Como os/as participantes colaboradores/as desta pesquisa eram estudantes regularmente matriculados na Escola Bias Fortes no ano de 2012, os/as quais integravam o Programa Educação em Tempo Integral (PROETI), e, ainda, o Projeto Escrevendo o Futuro (PEF) – (Re) cortando papéis, criando painéis, passaremos a seguir à apresentação dos supracitados programa e projeto, respectivamente.
O Programa Educação em Tempo Integral (PROETI), em Minas Gerais, existiu inicialmente em algumas cidades do estado, com concentração na região metropolitana de Belo Horizonte. Em 2005, havia o projeto intitulado “Aluno de Tempo Integral”, o qual integrava o “Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa”, cujo objetivo era atender as necessidades educativas dos/as estudantes das escolas estaduais, em busca de melhorar o desempenho escolar e ampliar o universo de experiências artísticas, culturais e esportivas desses estudantes, com extensão do tempo de atendimento pela escola. Em 2009 esse projeto se estendeu para outros municípios em todo o Estado de Minas Gerais (MG/SEE, 2009).
Essa concepção de criação reporta aos projetos implantados no Brasil por Anísio Teixeira nas décadas de 1920 e 1930 e continuados por Darcy Ribeiro, a partir de uma proposta de escola baseada na ideologia de John Dewey, filósofo e pedagogo norte- americano, em busca de ampliar as funções da escola e de fortalecê-la. Com o afastamento de Anísio Teixeira da vida política, na ditadura militar, sua proposta dos Centros Educacionais não logrou continuidade. Esquecida por cerca de 20 anos, a educação de tempo integral reapareceu nos anos 1980 e 1990 com a idealização dos Centros Integrados de Ensino Público-CIEPs, no Rio de Janeiro, uma iniciativa de Darcy Ribeiro, quando este pensava a escola de seis horas, no governo Leonel Brizola (MG/SEE, 2009).
Conforme consta dos documentos da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (MG/SEE, 2009), no texto intitulado “Escola de Tempo Integral”, este programa, que passou a ser chamado de Educação em Tempo Integral, foi criado para buscar oportunidades reais aos alunos/as, no sentido de que esses/as pudessem se desenvolver como pessoas e cidadãos, sendo que à escola caberia o papel de garantir aos alunos/as uma melhor aprendizagem, de modo a progredirem nos estudos, superando obstáculos e enfrentando desafios. Veja-se:
Em um turno será desenvolvido o Currículo Básico do Ensino Fundamental, compreendendo os componentes curriculares da Base Nacional Comum e da parte diversificada. Em outro turno, conforme projeto apresentado pela
escola, serão realizadas atividades que ampliarão as possibilidades de aprendizagem dos alunos com o enriquecimento do Currículo Básico, com ênfase na alfabetização, letramento, matemática e ampliação do universo de experiências artísticas, socioculturais e esportivas (MG/SEE, 2009, p. 8). Na Escola Bias Fortes, o PROETI foi instituído no ano de 2007, sob a forma de uma intervenção pedagógica da Secretaria do Estado de Educação – SEE/MG, com o objetivo de recuperar aqueles alunos com dificuldades de aprendizagem. Segundo Lima (2010), a contratação de professores/as para este projeto era feita pela própria escola, na pessoa de seu diretor, e o critério fundamental para a permanência ou não desse/a professor/a em sala de aula era o “domínio da disciplina”, o mesmo que “domínio de turma”, de garantia de um bom funcionamento da rotina de sala de aula73.
Ainda, de acordo com os termos constantes dos documentos da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (MG/SEE, 2009), as prioridades para participar do PROETI seriam daqueles/as alunos/as com dificuldades de aprendizagem nos conteúdos curriculares. Assim, a matriz curricular do PROETI era composta de três campos, assim organizados: 1) atividades de linguagem e matemática (hora de leitura, jogos matemáticos, informática educativa, estudo monitorado, produção de texto, dinâmicas de grupo); 2) atividades artísticas, esportivas e motoras (artes visuais, dança, artes cênicas, jogos motores, capoeira, bandinharítmica); 3) formação pessoal e social (formação de hábitos e higiene, formação para a vida prática, educação para o trânsito, sexualidade, afetividade, educação para a paz).
