspectos de funcionamento psicológico, como por exemplo: aprendendo, percebendo ou acreditando. Tal proposição quando entendida dessa forma pode obstaculizar o desenvolvimento de investigações a partir deste entendimento sobre a mencionada categoria (SCHEIBE, 1970).

Na percepção de Leffa (1991) as investigações sobre as crenças devem redimensionar a ação do futuro profissional, que na maioria das vezes, deixa de partir do seu próprio ponto de vista e da sua experiência pregressa.

Sob outro enfoque, as autoras Barcelos e Abrahão (2004) apresentam as crenças como fator preponderante à interação dos corpos docente e discente; assim, defendem que este relacionamento quando adicionado a fatores contextuais e orais, podem influenciar nas crenças e na prática dos professores. Pois, consideram que esta deveria ser uma relação norteadora do cotidiano formativo que deve se fazer sempre presente.

Quando se utiliza adequadamente a estruturação do conhecimento se recorrem às crenças (saberes científicos); todavia, estas possuem algumas limitações e inconsistências (SOTO, 2008).

Para que haja o entendimento inerente às relações entre cognição e ação, a qual Rokeach (1981) considera um ponto inicial para inúmeras inquietações, acredita-se que haja necessidade de se aprimorar as formas de apropriações sobre as crenças.

Na intenção de agregar valores à temática e facilitar o entendimento sobre o tema torna-se necessário aprofundar-se no universo das crenças, especialmente, quando se busca a melhoria da formação do futuro profissional de administração.

Busca-se, assim, através da investigação científica apreender as crenças dos estudantes do curso de administração, durante a formação inicial dos mesmos, para colaborar com a elevação do nível de tal formação, consequentemente, quando estes ingressarem em seus trabalhos, talvez e inclusive, como docentes, conseguirão abordar os conceitos relativos às mesmas de forma que a integração cognição – pensamento e ação – se faça presente.

Dessa maneira, para que se propicie maior entendimento faz-se necessário estabelecer e destacar que as relações entre as ações - pensar e agir - ainda, durante a formação inicial do futuro administrador converte-se numa condição fundamental para tal melhoria da performance profissional.

Nessa etapa torna-se condição necessária para que possa se tornar objeto desta pesquisa apreender o sentido das crenças dos graduandos em administração a respeito do que pensam constituir a sustentabilidade e, quando em atividade profissional, estes tendem a ser motivados a realizarem uma atividade de ensino-aprendizagem a partir de suas crenças, mas com significação diferenciada quando as mesmas forem apreendidas e ressignificadas cientificamente.

Portanto, de acordo com as crenças dos alunos - integrantes do curso de administração – acredita-se que estas se refletirão nas atitudes e decisões práticas dos mesmos quando elaborarem proposições sobre a sociedade em geral.

As crenças são relevantes porque ao serem detectadas favorecem à apropriação de parte do pensamento acerca de todas as suas concepções (externadas através de suas opiniões).

Além disso, os estudos investigativos requerem mais aprofundamento das crenças e seu efeito na vida acadêmica (LUNENBURG; SCHMIDT, 1989), na prática de ensino e, por conseguinte, no desenvolvimento profissional e, da mesma forma, na preparação das novidades provenientes do mundo globalizado, a qual é sem dúvida relevante para a formação das concepções e opiniões sobre a realidade (ASTON, 1990) dos estudantes do curso de administração.

Benzer Belgeler