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4. ARAŞTIRMA BULGULARI

4.3 Performans Analizi

4.3.3 Güç tüketimi

Pertencente à Mesorregião do Agreste, o município de Taquaritinga do Norte foi desmembrado de Limoeiro em 1877 e está localizado a quase 135 km de Recife, a capital do Estado.

A história do antigo município de Taquaritinga parte de uma antiga taba de índios existente no local no século XVIII. Porém, no século XIX, uma missão religiosa de padres da Congregação de São Felipe Néri culminou com a construção de uma capela em honra a Santo Amaro, decisão apoiada por todos os moradores.

Em 1801, o Bispo elevou a povoação ao status de freguesia, a pedido dos moradores e a matriz de Santo Amaro era a sede. Trinta anos depois, Taquaritinga se separou de Limoeiro, por ter sido elevada à comarca e à vila, por Lei Provincial de 1877 e à cidade, por lei posterior.

O topônimo advém do termo indígena “itacoaraetetinga”, que significa “buraco de pedra, grande e branca”, formado de ita – pedra, coara – buraco ou abertura, ete – grande e

tinga – branca.

Taquaritinga do Norte se limita ao Estado da Paraíba, ao norte; com Caruaru, Toritama e Brejo da Madre de Deus, ao sul; a Vertentes, ao leste e a Santa Cruz do Capibaribe, a oeste.

Com área de pouco mais de 448 km2, altitude de 774m, clima semiárido quente,

temperatura média de 25ºC, vegetação de caatinga hiperxerófila.

Administrativamente, o município se compõe do distrito-sede, dos distritos de Gravatá do Ibiapina e de Pão de Açúcar e do povoado de Socorro, que se mantêm economicamente da agropecuária, da indústria de transformação e do comércio.

4.1.17 Caruaru

Pertencente à Microrregião do Vale do Ipojuca, Caruaru é um município desmembrado de Bonito em 1848, a partir de lei provincial. Contudo, já no século XVII, quando ainda era uma fazenda de gado, foi erguida uma capela em honra de Nossa Senhora da Conceição, em 1781, ao redor da qual, surgiu uma feirinha semanal.

Não há uma comprovação da origem do topônimo, mas se conhecem algumas versões. Uma delas seria carruás, fonte ou água que, no local, produzia doenças nas criações. Outra opção é de uma corruptela da palavra Caruari, que significa rio dos Caruaras. Há, ainda, quem pense ser originária do nome de uma planta chamada Caruru, que cobria um poço do rio Ipojuca, que corta a região.

Em 1849, a freguesia51 de São Caetano foi transferida para Caruaru, o que fez com que

a fazenda se tornasse um vilarejo e, em seguida, atingisse o grau municipal, fazendo valer a Lei Provincial sancionada um ano antes. Com a inauguração da ferrovia caruaruense em 1895, o município tornou-se mais desenvolvido até chegar ao atual nível de evolução.

Os limites de Caruaru vão de Toritama, Vertentes, Frei Miguelinho e Taquaritinga do Norte, ao norte; Altinho e Agrestina, ao sul; Bezerro e Riacho das Almas, a leste, e Brejo da Madre de Deus e São Caetano, a oeste.

Sua área alcança o patamar de 928,1 km2 com altitude de 554m, clima semiárido

quente e temperatura média de 24°C, sendo banhado pelos rios Capibaribe e Ipojuca e localizado a pouco mais de 140km da capital. Seu acesso se dá através da BR 232, uma das maiores e mais importantes do Estado, já que corta praticamente todas as suas mesorregiões e

sua área abrange o distrito-sede, os distritos de Carrapatos, Gonçalves Ferreira e Lajedo do Cedro, além de quinze povoados.

A feira que deu origem à cidade passou a ser uma de suas principais atividades econômicas na atualidade, atraindo pessoas de todo o Estado e até extrapolando as suas fronteiras. Além disso, o trabalho de reparação de veículos e objetos, a indústria de transformação, a agropecuária, o transporte, a armazenagem e comunicação também constituem atividades que resultam na economia de Caruaru.

