3. MATERYAL ve YÖNTEM
3.2 Yöntem
3.2.5 Çok Döngülü komut işleme düzeni
Passados cinquenta anos do primeiro atlas linguístico realizado do Brasil, outros estados ainda não contam com sua documentação dialetal. Alguns projetos já saíram do papel e estão sendo desenvolvidos por pesquisadores de várias instituições de ensino superior do país. Evidenciam-se, a seguir, onze desses projetos.
2.5.7.1 Atlas Geo-sociolinguístico do Pará (ALiPA)
A linguagem paraense tem sido investigada há algum tempo e os dados obtidos na zona urbana foram inseridos no primeiro atlas linguístico sonoro do Estado. Contudo, seu idealizador, o prof. Abdelhak Rasky, pretende estender esse trabalho em outros níveis de interpretação.
Para isso, já foi realizada a investigação na zona urbana com 42 informantes, cujo perfil considerou três níveis de renda (alta, média e baixa), a dois níveis de escolaridade (fundamental e médio) e à ausência dela, a três faixas etárias, de 15 a 25 anos, de 26 a 49 anos e a partir dos 50 anos. Na zona rural, os informantes escolhidos tiveram escolaridade que não ultrapassava o primeiro nível do ensino fundamental e foram estratificados em duas faixas etárias de 18 a 30 e de 40 a 70 anos, ao contrário do perfil da zona urbana.
A diagnose partiu de um questionário em que se contemplaram as áreas semânticas
terra, homem, lendas e superstições, além de narrativas pessoais e questões de natureza
específica do Pará.
2.5.7.2 Atlas Etnolinguístico do Acre (ALAC)
A ideia da construção de um atlas linguístico do falar acreano partiu da professora Luísa Galvão Lessa, que pretende documentar as realizações dialetais encontradas em 18 localidades distribuídas no Vale do Acre, no Vale do Juruá e no Vale dos Purus.
Por ser de natureza etnolinguística, o projeto tem o intuito de levantar dados linguísticos encontrados em cinco campos distintos de pessoas: seringueiros, agricultores, pescadores, madeireiros e pecuaristas.
Pelo que se sabe, a proposta metodológica consiste na aplicação dos questionários de nível geral e específico a informantes escolhidos com faixa etária dos 16 a 50 anos, sem instrução escolar. Esperam-se, portanto, informações sobre os fenômenos mais relevantes no Estado, cujos procedimentos de análise já se iniciaram.
2.5.7.3 Atlas Linguístico do Maranhão (ALiMA)
O projeto ALiMA segue, também, os parâmetros desenvolvidos para o ALiB e é coordenado pela professora Conceição de Maria de Araújo Ramos.
A diagnose pretende captar as marcas do falar maranhense por meio de inquéritos realizados em 15 pontos, perfazendo o total de 76 informantes, distribuídos em duas faixas etárias, 18 a 30 e 45 a 60 anos, com escolaridade do nível fundamental ao superior.
Além das questões gerais retiradas do projeto nacional, o questionário específico indaga sobres aspectos culturais da presença africana, o bumba-meu-boi, o reggae, os
produtos agroextrativistas, a culinária e as línguas indígenas.
2.5.7.4 Atlas Linguístico do Piauí (ALiPI)
Ainda nas trilhas da Região Nordeste, há informações de um projeto de elaboração do
Atlas Linguístico do Piauí, sob a coordenação da profª Socorro Aragão e do professorLuiz Egito de Souza.
Consta que o ALiPI seguirá os pressupostos teórico-metodológicos do ALiB, porém ainda não há notícias mais especificas sobre pontos de inquérito e quantidade de informantes.
2.5.7.5 Atlas Linguístico do Rio Grande do Norte (ALiRN)
Na mesma linha, encontra-se também em fase de implantação, o Atlas Linguístico do
Rio Grande do Norte, capitaneado pela professora Maria das Neves Pereira, que segue a
metodologia do ALiB para a seleção dos informantes.
Os inquéritos deverão ser realizados em dez pontos, totalizando, assim, a quantia de quarenta e quatro informantes, de duas faixas etárias, dos 18 aos 30 e dos 45 aos 60 anos, de níveis fundamental e superior, aos quais será aplicado o questionário proposto para o ALiB e questões específicas relativas a produtos agrícolas do Estado Potiguar.
2.5.7.6 Atlas Prévio do Espírito Santo (APES)
Tendo seus inquéritos já concluídos, encontra-se em fase adiantada de organização o
Atlas Prévio do Espírito Santo, cujo projeto é coordenado pela professora Catarina Vaz
Rodrigues.
Foram selecionados 35 pontos de inquérito, com 70 informantes no total, de faixa etária mediana, ou seja, dos 30 aos 55 anos. O nível de instrução desejado permeia entre o analfabeto e a quarta série do Ensino Fundamental.
