1. AraĢtırma, ilgili illerdeki devlet ilköğretim okullarıyla sınırlıdır.
2.7. GÖRSEL OKUMA VE GÖRSEL SUNU
2.7.2. Görsel izleme
- Os melhores resultados para estimativa da matéria mineral (MM) de carvões brasileiros a partir de tratamentos térmicos em temperaturas médias foram obtidos a 300°C (382 h). Não foram observadas diferenças significativas entre as formas minerais identificadas nas amostras brutas e tratadas nessa temperatura. Apesar dos tratamentos térmicos a 370 e 400°C apresentarem menores tempos de queima e menores percentuais de carbono residual, transformações mais intensas ocorreram nas fases minerais (decomposição da pirita e da calcita), não sendo adequados para estimativa da MM;
- Sugere-se a determinação do carbono residual nas amostras tratadas a 300°C para minimizar o erro associado à matéria orgânica não oxidada. Para valores maiores do que 1% recomenda-se determinar a contribuição do carbono inorgânico, presente no resíduo sob a forma de carbonatos, e descontar o conteúdo de carbono orgânico do valor estimado de matéria mineral (MTA 300°C);
- Os resultados do tratamento térmico a baixa temperatura com plasma de oxigênio (LTA) indicaram teores de MM em uma faixa de 45% a 62% para os carvões estudados. Esses valores são superiores (até 27%) aos teores de cinza a alta temperatura (HTA). Não foram observadas transformações das fases minerais após o tratamento LTA, quando comparado com as amostras brutas. Os valores de LTA são similares aos teores de MM estimados a partir de tratamento térmico à
300°Ccorrigido, apresentado erros máximos de 9%;
- Nas análises de correlação linear entre os teores de HTA e de matéria
mineral obtida a 300°Ccorrigido ou LTA foram observadas tendências similares para os
carvões avaliados, com relações lineares e positivas entre estes parâmetros. Foram propostas correlações empíricas para a estimativa da MM por LTA ou por MTA
300°Ccorrigida à partir dos valores de HTA e SO3 nas cinzas. Para a relação entre HTA
- A peroxidação não se mostrou um método adequado para a remoção da matéria orgânica (MO) das amostras de carvão. Nas condições mais severas
testadas, (três adições sucessivas de H2O2 30% a 80°C) foram observadas
remoção de apenas 38% da MO. Neste procedimento também houve a transformação de parte dos minerais, especialmente da pirita e carbonatos, ocorrendo também a precipitação de ferro durante a lixiviação;
- A concentração de ferro dissolvido nos extratos lixiviados decresce com a
diminuição da concentração do H2O2 (30%, 10% e 3%) e com o tempo de
tratamento, indicando a precipitação desta espécie. Cabe ressaltar que a reação do peróxido 30% com carvões de altos teores de enxofre pirítico é violenta e altamente exotérmica. Para todas as concentrações de peróxido, em adições únicas, foram observadas, após 4 horas de lixiviação, remoções de MO da ordem de 2% confirmando sua ineficiência na remoção da matéria orgânica, e provocando a indesejada transformação nos minerais;
- O uso de H2O2 10%/HCl 0,1 mol L-1, a 30°C, no tratamento das amostras de
carvão provoca a remoção quase que completa do enxofre pirítico (88 a 98%) e de cerca de 3 a 18% das cinzas presentes nas amostras;
- O teor de ferro dissolvido nos extratos lixiviados com H2O2 10%/HCl 0,1 mol
L-1 durante 4 horas, é indicativo do teor de enxofre pirítico na amostra bruta. A
concentração de ferro total, medida nos extratos, aproxima-se da concentração máxima de ferro esperada para uma oxidação total da pirita para a forma de sulfato. Foram obtidos erros de 12% nesta previsão. A limitação do método proposto pode estar associada a teores de ferro oriundos de outros minerais de ferro. Entretanto, para a maioria dos carvões brutos brasileiros mais de 80% do enxofre presente está na forma de enxofre pirítico. Cabe ainda salientar que o método padrão (ASTM 2492/90; NBR 8297/1983) estipula erros de até 10% para carvões com teores de enxofre pirítico maiores do que 1,5%;
- Embora o método de peroxidação proposto provoque a solubilização de sulfatos e a oxidação do enxofre pirítico à sulfato, ele é pouco efetivo na oxidação
do enxofre orgânico e, portanto, a estimativa dos teores de enxofre total para as amostras com elevados teores de enxofre orgânico (>30% do enxofre total) são acompanhadas de maiores erros. A amostra de Candiota (RS1) não mostrou similaridade com as demais amostras de carvões brutos provenientes de outras minas de carvão, pois o seu teor de enxofre orgânico é 39% do enxofre total. Para essa amostra foi observado um erro de 28% nos teores de enxofre total. Para as demais amostras de carvões brutos, os erros na determinação do enxofre total pelo método proposto de utilização de peróxido/ácido durante 4 horas foram de no máximo 14%;
- A peroxidação em meio de ácido clorídrico mostrou ser uma técnica que pode ser aplicada na estimativa do somatório dos teores de enxofre pirítico e sulfático. Medidas de concentração de sulfato dissolvido após 4 h se aproximam da concentração máxima esperada para a solubilização dos sulfatos e oxidação dos sulfetos de ferro (pirita, marcassita). Foram encontrados erros de no máximo 14%. Exceção foi observada para a amostra de Candiota (18%) que apresenta baixos teores de enxofre pirítico e sulfático, tendo-se, nesta situação, a possibilidade de um maior erro associado às duas determinações durante aplicação da metodologia normatizada;
- A peroxidação em meio ácido pode ser utilizada como um processo de dessulfurização e beneficiamento químico do carvão, uma vez que diminui os teores de enxofre e de matéria mineral;
Neste estudo conclui-se que a peroxidação em meioácido é viável para o estudo e estimativa das formas de enxofre resente em amostras de carvões brasileiros e o tratamento térmico a 300°C por 382 horas é um procedimento adequado na deteminação do teor de matéria mineral sem as transformações indesejadas provocadas pelo uso de temperaturas mais elevadas.