• Sonuç bulunamadı

5. SONUÇ

5.2 Öneriler

CONVÍVIO E COMPORTAMENTO SOCIAL JOGOS E DIVERSÕES INFANTIS

Alimentação e cozinha Corpo humano Religião e crenças

Astros e tempo Fauna Vestuário e acessórios

Atividades agropastoris Fenômenos atmosféricos Vida urbana Ciclos da vida Habitação

Quadro 11: Campos semânticos do Questionário Semântico-Lexical usados para o ALiPE

Os inquéritos nos primeiros cinco pontos escolhidos (Arcoverde, Águas Belas,

Custódia, Tupanatinga e Caruaru) serviram de pesquisa-piloto para o aprimoramento da

técnica de recolha. Isso ocasionou a eliminação de algumas questões pertencentes ao campo dos folguedos e danças do Questionário Semântico-Lexical específico.

Ocorreu que algumas respostas não conseguidas levaram a concluir que a continuidade das mesmas não seria produtiva, como foi o caso de questões sobre os passos do frevo, cujas respostas não eram conhecidas pelos informantes, a exemplo da questão abaixo:

Como se chama o passo cruzado com pequenos deslocamentos à direita e à esquerda com os braços flexionados para os lados e o dançarino cruza a perna direita por trás da esquerda em meia ponta, perna direita à frente, ambas semiflexionadas?

Para essa questão, a resposta sugerida é tesoura. Ficou, então, perceptível que denominações de agremiações carnavalescas e a natureza de suas evoluções parecem não ser do conhecimento de pessoas do interior do Estado, principalmente no que diz respeito à escolaridade e ao grande afastamento dessas pessoas dos grandes polos de dança do gênero.

Diante dessa constatação, foram eliminadas nove questões referentes ao campo semântico folguedos e danças e a versão definitiva do questionário perfez a quantia de 243 questões.

Para fazer com que o informante ficasse menos tenso com a entrevista, após o preenchimento da ficha de dados, procedia-se ao Questionário Semi-dirigido, para, em

seguida, serem aplicados os demais questionários. Tomado de certa ansiedade por relatar fatos marcantes de sua vida, tornava-se mais fácil de obter a participação nas questões restantes com maior proveito. Em alguns casos, intercalava-se, também, com a aplicação dos

Questionários Prosódico e Pragmático, até para facilitar a percepção do grau de formalidade

do informante com a sociedade de que fazia parte e a habilidade em construir orações de natureza distinta.

Vale lembrar que, na própria aplicação do Questionário Semântico-Lexical e do

Questionário Morfossintático, já se costuma recorrer à narração de histórias complementares,

de modo a obter, no calor da emoção, mais de uma variante para uma determinada designação e, nos inquéritos do ALiPE, alguns fenômenos foram registrados dessa maneira.

O Questionário Morfossintático teve como intuito averiguar a posição de seis classes de palavras em situações distintas, como o artigo, o substantivo, o adjetivo, o pronome, o

verbo e o advérbio.

Algumas das questões desse questionário tiveram que ser reformuladas para que houvesse a resposta esperada. Seguiu-se, para essa reformulação, uma reflexão realizada por Castro (2004) sobre as dificuldades do informante em responder algo produtivo. A autora avaliou casos de concordância verbal, cujas opções de respostas inutilizadas também foram encontradas no ALiPE.

Nesses casos, geralmente, o informante apresentava respostas opcionais, como no caso da questão 34 “Como é a vida das pessoas que não têm casa?” Aguardava-se uma resposta e quando essa não saia, partia-se para a pergunta complementar: “Na vida, há os que já morreram e os que ainda....” Só que as respostas eram “Estão vivos”, “moram de favor”, “ainda vão morrer”. Assim, a solução foi partir para outras reformulações do tipo:

- Como é a televisão aqui durante a noite? Vive (ou veve) ligada.

- Como se comportam as crianças daqui? Só vive(m) (vevem) correndo, chorando... Todavia, nos casos do verbo caber, estar e pôr, houve menos sucesso, uma vez que muitos informantes usavam construções elípticas ou variantes lexicais pouco aproveitáveis para o propósito do questionário. Seguiu-se, portanto, a lição de Castro (op cit, p. 87): “paciência e insistência na busca da resposta”. Às vezes, até se conseguia o resultado esperado. Em casos negativos, porém, a saída era prosseguir com o questionário, para não aborrecer o informante.

4.4 TRANSCRIÇÃO DOS DADOS

As respostas foram transcritas conforme a metodologia aplicada para os inquéritos do ALiB, com algumas modificações. No caso da pesquisa em Pernambuco, para as respostas do Questionário Fonético-Fonológico (QFF) foi usado o International Phonetic Alphabet (IPA), necessário para a transcrição fonética. Por isso, usufruiu-se da fonte SILDoulos IPA, sendo essa também utilizada em casos particulares presentes em respostas do Questionário Semântico-Lexical (QSL).

Um exemplo desse fato ocorreu na resposta do informante da 2ª faixa de Serra Talhada, transcrita a seguir:

INQ: Como se chama aqui um tronco, pedaço de pau ou tábua que serve para passar por cima de um riacho?

INF.: A gente coloca um tacaniço [ʊ].

Falando no QSL, tanto as transcrições das respostas desse questionário, como as do Questionário Morfossintático (QMS), do Pragmático (QP), do Semi-dirigido (QSD) e do Metalinguístico (QM) foram realizadas grafematicamente com a fonte Times New Roman.

Houve uma séria preocupação com a transcrição grafemática, na iminência de que importantes marcas da oralidade não fossem omitidas, requerendo, para isso, maior atenção às superposições, aos truncamentos, aos comentários do inquiridor, às pausas e às intervenções de circunstantes.

4.5 CRITÉRIOS DE ELABORAÇÃO DAS CARTAS

4.5.1 O processo de escolha

Após concluir a transcrição das respostas às perguntas dos inquéritos realizados em Pernambuco, foram construídas 105 planilhas no programa Excel do Microsoft Office, selecionando as ocorrências com uma variação considerável. Em seguida, essas planilhas foram transformadas em quadros, a exemplo do item com as ocorrências fonéticas para ‘assobio’ registradas nos três primeiros pontos de inquérito dispostos no quadro 15:

Benzer Belgeler