BÖLÜM IV. ARAŞTIRMA TASARIMI
4.4 Değişkenler
Grande parte da bacia sedimentar do São Francisco está em território mineiro (onde se localiza a nascente do rio São Francisco) e baiano, estendo-se por uma estreita faixa dos territórios dos estados de Goiás e Tocantins, conforme mostrado na Figura 6.5.
Figura 6.5 Localização da Bacia do São Francisco
Fonte: Clark, (s.d.).
Segundo Alkimim e Martins-Neto, (2001), marcam os limites da bacia as seguintes feições: sul — contato entre as rochas do Supergrupo São Francisco e o substrato cratônico,
leste — pela Faixa Araçuaí, cuja expressão local é a cordilheira do Espinhaço Meridional; oeste e norte — pelas Faixas Brasília e Rio Preto; e,
nordeste — pelo corredor intracratônico de deformação do Paramirim, localmente representado pelas serras do Espinhaço Setentrional e do Boqueirão.
Desta forma, os limites leste, oeste e norte da bacia coincidem com os limites do cráton. O limite sul é de caráter erosional e o limite nordeste é um elemento da estrutura intracratônica, ou seja, o corredor de deformação do Paramirim (Alkimim e Martins-Neto, 2001).
Almeida (1977) admitiu que ao final do Evento Transamazônico o processo de cratonização chegou ao término. De acordo com esta concepção, foi estimado que o embasamento do cráton fosse constituído pelas rochas mais velhas que o Supergrupo Espinhaço, devido a ―pronunciada discordância que separa tais unidades‖.
Conforme Alkimim e Martins-Neto (2001) uma vez conhecida a idade das rochas basais deste Supergrupo, o embasamento da bacia intracratônica seria constituído por todo o conjunto de rochas mais velhas que 1,8 Ga. Assim, as unidades de preenchimento seriam constituídas pelas rochas mais jovens que esta idade. Essas unidades estão sintetizadas na Tabela 6.1.
Tabela 6.1 Unidades de preenchimento da bacia intracratônica do São Francisco
Idade
paleo/mesoproterozóica neoproterozóica permo-carbonífera cretácica
Supergrupo Grupo
Espinhaço São Francisco Santa Fé
Areado Mata da Corda
Urucuia
Fonte: Alkimim e Martins-Neto, 2001.
Na Figura 6.6 apresenta-se um mapa geológico simplificado da bacia intracratônica do São Francisco segundo Alkimim e Martins-Neto (2001), no qual se mostra a distribuição areal das grandes unidades litoestratigráficas e as feições estruturais regionais.
124 Convenções Compartimento estrutural Cinturões neoproterozóicos Cidades SL – Sete Lagoas TM – Três Marias 0 100 km Unidades fanerozóicas Supergrupo São Francisco
Supergrupo Espinhaço Grupo Vazante Embasamento
Mapa geológico simplificado da bacia intracratônica do São Francisco
Área da pesquisa
Figura 6.6 Mapa geológico simplificado bacia intracratônica do São Francisco
Fonte: Pinto e Martins-Neto, 2001.
O Cráton do São Francisco serviu de embasamento para a deposição dos sedimentos neoproterozóicos depositados sob a influência de glaciação. A Formação Jequitaí é a unidade glaciogênica depositada no domínio cratônico, com pouca ou quase total ausência dos efeitos da deformação Brasiliana, enquanto que o Grupo Macaúbas inclui uma espessa seqüência de depósitos glaciogênicos e gravitacionais de borda cratônica e que sofreu os efeitos da deformação Brasiliana, fazendo parte da Faixa Araçuaí, conforme Karfunkel e Hope (1988), Uhlein (1991), Uhlein et al., (1999), citados em Alkimim e Martins-Neto (2001).
Para a bacia intracratônica do São Francisco, o empilhamento de suas unidades de preenchimento é representado pela coluna estratigráfica mostrada na Figura 6.7.
Figura 6.7 Coluna estratigráfica da bacia intracratônica do São Francisco
Fonte: Alkimin e Martins-Neto, 2001.
A unidade característica desta bacia intracratônica é constituída pelo Grupo Bambuí, que exibe a maior área de afloramento entre todas as suas unidades. Este grupo compõem-se de um pacote de rochas carbonáticas, alternadas com material terrígeno, constituindo uma sequência plataformal, que marca uma transgressão marinha generalizada sobre o Cráton do São Francisco, e uma total mudança no comportamento geológico de sua região sul. Assim, tornou-se um sítio de deposição de sedimentos originados de áreas soerguidas no seu entorno, isto é, uma bacia de antepaís (Alkimim e Martins-Neto, 2001).
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1980 até ao final dos anos 1990, Fugita e Clark Filho (2001), resumiram o empilhamento das unidades de preenchimento da bacia homônima conforme a coluna estratigráfica mostrada na Figura 6.8, originalmente, proposta por Braun et al. (1990) tendo sido adotada pela Petrobrás, para a bacia do São Francisco.
Figura 6.8 Coluna estratigráfica resumida para a bacia do São Francisco
Fonte: Fugita e Clark Filho, 2001.
Vieira (2007) realizou estudos detalhados de fácies sedimentares e empilhamento estratigráfico da Formação Sete Lagoas, em 16 seções localizadas na área clássica da referida unidade, ou seja, em torno das cidades de Sete Lagoas e Vespasiano, ao longo de um perfil de 80,5 km. Foram reconhecidas 11 fácies sedimentares da Formação Sete Lagoas, 2 fácies do Conglomerado Carrancas e 3 fácies na porção basal da Formação Serra de Santa Helena.
As seqüências estratigráficas, descritas por Vieira (2007), são caracterizadas por tratos de sistema transgressivo e mar alto, com preservação secundária de um trato de sistema de mar baixo. Das três seqüências reconhecidas, duas estão associadas à sucessão carbonática da
Formação Sete Lagoas, enquanto a última seqüência, sobreposta aos carbonatos, corresponde ao registro siliciclástico da Formação Serra de Santa Helena.
A distribuição estratigráfica das associações de fácies revelou uma transição de ambientes de águas rasas, para ambientes de águas mais profundas de Oeste para Leste, da área estudada. Um modelo de rampa carbonática, mostrando os diferentes estágios de evolução das seqüências, é apresentado como proposta de interpretação para os dados faciológicos e estratigráficos obtidos para os depósitos da Formação Sete Lagoas na região homônima e proximidades, de acordo com Vieira (2007).