No período compreendido entre 2011 e 2015, segundo estimativas, a população do concelho de Matosinhos reduziu-se em 1,1%, passando de 175 869 para 173 451 residentes, acompanhando a tendência de diminuição da população observada na Região Norte (RN) e em Portugal.
A alteração da estrutura da pirâmide etária do concelho, com um aumento da população nos grupos etários superiores é demonstrada pelo índice de envelhecimento. Este índice, em 2015 apresentou um valor de 141 pessoas com mais de 65 anos por cada 100 pessoas menores de 15 anos, sendo superior ao da RN (139,5) mas inferior ao de Portugal (146,5). Em qualquer um dos casos, verifica-se um aumento dos valores nos últimos anos, sendo a
173 451 habitantes (2015)
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variação de cerca de +21% comparativamente aos valores observados em Matosinhos em 2011.
O ganho médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem (1128.3 € em 2013) é superior ao da região norte ”963.4 €) e do país ”1093.3 €). ≥ setor de atividade com maior população empregada é o terciário (78.8% em 2011) seguido do secundário (20.6%) e primário (0.6%).
O número de desempregados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em Matosinhos tem vindo a decrescer desde 2013 a 2015, depois de uma tendência crescente desde 2008, manifestando uma tendência semelhante à da região norte e do país.
O número de pensionistas da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações tem aumentado, sendo de 55 110 em 2013. Pelo contrário, a proporção de beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido e Rendimento Social de Inserção da Segurança Social no total de beneficiários ativos tem vindo a decrecer (12.6%). Contudo é superior à verificada na RN (9.6%) e PT (8.7%).
A taxa de criminalidade total no concelho de Matosinhos ”34,8 ‰ em 2013) é mais elevada que na região ≤orte ”31.5‰) mas inferior à do país ”36‰).
As infra-estruturas ambientais abrangem toda a população a apresentam valores acima da RN: 100% é servida por sistemas públicos de abastecimento de água, 100% por sistemas de drenagem de águas residuais e 89% por estação de tratamento de águas residuais (2009).
Caracterização de saúde
A taxa bruta de natalidade em 2015 foi de 8,3‰ (total de 1442 nascimentos), coincidente com o valor observado para Portugal e superior ao valor da RN (7,5‰). Estes valores são inferiores aos observados em 2011 para as 3 áreas geográficas, sendo que nesse ano a taxa no concelho de Matosinhos foi de 9,5 ‰ ”1664 nascimentos).
O Índice Sintético de Fecundidade tem apresentado alguma oscilação nos últimos anos. O ano de 2015 apresentou uma evolução favorável (1,25) quando comparado aos três anos anteriores, mas inferior relativamente aos anos prévios a 2011.
Do total de 1142 nascimentos ocorridos no concelho de Matosinhos, 28 foram de mães com menos de 20 anos (2,5 %) e 481 (42%) de mães com mais de 35 anos. Comparativamente a 2011 verifica-se uma redução no número de nados-vivos de mães com 20 anos (60 nados-vivos em 2011; -3,6%) e um aumento nos nados-vivos de mães com mais de 35 anos (439 nados-vivos em 2011; +26 %). A proporção de nascimentos de crianças de baixo peso (<2500 gr) em 2015 foi de 12 %, superior aos valores para a RN e Portugal (ambos 9 %).
A taxa de mortalidade infantil durante o triénio 2013-2015 foi de 3 óbitos de crianças com menos de um ano de idade por cada 1000 nascimentos. Este valor encontra-se próximo dos registados para a região Norte (2,7‰) e Portugal (3 ‰), representado uma melhoria relativamente aos dois triénios anteriores. No entanto, é necessário ressalvar que perante o baixo número de nascimentos, a taxa de mortalidade infantil é muito susceptível a desvios.
Como se nasce?
