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4.4. Öğretmen Mesleki Öğrenmesinin Öğretim Sürecine Etkileri

4.4.2. Öğretime Yönelik Etkileri

4.4.2.3. Güçlü Öğretmen-Öğrenci İletişimi

CONTEÚDOS?

O objetivo aqui consiste em aprofundar o trabalho com projetos na prática. Para tanto, selecionamos um exemplo de trabalho constituído numa escola pública, no qual visamos correlacionar as atividades interdisciplinarmente e a valorização da experiência em sala de aula, mesmo tendo como obrigatoriedade o cumprimento de um currículo semestral. Pensando na qualidade dessas experiências possíveis, decidimos fazer do que nos propõem os Cadernos do Aluno e do Professor, da SEE/SP, sobre o tema luz: suporte, ferramenta e matéria pulsante na arte, um projeto de trabalho ou, como designamos, “aulas/projeto”.

De antemão, se pendermos aos projetos, devemos sobretudo valorizar a práxis propositora em sala de aula, porque a intermediação do educador é essencial para o bom andamento da turma, como notamos nessa investigação, cujo foco voltou-se a práticas educativas incorridas num sexto ano do ensino fundamental II em 2015. Porém, a peculiaridade desse estudo é que além de apresentar o projeto ao mesmo tempo questiona ou reelabora as Situações de Aprendizagem41 no contexto sobre Luz e Sombra na arte inclusas nos Cadernos do Professor e do Aluno – vol. II do material de SEE/SP.

Para tanto, anotações e registros audiovisuais recolhidos durante todo o projeto serão os norteadores desse estudo. Juntamente com a visão sobre a aula como ato criativo e do educador como propositor, além de situar as aulas na Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa (2012; 2014; 2015), pois o aprendizado em arte não se finda na consecução de respostas. Por isso, pensamos em integrar as linguagens para atestar como um projeto pode dialogar hibridamente com a dança, o teatro e as artes visuais.

Para a execução de todas as etapas, o projeto teve a duração de oito meses (fevereiro a outubro de 2015), implementado na Escola Estadual Profa. Euriny de Souza Vieira, em Itapetininga. O primeiro passo, dedicado à apresentação do Projeto, dialoga sobre ele e acerca de como seria o andamento de seu percurso, visando trabalhar, em sala de aula, o contexto de luz e sombra de forma interdisciplinar, por acreditarmos que o movimento integrado entre as linguagens propicia o ato criador, a pesquisa e a apreensão do conhecimento em arte.

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O primeiro passo observado mostrou que através deste trabalho ampliamos a nossa compreensão sobre arte e cultura, planejando conjuntamente cada ação desenvolvida. Nos Cadernos do 6º ano do ensino fundamental II tanto nos do professor quanto nos do aluno, o tema luz: suporte, ferramenta e matéria pulsante na arte (p. 15) 42 aparece como a primeira sugestão de atividade; já a Situação de aprendizagem 1 esbarra na questão da “iluminação na dança”, porém, mais voltada aos aspectos técnicos e ao trabalho do iluminador, como podemos notar com essas transcrições:

Observe a imagem que mostra um foco de luz. Como você imagina que o foco de luz poderá influenciar o que será apresentado no espetáculo? Ao olhar novamente a segunda imagem, onde você acha que estão os dançarinos, na luz ou na sombra? Será que a luz interfere no olhar do espectador quando ele vê o mesmo dançarino, objeto, corpo ou espaço cênico iluminados de formas diferentes? Comente. Qual a diferença entre um iluminador e um eletricista? (CADERNO do aluno, 2014, p. 08).

Analisando o material, depreendemos que sem um aprofundamento maior no assunto luz e sombra e a vivência de processos criativos que levassem os alunos a entendê-los, entrar diretamente na leitura das imagens sugeridas nos Cadernos não seria eficiente para a apreensão das questões de iluminação na dança. Decidimos, à vista disso, levá-los, como salienta Ana Mae Barbosa (2002), a interpretar, a conhecer períodos, técnicas, espetáculos e artistas inseridos na relação do tema da luz como matéria pulsante na arte e promover a experiência em sala de aula, por meio de um fazer integrado.

Então, como introdução ao tema, preferimos iniciar o projeto com uma atividade na qual pudessem trabalhar em grupo e que propiciasse o envolvimento com a proposição, resolvendo partir do Teatro de Sombras, já que no material a Situação de Aprendizagem 2 - (p. 11), em relação ao Teatro assim como a voltada à dança, baseia-se mais na leitura de imagens e em roteiro de perguntas e respostas tais quais estas.

O estudo de teatro é sobre a luz em espetáculos teatrais.

Você já parou para pensar sobre a luz no teatro? O que você sabe sobre isso? Você já assistiu a algum espetáculo teatral que necessitou de iluminação especial porque foi realizado à noite ou em ambiente fechado? O que você lembra da luz desse espetáculo? (CADERNO do aluno, 2014, p. 11)

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Conforme ressalta Salles (1998), da mesma maneira que o processo artístico é o meio pelo qual o artista se aproxima de seu projeto poético, também o é para a aprendizagem dos alunos, visto que sem um desenvolvimento criativo incorrido com a experimentação eles não ampliarão os seus significados, por causa da superficialidade dos conteúdos. No material da SEE/SP denominam de Ação Expressiva uma atividade voltada à finalização das Situação de Aprendizagem, no caso do teatro de sombras, que no Caderno do sexto ano está na página 22.

