BÖLÜM V. ANALİZ VE DEĞERLENDİRME
5.1 Firmaların Genel Değerlendirmesi
As rochas deste Complexo ocorrem restritas ao sul da área do estudo, limitadas pelo vale do ribeirão Jequitibá. Compreendem rochas eruptivas e metamórficas, litologicamente bem diversificadas, apresentando diferentes graus de intemperismo (CPRM, 2003).
Os afloramentos mostram litótipos de composição granito-gnáissica e migmatítica, com padrões texturais e estruturais variando de rochas bandadas, fortemente foliadas a incipientes e isotrópicas. Exibem contatos, em geral, transicionais, em particular, entre gnaisses, migmatitos e, ou granitóides. Com freqüência, se apresentam intemperizados, mas conservando, quase sempre, a estruturação original da rocha. Em geral, apresentam foliação de baixo ângulo. Os granitóides são em geral de cor cinza claro a esbranquiçada, de granulação grossa a média (CPRM, 2003).
No vale do ribeirão Jequitibá, ao sul da área do CNPMS, encontra-se um afloramento potente de rochas do embasamento. Trata-se da antiga pedreira, denominada ―Pedreira da Prefeitura‖, explorada para fornecimento de pedra para calçamento, pela prefeitura de Prudente de Morais. Na Figura 6.11(a) está apresentada uma fotografia de parte desta pedreira. O maciço apresenta o bandamento característico de gnaisses, conforme mostrado na Figura 6.11 (b).
Figura 6.11 Afloramento de rochas do embasamento cristalino
coordenadas UTM 587 894m E / 7842 955m N Fotografias do Autor (2008)
O contato do embasamento com rochas do Grupo Bambuí está marcado pelo vale do ribeirão Jequitibá, onde se encontra exposto, ao sul da área do estudo. Na região do contato, o ribeirão Jequitibá escava e aprofunda o vale, cujas vertentes são bastante íngremes e com declividades em ângulos diferentes, conforme o perfil esquemático apresentado na Figura 6.12, no local de coordenadas 586 814m E / 7842 849m N, próximo à sede da fazenda das Perobas.
Figura 6.12 Perfil esquemático do vale do Jequitibá, na região do contato
O processo erosivo na região do contato é indicativo da energia do ribeirão. O ribeirão, no local representado no perfil esquemático, está mostrado na fotografia na Figura 6.13.
Figura 6.13 Leito do córrego Jequitibá sobre rochas do embasamento cristalino
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Na Figura 6.14 (a) mostra-se parte de um afloramento, em que a rocha apresenta-se francamente intemperizada, resultando em um material de textura arenosa, fina, de coloração bege clara, que esboroa facilmente, sob a percussão do martelo, com manchas esparsas de aspecto ferruginoso, no topo.
Figura 6.14 Afloramentos de rochas do embasamento no vale do córrego Jequitibá
Coordenadas UTM 586 814m E / 7842 849m N Fotografias do Autor (2008)
Na Figura 6.14 (b) estão apresentado blocos da rocha mais fresca, fraturados, ortogonalmente, situados na base do afloramento, na margem direita do ribeirão Jequitibá, no local representado no perfil esquemático na Figura 6.12.
Seqüências Sedimentares do Grupo Bambuí
Na região de Sete Lagoas dominam seqüências sedimentares que fazem parte do contexto litoestratigráfico do Grupo Bambuí, que localmente, apresenta da base para o topo, as Formações Sete Lagoas, com os Membros Pedro Leopoldo, inferior, e Lagoa Santa, superior sotopostos à Formação Serra de Santa Helena.
O Membro Pedro Leopoldo, da Formação Sete Lagoas, assenta-se geralmente por falha de descolamento, em contato brusco e discordante, sobre as rochas do complexo gnáissico- migmatítico, que constituem embasamento cristalino (Pessoa, 1996; CPRM, 2003).
