BÖLÜM III. ÖRGÜTLERARASI AĞLARIN YENİLİK DERECESİ ÜZERİNDEKİ
3.1 Örgütlerarası Ağlar – Yenilik İlişkisi
De acordo com o artigo segundo da Lei Federal No 7802, de 11 de julho de 1989, ou seja, a Lei dos Agrotóxicos consideram-se agrotóxicos e afins:
a) Os produtos e os agentes de processos químicos, físicos e biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, no armazenamento e beneficiamento de produtos agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e também ambientes urbanos, hídricos e industriais, cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres vivos considerados nocivos;
b) Substâncias e produtos, empregados como desfolhantes, dessecantes, estimuladores e inibidores de crescimento;
c) Componentes: os princípios ativos, os produtos técnicos, suas matérias-primas, os ingredientes inertes e aditivos usados na fabricação de agrotóxicos e afins.
A Lei dos Agrotóxicos, regulamentada pelo Decreto nº 98.816, de 11 de janeiro de 1990, revogado pelo Decreto No 4.074, de 4 de janeiro de 2002, e novamente regulamentada pelo decreto No 5.981, de 6 de dezembro de 2006, que dá nova redação e inclui dispositivos ao Decreto No 4.074 (Brasil 1989, 1990, 2002, 2004, 2006).
Esta lei regulamenta a produção, utilização, comercialização, exportação e importação de agrotóxicos ou biocidas e seus afins. Dispõe sobre a pesquisa, experimentação, embalagens, rotulagem, transporte, armazenamento, propaganda comercial, destino final dos resíduos e embalagens, seus componentes e afins.
Este último Decreto dá nova redação e inclui dispositivos ao Decreto No 4.074, de 4 de janeiro de 2002, que regulamenta a Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989. Este dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins.
O Artigo 31 do Decreto No 4.074, de 4 de janeiro de 2002, e ainda vigente, estabelece que ―é proibido o registro de agrotóxicos, seus componentes e afins":
- para os quais no Brasil não se disponha de métodos para desativação de seus componentes, de modo a impedir que os seus resíduos remanescentes provoquem riscos ao meio ambiente e à saúde pública;
- para os quais não haja antídoto ou tratamento eficaz no Brasil;
- considerados teratogênicos, que apresentem evidências suficientes nesse sentido, a partir de observações na espécie humana ou de estudos em animais de experimentação;
- considerados carcinogênicos, que apresentem evidências suficientes nesse sentido, a partir de observações na espécie humana ou de estudos em animais de experimentação;
- considerados mutagênicos, capazes de induzir mutações observadas em, no mínimo, dois testes, um deles para detectar mutações gênicas, realizado, inclusive, com uso de ativação metabólica, e o outro para detectar mutações cromossômicas;
- que provoquem distúrbios hormonais, danos ao aparelho reprodutor, de acordo com procedimentos e experiências atualizadas na comunidade científica;
- que se revelem mais perigosos para o homem do que os testes de laboratório, com animais, tenham podido demonstrar, segundo critérios técnicos e científicos atualizados; e,
- cujas características causem danos ao meio ambiente.
Ainda, o parágrafo 1o do referido Decreto estabelece: ―Devem ser considerados como ―desativação de seus componentes‖ os processos de inativação dos ingredientes ativos que minimizem os riscos ao meio ambiente e à saúde humana‖.
Torna-se importante observar que a questão ambiental é citada, no referido Decreto, sem qualquer detalhamento, ou seja: ―... cujas características causem danos ao meio ambiente‖. O artigo 94 do Decreto Nº 4.074 instituiu o Sistema de Informações sobre Agrotóxicos SIA, cuja gestão foi atribuída a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Entre outras atribuições do SIA, o artigo estabelece:
-―Implementar, manter e disponibilizar dados e informações sobre as quantidades totais de produtos por categoria, importados, produzidos, exportados e comercializados no país‖; e,
A definição, diretrizes e atribuições do SIC são tratadas no artigo 29, que estabelece:
―Os componentes caracterizados como matérias-primas, ingredientes inertes e aditivos só poderão ser empregados em processos de fabricação de produtos técnicos agrotóxicos e afins se registrados e inscritos no Sistema de Informações de Componentes – SIC e atendidas as diretrizes e exigências estabelecidas pelos órgãos federais responsáveis pelos setores da agricultura, saúde e meio ambiente‖.
O SIC, conforme dita o referido artigo, foi instituído sob a forma de banco de dados, e entre suas atribuições, de acordo com o item VIII do artigo 29, ―deve implementar, manter e disponibilizar informações sobre tecnologia de aplicação e segurança no uso de agrotóxicos‖. Ainda, o artigo 95 do mesmo Decreto instituiu o Comitê Técnico de Assessoramento para Agrotóxicos, que, entre outras, detém competências para:
- ―Propor critérios de diferenciação de agrotóxicos, seus componentes e afins em classes, em função de sua utilização, de seu modo de ação e de suas características toxicológicas, ecotoxicológicas ou ambientais‖; e,
- ―Estabelecer as diretrizes a serem observadas no SIA, acompanhar e supervisionar as suas atividades‖.
No Brasil, com relação à poluição das águas superficiais, a Portaria No 518, de 25 de março de 2004, estabelece os procedimentos e responsabilidades relativas, ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e o seu padrão de potabilidade, que inclui as concentrações máximas de alguns agrotóxicos organoclorados.
Atualmente, a resolução CONAMA No 357, de 17 de março de 2005, que substituiu a Resolução No 20, trata da classificação das águas superficiais e estabelece os limites máximos de poluentes e contaminantes, nessas águas. Os elementos e substâncias considerados incluem os agrotóxicos organoclorados, os organofosforados, os carbamatos e as triazinas, como a atrazina e a simazina. Contudo, muitos inseticidas, fungicidas, e grande parte dos herbicidas, que são utilizados rotineiramente nas áreas agricultáveis do Brasil, não foram normatizados por essas legislações (Barreto e Ribeiro, 2008).
No dia sete de abril de 2008, entrou em vigor, a resolução CONAMA Nº 396, que dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento das águas subterrâneas e estabelece outras providências.
Desde então, em similaridade com a legislação pertinente às águas superficiais, as águas subterrâneas passaram a ser classificadas de acordo com suas características hidrogeoquímicas naturais e seus graus de poluição. Entre outros fins, essa classificação busca prevenir e controlar a poluição e promover a proteção da qualidade das águas subterrâneas que, uma vez contaminadas, demandam processos lentos e onerosos para sua recuperação.
De acordo com suas características hidrogeoquímicas naturais e os efeitos das ações antrópicas sobre sua qualidade, as águas subterrâneas devem ser enquadradas em um das cinco classes de qualidade, previstas na resolução CONAMA Nº 396, dependendo do grau de comprometimento do ambiente do aqüífero, além de uma ―classe especial‖, reservada aos aqüíferos destinados à preservação de ecossistemas, em unidades de conservação de proteção integral ou que alimentem corpos d’água superficiais também classificados como ―especiais‖. Para garantir a qualidade da água dentro de sua classificação, os órgãos ambientais devem promover a implementação de Áreas de Proteção de Aqüíferos e Perímetros de Proteção de Poços de Abastecimento. A resolução CONAMA Nº 396 também prevê a criação de Áreas de Restrição e Controle do Uso da Água Subterrânea, que serão implementadas em caráter excepcional e temporário, quando a captação em determinados corpos d’água representar um risco para a saúde humana, para ecossistemas ou para os próprios aqüíferos.
5.4 Contaminação dos Solos e das Águas Subterrâneas por Agroquímicos