No ano de 2012, o PROETI completava seis anos de consecutivo funcionamento na Escola Bias Fortes,ocasião em que o programa foi aplicado aos estudantes do 3º, 4º e 5º anos do ensino fundamental dessa mesma escola. Os critérios de seleção para participação dos/as estudantes no PROETI, conforme nos revelou em conversa informal Geisa Benê74 -vice- diretorada escola, eram:
[...] primeiro os pais na hora da matrícula manifestam vontade de o filho estudar no Tempo Integral, ou pelo o que os pais falam a gente verifica que aquela criança precisa estudar em tempo integral. Feita a matrícula, o segundo passo é a realização de uma entrevista com os pais, para ver a necessidade de a criança participar ou não do PROETI. Por último, é feita uma análise, considerando-se as condições de aprendizagem e dificuldades; os locais frequentados pelas crianças nos horários que não estão na escola e as razões pelas quais os pais querem que participem.
73 DIVINO, Marcos. (Nome fictício). Escola Estadual Governador Bias Fortes – Ituiutaba, Minas Gerais.
Comunicação pessoal, 2012.
74 BENÊ, Geisa. (Nome fictício). Escola Estadual Governador Bias Fortes - Ituiutaba, Minas Gerais.
[...] muita criança não têm comida, nem caderno, nem meio de transporte, o que comprova baixa renda familiar, sendo que a maioria dessas crianças tem transporte escolar gratuito, oferecido pelo município, e bolsa família. Muitas delas ficam fechadas em casa, sozinhas, crianças de oito anos de idade. Têm aqueles pais e irmãos que além de roubar são envolvidos com drogas, uso e vendas, mães que não dão conta de cuidar de seus filhos, que saem de casa para ficar à toa nas ruas ou que não tem autoridade com as crianças. Há ainda o Conselho Tutelar que avisa as escolas sobre as crianças e jovens. [...] Um dia, um menino sobrou na escola, ninguém veio buscar. Fui levá-lo em casa e aí descobri que ele estava sozinho, que a mãe saía e ele é que fazia de tudo, tinha a chave e não dava conta de abrir a porta, chorava muito, aí eu ajudei. É, têm crianças que o melhor é ficar na escola! [grifos meus] Tem prostituição, droga.... Ficar na rua? Não tem quem cuida!
De acordo com os trechos acima citados, podemos considerar que os critérios aplicados na Escola Bias Fortes para participação dos/as estudantes no PROETI eram: interesse das famílias; jornada de trabalho de pais, mães e pessoas responsáveis; condições socio- econômicas precárias; necessidades e dificuldades de aprendizagem; exposição aos riscos sociais; falta de mobilidade e disponibilidade de transporte escolar gratuito. Isso nos possibilita dizer que os critérios observados e analisados para participar do PROETI na Escola Bias ultrapassavam as prioridades estabelecidas nos documentos contantes da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais (MG/SEE, 2009, p. 9), tais como: “[...] atender as necessidades educativas dos alunos com dificuldades de aprendizagem nos conteúdos curriculares, bem como desenvolver atividades artísticas, culturais eesportivas que ampliem o universo de experiências dos mesmos”, já que as dificuldades e necessidades dos/as estudantes, seus familiares e responsáveis alcançavam dimensões estruturais, sociais e econômicas.