Os inquéritos foram realizados apenas na zona rural, no período de fevereiro de 2006 a julho de 2007. Contudo, no projeto entregue pela coordenadora, a segunda etapa do estudo pretende analisar as realizações encontradas na zona urbana do Estado.
2.5.7.7 Atlas Linguístico Sonoro do Estado do Rio de Janeiro (ALiSon-Rio)
Assim como o ALISPA, atlas pioneiro de natureza sonora, a professora Cláudia Cunha tem a mesma intenção de construir um Atlas Linguístico Sonoro do Estado do Rio de Janeiro, para que as cartas possibilitem a visualização da imagem e do texto e sua integração com os recursos sonoros.
A proposta do ALiSon-Rio consiste na realização de inquéritos em 24 localidades, dentro das 8 microrregiões do Estado, com informantes escolhidos com base na metodologia do ALiB, do qual também foi retirado o Questionário Fonético-Fonológico a ser aplicado.
2.5.7.8 Atlas Linguístico do Estado de São Paulo (ALESP)
Pensado por Pedro Caruso há quase trinta anos, o Atlas Linguístico do Estado de São
Paulo ainda não foi concluído, mesmo tendo os inquéritos sido aplicados em 1988 a 100
localidades, com um questionário de 308 perguntas, distribuídas em três níveis, sendo 141 para o campo semântico terra, 161 para o campo homem e mais seis relacionadas a lendas e
superstições. Acresceu-se a elas um questionamento sobre experiências pessoais dos
informantes.
Lamentavelmente o projeto se encontra suspenso, o que Isquerdo (2006, p. 82-83) justifica alegando motivos relacionados, sobretudo, “a vicissitudes ligadas à equipe da pesquisa”.
Pensando nos efeitos contrastivos que o ALESP poderia ter com outros falares brasileiros, Isquerdo (op cit, p. 83), ainda reforça que:
[...] a não conclusão do projeto ALESP representa uma lacuna nos estudos dialetológicos brasileiros, em virtude da importância do estado de São Paulo na história social da colonização e do povoamento de diferentes estados da Federação, dentre outros, o Paraná, o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul. O cruzamento dos dados do ALESP com os documentados nesses Estados poderia contribuir para a definição de isoglossas a respeito de traços fonéticos ou lexicais que, por sua vez, poderiam refletir diferentes momentos na história do Brasil.
2.5.7.9 Atlas Linguístico do Amapá (ALAP)
Embora não haja, até o momento, nenhuma documentação cientifica sobre estudos dialetais neste Estado, há o recente projeto de criação do Atlas Linguístico do Amapá, para o qual serão feitos inquéritos em 10 localidades, segundo informações do site do projeto41. A
coordenação fica a cargo do prof. Abdelhak Rasky e a colaboração de mais dez pesquisadores.
Os 44 informantes previstos serão distribuídos equitativamente por duas faixas etárias, 18 a 30 anos e 50 a 65 anos, e contemplarão os dois sexos, seguindo, assim, a metodologia do ALiB, de que também fazem parte os questionários fonético-fonológico e semântico-lexical previstos para serem aplicados.
2.5.7.10 Atlas Linguístico de Rondônia (ALiRO)
Encontra-se projetado o Atlas Linguístico de Rondônia (ALiRO), coordenado pela profª Iara Maria Teles. Para tanto, a equipe pretende inquirir 15 municípios do Estado, compreendendo três regiões, usando os questionários propostos para o ALiB.
Não há, contudo, maiores informações sobre o andamento do projeto.
2.5.7.11 Atlas Linguístico de Alagoas (ALAL)
O projeto Atlas Linguístico de Alagoas (ALAL) está sendo desenvolvido em nível de Doutorado, por Maranúbia Barbosa, sob a orientação da professora Vanderci de Andrade Aguilera, na Universidade de Londrina.
A rede de pontos do ALAL é composta de um total de 25 municípios, cobrindo todo o território alagoano e os inquéritos deverão ser realizados com 02 informantes (um do sexo masculino e outro do sexo feminino), com idades entre 30 e 55 anos, analfabetos ou, no máximo, quatro anos de estudo, nascidos na localidade, com pais também do mesmo lugar, sem terem se afastado por longos períodos do município.
Serão aplicadas questões oriundas do Questionário do ALiB, abordando os níveis fonético-fonológico, semântico-lexical e morfossintático, além de questões formuladas em
41 Informações sobre o andamento do projeto ALAP poderão ser consultadas no site:
função das especificidades do Estado de Alagoas, bem como da região Nordeste, perfazendo, ao todo, cerca de 350 perguntas.