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BÖLÜM 1: TASARIMIN TANIMI, TARİHÇESİ, ÖGELERİ VE İLKELERİ

2.3. Sanat Dallarında Tekrar Olgusunun Kullanımı

2.3.3. Görsel-İşitsel (Dramatik) Sanatlar ve Tekrar

“Outro ponto de interesse parte da constatação de que a apresentação de projetos para concursos apresenta características próprias, diferentes daquelas utilizadas na apresentação usual de um projeto ao cliente. A linguagem visual utilizada nos concurso é diferenciada e divide importância em igual parcela com os textos apresentados, já que, na maioria dos processos, o arquiteto não está presente fisicamente para defender seu projeto. Nos concursos, aparece um intermediador, na figura do corpo do júri, que não é leigo e não é um corpo único, formado muitas vezes por profissionais de diferentes repertórios e posicionamentos profissionais, e este aspecto peculiar se reflete na organização da argumentação dos concorrentes”. (SANTOS, 2002)

Publicações, concursos e exposições – uma pré-história:

O assunto da representação na arquitetura vem sendo tecido por séculos sobre o tema da relação entre o edifício e sua concepção. A especificidade da arquitetura repousa, segundo Viollet- le-Duc, na identidade com a grande escala, no tri dimensional e na materialidade. Mas é sobretudo graças ao papel do desenho neste processo de concepção que a arquitetura passa a receber e trocar informações com as outras artes, como organismo autônomo de criação abstrata.

A representação assume então papel vital na transformação de uma atividade manual que passa a adquirir status de arte liberal. Para muitos arquitetos a criação autônoma em arquitetura que Viollet-le-Duc considerava inconcebível não é apenas possível, mas desejável, entre eles podemos citar G.B. Piranesi, Étienne-Louis Boullée, Claude Nicolas Ledoux, entre outros. Para eles, a noção de arquitetura vinha não somente do seu trabalho concretizado, mas também da prática e reprodução de seus desenhos conceituais.

Uma questão recorrente na crítica arquitetônica é justamente a do conflito e dualidade entre o abstrato e o material, o conceito representado pelo desenho e sua realização. Qual seria a validade das imagens pré-concebidas e divulgadas de um edifício antes de sua concretização? A proliferação das imagens de publicações, que tornam o edifício público antes mesmo de sua construção, coloca uma questão de validade artística destas manifestações. Nas últimas décadas do século 20, quando ocorrem grande mudanças nos meios de representação, a análise das publicações especializadas se torna ainda mais interessante e assume papel crucial para o entendimento da produção da arquitetura.

Os desenhos, imagens e maquetes de projetos sempre foram tratados como peças museológicas, compilados e guardados por colecionadores. Hoje, assistimos a uma fusão de aspectos que envolve a discussão dos conceitos de cópia, original, feito à mão e feito à máquina, passando pela discussão da assimilação deste material no papel de objetos de consumo, de valor próprio, separado da produção do objeto arquitetônico. Esta liberação de usos coloca também questões de direito autoral e propriedade, assim como do status do trabalho do arquiteto e sua especificidade. O tema ainda suscita a discussão do status legal e social do desenho arquitetônico encarado como desenho técnico e como instrumento de operacionalização e produção.

O "sketchbook", a publicação, o concurso e as exposições são modalidades de registro que, de certa maneira, tornam a representação arquitetônica um objeto público.

A representação do objeto arquitetônico, quando publicada, assume espaço num campo de atividade onde educação e reprodução permanecem inseparáveis, e encampam duas atividades: uma que determina o trabalho proposto, lhe dando forma, e outra que treina e transforma aqueles que os usam. Em particular, estas experiências agrupadas e estudadas, ajudam a formar os arquitetos, que guiados pela seqüência de seus próprios problemas e formas de ver, deformam as imagens apreendidas que então se transfiguram na coleção de imagens deste autor. De certa forma, este conceito estaria intimamente relacionado à formação do repertório do arquiteto, baseado não apenas no seu conhecimento das arquiteturas efetivamente

implantadas, mas também no significado do processo gráfico que leva à conformação destas arquiteturas.