Plano Nacional de Saúde e Estratégias Locais de Saúde
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PLANO LOCAL DE SAÚDE - UNIDADE LOCAL DE SAÚDE
MATOSINHOS NO ANO DE 2011-2016
Problemas de saúde prioritários identificados:
Mortalidade e morbilidade por doenças do aparelho circulatório (doenças
cerebrovasculares e doença isquémica do coração), antes dos 65 anos
Mortalidade por tumor maligno da traqueia, brônquios e pulmão antes dos 65
anos
Mortalidade por tumor maligno do cólon e recto antes dos 65 anos
Mortalidade por tumor maligno da mama feminina
Morbilidade por tuberculose
Mortalidade por diabetes mellitus
Em 2015, ocorreram 1569 óbitos em Matosinhos, representando uma taxa bruta de mortalidade
de 9‰. Comparativamente, no mesmo ano, a taxa observada na RN foi de 9,3 ‰ e em Portugal
de 10,5‰. Relativamente aos anos transactos, verificou-se o aumento sucessivo desta taxa no
concelho de Matosinhos (7,8‰ em 2011, 8,3 ‰ em 2012, 8,5 ‰ em 2013, 8,5 ‰ em 2014). Em
2015, Janeiro foi o mês com maior número de óbitos em Matosinhos com 230 óbitos.
Em termos de mortalidade proporcional em 2014 (últimos dados disponíveis), as neoplasias foram responsáveis por cerca de 30% dos óbitos, seguidas das doenças do aparelho circulatório (27%), das doenças do aparelho respiratório (11%) e das doenças do aparelho cérebro-vascular (9%). Comparativamente com a RN e Portugal, Matosinhos apresenta uma menor percentagem de óbitos por doença cardiovascular e doença do aparelho respiratório, mas uma percentagem maior por tumores malignos.
As taxas de mortalidade por doenças do aparelho circulatório em Matosinhos têm-se mantido
relativamente estáveis, sendo de 2,3‰ em 2014, comparativamente a 2 ‰ em 2011. O mesmo
comportamento é observável para a taxa de mortalidade por tumores malignos - 2,5‰ em
2014 e 2,4 ‰ em 2011.
Relativamente aos óbitos por neoplasia, os tumores malignos da laringe, da traqueia, dos brônquios e dos pulmões foram os responsáveis pelo maior número de óbitos seguidos dos tumores malignos do estômago.
Como se morre?
Em 2014, os últimos dados disponíveis, por cada 1000 residentes em Matosinhos, 214 apresentavam diagnóstico ativo de hipertensão, 208 de alteração do metabolismo dos lípidos, 155 de abuso de tabaco, 103 de obesidade e 94 de excesso de peso. Estes valores eram superiores aos existentes para a população residente na região Norte, com significância estatística.
Quanto aos internamentos hospitalares, os dados existentes referentes ao ano de 2013 mostram que as doenças do aparelho circulatório foram responsáveis por 13,4% dos internamentos (sobretudo por doença cerebrovascular), valor superior a qualquer outra causa. Seguiram-se os internamentos por doenças do aparelho digestivo (10,3%), doenças do aparelho respiratório (9,8%, particularmente pneumonias) e doenças do aparelho genito-urinário (9,8%).
Como se vive?
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Metas De Saúde
Diminuir a taxa de mortalidade por doenças do aparelho circulatório de
22,1/100000 para 10/100000 na população de ambos os sexos, até aos 65 e residente no concelho de Matosinhos, entre 2011 e 2016
Diminuir a taxa de mortalidade padronizada por acidente vascular cerebral de
8,6/100000 para 4,5/100000 na população de ambos os sexos, até aos 65 anos e residente no concelho de Matosinhos, entre 2011 e 2016
Diminuir a taxa de mortalidade padronizada por doença isquémica cardíaca de
8,6/100000 para 2,5/100000 na população de ambos os sexos, até aos 65 anos e residente no concelho de Matosinhos, entre 2011 e 2016
Diminuir a taxa de mortalidade padronizada pelo tumor maligno da traqueia,
brônquios e pulmão de 20,5/100000 para 18/100000 na população de ambos os sexos, até aos 65 anos e residente no concelho de Matosinhos, entre 2011 e 2016
Diminuir a taxa de mortalidade padronizada por tumor maligno do cólon e reto
para menos de 6,3/100000 na população de ambos os sexos, até aos 65 anos e residente no concelho de Matosinhos, entre 2011 e 2016
Diminuir a taxa de mortalidade padronizada pelo tumor maligno da mama
feminina de 8,1/100000 para menos de 8,0/100000 na população do sexo feminino até aos 65 anos, e residente no concelho de Matosinhos, entre 2011 e 2016
Diminuir taxa de mortalidade por diabetes mellitus de 3,8/100000 para menos de
1,7/100000, em ambos os sexos, na Região Norte, entre 2011 e 2016
Diminuir taxa de incidência da tuberculose de 30,1/100000 para menos de
20/100000 na população de ambos os sexos e residente no concelho de Matosinhos, entre 2011 e 2016