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(+) Güçlendirilmiþ Altyapý ve Üstyapý Geliþme Ekseninin GZFT Analizi

Belgede İzmir Bölge Planı (2010-2013) (sayfa 120-127)

A economia portuguesa, (actualmente, nos últimos anos e, estima-se, que nos próximos), ora vive fases de estagnação, ora de recessão. Nestas circunstâncias, os mercados estão envoltos em grande instabilidade e turbulência32, caracterizando-se por uma reavaliação profunda das relações negociais entre todos os agentes (Goodell e Martin, 1992). Por outro lado, os fortes investimentos que certas indústrias concretizam em comunicação e publicidade, afectam de tal forma a dinâmica do mercado, através da procura e da evolução das quotas de mercado, que aumentam de forma significativa, essa instabilidade e, logo, a turbulência (Davies e Geroski, 1997).

Mas já foram enfrentadas (e vencidas) grandes adversidades económicas a nível internacional, embora nunca, como agora, se tenha assistido a tamanho nível de complexidade e envolvência sistémica, fruto de uma globalização crescen te. Nesse contexto, como se observa da leitura dos indicadores económicos recentes, houve um conjunto heterogéneo de desequilíbrios, que degenerou em crise de confiança generalizada, com restrições ao financiamento, retracção do consumo, etc., etc., mas necessariamente, também se fez acompanhar de oportunidades empreendedoras. Inclusivamente, foi observado por investigações anteriores, q ue posturas mais empreendedoras são as que melhor equipam as empresas para competir e sobreviver em ambientes hostis (Covin e Slevin, 1989). De acordo com as observações do relatório para 2010, da Globa l Entr epr eneur ship Monitor

(GEM), muitos dos empreendedores detectaram boas oportunidades, que emergiram da recessão (Kelley et al., 2011) e é neste contexto que Portugal assiste ao aumento do número de empresas exportadoras competindo com os actores externos, nomeadamente, empresas do sector das TIC.

Mas infelizmente, nestes tempos de instabilidade e incerteza, será de esperar (ainda mais) que muitos dos projectos empresariais, que saem das maquetas dos empreendedores portugueses, fracassem nos primeiros anos de actividade. A esse respeito, em 2005 e 2006, Portugal apresentou uma das mais elevadas taxas de

32 Turbulência: medida através do indicador – taxa de rotatividade – ou seja, é dada

pela soma das taxas de nascimento (entradas) e morte (saídas) de empresas no mercado (Fritsch e Mueller, 2004; Eurostat/OECD, 2007; Baptista e Karaöz, 2011).

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nascimento e de morte de empresas de toda a União Europeia , acrescendo que o saldo33 entre entradas e saídas foi ligeiramente negativo, observemos a Figura 1:

Figura 1 – Taxas de nascimento Vs. encerramento na UE

Fonte: Eurostat, 2009

Tais ocorrências tendem a ser majoradas em sectores como o das TIC, que tem inerente um grau elevado de destr uiçã o cr ia tiva – mudança baseada na

inovação – o que, por si só, implica uma selecção constante dos concorrentes mais competitivos e mais inovadores. Desta forma, pela exposição a forte conco rrência, é admissível que estas empresas vivam num clima ainda mais atreito a turbulência. No entanto, a contrário do que se pensou durante algum tempo, a médio e longo prazo, estudos já referidos anteriormente apontam para efeitos benéficos na criação de emprego e inovação, crescimento económico e desenvolvimento social , em sociedades onde se verificam elevados níveis de vitalidade empreendedora – ou turbulência (Stevenson e Lundström, 2001; Bartelsman et al., 2004; Fogel et al., 2008).

Atributos como a estrutura orgânica, a postura estratégica empreendedora, o perfil competitivo com orientação de longo prazo, modelo de gestão focado nos resultados, e política de preços elevados, com especial atenção às tendências do mercado, normalmente são associados ao aumento do desempenho das PME em ambientes hostis (Covin e Slevin, 1989). Já em ambientes benignos, os atributos que parecem ser privilegiados são a estrutura mecanística, com postura estratégica

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O saldo é apurado pela diferença entre as taxas de entrada e de saída; As taxas de entrada são calculadas dividindo o número de novos negócios criados durante um ano, pelo stock total de empresas existentes no início do ano e multiplicando por 100 %. Taxas de saída são calculados de igual modo.

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conservadora e um perfil competitivo conservador, gestão fina nceira avessa ao risco, com ênfase no lucro imediato e no refinamento dos produtos e serviços existentes, e dependência elevada de clientes individuais, tanto em termos de vendas como de receitas (Covin e Slevin, 1989).