Este processo de acumulação de repertório permite a distinção entre a arte/profissão do arquiteto e outros artistas/profissionais que também têm a representação como atividade característica. A atividade do arquiteto se difere de outras pela manutenção da referência com a construção, seja ela real ou ideal. O corpo do arquiteto é sua referência escalar, é um instrumento cujo papel é organizar os diferentes espaços em suas correlações imaginárias e para ele todas as etapas especulativas de desenho têm, assim como aquelas que surgem a posteriori, origem na mente do criador.

O "sketchbook", que tem um caráter intimista de diário, pode ser considerado como um antecessor das publicações. A troca de desenhos entre os arquitetos, através do re estudo gráfico das obras, comum na Renascença, inicia a circulação de desenhos e a prática de copiá-los.

A aparição de imagens publicadas está relacionada com a evolução e mudanças nas formas de conhecimento e linguagem. A ilustração precisa ser conhecida, memorizada, produzida. A ilustração aparece como ferramenta importante na troca e produção de conhecimento, pela habilidade de ser acessível e universal. As vistas panorâmicas de cidade foram as primeiras aparições realistas, testemunhos de objetividade realista, a aparecer em publicações e atuar como objeto de consumo ("souvenirs").

A difusão da publicação, da impressão de trabalhos, trouxe a vantagem da legibilidade internacional, acuidade e possibilidade de difundir a imagem como chave para o texto, permitindo aplicações práticas e a reprodução de imagens. Numa publicação, os tipos, a disposição das imagens, diagramação, assumem também não apenas o significado concreto do conteúdo, mas também caráter conceitual. O livro é um objeto de significado cultural próprio.

A imagem sempre foi fundamental para o aprendizado da arquitetura, dentro deste novo conceito surgido na Renascença, com a presença da ilustração e a emergência de livros nos quais a ilustração predomina sobre o texto. Em sua evolução, a imagem se tornou auto-suficiente. Essa história da figuração impressa, começa com os “Handbooks to designing buildings” de Matthäus Roriczer e Hanns Schmuttermayer no final do século XV.

A história dos livros de arquitetura começa tradicionalmente com os primeiros manuscritos italianos do século XV. Esses primeiros livros retratam a prática da construção em seu tempo. Esses manuais ancestrais são o embrião do que hoje chamamos publicações arquiteturais. Eram utilizados como instrumento de aprendizagem de aprendizes e aspirantes, como método de treinamento. Entre estes trabalhos, podemos destacar o trabalho de Serlio – 1528, um redesenho de Vitruvius, trabalho que dá à imagem o papel de protagonista do livro, assim como o trabalho de Vignola de 1562: “Regola delli cinque ordini di architettura” que aborda os sistemas de representação e análise gráfica.

Os livros também apresentam o caráter de propaganda das idéias de seu autor. No século 16 a Europa é invadida por uma avalanche de tratados, que cumpriam papel educacional e promocional, muitas vezes significava também a passagem de seu autor do campo da prática para a educação. Palladio se utilizava de seus próprios projetos para desenvolver uma didática do

desenho e seus desenhos trabalhavam a favor de sua crença em Vitruvius e Alberti. Um interessante exemplo da presença da publicação nos processos de produção arquitetônica foi o processo da mudança do obelisco do vaticano por volta de 1500. O processo foi permeado por polêmicas e mudanças, mas as publicações decorrentes dos projetos e discussões foram decisivas na auto promoção do arquiteto Domenico Fontana. O evento acabou se tornando uma competição espontânea entre os interessados e “Della transportatione dell’obelisco Vaticano” foi a primeira publicação de entradas em um concurso.

Antes da invenção da fotografia e dos meios de reprodução foto mecânica, a reprodução de imagens e projetos envolvia a participação direta de uma gama de outros profissionais - entalhadores e gravadores entre outros - o que poderia interferir de maneira prejudicial na reprodução das imagens. A técnica requerida para o desenvolvimento da gravura, por muitas vezes, distorcia a matriz utilizada, e por diversas vezes o desenho acaba se tornando menos atraente devido a tais distorções, sobretudo aos clientes pretendidos. Com o advento da fotografia, inicialmente se tem a noção da não alteração das realidades apresentadas, em reproduções fiéis.

