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2 STRATEJĠK MEKÂNSAL PLANLAMA-KENTSEL TASARIM

2.1 Stratejik Mekânsal Planlama Kentsel Tasarım Projeleri

2.1.1 Stratejik mekânsal planlama ve bileĢenleri

2.1.1.4 Eylem planlaması ve kentsel tasarım projeleri

Apesar dos métodos de diluição em caldo representarem um importante avanço no desenvolvimento de testes de susceptibilidade a antifúngicos, seja por suas características de reprodutibilidade e boa correlação clínica observada, tratam-se de métodos laboriosos e de difícil execução em laboratórios de rotina. Por estes motivos, vários pesquisadores tiveram a necessidade de desenvolver ensaios mais adequados à rotina de laboratórios clínicos, cujos resultados fossem equivalentes àqueles gerados pelo método de referência (Martin-Mazuelos et al., 1999; Koc et al., 2000; Laverdiere et al., 2002).

Na tentativa de encontrar ensaios que pudessem ser utilizados em laboratórios de rotina para obter maior rapidez e praticidade, foram desenvolvidos métodos alternativos de difusão em ágar, como o teste de disco- difusão e o E-test, com a finalidade de determinar in vitro a susceptibilidade de

leveduras frente a várias classes de antifúngicos (Colombo et al.,1995; Koc et al., 2000; Matar et al., 2003; Maxwell et al., 2003; Hospenthal et al., 2004).

O E-test (AB Biodisk, Solna, Suécia) é um teste de difusão em ágar, que fornece valores quantitativos referentes à CIM do antifúngico para o microrganismo em estudo. Este método consiste numa fita plástica contendo droga em diferentes concentrações expressas no reverso da tira. Uma vez colocada na superfície do meio solidificado, a droga contida na fita difunde-se rapidamente para o meio, mantendo por longo tempo um gradiente fixo de concentração em torno da fita. A difusão da droga a partir da fita para o ágar

inibe o crescimento do microrganismo inoculado no meio, gerando área de inibição em formato de elipse. A CIM é lida como sendo a concentração da droga superior àquela expressa na fita no ponto em que a tira de E-test intercepta a borda da zona de inibição. Deste modo, este método reúne a vantagem na simplicidade de execução de testes de difusão em ágar, com as informações quantitativas fornecidas pelos ensaios de diluição (Baker et al., 1991; Sanchez, Jones, 1993; Colombo et al., 1995).

Colombo et al. (1995) analisaram a concordância de dois

métodos: E-test e NCCLS M27-T (1992). Foram avaliados 100 isolados de

Candida spp. frente a fluconazol, cetoconazol e itraconazol. A correlação entre

as metodologias para fluconazol foi maior em ensaios envolvendo as amostras de C. glabrata (95%) e C. albicans (84%), sendo menor para os isolados de C. tropicalis e C. parapsilosis (53%). Em ensaios envolvendo cetoconazol a

correlação foi maior entre as amostras de C. albicans (88%) e C. parapsilosis

(87%), tendo menor correlação para isolados de C. tropicalis (73%) e C.

glabrata (45%). Em relação a itraconazol, houve maior concordância em

relação as amostras de C. glabrata (100%) e C. parapsilosis (87%), tendo

menor concordância entre os isolados de C. albicans (76%) e C. tropicalis

(33%). Em conclusão, o E-test apresentou correlação variável com o método de referência, com maior acurácia em ensaios com itraconazol e fluconazol e menor para cetoconazol. Entre as espécies testadas houve menor performance apenas para amostras de C. tropicalis.

Em estudo desenvolvido por Martin-Mazuelos et al. (1999) foi

avaliada a utilização do E-test em relação ao teste padronizado pelo NCCLS M27-A, (1997) para ensaios com fluconazol e itraconazol. Foram testadas 102

amostras de Candida spp. isoladas da cavidade orofaríngea de pacientes

admitidos no Hospital da Universidade de Sevilla, Espanha. A concordância entre as metodologias avaliadas foi de 74,5%. A concordância para ensaios

com fluconazol foi maior nos testes envolvendo amostras de C. tropicalis

glabrata (66,6%). Em relação a itraconazol, a correlação foi maior entre os

isolados de C. glabrata (88,8%) e C. tropicalis (82,3%), apresentando menor

correlação para C. albicans (60,5%) e C. parapsilosis (42,9%).