É constituído por calcissiltitos e, ou microesparitos-esparitos, micritas, subordinadamente calcarenitos muito finos, margas e milonitos protoderivados. Compreende quatro fácies, a saber (CPRM, 2003):
- Fácies A (local tipo pedreira Canaã) constituída por calcários cinza-claro a médio, em camadas tabulares, delgadas e, em geral, contínuas, com intercalações mais escuras de um metapelito. Tem espessura de cerca de 100 m. Do ponto de vista petrográfico apresenta três microfácies;
- Fácies B (local tipo pedreira Ilcon) constituída por calcários cinza-médio a escuro, em camadas horizontalizadas ou verticalizadas quando mais deformada, tornando-se então milonitizadas, com presença de níveis esverdeados e milimétricos de clorita e cristais euédricos de pirita. Sua espessura é superior a 50 m. Em lâmina delgada distinguem-se duas microfácies;
- Fácies C (locais tipo pedreiras Sambra, Paraíso, Capão do Meio e fazenda Capão do Inferno) constituída por calcários cinza-claro, cinza-esverdeado, róseo, marrom-arroxeado e creme, em estratos com cerca de 30 cm , com intercalações centimétricas de pelito em lentes e camadas, apresentando pequenas estratificações cruzadas e plano-paralelas e marcas de carga. Distribuem-se em vários locais, cristais de pirita euédricos, milimétricos. Entre os estratos ocorrem níveis finos de materiais argilosos, esverdeados com clorita, veios de quartzo e calcita. Localmente, os estratos apresentam-se separados por superfícies de estilolitização, contínuas e irregulares, com alternância cíclica de níveis de estromatólitos e, ou esteiras algais cinza escuro contendo filetes avermelhados em estrutura em chama e freqüentes agulhas de aragonita. Em lâmina delgada distinguem-se também, duas microfácies; e,
- Fácies D (local tipo lagoa das Pedras) constituída por margas cinza-claro a rósea, finamente laminada e em camada plano-paralelas, contínuas, milimétricas, alcançando até 50 cm. Apresentam-se pouco deformadas e intercaladas por estratos mais finos argilosos, milimétricos a centimétricos, com pequenas dobras assimétricas apresentando vergência para oeste.
As rochas do Membro Pedro Leopoldo são constituídas por carbonatos finos e impuros, além de expressiva proporção de material não-carbonático o que as tornaria menos favoráveis ao
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Essas rochas encontram-se em contato tectônico com o complexo gnáissico-migmatítico, o que é evidenciado pela presença de feições deformacionais, indicando a existência de um descolamento basal (CPRM, 2003).
O Membro Lagoa Santa ocorre na região a leste de Sete Lagoas, adjacências de Prudente de Morais e a sudoeste de Funilândia. É constituído por calcarenito, calcissiltitos e, ou espatitos- microespatitos, brecha, estromatólitos e milonitos protoderivados. Compreende dois fácies, a saber (CPRM, 2003):
- Fácies A (local tipo pedreira Redimix) calcário cinza-escuro a preto, quando fresco e cinza médio a claro, quanto mais alterado, com granulometria fina a grosseira, em camadas tabulares contínuas ou descontínuas, com espessura de média a espessa. Apresenta estratificações tabulares de pequeno porte, corpos de forma sigmoidal, e freqüentes vênulas e nódulos de calcita branca, preta e cor de mel. Observam-se dobras assimétricas, com vergência para oeste, microfalhas e veios de calcita dobrados e rotacionados. Quando quebrado exala odor fétido.
- Fácies B (local tipo posto da Polícia Rodoviária Federal) Compreende biolititos carbonáticos, com estromatólitos do gênero Gymnosolenida, em formas alongadas, bifurcadas, com laminação interna convexa, formando corpos com vários centímetros de diâmetro com até 50 cm de altura, deformados, ligeiramente achatados e estirados no sentido da foliação.
Essas rochas encontram-se carstificadas, apresentando expressões ruineformes, caneluras e canais de dissolução, e freqüentemente cavernas de dimensões variadas. Muitas vezes tais cavernas encontram-se entulhadas com material terrígeno.
Na Figura 6.15 mostra-se parte do afloramento conhecido como gruta da Pontinha, no qual podem ser observadas as estruturas ruiniformes e de outros tipos impressas pelo processo de carstificação.
Figura 6.15 Afloramento de calcário, gruta da Pontinha, no CNPMS
Coordenadas UTM 586 807m E / 7848 640m N Fotografias do Autor (2008)
Durante a perfuração de quatro poços de monitoramento na área do CNPMS, rochas duras, carbonáticas, de coloração cinza, possivelmente deste membro foram alcançadas à profundidade cerca de 40 metros, a partir da superfície do terreno.
Afloramentos de rochas carbonáticas do Membro Lagoa Santa são freqüentes na área do estudo, limitados à margem esquerda do ribeirão Matadouro.
A Formação Serra de Santa Helena compreende rochas pelíticas em geral, siltitos e argilitos em grande parte decompostos a semi-alterados (CPRM, 2003). Esta Formação é dominante na área do CNPMS, cujos afloramentos estão representados por saprólitos, que exibem coloração do creme claro ao amarelo e às vezes em tonalidade mais avermelhada ao longo do corte da estrada de ferro, na área do CNPMS.
Os saprólitos da Formação Serra de Santa Helena são encontrados, às vezes em estratos finos, às vezes, ainda apresentando a clivagem ardosiana e em camadas delgadas ou laminas com estratificação plano-paralela. Comumente, na área, ocorrem espessos capeamentos desses saprólitos, que apresentam coloração características, mas sem estruturas preservadas.
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Toda a seqüência é cortada por abundantes veios de quartzo fibroso, dobrados, quase sempre preenchendo fraturas ou zonas de alívio, originadas de processos distensionais. Exibem freqüentes drusas e cristais hialinos e euédricos de quartzo (CPRM, 2003).