Le Corbusier transforma este conceito, e as fotografias tornaram-se o instrumento perfeito para transformação da realidade e desenvolvimento de conceitos. Temos o exemplo clássico de sua intervenção com aerógrafo numa foto para croqui da Villa Schwob, na qual ele apaga todas as intervenções prejudiciais presentes no entorno e na própria casa para chegar ao seu objeto e entorno ideais.Nos desenhos publicados da Villa Savoye o arquiteto também se utiliza de recursos para reforçar suas idéias, o que ilustra como a imagem desenvolvida para uma publicação pode servir como veículo e referência para propagar e solidificar idéias e, para tanto, pode ser manipulada de acordo com a função pretendida.

Os concursos são como performances onde várias ambigüidades e hierarquias de prática arquitetônica são codificadas, e muito mais como espetáculos rituais, representam e explicam as qualidades especiais da arquitetura como arte e profissão. Nas competições os trabalhos apresentados já são publicações, pois são desenvolvidos especificamente para a apresentação para uma audiência, o júri, na presença dos outros concorrentes, representados pelos seus desenhos, ao invés de diretamente endereçados para um cliente único.

Os registros completos de projetos submetidos a uma competição ainda não são prática corrente, embora atualmente este panorama venha se alterando, sobretudo no contexto internacional. As editoras preferem publicar monografias sobre eventos fechados para convidados e na maioria das vezes sua divulgação acaba acontecendo por meio da imprensa especializada. Porém, esta prática tem considerável tradição.

Em 1756, Pierre Patte ilustra 20 idéias que foram inscritas num espontâneo concurso de idéias ocorrido em 1748, quando centenas de arquitetos ofereceram ao poder público uma não solicitada bateria de idéias para o embelezamento de Paris. Embora este procedimento fosse comum, o fato inovador foi justamente a vontade de se registrar e sistematizar estas idéias.

As exposições de arte públicas se tornam comuns no meio do século 18 e por muitas vezes os arquitetos se interessavam em participar de salões e mostras como para suprir uma publicação nos meios tradicionais. Os desenhos decorrentes valorizavam a experimentação de

técnicas e linguagens e as exibições eram um meio efetivo de difusão de formas e técnicas de representação, muito respeitadas pelos que exibiam ou simplesmente as contemplavam.

Uma modalidade muito peculiar são os concursos acadêmicos, utilizados como método auxiliar na educação do futuro profissional. Nos séculos 18 e 19, o aprendizado era adquirido e avaliado a partir dos resultados obtidos. Na École des Beaux Arts o ensino era todo fundamentado na aferição dos resultados atingidos nos concursos acadêmicos. Estes volumes de competições acadêmicas acabaram por assumir um caráter próprio e foram largamente utilizados. O poder da imprensa nestes eventos se mostra, sobretudo, com o aparecimento em 1839 de uma revista totalmente ilustrada de arquitetura: “The Builder e Revue Generale de l’Architecture”.

Neste momento, surge uma tipologia de concurso onde o prêmio se resumia justamente à sua publicação, como no caso do concurso para uma casa para um amante das artes, realizado em 1901, no qual as três propostas vencedoras foram luxuosamente impressas em formato de portfólios, e as demais foram publicadas em periódicos comuns.

Na primeira década do século 20 um bom número de livros oficiais sobre concursos foi impresso, nos moldes dos livros de concursos acadêmicos. Publicados pelo promotor, documentavam os premiados, descrevendo o vencedor e ignorando os restantes. Nos Estados Unidos, no século 20, a competição do Chicago Tribune Tower foi seguida de uma espetacular e bem sucedida exibição e assim se seguiram com outras competições dos anos 30 e 40. Quando o júri internacional não chegou a um acordo quanto ao vencedor do concurso para a Liga das Nações Unidas em Genebra (1927), criou uma hierarquia de premiações com 9 primeiros prêmios, 9 menções honrosas de primeira classe e 9 menções honrosas de segunda classe e os contemplou com igual espaço no livro publicado da competição. Neste caso a premiação acabou sendo um fim em si.

