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2. KURAMSAL BİLGİLER VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.2. İlgili Araştırmalar

2.2.1. Fiziksel Ortam Konusunda Yurt İçinde Yapılmış İlgili Araştırmalar

Sobre a relação entre imagem e pensamento Sartre irá constatar que a imagem ou consciência imaginante representa um tipo de pensamento que é o irrefletido; que se constitui em e por seu objeto. Todavia, nem todo pensamento irrefletido assume a forma de imagem. Dito deste modo, tudo o que pensamos sobre o objeto da consciência imaginante é considerado uma nova característica da imagem; nosso pensamento aparece como o próprio objeto e não como uma determinação que podemos constatar sobre ele. Portanto, o desenvolvimento de nossas ideias aparece como uma série de consciências imaginantes que se ligam produzindo uma espécie de vida para a imagem do objeto que pensamos. Neste sentido, ao representarmos com detalhes nossos pensamentos obscuros, fazemos com que apareçam aspectos diferentes na imagem. Por exemplo, julgar que vemos obscuramente uma pessoa de bigode faz com que este apareça no rosto que representamos. Nossos julgamentos assumem uma forma imaginante com a adição de qualidades novas aos objetos. Com isso, estamos criando e toda criação vem acompanhada de sentimentos, seja de comprometimento ou risco para com as criações, essencialmente as provocativas.

A partir destas considerações é possível pensar na relação da imagem com o conceito. Associamos as imagens que nos aparecem a realidades espaciais presentes nos objetos (como determinações de forma, cor, etc.). Mas, na verdade, as imagens não possuem essa individualidade presente apenas nos objetos da percepção. Essa determinação vaga ou indeterminação das imagens é um modo que um objeto ausente tem de aparecer à nossa consciência. Na maior parte do tempo, pensamos em classes de objetos e não em objetos isolados porque procuramos estabelecer relações gerais. Isso acontece porque abordamos os conceitos

72 indiretamente e, assim, os aproximamos dos objetos individuais. A busca por captar o conceito geralmente nos aproxima das características individuais que convertemos mentalmente em classes de objetos. Uma imagem indeterminada é um modo de abordar um conceito a partir de um nível fraco do pensamento. Igualmente, costumamos considerar que certos sistemas de relações sejam uma compreensão enquanto cumprem apenas a função de apresentar-nos um esquema simbólico.

Utilizamos os esquemas simbólicos como um esforço de compreensão de pensamentos abstratos porque as classes de objetos são muito pobres em conteúdo lógico, e se apresentam como se possuíssem características sensíveis. Sartre apresenta três atitudes nitidamente definidas que nossa consciência possui para fazer o conceito aparecer à consciência irrefletida. A primeira é uma orientação, quando procuramos à nossa volta. Na segunda permanecemos entre os objetos e fazemos aparecer suas classes à nossa consciência. Na terceira, nos desviamos das coisas com o intuito de nos voltar para as relações. Diante destas atitudes de nossa consciência, há ―duas maneiras de aparecer para o conceito: como puro pensamento no terreno reflexivo e como imagem no terreno irrefletido‖ (SARTRE, 1996, p.152).

Como um ―pensamento puro irrefletido‖ (ibidem) e um pensamento espacializado (ibidem) podem ter a mesma significação; o pensamento é constituído como coisa na imagem. Como a questão não é simples, Sartre pondera sobre algumas possibilidades. Uma delas é quando procuramos nos libertar das imagens pela insuficiência desse modo de pensar. Isto aconteceria ao nos darmos conta de que a imagem seria uma forma de aprisionamento em uma representação espacial, o que limitaria o curso posterior da consciência pela nitidez insuficiente das imagens como ilustração do esforço de nossa inteligência. Desse modo, o pensamento tentaria compreender ou captar a imagem para ultrapassá-la. Agindo assim, uma pessoa estaria substituindo seu ―elan criador‖ (SARTRE, 1996, p.153) por um esquema simbólico que serviria como uma etapa a vencer. Em conseqüência, tomaríamos este esquema provisório precário como a essência do que ele representa e teríamos a impressão de estarmos diante de um pensamento que ao mesmo tempo pareceria ser e não ser uma essência.

Portanto, para Sartre, o esquema simbólico não seria um tipo de pensamento, mas um aspecto superficial e enganoso deste, uma aparição fugaz. O pensamento, por sua vez, não poderia ser esgotado devido a seu caráter imaterial. Sartre comenta que os filósofos ou os ―homens que têm um grande hábito de pensar sobre o pensamento” (ibidem), sabem que o pensamento escapa a todo esforço para representá-lo, defini-lo, cristalizá-lo. Por esse motivo, evitam comparações e metáforas quando falam dele e sustentam que o pensamento não depende

73 de elementos exteriores adotados para aparecer. Um pesquisador pode captar um pensamento sem a necessidade de aspectos materiais, mas usar um esquema pode ajudar a comportar sua própria superação por conta de seu dinamismo. Por sua vez, a compreensão pode unir o esquema e a ideia, avançando ou não. Porém, a compreensão não é dada em ato, apenas pode ser esboçada ou possível.

Assim, a evolução dessas determinações permanece regida pelo sentido ideal da imagem, sem as determinações próprias da estrutura material. As ideias podem comandar as transformações do esquema sem que se alterem em seu desenvolvimento. Para Sartre, subordinamos as estruturas materiais às ideias porque estabelecemos uma independência relativa de umas em face das outras. Em face de uma atitude irrefletida, guardamos uma espécie de lembrança vaga das estruturas materiais, com suas formas e esquemas em desenvolvimento como se fossem idênticos ao desenvolvimento da ideia. É um saber vazio que busca alcançar uma natureza geral das ideias. Desse modo, poderíamos pensar que essa atitude de degradação do pensamento seria uma das mais freqüentes causas do erro porque basta uma leve preferência para que o pensamento sofra um desvio irremediável, e este deixa de seguir diretamente a ideia.

Igualmente, embora tenhamos a liberdade de alterar qualquer elemento da imagem, não podemos fazê-lo a partir de nossa vontade. Quando produzimos uma imagem simbólica (um esquema ou uma representação), ―tudo indica que ocorre nessa imagem um conflito entre o que ela é e o que ela representa, entre as possibilidades de desenvolvimento que vêm da ideia que ela encarna e seu dinamismo próprio‖ (SARTRE, 1996, p.158). E mesmo que exista uma distância entre as coisas e sua natureza e as coisas enquanto imagem, o pensamento não fica à mercê dessa ambigüidade porque antes que a imagem se desenvolva segundo suas próprias leis, nós a abandonamos, ela se dissipa e desaparece. Nosso pensamento escapa e passa de uma imagem para outra. Na maioria das vezes, ―essa desconfiança em relação à imagem, que é como uma lembrança da reflexão, não se manifesta. Nesse caso, as leis de desenvolvimento características da imagem são freqüentemente confundidas com as leis da essência considerada‖ (SARTRE, 1996, p.158).

Também se mostra pertinente a análise das metáforas, cujo sentido não está representado na imagem, mas na associação que utilizamos como elo. Com isso, é como se as leis da imagem fossem contaminadas pela essência representada e assim a imagem ficasse ―falseada pelo sentido‖ e se tornasse indefinível. Para Sartre, ―não há imagem sem contradição íntima. É nessa e por essa contradição que se constitui a impressão de evidência. Assim, a

74 imagem traz consigo um poder persuasivo de aspecto enganoso, que provém da ambigüidade de sua natureza‖ (SARTRE, 1996, p.159).