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FAZLULLAH’IN HAYATININ ĐLK DÖNEMLERĐ

3. HURÛFÎLĐK TASAVVURU VE TARĐHSEL SÜRECĐ

1.2. FAZLULLAH’IN HAYATININ ĐLK DÖNEMLERĐ

Diversas perspectivas metodológicas são encontradas nos trabalhos discutidos a seguir. Análises quali e quantitativas de uma mesma temática: as potencialidades do Teatro como um instrumento didático para o ensino de Matemática.

Şengün e İskenderoğlua (2010) apresentam uma revisão de literatura de estudos em Educação Matemática com o tema Teatro Criativo14, entendido pelos

autores como sendo um método de ensino construtivista, à medida que permite que os alunos construam conceitos por eles mesmos em um processo de expressão teatral. Nesse método, os estudantes realizam improvisações teatrais, analisam os papéis dos personagens e trabalham em grupo desenvolvendo tarefas criativas.

No artigo de Şengün e İskenderoğlua (2010) são analisados 17 trabalhos a partir do objetivo, coleta de dados, análise de dados, amostras e resultados. Segundo os autores, todos os estudos apresentam um ponto em comum ao investigarem “os efeitos das atividades do Teatro Criativo sobre o desempenho dos alunos em matemática e a atitude dos alunos em relação à matemática”15(ŞENGÜN;

İSKENDEROĞLUA, 2010, p. 1215, tradução nossa).

No que se refere à coleta e à análise dos dados, a maioria das pesquisas apresentou um estudo quantitativo com o uso de testes, nos quais as amostras foram compostas por alunos da faixa etária referentes ao Ensino Fundamental brasileiro e em uma das pesquisas, por futuros professores. Alguns estudos lançaram mão de uma abordagem qualitativa a partir da análise de atividades teatrais e de entrevistas.

Como resultados, a maioria dos estudos apresenta uma diferença significativa entre os grupos experimentais, onde o Teatro Criativo foi utilizado como método de ensino, e o grupo controle, com o ensino tradicional. Os resultados dos grupos experimentais indicam melhores índices nos testes de desempenho acadêmico após o desenvolvimento das atividades.

A partir da análise dos resultados, os autores concluem que “[...] dados quantitativos não são suficientes para definir o comportamento humano”16

(ŞENGÜN; İSKENDEROĞLUA, 2010, p. 1219), pois a análise estatística, realizada

14 Tradução para Creative Drama.

15 “[…] the effects of creative drama activities on student achievement in mathematics and student

attitude towards mathematics”.

nos estudos, não se preocupa com o motivo dos efeitos positivos proporcionados pelas atividades. Dessa forma, Şengün e İskenderoğlua (2010) sugerem que mais estudos qualitativos sejam realizados dentro dessa temática, inclusive tendo como sujeitos de pesquisa outras esferas da Educação, como outros níveis de ensino, equipe escolar e pais.

Masoum, Rostamy-Malkalifeh e Kalantarnia (2013) defendem a possibilidade do Teatro como sendo uma técnica para apoiar e para fortalecer a aprendizagem em sala de aula. Após uma breve revisão de literatura, apontando as potencialidades da relação entre Teatro e Educação Matemática, os autores tomam como hipótese: “o uso do teatro em educação matemática tem tido melhores resultados em comparação ao ensino tradicional”17 (MASOUM; ROSTAMY-MALKHALIFEH;

KALANTARNIA, 2013, p. 3, tradução nossa).

A pesquisa em questão, que utiliza o método quase-experimental, apresenta dois grupos selecionados, aleatoriamente, com alunos e professores com as mesmas condições. O grupo experimental realizou atividades teatrais durante um mês, envolvendo conceitos matemáticos, que também deram base para as atividades do grupo controle, que foram realizadas por meio de métodos tradicionais. As participantes da pesquisa foram 36 alunas da 3a série de uma escola primária

para meninas do Irã, divididas entre o grupo experimental e controle.

Com o intuito de checar a hipótese levantada, Masoum, Rostamy-Malkalifeh e Kalantarnia (2013) realizaram pré e pós-testes que envolviam conteúdos matemáticos do livro didático. Após um mês de atividades, os resultados dos testes foram analisados estatisticamente, sendo que os pré-testes não indicaram diferença significativa, ao passo que os pós-testes apresentaram melhores resultados no grupo experimental. Dessa forma, os autores sugerem que o uso do Teatro em Educação Matemática apresenta melhores resultados que o ensino tradicional.