O livro editado revela aspectos interessantes de como as imagens publicadas podem mudar a relevância da noção de originalidade.

Durante o período pós-guerra os desenhos ficaram um pouco desvalorizados, a fotografia ganha status, exibições são muito mais contemplativas do que inspiradoras. Um “revival” da importância do desenho se esboça nos anos 60. A partir de 60 começam a ser organizadas várias exposições sobre arquitetura. Surge a figura de Peter Eisenman, desde os anos 70 excelente polemista, pedagogo, empresário e “cult figure”. Sua revista Oppositions, a série de mostras, livros, catálogos, assumem o mesmo status da obra construída. Nos anos 80 ele passa a se dedicar mais à prática profissional, seus desenhos eram feitos para clientes, mas assumiam uma carreira paralela como objetos de arte. Alguns desenhos eram feitos em dois tamanhos: os pequenos para publicação em revistas e os maiores para exibições. Sobretudo nos anos 70, estes conceitos foram largamente explorados.

A exibição dos trabalhos expressivos dos arquitetos parece ser uma invenção do século 18, enquanto as publicações pertencem ao século 19. O século 20 trouxe o mercado de arte para os trabalhos de arquitetos e o desenvolvimento do museu de arquitetura. A arquitetura passa a ser encarada como objeto cultural, onde cada autor busca a qualidade do seu próprio trabalho, para um registro posterior. O final do século trouxe ao debate o equilíbrio entre a materialidade e o

idealizado, papel que parece cada vez mais estar nas mãos das publicações, e o concurso aparece como um elemento colaborador da formação desta busca.

Tais aspectos reforçam o conceito do concurso como um tipo dramático de espetáculo em que as noções de original e cópia, final e provisório, vencedores e derrotados são colocadas em discussão. Como atualmente os desenhos não têm aquele caráter de único, são impressões que podem ser facilmente duplicadas, existe uma farta exibição e promoção destas peças.

Como certamente o desenho inicial será modificado quando do desenvolvimento junto ao cliente, seja quanto a aspectos projetuais quanto a níveis de detalhamento, o desenho original fica com os tatus de ser o embrião de uma realização futura.

A representação arquitetônica inclui as representações impressionistas em palavras e imagens da arquitetura e seus espaços e todas as outras maneiras de representação que satisfaçam os critérios normativos para identificar tal representação.

Os desenhos e as publicações assumem um valor intrínseco, um valor independente enquanto produtos culturais. Podemos tomar como exemplo os desenhos de apresentação para o cliente, que impressionistas ou ilusionistas, são desenhos que tomarão parte do processo de construção do edifício. Entre os desenhos precedentes ao edifício, temos também os desenhos técnicos para a elaboração do projeto.

Porém, quando este material elaborado é publicado, colocado numa moldura na parede, se torna um novo objeto autônomo, uma publicação. Passa a não mais ser apenas um objeto operacional, mas também um fim por si só. Não importa se este desenho ficou exposto durante pouco tempo ou se faz parte de um livro, não importa o tempo de exposição, não é a efemeridade, tamanho, originalidade ou competência que contam neste momento, mas sim o momento de aceitação do mesmo como legítimo trabalho cultural.

Estas questões dizem respeito a observação do processo de como os trabalhos “tornam- se públicos”, e isto está intimamente relacionado ao caráter de evento público e com audiência , que são os concursos de arquitetura.

O concurso como processo faz estas conexões entre o presente e o passado, entre as oportunidades para criação artística e a realidade do mercado prático, entre a prática e a arte, a celebração e a rivalidade. Quando se concluem, concorrentes, vencedores e cliente voltam às práticas normais na privacidade de seus escritórios, daí a importância do caráter de publicidade dos eventos, pois parece ser o que mantém aceso o interesse pelos mesmos.