A cultura caruaruense é marcada, principalmente, pelo artesanato em barro e cerâmica, herdado de um grupo de artesãos, dos quais fez parte o Mestre Vitalino (1909 - 1963) e alguns contemporâneos.

4.1.18 Palmares

Em 1873, Palmares foi desmembrada de Água Preta e está localizada na Mesorregião da Mata Sul, onde, no começo do século XIX, havia um aldeamento de índios chamados “Trombetas”, às margens do Rio Una. Tais terras foram doadas a uma família chamada Montes, sendo, então, alterada para Una, pela proximidade com o rio de mesmo nome.

Lá foram construídos um engenho de nome Trombetas e a capela de Nossa Senhora da Conceição dos Montes, hoje Catedral do município.

O desenvolvimento da vila tornou-se próspero com a chegada da Estrada de Ferro Sul de Pernambuco em 1862, inicialmente pertencente a Barreiros e, mais tarde, a Água Preta. Em 1868, a Lei Provincial tornou Palmares autônoma.

O nome “Palmares” faz menção à rebelião dos negros no século XIX, que culminou com a independência do município, dando-lhe o nome de República dos Palmares, na foz do Rio Pirangy, nas terras da Serra da Barriga.

Os municípios de Bonito ao norte, Xexéu, ao sul, Joaquim Nabuco e Água Preta, a leste e Catende, a oeste, são limítrofes aos 374 km2 de Palmares, numa altitude de 108m, clima

quente e úmido, temperatura média de 24ºC e vegetação guarnecida por uma floresta subperenifólia.

Os distritos de Santo Antônio dos Palmares e o povoado da Usina Serro Azul compõem a administração do município junto à sede, cuja economia se vale da agropecuária, da indústria de transformação, do comércio e dos serviços.

4.1.19 Limoeiro

O município de Limoeiro se encontra num região fronteiriça do Agreste com a Zona da Mata Sul, mas o IBGE o caracteriza como pertencente à Mesorregião do Agreste, sendo, pois, desmembrado dos terrenos da Vila d’Olinda e Igarassu em 1893.

Assim como outros municípios do Estado de Pernambuco, Limoeiro teve sua origem de uma sesmaria, fundada no início do século XVII, numa aldeia de índios que começavam a ser catequizados por padres, pertencentes à igreja da freguesia de Santo Amaro de Tracunhaém e a emancipação municipal ocorreu numa Lei Provincial de 1881 e o topônimo advém das muitas árvores do gênero lá encontradas.

Limoeiro se limita ao norte com Vicência, ao sul com Passira e Feira Nova, a leste com Carpina, Lagoa do Carro e Buenos Aires, e a oeste com Salgadinho, João Alfredo e Bom Jardim.

De clima quente e úmido, o município tem temperatura média de 25ºC, vegetação de floresta caducifólia e uma área de pouco mais de 276 km2, banhada pelos rios Capibaribe e

Goiana, o que a coloca com a proximidade dos 90 km da capital do Estado.

Os povoados de Gameleira, Mendes e Lagoa Comprida se juntam à cidade-sede na composição administrativa e a agropecuária, o comércio, o reparo de veículos e objetos e a indústria de transformação são as atividades responsáveis pela manutenção econômica da cidade.

4.1.20 Recife

Situada no Litoral, a capital de Pernambuco se chama Recife e, por esse motivo, está situada na Mesorregião Metropolitana, criada por meio de uma Carta Régia de 1708, desmembrando-se da Vila D’Olinda.

Nada obstante, já se fazia referência a Recife há pouco mais de cento e cinquenta anos antes da Carta Régia, pois, na carta Foral de Olinda, enviada à câmara da vila de mesmo nome, em 1537, por Duarte Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco, falava-se do povoado da “ribeira do mar dos arrecifes”, o “porto dos navios”, surgido ao redor da ermida de São Pedro Gonçalves. Foram justamente os arrecifes de corais encontrados no vilarejo que deram origem ao nome da cidade.