Em relação ao Projeto Escrevendo o Futuro (PEF) – (Re) Cortando papéis, criando painéis e sua criação, no ano de 2006, ao exercer o cargo de coordenadora de extensão na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG/Ituiutaba), eu me encontrei com o presidente da Fundação, Gerson Sebastião de Souza, para dialogar sobre atividades e ações que poderiam ser implantadas na Fundação. Ele comentou sobre um programa do Grupo Algar, empresa de telefonia cujo nome vem das iniciais de seu fundador - Alexandrino Garcia, desenvolvido com crianças que apresentavam dificuldades de leitura e escrita em uma escola da cidade, a Escola Estadual João Pinheiro. Como eu conhecia tanto a escola quanto algumas atividades que o Grupo Algar vinha desenvolvendo, interessei-me pelo assunto, principalmente porque parecia ser uma oportunidade de reunir em uma atividade de extensão
universitária a Fundação, a escola de educação básica e ainda o Conservatório Estadual de Música “Dr. José Zóccoli de Andrade”75·.
Enquanto conversávamos, aproximou-se de nós a professora Sonia Maria Pereira Maciel - diretora do Instituto Superior de Educação de Ituiutaba (ISEDI) que, junto ao Instituto Superior de Ensino e Pesquisa de Ituiutaba (ISEPI), cujo diretor era o professor Marco Túlio Faissol Tannús, constituía os dois institutos da FEIT. Iniciou-se, assim, o esboço do Projeto Escrevendo o Futuro. Após esse diálogo, o citado presidente da UEMG/Ituiutaba alinhou a ideia inicial do PEF: a partir de uma parceria estabelecida entre a Superintendência Regional de Ensino (SRE), representada na pessoa da professora Ises 76Maria Gomes Cintra e a Fundação, esta última estimularia as coordenações dos cursos a criar subprojetos que contribuíssem com a melhoria do processo de leitura e escrita de alunos/as da rede pública estadual das escolas situadas na cidade de Ituiutaba.
Reunimo-nos por várias vezes ao longo dos anos de 2006 e 2007 na UEMG/Ituiutaba, principalmente porque esse projeto tinha como premissa a participação voluntária dos/as professores/as e alunos/as. Depois de muitas reuniões, geralmente coordenadas pelos/as diretores/as do ISEDI e ISEPI, surgiu uma novidade: bolsas de extensão e de pesquisa para financiamento de estudos para alunos/as e professores/as da UEMG/Ituiutaba, além de auxílio para material de consumo e para participação em eventos científicos.
Com os editais do Programa Institucional de Apoio à Extensão da Universidade do Estado de Minas (PAEx/UEMG), nos organizamos e apresentamos quatro subprojetos de extensão junto ao PEF: “Letrando com ciência” (Ronald Costa Maciel, professor/coordenador; Renata Bernardo Araújo e Silvana Gonçalves Hipólito, alunas bolsistas; junto à Escola Estadual Governador Bias Fortes); “Leitura e escrita: a caminho do letramento” (Lucimar Silva de Andrade, professora/coordenadora; Daiane Silva Reis, aluna bolsista, junto à Escola Estadual Álvaro Brandão de Andrade); “Trabalhando as dificuldades da lecto-escrita através da poesia e da música: o lúdico como estratégia para favorecer a aprendizagem” (Márcia Querobina Santos Duarte, professora/coordenadora; Ariane Cardoso Maia Souza e Raquel dos Santos Ferreira, alunas bolsistas, junto à Escola Estadual Álvaro Brandão de Andrade); “(Re) cortando papéis, criando painéis: uma possibilidade de melhoria do processo de leitura e escrita por meio de práticas artísticas” (Denise Andrade de Freitas
75 O Conservatório Estadual de Música “Dr. José Zóccoli de Andrade” foi fundado no ano de 1965 e integra a
rede de escolas de música mantidas pelo Estado de Minas Gerais, um dos doze Conservatórios Públicos Mineiros.
76 A FEIT/UEMG, uma Fundação associada à UEMG, tornou-se, a partir de 3 de junho de 2014, uma Unidade da
Martins, professora/coordenadora; Ângela Brasil Queiroz de Oliveira e Lídia Oliveira da Costa Almeida, alunas bolsistas, junto à Escola Estadual Governador Bias Fortes)77.
