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Göreve Yeni Başlayan Öğretmenlere Göre Vizyoner Lider Olarak Okul

4. BULGULAR ve YORUMLAR

4.2. Göreve Yeni Başlayan Öğretmenlere Göre Vizyoner Lider Olarak Okul

Em estudo do Observatório das Metrópoles, Bógus & Pasternak (2008) apresentam um quadro com indicadores sintéticos sobre a evolução das categorias profissionais superiores, médias e populares, na cidade de São Paulo, no período 1991 e 2000. Nas três categorias o quadro destaca a evolução referente à presença de pessoas com mais de 65 anos.

Ainda que a idade do sujeito deste estudo seja de 60 anos e mais de idade, o dado é relevante visto que dos 10 sujeitos brasileiros, moradores na cidade de São Paulo, 7 são maiores de 65 anos. Para efeito de ilustração, foi elaborada a Tabela 6.1.

Tabela: 6.1 - Indicadores sintéticos pessoas com mais de 65 anos em três categorias.

Pessoas com mais de 65 anos

Períodos 1991 2000

Categorias % %

Superior

Dirigentes 3,54 4,39

Profissional de nível superior 1,72 2,00

Pequenos empregadores 2,86 4,18 Médias Médias 1,38 1,62 Populares Trabalhadores Terciários 1,22 1,65 Trabalhadores do Secundário 1,22 1,36 Trabalhadores Terciário não especializado 2,15 2,04 Fonte: sujeitos entrevistados e Observatório das Metrópoles na PUC - São Paulo(2008).

No período constante da tabela acima, nota-se que à exceção da categoria dos trabalhadores não especializados, nas demais categorias de mais de 65 anos, houve aumento na sua participação no mercado. Os pequenos empregadores aumentaram em 1,32% a sua participação confirmando as tendências de participação dos mais de 60 no

mercado de trabalho, seja porque aposentou e empreendeu em um negócio próprio, seja porque partiu para uma nova atividade, seja porque aposentou e continuou a trabalhar na mesma empresa ou em uma nova. Apenas nos trabalhadores não especializados registrou-se uma pequena queda, 0,9 %. Essas tendências já foram mencionadas no Cap IV deste estudo em Otta (2007) em que um levantamento feito pelo Ministério do Trabalho demonstra uma taxa de crescimento de 9,77, em 2006, na faixa etária entre 50 e 64 anos. As tendências de trabalhadores maduros no mercado de trabalho também figuram em estudos do (IPEA) em 2006. Neste caso as razões que explicam o crescimento, são decorrentes da baixa taxa de natalidade e do aumento da expectativa de vida, cujas repercussões estão previstas para 2030.

6.6 Saúde

O envelhecimento não é doença, entretanto o modo como os maiores de 60 são tratados pelas famílias e pela sociedade faz com que, muitos deles, se modelem e se transformem em seres frágeis e debilitados segundo Gonçalves (99) e a autora acrescenta:

Problemas psicológicos, como a depressão, são desenvolvidos pela constante e massificada afirmação de declínios que devem ocorrer nas funções gerais do organismo e nas mudanças exteriores no corpo. O ser idoso espera (e muitas vezes vivencia de forma psicossomática) essas deficiências, tornando-se uma pessoa fragilizada para enfrentar tais problemas. (idem 99, p. 16)

Ou seja, apesar de modificações acontecerem em todas as faixas etárias da vida, nos maiores de 60 elas são realçadas e vistas sempre como algo degenerador, fatal e porque não dizer negativo. Durante as entrevistas quando se perguntava aos sujeitos sobre o estado de saúde deles, a primeira resposta era sempre positiva - a saúde é boa; sucessivamente eles explicavam problemas de doenças mais graves que já haviam tido, alguns casos curados outros não, como nos exemplos:

• Denise teve isquemia há um ano, mas não teve sequelas físicas, sente momentos de depressão, está se tratando, toma remédios também para a pressão;

• Isabel teve um câncer de mama, há 26 anos, quando tinha 41 anos de idade. Fez mastectomia e um longo tratamento quimioterápico. Está curada, faz acompanhamento anual;

• Amável há 13 anos descobriu que tem um linfoma, toma os remédios indicados, faz as quimioterapias periódicas, mas segue lutando pela vida;

• Antonio tem pressão alta, controla o colesterol com remédios que toma diariamente, regula a alimentação, vive uma vida regrada, mas come de tudo um pouco;

• Carlos é diabético, toma insulina diariamente e tem a vida um bocadinho regrada, declara;

• Mario tem pressão alta e toma remédio diariamente para controlar, mas a saúde é boa, declara;

• Jorge declara que ouve bem, entretanto tem dificuldade de entender alguns timbres de voz e essa deficiência afeta a comunicação com as pessoas no trabalho e no ambiente familiar. Esse fato provoca nele muito constrangimento, por conseguinte, lamenta que a sociedade brasileira seja tão incompreensiva com os idosos, gostaria que ela fosse como os japoneses. Nesse sentido, vale citar Preti (1991) em seus estudos sobre a linguagem dos idosos, utilizando a analise da conversação para descrever o comportamento verbal das pessoas durante a interação e compreender como ocorre a organização do ato conversacional. As marcas linguísticas próprias da linguagem de idosos originam-se pela idade e, principalmente, pelas relações com o meio social em que interagem. A posição negativa ocupada pelo idoso na sociedade atual e os reflexos desta no seu cotidiano, provoca consequências de caráter social, físico, psicológico e cognitivo. Preti reforça que os idosos têm satisfação em falar para ouvintes atentos e interessados e prazer em lembrar e estes acontecimentos simples demonstram a necessidade de interação dos idosos para se sentirem vivos, atuantes e importantes.

Embora haja entre os sujeitos condições de saúde que não possa ser considerada - normal -, eles apresentaram um altíssimo grau de otimismo em relação à saúde. Rodrigues (2006) comenta resultados de pesquisas científicas que mostram que apenas 25% das condições de saúde no envelhecimento de uma pessoa estão relacionadas à sua herança genética. O restante depende do estilo de vida adotado, como o ambiente social

em que vive a alimentação, a atividade física e mental e o estresse. Nesse sentido os laços sociais, a solidariedade e a harmonia familiar podem oferecer ricas contribuições como afirma Portugal: “as redes informais de solidariedade e, sobretudo a família, são elementos importantes no apoio social e, portanto, devem ser levadas em conta quando se trata de discutir a produção total do bem-estar numa sociedade.” (Portugal 2007, p.4)

Os maiores de 60 anos por serem mais suscetíveis a vulnerabilidades no domínio da saúde e de cuidados pessoais, poderão se beneficiar das redes informais de solidariedade e de apoio familiar porque:

...a solidariedade familiar manifesta-se através da capacidade de acolher familiares necessitados, através dos cuidados com os idosos, as crianças e os deficientes ou através da partilha de bens, como a terra, a casa, as roupas e os alimentos. (Moller e Hespanha, 2002, p.20)