Durante a invasão holandesa, quando ainda pertencia a Olinda, Recife começou a adquirir ares de cidade grande, graças à visão desenvolvimentarista do então Governador do Brasil, Maurício de Nassau

Na portaria de 1825, a vila se tornou capital da Província, confirmada na Resolução de fevereiro de 1827, tendo, também, a perífrase de Veneza Brasileira, por ser cortada pelos Rios Capibaribe e Beberibe e por ter mais de 40 pontes construídas para seu acesso.

Recife, atualmente, faz limites com Paulista, ao norte; com Jaboatão, ao sul; com Olinda, a leste; com Camaragibe e São Lourenço da Mata, a oeste. Sua área chega a 217,8km2, clima tropical quente-úmido, temperatura média de 28ºC, vegetação de mata,

capoeirinha, vegetação arbustiva e coqueirais.

Na economia, a capital da “Terra dos Altos Coqueiros” vive do comércio, da reparação de veículos e objetos; de atividades financeiras; de imobiliárias, prestação de serviços, indústria de transformação, construção civil e turismo.

Fazer um trabalho desta natureza, quase que sozinho, a despeito das equipes organizadas para elaborar atlas estaduais conhecidos no Brasil, foi uma dávida, pois a condição de conhecer culturas tão próximas, mas, ao mesmo tempo, tão distantes, tem valor imensurável. Cada visita foi uma surpresa...um conhecimento diferente...uma lição de vida... Isso tudo não se encontra em grandes obras-primas, nas quais o “senso de realismo” a que

Rossi (1967, p.112) se referiu não é registrado. É preciso correr atrás e cada vez mais se conscientizar de que, como ele mesmo ressalta, “só se aprende a fazer...fazendo”.

4.2 CONSIDERAÇÕES SOBRE OS INFORMANTES

Por ser um estudo de natureza pluridimensional, os critérios de escolha dos informantes foram baseados na metodologia do ALiB, já que a maioria dos trabalhos dialetais tem seguido os mesmos parâmetros e, para o ALiPE, não foi diferente.

Assim, em cada ponto de inquérito, foram levadas em consideração as seguintes dimensões:

a) diagenérica: homens e mulheres

b) diageracional: 18 a 30 anos e 50 a 65 anos

c) diastrática: até o quinto ano do ensino fundamental e, no caso da capital, com curso superior completo.

Seguiu-se, ainda, o que Ferreira & Cardoso (1984) sugerem para o perfil do informante, procurando ser o mais fiel possível, de modo a não comprometer a veracidade do que foi proposto a fazer. Então, além da procedência e da escolaridade, foram considerados: a profissão, naturalidade dos pais e do cônjuge, atividades profissionais, religiosas e de lazer, sendo esses aspectos documentados na ficha do informante inspirada no modelo do ALiB e encontrada em Cardoso (2010).

Após verificar as condições de fonação do informante, houve a preocupação com o seu grau de afastamento da localidade pesquisada. De início, esperava-se usar apenas informantes nativos dos municípios e com filiação de mesma naturalidade. Porém, isso nem sempre foi possível, sendo, então, necessária a seleção de informantes nascidos em cidades vizinhas ou de outros Estados, desde que não fosse constatado nenhum contato cultural externo. Nesses casos, aceitaram-se informantes da primeira faixa etária que justificaram o deslocamento temporário, retornando à sua naturalidade após o nascimento, pois a pouca infraestrutura de seu local de moradia impedia que houvesse melhores cuidados, o que parece ser uma realidade dos municípios que não constituem grandes centros urbanos. Concernente aos informantes da segunda faixa etária, de 50 a 65 anos, no momento da conversa inicial, obtinha-se a informação de que também era comum nos pequenos municípios, ainda sem grandes opções de emprego, que o casal, à espera de um filho, partisse para cidades ou estados vizinhos em busca de melhoria de vida. Contudo, o retorno não tardava e, na maioria

Benzer Belgeler