BÖLÜM 1: ALMANYA VE AVRUPA’DA İSLAM DİN DERSİ
1.7 Eyaletlere Göre Almanca İslam Dini Eğitimi
Uma das ações derivadas do Pró-Saúde para garantia de alcance dos seus objetivos constitui-se na criação do PET-Saúde. O Programa foi instituído em 2008, no âmbito dos Ministérios da Saúde e da Educação, destinado a fomentar grupos de aprendizagem tutorial na ESF (Brasil, 2008a). Caracteriza-se como uma das ações direcionadas ao fortalecimento da APS, em conformidade com as necessidades do SUS e como fio condutor da interação ensino-serviço-comunidade, eixo básico para reorientar a educação na área da saúde (Brasil, 2009a).
O Programa caracteriza-se como um instrumento para a qualificação em serviço dos profissionais da saúde, bem como de iniciação ao trabalho e vivências dirigidos aos estudantes dos cursos de graduação na área da saúde, com a perspectiva da inserção das necessidades dos serviços como fonte de produção de conhecimentos e pesquisa nas IES (Brasil, 2008a).
São objetivos específicos do PET-Saúde (Brasil, 2008a, p. 27):
I - possibilitar que o Ministério da Saúde cumpra seu papel constitucional de ordenador da formação de profissionais de saúde por meio da indução e do apoio ao desenvolvimento dos processos formativos necessários em todo o País, de acordo com características sociais e regionais;
II - estimular a formação de profissionais e docentes de elevada qualificação técnica, científica, tecnológica e acadêmica, bem como a atuação profissional pautada pelo espírito crítico, pela cidadania e pela função social da educação superior, orientados pelo princípio da
indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, preconizado pelo Ministério da Educação;
III - desenvolver atividades acadêmicas em padrões de qualidade de excelência, mediante grupos de aprendizagem tutorial de natureza coletiva e interdisciplinar;
IV - contribuir para a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação da área da saúde;
V - contribuir para a formação de profissionais de saúde com perfil adequado às necessidades e às políticas de saúde do País;
VI - sensibilizar e preparar profissionais de saúde para o adequado enfrentamento das diferentes realidades de vida e de saúde da população brasileira;
VII - induzir o provimento e favorecer a fixação de profissionais de saúde capazes de promover a qualificação da atenção à saúde em todo o território nacional; e
VIII - fomentar a articulação entre ensino e serviço na área da saúde. Com o PET-Saúde, trabalho, ensino e aprendizagem misturam-se nos cenários de produção de saúde como processos de cognição e subjetivação e acontecem simultaneamente como expressão da realidade. Ele busca incentivar a interação ativa dos estudantes e docentes dos cursos de graduação em saúde com os profissionais dos serviços e com a população (Haddad et al., 2009).
Para o PET-Saúde, a interdisciplinaridade favorece uma formação acadêmica condizente com o desenvolvimento atual da ciência (Brasil, 2008b). Nessa perspectiva, aposta no aprendizado por meio do estabelecimento dos grupos de aprendizagem tutorial, de natureza coletiva e interdisciplinar.
Tão importante quanto discutir a formação de recursos humanos para o SUS, é encontrar as melhores alternativas para enfrentar a situação dos profissionais já inseridos no sistema, minimizando os efeitos da formação inadequada e buscando meios de garantir que suas práticas atendam aos desafios que estão sendo colocados para a implementação do SUS (Gil, 2005). Nesse intento, o PET-Saúde ainda caracteriza-se como um instrumento para a qualificação dos profissionais em serviço.
Denota condição essencial para a continuidade do financiamento do PET- Saúde que as IES integrantes instituam e mantenham Núcleos de Excelência Clínica Aplicada à Atenção Básica, constituídos por alunos de graduação, profissionais dos serviço e professores que compõem o Programa, representantes da direção da faculdade, professores e pesquisadores vinculados aos cursos de graduação, outros alunos e residentes de medicina de família e comunidade e/ou residência multiprofissional em saúde da família (Brasil, 2008a).
Faz parte do rol de responsabilidade dos Núcleos de Excelência Clínica Aplicada à Atenção Básica (Brasil, 2008a, p. 27):
I - coordenar a inserção dos alunos na rede de Atenção Básica; II - produzir projetos de mudanças curriculares que promovam a inserção dos alunos na rede de Atenção Básica;
III - desenvolver ações para a capacitação dos preceptores de serviço vinculados à ESF;
IV - incentivar e produzir pesquisa voltada para a qualificação da Atenção Básica;
V - coordenar a revisão de diretrizes clínicas da atenção básica, em consonância com as necessidades do SUS; e
VI - incentivar e capacitar tutores acadêmicos vinculados à universidade para a orientação docente de ensino e pesquisa voltada para a Atenção Básica.