Os efeitos vantajosos da turbulência também foram relacionados com a produtividade total ao nível macro (Bosma e Nieuwenhuijsen, 2000), nos termos em que ela condiciona e acelera a procura por novas oportunidades, aliada a uma rápida reafectação dos recursos dos casos de insucesso, para as empresas mais saudáveis e competitivas (Henrekson e Johansson, 2010). Não obstante, também foi observado que em ambientes turbulentos, o falhanço não ocorre numa espiral suave, mas sim de forma catastrófica, especialmente no período inicial de actividade (Venkataraman et al., 1990).

Este cenário contextual actual é pungente, mas as empresas portuguesas têm- no compreendido e é justo reconhecer-lhes um esforço de adaptação às novas necessidades competitivas. Também as entidades públicas despertaram e vêm tomando medidas transversais, de preparação e adaptação aos novos desafios que se colocam à sociedade e à economia. Permitimo-nos relevar a iniciativa “Plano Tecnológico”, programa de estratégia que visa o crescimento económico através de um conjunto articulado de políticas transversais e a transformação de Portugal numa economia dinâmica, capaz de se afirmar na moderna sociedade do conhecimento e cuja prossecução assenta nos eixos do conhecimento, da tecnologia e da inovação (Plano Tecnológico, Portugal a Inovar, 2011).

Mas estas iniciativas podem ser insuficientes se o papel do estado não for igualmente activo, na redução dos custos de contexto34 e de transacção35,

34 Custos de contexto: acções ou omissões que prejudicam a actividade das empresas e

que não são imputáveis ao investidor, ao seu negócio ou à sua organização. Podem ter origem, ou resultar de actos desproporc ionados, ou não razoáveis , da Administração Pública, de práticas ou opções políticas anti -competitivas e até , de condições decorrentes do estádio de desenvolvimento da economia portuguesa.

35 Custos de transacção: custos que são incorporados por terceiros n uma qualquer

transacção, que normalmente não acrescentam valor ao bem ou serviço e cuja parcela do preço pago pelo consumidor não é transferida em benefício do produtor/vendedor.

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promovendo um clima de negócios saudável que favoreça a projecção externa e mitigue os efeitos das externalidades.

Um exemplo é a fiscalidade, onde o legislador pode lançar mão de medidas que tornem o sistema mais justo, menos distorcido e mais eficiente (OECD, 2010; Sanches, 2010), impedindo que a carga fiscal tenha implícito um efeito punitivo, dissuasor de investimentos produtivos e, em suma, constituir um obstáculo ao próprio crescimento económico (Amaral, 2010). A teoria económica recolheu evidência empírica que corrobora a tese de que a fiscalidade tem efeitos ambíguos na tomada de decisão dos empreendedores/empresários, com efeitos pronunciados na actividade empreendedora (taxa de entrada/abandono) e na sobrevivência empresarial (Bruce e Gurley, 2004).

Outro constrangimento é a menor produtividade relativa da mão-de-obra portuguesa face aos países mais desenvolvidos, esse é outro entrave ao desenvolvimento (Amaral, 2010). Aí são possíveis e desejáveis acções, nomeadamente, ao nível da educação e formação profissional (Onstenk, 2003; Ribeiro et al., 2005; Dominguinhos et al., 2007; Dominguinhos e Carvalho, 2009; Carvalho et al., 2010; OECD, 2010), porque efectivamente, o sistema de educação importa, já que é um meio de excelência para obtenção de conhecimento e a base da moderna economia empreendedora é precisamente o conhecimento (Stevenson e Lundström, 2001). Também, uma maior simplicidade no trato administrativo e legal tende a reduzir os custos de cumprimento, em especial nas PME, influenciando positivamente a produtividade e o bem-estar (OECD, 2010).

Por estas vias, para além de se potenciar o desenvolvimento económico com a limitação de entraves aos negócios e a flexibilização da acção das empresas, facilita-se a criação e a exploração de novas oportunidades de negócio. Cria-se um campo fértil à inovação sectorial, que, acto contínuo, promove a competitividade global.

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2 TIC – TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

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INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Neste ca pítulo, tr a ta r emos de a na lisa r ma is por menor iza da mente a s empr esa s de tecnologia s de comunica çã o e infor ma çã o e o seu sector em ger a l. P a r a a lém de uma r evisã o globa l, ser á a bor da da a situa çã o pa r ticula r da s empr esa s por tuguesa s.

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