Saprólitos da Formação Serra de Santa Helena encontram-se amplamente distribuídos na área do CNPMS, onde não exibem nenhuma seqüência em rochas frescas. Saprólitos ainda com estruturas plano-paralelas preservadas e apresentando potentes veios de quartzo fibroso são freqüentes na área. Ocorrem também, cascalheiras de espessuras e distribuição areal variadas, às vezes potentes, às vezes em uma linha tênue em cortes no saprólito. Na Figura 6.16 mostram-se algumas atitudes apresentadas pelos saprólitos desta formação, na área do CNPMS.
Figura 6.16 Afloramento de saprólitos da Formação Serra de Santa Helena, na área do estudo
Coordenadas UTM: (a) 585771m E / 7850896m N;(b) 585806m E / 7846263m N
Fotografias do Autor (2009)
Na Figura 6.16(a), está apresentado um afloramento do saprólito Formação Serra de Santa Helena, na área do CNPMS. A foliação preservada, tem atitude N30W/40NE. Na foto, a caneta é apenas uma referência de escala.
O saprólito encontra-se exposto em uma ravina, escavada por escoamento superficial de águas meteóricas, com dimensões estimadas em cerca de 80 cm de profundidade e 50 cm de largura, acompanhando a vertente topográfica por dezenas de metros. Superficialmente, no local, ocorrem extensas cascalheiras. A caneta na fotografia representa apenas uma escala relativa.
Na Figura 6.16 (b) também no CNPMS, está apresentada uma fotografia do saprólito Serra de Santa Helena, exibindo estratos muito delgados, plano-paralelos, quase horizontais, em corte da estrada de ferro, ao sul da área. Em toda a extensão do corte da ferrovia, acompanhando a superfície topográfica, podem ser observados níveis de cascalho de espessura variada, de potentes a delgados.
Coberturas detrito-lateríticas e aluviões
Na área do estudo e no seu entorno, esses depósitos foram mapeados apenas a montante, no vale do ribeirão do Matadouro e à jusante da lagoa do Brejão (CPRM, 2003).
Os aluviões recentes, atribuídos ao Quaternário e Terciário, são constituídos por sedimentos continentais terrígenos, inconsolidados e mal selecionados, em que predominam cascalhos, areias, siltes e argilas. Os cascalhos são a fração mais pesada e tornam-se mais grosseiros para montante dos cursos d’água, predominam grãos arredondados, sub-arredondados, angulosos e sub-angulosos de quartzo e fragmentos de rochas. Blocos de matacões são freqüentes nesses depósitos. As areias, siltes e argilas são abundantes e apresentam estruturas sedimentares como estratificação cruzada tabular, acanalada e plano-paralela (CPRM, 2003).
Os depósitos aluviais mais recentes, dos cursos d’água ativos são atribuídos ao Quaternário, enquanto os mais antigos de cursos d’água inativos e abandonados pertencem ao Terciário. Esses materiais, geralmente, estão recobertos por solos diversos, predominando na área do estudo os latossolos (CPRM, 2003).
Na Figura 6.17 apresenta-se um mapa litológico simplificado e revisado da área do CNPMS, onde foram realizadas a maioria das atividades do projeto. As informações geológicas sintetizadas resultaram das observações de caminhamentos em diversas seções, na área, na observação do material geológico amostrado na execução de furos de sondagem a trado, em seções previamente escolhidas, e do material amostrado na perfuração e instalação de 23 poços de monitoramento na área, além das informações sobre a geologia da área de acordo com CPRM (1994) e do Projeto Vida (CPRM, 2003).
Programa de Pós-graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da UFMG
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Foi verificado durante os trabalhos de campo na área do estudo, que os saprólitos da Formação Serra, às vezes capeados por Latossolos Vermelhos e Vermelho-Amarelos, se apresentavam ao longo dos cortes das ferrovias que cruzam a área do estudo, em subsuperfície nas perfurações, para instalação dos poços de monitoramento, e nos furos de sondagens a trado.
Foi verificado que o leito do ribeirão Jequitibá, ao sula da área do estudo, em boa parte, está sobre rochas do embasamento, no contato com o Grupo Bambuí.
Na área do CNPMS, foi constatado em diversos furos, para instalação dos poços de monitoramento e nas sondagens a trado, a presença da rocha carbonática, a profundidades de cerca de 40 m.
As sondagens a trado, realizadas nas proximidades do córrego Matadouro, na região da gruta da Pontinha (coordenadas 586234 E / 7850867 N), ao norte na área do CNPMS, permitiram constatar a presença da rocha carbonática a cerca de 4 m de profundidade, capeada por material silto-argiloso.
Em razão dessas observações foi proposta uma revisão da litologia, na área do CNPMS e ao sul na região do contato, resultando em maior extensão areal da Formação Serra de Santa Helena, representada no mapa na Figura 6.16.