O convite para a apresentação de propostas para concorrer ao PET-Saúde, foi feito através do edital nº 12 de setembro de 2008 (Brasil, 2008b). Os projetos deveriam ter duração de um ano (ano letivo de 2009) e contemplar os cursos de graduação da área da saúde dispostos na Resolução CNS 2876 (Brasil, 1998b), de 08 de outubro de 1998, com participação obrigatória do curso de medicina. O edital colocou a necessidade da elaboração dos projetos em parceria pelas IES e pelas Secretarias Municipais de Saúde (SMS), com o compromisso de implementá-lo conjuntamente (Brasil, 2008b).
Às propostas caberia descrever as ações e sua vinculação com a ESF, abrangendo alguns requisitos mínimos, tais como (Brasil, 2008b, p. 82):
I - Interdisciplinaridade, que favoreça uma formação acadêmica condizente com o estágio atual de desenvolvimento da ciência; II - Atuação coletiva, envolvendo ações conjuntas por bolsistas de diferentes cursos e estágios de adiantamento no curso de graduação, que possuam objetos de trabalho em comum;
III - Integração contínua entre os bolsistas e os corpos discente e docente do curso de graduação;
IV - Contato sistemático com a comunidade, promovendo a troca de experiências em processo crítico e de mútua aprendizagem; e
V - Planejamento e execução de um programa de atividades que contribuam com a integração ensino-serviço, reforçando a atuação de acordo com as diretrizes da atenção básica no SUS.
Para a seleção dos projetos, foram eleitos alguns critérios, conforme listado abaixo (Brasil, 2008b, p. 82):
6 Assistentes Sociais, Biólogos, Biomédicos, Profissionais de Educação Física, Enfermeiros,
Farmacêuticos, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Médicos, Médicos Veterinários, Nutricionistas, Odontólogos, Psicólogos e Terapeutas Ocupacionais (Brasil, 1998b).
I - Existência de integração ensino-serviço-pesquisa, com ênfase na Atenção Básica e ESF;
II - Alunos da graduação com atividades curriculares regulares nas Unidades de Saúde da Família;
III - Tutores acadêmicos e preceptores do serviço com dedicação às atividades com alunos de, no mínimo, 8 horas semanais, sem detrimento de suas atividades didáticas e assistenciais;
IV - Constituição dos Núcleos de Excelência Clínica aplicada à Atenção Básica, na área de Medicina de Família e Comunidade e nas áreas das demais profissões para as quais a IES estiver se candidatando. É condição para a continuidade do financiamento das bolsas que as IES instituam e mantenham os Núcleos, como contrapartida ao Programa.
O resultado do primeiro processo de seleção dos projetos que se candidataram ao PET-Saúde foi homologado pela Portaria Conjunta nº 3, de 30 de janeiro de 2009. Foram contemplados 83 projetos, distribuídos por todo o território nacional, como ilustra o gráfico 2.3 (Brasil, 2009b).
Gráfico 2.3 – Distribuição dos projetos PET-Saúde selecionados por regiões em 2009 (Brasil, 2009b)
O segundo edital, lançado em 16 de setembro de 2009, de forma distinta do primeiro, contemplou projetos para dois anos letivos, iniciando-se em 2010 e estendendo-se até o início de 2012 (Brasil, 2009a). Nas demais especificações, não
24 23 22 9 5 0 5 10 15 20 25 30
houve diferenças significativas em relação ao primeiro edital. O resultado foi homologado pela Portaria nº 1, de 05 de fevereiro de 2010. Foram contemplados 111 propostas, distribuídas conforme o gráfico 2.4 (Brasil, 2010a).
Em 2010, criou-se duas novas modalidades de grupos PET: o PET- Saúde/Vigilância em Saúde (Brasil, 2010b) e o PET-Saúde/Saúde Mental-Crack, álcool e outras drogas (Brasil, 2010c).
Gráfico 2.4 – Distribuição dos projetos PET-Saúde selecionados por regiões para os anos letivos de 2010-2012 (Brasil, 2010a)
O gráfico 2.5 apresenta os cursos de graduação envolvidos no PET-Saúde.