Rivera e Vélez (2014) defendem que a aprendizagem é um processo cognitivo que se dá à proporção em que o aluno é capaz de comunicar e expressar o que aprendeu, aplicando os conceitos matemáticos no contexto de sua realidade. O Teatro, por sua vez, visto pelos autores como uma ferramenta pedagógica, “[...] desenvolve imagens criativas e aguça a memória de tais conceitos, com os quais se

pode realizar concretismos que os levem a ser sensíveis a situações matemáticas mais abstratas” (RIVERA; VÉLEZ, 2014, p. 50, tradução nossa)18.

O trabalho de Rivera e Vélez (2014) propôs a criação de peças teatrais, abordando situações cotidianas com o tema Estatística. Vinte estudantes secundários foram envolvidos na proposta e esperava-se que, durante a dramatização, eles resolvessem um problema, utilizando vocabulário, fórmulas e algoritmos matemáticos. Dentre os temas, trabalhados pelos grupos, estão notícias e dados estatísticos de jogadores de basquete; receitas e medidas para a preparação de alimentos; compras realizadas por uma família em um supermercado; conversa entre Spearman e Pearson sobre estatística inferencial; e diálogo sobre situações do país, com o uso de dados estatísticos.

Como resultados, os autores apresentam que o Teatro, como ferramenta didática para o ensino de estatística, permitiu aos estudantes verem a Matemática a partir de aplicações reais, possibilitando outro ponto de vista. A Estatística pôde ser vista de uma forma divertida, a partir dos diálogos que conduziam a representação e a solução de problemas. Além disso, os estudantes foram capazes de dialogar utilizando terminologias estatísticas, como era esperado. Esses aspectos serviram de parâmetros para a avaliação dos alunos.

Rivera e Veléz (2014) ainda destacam a criatividade e o alto nível de pensamento analítico, utilizados pelos estudantes no processo de pensar a Estatística por meio do Teatro. Nesse processo, a Estatística foi apresentada de forma sensível, possibilitando a mudança da imagem negativa que esta disciplina apresentava aos alunos.

Dentro da perspectiva de unir Matemática e Teatro, Mendes Filho (2014) apresenta um recorte de sua pesquisa, em desenvolvimento no Programa EDUCIMAT do Instituto Federal do Espírito Santo. O autor defende o Teatro como um instrumento didático-metodológico para o ensino-aprendizagem da Matemática, e busca analisar as “aprendizagens resultantes da experiência de o aluno participar da montagem e encenações de peças teatrais com conteúdo matemático” (MENDES FILHO, 2014, p. 1).

Em sua pesquisa, o autor utiliza o termo Teatro Matemático, que diz respeito a “peças teatrais com temas e conteúdo da matemática que estamos escrevendo e

18“[…] desarrolla imágenes creativas y agudiza la memoria de tales conceptos, con los cuales puede

que ofereceremos a professores como sugestão de metodologia alternativa para a introdução, desenvolvimento e/ou reforço de tópicos da disciplina” (MENDES FILHO, 2014, p. 5). Nessa perspectiva, Mendes Filho (2014) propõe um trabalho com crianças, em sua maioria, do 9o ano do Ensino Fundamental, de uma escola municipal em Cariacica, ES. Esses alunos participaram do processo de montagem da peça teatral Vaidades Geométricas, de autoria de Mendes Filho.

Com base em um questionário realizado com os participantes e na análise dos depoimentos da professora de Matemática dos alunos e da pedagoga da escola, Mendes Filho (2014) apresenta uma análise inicial de sua pesquisa, apontando

que a participação em uma peça teatral, pode proporcionar ao aluno aprendizagens ricas em conteúdo e transformadoras, que mudem seu modo de ver [...] aspectos de sua vida e de seu mundo particular, exatamente por serem aprendizagens obtidas por meio de vivências significativas (MENDES FILHO, 2014, p. 12).

A partir dos encontros entre Teatro e Educação Matemática apresentados, é perceptível que a busca por transformar a imagem da Matemática tem sido percorrida ao redor do mundo e que o Teatro tem sido pensdo como estratégia para tal. Outras tentativas de articular Teatro e Educação Matemática vêm acontecendo em escolas e em universidades brasileiras, como as destacadas a seguir.