Bölüm III. Projenin Ekonomik ve Sosyal Boyutları
III.4. Projenin Fayda-Maliyet Analizi
IV.2.8. Flora Ve Fauna (Türler, Endemik Özellikle Lokal Endemik Bitki
IV.2.8.1. Flora
superação da violência contra as mulheres na universidade, os dados e as denúncias são fundamentais para a quebra do silêncio a respeito desta problemática. Essas medidas devem ter o caráter paliativo, que além de curar as feridas emocionais, psicológicas e físicas das vítimas, alivia o problema momentaneamente, e o caráter preventivo, que envolvem medidas de segurança, normativa e punitiva, algo que tem a capacidade de evitar a efetivação da violência, concomitantes a medidas formativas. O levantamento de dados e pesquisas investigadas por Valls et al (2007) trazem medidas paliativas e preventivas para avançar na superação da violência contra a mulher:
- Educação das relações de gênero para superar mitos e crenças sexistas: (preventivo) é indicado que haja programas educativos e preventivos que tragam informações sobre todos os tipos de violência e potencialize mensagens que as mulheres não são culpadas pelas agressões sofridas. Além de atividades para acabar com os mitos e crenças em centros acadêmicos, atléticas, grupo de mulheres e grupo de homens.
- Prevenção das relações pessoais não-saudáveis: (preventivo) as pesquisas indicam trabalhar com universitárias o reconhecimento das relações não saudáveis, independentemente se são relacionamentos longos ou encontros esporádicos, as atividades seriam palestras, leituras, assessorias que oriente as estudantes identificar os elementos não saudáveis das relações gerando alternativas para que elas se defendam.
- Interações e potencialização do diálogo: (preventivo) os estudos demonstraram que as interações e o diálogo entre iguais é um elemento chave para identificar a situação de violência e consequentemente preveni-las. Estes estudos também demonstram que a mudança individual não é suficiente, se faz necessário dinâmicas em todo âmbito universitário.
- Apoio as vítimas e solidariedade feminina: (paliativo) ao identificar que as interações entre iguais é um fator importante, torna-se necessária a formação de uma rede de apoio as vítimas de violência, essas redes de amizade se tornam, na maioria das vezes, um dos meios mais efetivos de apoio ao ajudar romper barreiras institucionais que dificultam as denúncias. Além disso, é importante assegurar que haja mulheres em diferentes funções e hierarquias nos
departamentos das universidades favorecendo o acolhimento das universitárias em situação de violência,
- Envolvimento das instituições: (preventivo) diversos estudos sinalizam que as universidades precisam reconhecer que há violência contra as mulheres nas universidades e consequentemente buscar caminhos e medidas para resolvê-los. Esses caminhos e medidas precisam ser a nível institucional, e não apenas na perspectiva paliativa, mas também na perspectiva preventiva. Diante disso, sugere-se programas de prevenção e ações contra a violência de gênero conjuntamente de campanhas de sensibilização de tolerância zero diante de qualquer tipo de violência no âmbito universitário com a colaboração de todas as pessoas da comunidade universitária.
Para além do que já foi exposto, Valls et al (2016) argumentam que a universidade se tornou um ambiente hostil, com pouca solidariedade e de culpabilização das vítimas pela violência por elas sofrida, desencorajando as mulheres a realizarem denúncias. Além do que foi destacado acima para a superação e a prevenção de violência de gênero, os estudos apontam a importância da bystander intervention, que é a intervenção realizada pelo espectador diante de uma situação de agressão ou qualquer outro tipo de violência.
Sobre a bystander intervention, é preciso melhor situar tal elemento, uma vez que ele é bastante desconhecido no contexto brasileiro.
Bystander, segundo Public Health England (2016), é o espectador de algum evento, mas que não está diretamente nele envolvido. Em diferentes pesquisas, foram identificadas diferentes etapas da estrutura do comportamento do espectador, passando da inação para a ação. O espectador precisa ver e compreender o evento como um problema que precisa de intervenção; a partir disso, decidir se é ou não parte da solução e assumir as responsabilidades, e por fim ter a capacidade para intervir, conforme quadro abaixo:
Figura 1: Estágios para se tornar um espectador pró social.
Adaptado de Public Health England (2016)
Public Health England (2016) explicita que para identificar e intervir em uma situação de violência é necessário um treinamento educativo que tem como objetivo capacitar o espectador para reconhecer: a) fatores de risco (de vitimização e perpetração); b) impacto negativo nas vítimas; c) comportamentos contínuos ou suscetíveis de violência sexual, como o sexismo, atitudes hostis em relação às mulheres, a aceitação do mito do estupro, culpabilização das vítimas; d) sinais de alerta precoce de abuso doméstico; e) situações de violência potencialmente perigosas à medida que ocorrem. Porém, todo esse conhecimento é um passo da transformação, pois o espectador tem que estar disposto a ser um agente que trabalha a favor da prevenção da violência de gênero.
Com a presente seção concluímos que já existem medidas identificadas e testadas internacionalmente como mais efetivas para a prevenção e a superação da violência contra a mulher no âmbito universitário. O desenvolvimento de programas de prevenção e violência contra a mulher, baseados em evidências científicas, indicam que é necessária tolerância zero a qualquer tipo de violência, a seus agressores e sua rede de apoio, além de intervenção, apoio às vítimas e com as pessoas que são sua rede de apoio. A perspectiva comunicativa, adotada pelo CREA/UB e pelo NIASE/UFSCar, tratada nessa dissertação, agrega às evidências aspectos importantes sobre fontes da violência e ações efetivas.
Embora já tenhamos conhecimento de pesquisas e contribuições da abordagem advinda da perspectiva comunicativa, a pergunta que guiou o estudo que agora apresentamos nos remete a ir além e a explicitar se há produção acadêmica nacional e estrangeira, bem como ações desenvolvidas em universidades que ofereçam elementos balizadores para se
estenderem medidas preventivas, punitivas e paliativas de enfrentamento à violência contra as mulheres nas universidades brasileiras?
Passamos na próxima seção a abordar a pesquisa em si, descrevendo a metodologia de pesquisa que utilizamos para seu desenvolvimento.
4. METODOLOGIA E PROCEDIMENTOS PARA REALIZAÇÃO DA