Arquitetura e imagem:

"Das muitas histórias contadas por Plínio existe uma, retomada por Alberti, sobre as origens do desenho. A história passa-se em Corinto e conta que uma jovem, filha do ceramista Bitades de Sicyone, apaixonada por um rapaz que teria de abandonar a cidade, desenha numa parede o contorno da sombra de seu amado, que a luz de uma lanterna projetava, guardando assim a memória da imagem dele". (RODRIGUES, 2000)

Existe no trabalho do arquiteto uma forte presença da imagem. Explicar um projeto apenas pela palavra é difícil e soa desconexo sem o apoio do desenho. A representação gráfica, além de influenciar diretamente os meios de produção arquitetônica, passou por um fenômeno de valorização dos produtos decorrentes desta produção, com causas e conseqüências relacionadas diretamente ao desenvolvimento de uma cultura da publicação e da exposição.

O objetivo do estudo da representação e do valor da imagem nos projetos, particularmente em competições de arquitetura, que por suas características ampliam ainda mais esta dimensão, é descobrir a extensão da influência da apresentação retórica neste tipo de processo. Esta análise permite ainda, ao examinar diferentes campos de expressão, identificar influências na percepção de valores que prevalecem em um determinado período de produção.

A super valorização da imagem na arquitetura deve ser discutida, pois afeta diretamente o desenvolvimento da prática profissional e neste contexto faz-se necessário abordar a discussão da validade do discurso e da subversão da imagem, que pode levar a uma inversão de valores. A arte de apresentar e representar um projeto através do desenho e seus derivados é muito cultivada, mas a supervalorização desta faceta pode levar a sérias distorções da idéia do projeto arquitetônico. O desenho e a representação podem tanto esconder como ampliar qualidades e defeitos e falhas de um projeto e a velocidade de troca de informações que o surgimento de novas tecnologias de informação permite, colocam ainda mais o assunto na ordem do dia.

Os meios e maneiras da representação arquitetural se modificaram radicalmente, passando da utilização dos desenhos codificados e das perspectivas, explorados por séculos, das reproduções fotográficas de maquetes dos anos 60, até a vertiginosa ascensão dos meios digitais de produção e reprodução de desenhos e simulações tridimensionais. Porém, a função retórica da apresentação está muito além das técnicas de representação. A mensagem depende de como estas técnicas são manipuladas pelo projetista, o que ele inclui, omite ou reforça.

O desenho deve explicar o que se pretende construir, é parte do processo que vai da simulação à realização do trabalho. Porém, os desenhos para concursos não são simplesmente desenhos de trabalho, pois buscam alcançar uma prefiguração que transmita credibilidade potencial para um desenvolvimento futuro. Num concurso a representação visual do projeto deve ser legível ao júri para que permita a comparação e o julgamento de sua adequação ao programa e ao sítio, mas por outro lado, deve apresentar argumentos que convençam o corpo do júri da sua superioridade perante os outros concorrentes. Em muitos casos, este material acaba se tornando um objeto cultural auto-suficiente, de interesse particular para arquitetos e aficionados.

Os desenhos podem mostrar diferentes qualidades do mesmo objeto. Qualquer desenho ou figuração implica num desvio do objeto real, mas vários princípios de representação implicam também em diferentes desvios.

A representação mais objetiva é a ortogonal (plantas, cortes, elevações) que reproduz proporcionalmente as relações do objeto, porém, estas não se explicam sozinhas. Uma planta nos dá idéia de percursos, como um mapa, mas não nos informa sobre o espaço e sua configuração. Este tipo de representação implica na necessidade de certo treinamento para o receptor, para que este, a partir da leitura dos diversos elementos, absorva as qualidade e características do espaço

que estas representam, da arquitetura que propõem. Ninguém vê um objeto em sua projeção ortogonal, pois esta é uma construção abstrata, uma técnica que requer condutas padronizadas. Tal aspecto pode levar a uma subjetividade de interpretação muito grande.

O modo como Palladio utilizava o corte e a elevação num mesmo desenho é uma maneira de minimizar esta fragmentação da mensagem ocorrida, facilitando a apreensão espacial e se apropriando da simetria de seus projetos.

A perspectiva tem como objetivo representar objetos no espaço de maneira a simular sua visualização de um determinado ponto de vista. Muito próxima do que seria uma experiência visual verdadeira é o desenho que menos esclarece as reais proporções do objeto. As experiências de

Benzer Belgeler