Gráfico 2.5 – Distribuição dos cursos selecionados pelo PET-Saúde, em 2009 (PET-Saúde) e em 2010-2012 (PET-Saúde da Família (Brasil, [2012?])
33 30 27 13 8 0 5 10 15 20 25 30 35
Sudeste Sul Nordeste Centro Oeste Norte
4 0 13 73 33 18 9 84 5 28 38 18 9 13 5 8 43 96 46 36 13 111 7 50 53 39 24 14 0 20 40 60 80 100 120
A abrangência nacional do programa aparece na tabela 2.1, com relação ao número de projetos em desenvolvimento no ano de 2011, ao número de grupos formados, ao número de bolsas disponibilizadas por mês, e ao número de cursos envolvidos.
Tabela 2.1 - Abrangência nacional do PET-Saúde, segundo número de projetos selecionados, número de grupos PET-Saúde, quantidade de bolsas e número de participantes, em relação às três modalidades, em 2011 (Brasil, [2012?])
Número de projetos selecionados Número de grupos PET- Saúde Bolsas/mês Números de cursos participantes PET- Saúde/Saúde da Família 111 484 9.196 545 PET-Saúde/ Vigilância em Saúde 70 143 1.595 298 PET- Saúde/Saúde Mental/Crack 69 80 1.280 38 Total 250 709 12.071 *Cursos de uma mesma IES, podem estar envolvidos em diferentes projetos.
O PET-Saúde admite o indispensável papel da pesquisa para a formação dos profissionais da área de saúde e exige o desenvolvimento de planos de pesquisa para os alunos de graduação candidatos à bolsa de iniciação ao trabalho, especificando seus objetivos e sua relação com a qualificação da APS (Brasil, 2008b).
As pesquisas devem ser desenvolvidas levando em consideração as temáticas prioritárias para o SUS, no sentido de proporcionar avanços e aprimoramento do sistema, além de contribuir para consolidar o perfil criativo e inovador do futuro profissional de saúde. A título de ilustração, o gráfico 2.6
apresenta um levantamento dos temas de pesquisa propostos pelos projetos PET- Saúde selecionados para o período de 2010-2012.
Gráfico 2.6 – Temas de pesquisa propostos pelos projetos selecionados para os anos de 2010 e 2012 (Brasil, [2012?])
A avaliação do PET-Saúde é realizada com base em indicadores e diretrizes presentes nos relatórios técnicos – semestral e final – das atividades desenvolvidas
1 1 2 2 4 5 5 6 6 6 7 11 13 13 19 20 23 32 34 38 40 40 70 70 Telessaúde Saúde Indígena Atenção Especializada em Saúde Doenças Sexualmente transmissíveis Saúde ambiental Saúde do trabalhador Saúde do homeme Humanização Doenças transmissíveis Doenças negligenciadas Saúde Bucal Participação e controle social Assistência farmacêutia Alimentação e nutrição Saúde Mental Saúde do idoso Saúde do adolescente e jovem Saúde da mulher Promoção da saúde Saúde da criança Educação em saúde Doenças e agravos não transmissíveis Vigilância em saúde Administração de serviços de saúde
0 10 20 30 40 50 60 70 80
Distribuição por termas de pesquisa dos
projetos PET-Saúde 2010-2012
por cada um dos grupos. Esses indicadores incluem a participação dos alunos nas atividades propostas, os projetos de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos, o alinhamento das atividades às políticas públicas, a interdisciplinaridade, as publicações e a participações dos alunos, dos preceptores e dos tutores em eventos acadêmicos. No entanto, esse tipo de avaliação, apesar de ter sua relevância reconhecida, não é capaz de evidenciar a realidade de uma forma mais objetiva, detalhada e transparente, o que contribui para justificar a realização do presente estudo.
Espera-se que as ações preconizadas pelo programa repercutam positivamente na construção de novos perfis profissionais, em favor da integralidade e resolubilidade da atenção à saúde prestada à população. Entre os resultados almejados, destacam-se o fortalecimento da ESF, o desenvolvimento de planos de pesquisa em consonância com áreas estratégicas de atuação da Política Nacional de Atenção Básica em Saúde, a constituição de Núcleos de Excelência Clínica Aplicada à Atenção Básica e a adoção de novas práticas de atenção e experiências pedagógicas, contribuindo para a reorientação da formação e implementação das DCN dos cursos de graduação da área da saúde.