Sobre essa Ação Expressiva, um fato que nos incomoda é o espaço dado a elas, que seria um resumo de tudo o que foi abordado, todavia, em quase todo o Caderno esses espaços possuem uma área menor que meio sulfite A4. Para o arte educador a orientação sobre o tema no Caderno do Professor recomenda: “De início, é interessante realizar exercícios com silhuetas de animais, perfis de homens, mulheres, casas, árvores, objetos etc.” (CADERNO do Professor, 2014, p. 24), acompanhados de uma sequência metodológica que prevê, a partir das silhuetas, o imaginar das histórias para apresentações para a sala.

Figura 15 – Artes Visuais – Produção de bonecos e cenários. Fonte: A autora.

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Até aí tudo bem. Entretanto, as críticas recaem sobre as sequências metodológicas e o curto espaço de tempo previsto para a produção das etapas, considerando a quantidade de informações tanto do Caderno volume I como as do II. Desse modo, na Situação de Aprendizagem sugerida propusemos alterações, pois depreendemos serem mais efetivas para o entendimento dos alunos sobre o tema – e esse configura o papel do educador propositor –, começando por um diálogo com os alunos sobre os conceitos históricos/conceituais do Teatro de Sombras.

Seguidamente, passamos à formação do grupos, à elaboração da história conjunta, à produção de seus storyboards; seguindo com a caracterização das personagens pelo esboço e pela autonomia no desempenho dos papéis dentro do grupo, no qual cada um contemplou um percurso criativo na construção das silhuetas, na produção escrita sobre os processos construtivos e nas apresentações do teatro para a sala, e posteriormente para a escola, cujo desenvolvimento de ensino apresentaremos a seguir.

Resumidamente, optamos pelos projetos de trabalho como intencionalidades de aulas que se interligam a partir das sugestões dos Cadernos, e não com os Cadernos. Há de se ponderar num projeto como esse a escassez de material que enfrentamos nas escolas públicas bem como o baixo investimento em multimídias, o que nos impossibilita utilizar constantemente recursos, como projetores e computadores, para a visualização e a leitura de imagens.

Uma vez que intencionávamos que o projeto perpassasse as linguagens dentro de um mesmo tema, refletir questões acerca de tempo de aula versus currículo também se mostrou necessário: ou valorizamos o tempo de feitura de nossos alunos ou corremos para finalizar de acordo com o que sugerem a cada conteúdo abordado.

No caso das Artes Visuais, a proposta se diferenciou da Ação Expressiva em proposição, já que a sugestão dos Cadernos era a de que os alunos buscassem em revistas imagens, retratos, paisagens e interiores “em que a luz é tratada de modo expressivo” (CADERNO do Professor, 2004, p. 29), colá-los nos espaços reservados e escolher uma delas para mapear o jogo de luz, gerando o autocontraste com o papel vegetal.

Porém, buscando estender a atividade, correlacionando-a com as imagens sugeridas para a leitura, no decorrer das aulas notamos que os vitrais chamaram muito a atenção dos alunos. Após assistirmos vídeos com diversos exemplos, discutimos sobre alguns vitrais expostos em igrejas de nossa cidade e conjuntamente elegemos fazer algo similar como atividade prática. Similar, porque, não tendo vidros para a pintura dos vitrais, a proposição

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se voltou à pintura vitral em folhas de acetato transparente e com tintas próprias para esse fim.

Já percorridos o teatro e as artes visuais, exploramos a luz e sombra na dança: a relação entre corpo, luz, contraste e movimento. A proposição do material consiste em o arte educador conduzir os alunos a imaginar uma viagem, enfatizando que o roteiro “é parte fundamental na criação de um espetáculo, conectando as ações dos artistas nele envolvidos com a música utilizada, os cenários e o trabalho dos operadores de som, de luz, de palco, do coreógrafo e do diretor” (CADERNO do Professor, 2004, p. 17).

Sugerem também ao educador que peça ao alunos que levem lanternas e papéis celofanes para criar esse roteiro de iluminação. No entanto, essas possibilidades foram exploradas no teatro de sombras, mais que um roteiro de iluminação desejávamos que os alunos se envolvessem com a atividade ofertada, que o contraste fosse ocasionado por seus próprios corpos, num processo de consecução criativa, no qual tivessem autonomia para escolher desde o espaço para projeção às músicas utilizadas.

O fato relevante também é que não seria uma apresentação em horas e local predeterminados. A proposição fora a criação de vídeodança cogitando unir na mesma

Figura 16 – Artes Visuais - Oficina de vitrais - tinta vitral sobre acetato. Fonte: A autora.

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experiência as tecnologias digitais na arte educação e o movimento e levar ao entendimento da criação híbrida em arte. Como estímulo exibimos o vídeodança da arte educadora responsável pelo projeto, selecionado para a 4ª Mostra Internacional de Vídeodança da Universidade Federal da Amazônia (MIVA). O notável pelos videodanças produzidos pelos alunos, resulta na forma pela qual elaboraram os seus projetos artísticos, escolheram as suas músicas e executaram os seus movimentos corporais com autonomia.43

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Os vídeodanças produzidos pelos alunos estão disponíveis no Youtube: <http://bit.ly/28LKCkd>. Figura 17 – O contraste do corpo na luz – Frame de vídeodança produzido pelos alunos.

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