O critério definido pela UEMG/Ituiutaba e SRE de decisão pelas escolas foi que deveríamos atuar naquelas que tivessem obtidos os piores índices de classificação de acordo com os resultados colhidos junto aos dados das provas do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (SIMAVE). No ranqueamento das escolas, foram visitadas as três últimas, das quais apenas duas escolas aceitaram as propostas de extensão, as Escolas Estaduais Governador Bias Fortes e a Professor Álvaro Brandão de Andrade.
Outro critério estabelecido foi que os alunos deveriam ser de 4ª e 5ª séries, considerando-se que estas seriam as séries finais de aprendizado da leitura e da escrita. Para a coordenação do PEF foi nomeada pela SRE a pedagoga e analista educacional Eliane Pereira Martins Rocha, que acompanharia e apoiaria as atividades do mesmo78.
O subprojetodo PEF, (Re) cortando papéis, criando painéis – cuja escolha do nome deve-se principalmente por se tratar de intervenções em música e em práticas artísticas decorrentes destas, tais como: desenhos, colagens, dobraduras, contação de histórias, jogos dramáticos – é o foco desta pesquisa de doutorado, o qual será assim denominado: Projeto Escrevendo o Futuro (PEF) - (Re) cortando papéis, criando painéis79.
Para a elaboração desse subprojeto, o PEF – (Re) cortando papéis, criando painéis, cujo objetivo era melhorar o processo de leitura e escrita de alunos/as considerados analfabetos funcionais, por meio de práticas artísticas80, em muito contribuiu o professor da UEMG/Ituiutaba Marcelo Fagioli, o qual sugeriu a divisão das atividades a serem realizadas em três blocos, assim organizados: 1) Eventos sonoros –- audição e instrumentação musical,
construção e manuseio de objetos sonoros; 2) Excursões culturais – visitação ao Conservatório e à UEMG/Ituiutaba, montagem de painéis, mostras de artes; 3) Oficinas
77 No ano de 2007 contamos, ainda, com a participação da aluna Ellen Francisca Leal Guimarães como bolsista
do Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior. Ela cursava o segundo ano do ensino médio na escola de educação básica e no Conservatório.
78 Para dar maior visibilidade às atividades de extensão da UEMG/Ituiutaba, a Coordenação de Extensão abriu
edital interno para a criação de uma logomarca para o PEF. O vencedor ganharia um desconto de 20% durante seis meses em sua mensalidade e a finalização da arte ficaria a critério do Curso de Publicidade, da Faculdade do Triângulo Mineiro (FTM), através da Agência Conexão. Esta agência é um dos laboratórios integrantes do curso de Publicidade e Propaganda da FTM e configura-se como um espaço destinado ao desenvolvimento de estágio orientado nas áreas de Atendimento, Planejamento, Marketing, Mídia e Criação.
79 O Termo de Adesão foi assinado em dezembro de 2006 e as atividades iniciaram-se no mês de abril de 2007.
Para dar início às atividades de extensão da UEMG/Ituiutaba na Escola Estadual Governador Bias Fortes, foi realizada uma reunião com a participação dos professores/as coordenadores/as dos projetos, a saber: Denise Andrade de Freitas Martins e Ronald Costa Maciel, este que atuaria em outro projeto, junto com os pais/mães e alunos/as dessa escola. A reunião foi realizada no período noturno.
80 O projeto PEF - (Re) cortando papéis, criando painéis teve seus objetivos reavaliados em 2010, quando as
práticas artísticas realizadas não foram mais aplicadas para melhorar os processos de leitura e escrita, mas em função de si mesmas, arte pela arte.
artísticas – jogos rítmico-musicais, oficinas de dramatização e contação de histórias, desenhos, dobraduras, colagens, recortes, pinturas.
Todas essas práticas foram rigorosamente acompanhadas de atividades de leitura e escrita até o ano de 2010, tais como: produção de textos e troca de cartas, criação de convites, confecção de crachás, caça-palavras, passatempos musicais, jogos e brincadeiras, identificação tímbrico-musicais81, entre outros congêneres. Os/as alunos/as que participaram desse projeto são todos/as estudantes da Escola Bias Fortes, sendo que, no período de 2007 a 2010, foram atendidos aqueles que cursavam 4ª e 5ª séries e apresentavam dificuldades de leitura e escrita, e, a partir de 201, foram atendidos os/as integrantes do PROETI.