Koc et al. (2000) avaliaram a concordância do E-test com o teste de microdiluição em caldo frente a anfotericina-B, fluconazol, itraconazol e

cetoconazol. Foram selecionados para o estudo 102 isolados de Candida spp..

A concordância entre as metodologias para anfotericina-B foi boa em relação a

todas as amostras avaliadas: C. parapsilosis (100%), C. albicans (96,7%), C.

tropicalis (90%) e C. glabrata (87,5%). Em ensaios com fluconazol e itraconazol

houve maior concordância entre as amostras de C. albicans (83,3%) e C.

tropicalis (80%) e menor para C. parapsilosis e C. glabrata (75%). Ensaios

envolvendo cetoconazol foram similares a fluconazol e itraconazol, mudando

apenas em relação aos isolados de C. albicans (86,7%). Sendo assim, pode-se

concluir que houve maior concordância entre as metodologias nos ensaios envolvendo anfotericina-B, sendo menor com azólicos. Entre as espécies

analisadas houve menor correlação para as amostras de C. glabrata quando

testadas com azólicos.

Laverdiere et al. (2002) determinaram a susceptibilidade a

anfotericina-B, fluconazol, itraconazol e caspofungina através de dois métodos:

E-test e NCCLS M27-A (1997). Foram testadas 178 amostras de Candida spp.

isoladas de hemoculturas, provenientes de dois centros canadenses. A correlação entre as duas metodologias com a variação de até duas diluições para as espécies avaliadas variou de 81% à 97%. A correlação para

anfotericina-B foi boa para todas as amostras avaliadas: C. albicans, C.

glabrata, C. tropicalis (100%) e C. parapsilosis (90%). Em relação a fluconazol

houve maior correlação entre as amostras de C. parapsilosis (90%), C. albicans

Em relação a itraconazol houve maior correlação para C. tropicalis (86%), C. parapsilosis (85%) e C. albicans (84%), sendo menor para C. glabrata (77%).

Já para caspofungina, houve boa correlação em relação a todas as amostras

testadas: C. tropicalis (100%), C. parapsilosis (90%), C. albicans (88%) e C.

glabrata (85%). Em conclusão, os autores confirmaram que apesar da

correlação satisfatória entre os dois métodos, há variáveis de concordância conforme a droga e espécie avaliada.

Maxwell et al. (2003) avaliaram a performance do E-test para fluconazol e voriconazol frente aos resultados das CIMs determinadas pelo

método NCCLS M27-A (2002). Foram avaliadas 279 amostras de Candida spp.

isoladas de hemoculturas, obtidas de 68 diferentes laboratórios. A concordância entre os resultados das metodologias avaliadas em ensaios com fluconazol foi boa para todas as espécies testadas. Já em relação a voriconazol

houve maior concordância para C. lusitaniae e C. rugosa (100%), sendo menor

para amostras de C. guilliermondii (79%). Os autores concluíram que houve

boa correlação para as duas drogas avaliadas, tendo baixa correlação para os isolados de C. guilliermondii quando testado voriconazol. O E-test pareceu ser

um método alternativo para determinar a susceptibilidade de espécies

incomuns de Candida.

Os resultados dos vários estudos demonstram que o E-test apresenta significativa concordância com o método padronizado pelo NCCLS M27-A2 (2002). Conseqüentemente, este teste também foi aprovado pelo FDA para utilização em laboratórios de rotina. Deve-se mencionar que vários autores sugerem que E-test gera maior variação de valores das CIMs para anfotericina-B quando comparado ao NCCLS. Esta qualidade permite maior poder discriminatório para o E-test na identificação de espécies resistentes a anfotericina-B (Koc et al., 2000; Peyron et al., 2001, Pfaller et al., 2004c).

Benzer Belgeler