As atividades aconteciam duas vezes por semana junto a esses estudantes, com turno e horários discutidos com o diretor da escola, assim organizadas: as alunas bolsistas da UEMG/Ituiutaba íam uma vez por semana na escola sede desses estudantes e esses/as íam ao Conservatório uma vez por semana para trabalhar, junto às professoras e alunos/as, atividades especificamente musicais e artísticas, com acesso aos instrumentos musicais, tais como: xilofones, metalofones82, flautas doces e instrumentos de percussão em geral.
Reuniam-se semanalmente coordenadores/as, professores/as e estudantes da UEMG/Ituiutaba e do Conservatório para, juntos, discutirem e pensar os objetivos, cronograma, plano de ensino e atividades a serem realizadas, em consonância com a agenda cultural e artística do Conservatótio, bem como disponibilidade de músicos professores/as e grupos musicais dessa escola, em particular dois grupos: Camerata “Prof. Cilas Pereira Rocha”83, conhecida por Camerata, e a Orquestra de Teclados “Zélio Sanches Navarro”84.
Dessa forma, o PEF – (Re) cortando papéis, criando painéis realizou e realiza desde o ano de 2007 uma série de atividades, apresentações e mostras de arte desenvolvidas principalmente a partir da música e literatura brasileira e africana, a saber: apresentação musical da obra para percussão corporal de Francisco Xavier (2007); criação e exposição de
81 Timbre é uma qualidade do som que permite ao ouvido distinguir instrumentos diferentes. Consultar:
ANDRADE, Mário de. Dicionário Musical Brasileiro.
82 Xilofones e metalofones são instrumentos de plaquetas de madeira e metal, respectivamente, percutidas por
pares de baquetas, muito usados na educação musical infantil.
83 A Camerata “Prof. Cilas Pereira Rocha”, criada em 1994, é um grupo de câmara do Conservatório Estadual de
Música de Ituiutaba. Compõe-se de músicos profissionais e estudantes, dentre os naipes (termo usado para nomear grupos de instrumentos) de teclas, sopro, cordas dedilhadas e friccionadas e percussão. Sabe-se que o termo Camerata surgiu no século XVII, na Europa, para designar um grupo de humanistas e letrados que se reuniam na residência do conde Bardi, em Florença (STEHMAN, 1964).
84 A Orquestra de Teclados “Zélio Sanches Navarro” foi criada no ano de 2007 e, como o próprio nome sugere,
ela é composta de teclados, instrumentos eletrônicos, sob a responsabilidade de execução a cargo de professores/as e estudantes do Conservatório Estadual de Música de Ituiutaba.
desenhos a partir de música de Edino Krieger (2007) e Ricardo Tacuchian (2008)85; mostra de artes no Banco do Brasil, Agência Ituiutaba (2008); apresentação musical das peças Zangou- se o Cravo com a Rosa de Heitor Villa-Lobos, Melodia Folclórica de Gilberto Mendes (2009); Ti-Dum-Dê dos Duetos Musicais de Ricardo Nakamura, Maracatu da Suíte Kinderszenen de João Guilherme Ripper (2010); Garimpeiro dos Poemas Musicais de Cecília Cavalieri (2011); encenação musical do livro Erumavezumapessoaqueouviamuitobem... de Carlos Kater, peça Platuntra para conjunto de percussão de Cesar Traldi, Modinha de Maria Helena Rosas Fernandes, apresentação da Música Geradora (2012); A Fanfarra do Rei de Antonio Celso Ribeiro, encenação musical do conto moçambicano A Formiga Juju na cidade das papaias de Cristiana Pereira (2013); encenação musical do conto moçambicano A Formiga Juju e o sapo Karibu de Cristiana Pereira, as peças Rock piano e Na lua... de Denise Garcia (2014).