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Almanya’daki Camilerde Anadilde Din Eğitimi

BÖLÜM 1: ALMANYA VE AVRUPA’DA İSLAM DİN DERSİ

1.5 Almanya’daki Camilerde Anadilde Din Eğitimi

Desponta-se a necessidade de desenvolver instrumentos que possam aprimorar a formação do futuro trabalhador em saúde (Tavares et al., 2007). Investir somente na graduação não é suficiente para formar o profissional que a sociedade necessita e que o sistema de saúde requer, ou seja, os Ministérios da Saúde e da Educação precisam manter-se próximos, estabelecendo um diálogo que enfrente poderes assinalados em distintas esferas e instituições políticas, acadêmicas e dos serviços de saúde. É inerente a necessidade de buscar o engendramento de novas relações de responsabilidade e compromisso entre as instituições de ensino e o SUS, de modo que possibilite a cogestão dos processos, para que realmente se alcance mudanças significativas na formação em saúde (Garcia; Carvalho, 2009).

No âmbito do Ministério da Educação está implementado, há alguns anos, o Programa de Educação Tutorial3, destinado a fomentar grupos de aprendizagem tutorial mediante a concessão de bolsas de iniciação científica para estudantes de graduação e bolsas a professores tutores de áreas diversas (Brasil, 2005a). O Programa busca estimular as atividades extracurriculares, entendendo-as como um complemento à formação acadêmica, visando ampliar e aprofundar os objetivos e os conteúdos que integram as estruturas curriculares, no intuito de gerar melhorias na formação acadêmica (Brasil, 2002b).

Ao longo desses anos de construção do SUS, outras iniciativas propiciaram o desenvolvimento de certo pensamento crítico e estimularam o fortalecimento do movimento por mudanças no processo de formação. Uma expressão significativa é o Programa de Incentivo às Mudanças Curriculares nos Cursos de Medicina (PROMED), elaborado pelos Ministérios da Saúde e da Educação que pode ser considerado a primeira iniciativa conjunta direcionada a promover mudanças nos cursos de graduação na área da saúde com prioridades bem definidas (Ceccim; Feurwerker, 2004). Ele foi iniciado em 2002 e abarcava o objetivo geral de:

3 O Programa de Educação Tutorial foi criado em 1979 sendo inicialmente denominado como

Programa Especial de Treinamento. Em 2004, o nome foi alterado para Programa de Educação Tutorial (Brasil, 2002b).

Reorientar os produtos da escola médica (profissionais formados, conhecimentos gerados e serviços prestados) com ênfase nas mudanças no modelo de atenção à saúde, em especial aquelas voltadas para o fortalecimento da Atenção Básica (Goulart, 2009, p. 613).

Nas palavras de Goulart et al. (2009, p. 613):

O PROMED foi o primeiro programa governamental de incentivo a mudanças dirigido às escolas médicas com vistas à formação de um profissional que atenda às necessidades do SUS. Esta iniciativa já vinha acontecendo em diferentes instituições de ensino no Brasil.

No intuito de adequar e institucionalizar a formação de recursos humanos ao trabalho no SUS e torná-la coerente com as DCN e com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES)4, o Ministério da Educação, por meio da SESU, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (INEP) e o Ministério da Saúde, por meio da SGTES, estabeleceram uma parceria para cooperação técnica, em 2005. Desde então, passaram a desenvolver projetos e programas que articulam as bases epistemológicas da saúde e da educação superior (Brasil, 2005b).

Em 2007, pelo Decreto de 20 de junho, foi instituída a Comissão Interministerial de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Em suma, ela se caracteriza pela função consultiva em relação à ordenação da formação de recursos humanos na área da saúde, em conformidade com as políticas nacionais de educação e saúde e os objetivos, princípios e diretrizes do SUS (Brasil, 2007b).

Essa aproximação inicial, fortalecida pelo decreto citado acima, ocasionou a execução de ações setoriais que articulam a política da educação e a política da saúde, com o objetivo de qualificar a formação para o SUS. A primeira dessas ações foi a criação do Programa Nacional de Reorientação da Formação Profissional em Saúde (Pró-Saúde), influenciado pela avaliação do PROMED (Campos et al., 2010), implementado pela Portaria Interministerial nº 2.101 de 03 de novembro de 2005 (Brasil, 2005c).

Pode-se considerar que, em suma, o Pró-Saúde almeja a aproximação da academia com os serviços públicos de saúde, entendendo essa prática como um mecanismo indispensável para potencializar o aprendizado, levando em

4 Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior instituído pela Lei no 10.861, de 14 de abril de

2004. Dentre os objetivos estão a melhoria da qualidade da educação e o aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das IES, o respeito à diferença e à diversidade, além da afirmação da autonomia e da identidade institucional (Brasil, 2004c).

consideração a realidade socioeconômica e sanitária da população brasileira (Brasil, 2007a).

Além disso, o Pró-Saúde propõe que os objetivos de mudança sejam construídos em torno de três eixos – orientação teórica, cenários de prática e orientação pedagógica – direcionados à integração das IES com o serviço público de saúde de maneira a propiciar respostas às necessidades concretas da população brasileira na formação de recursos humanos, na produção de conhecimento e na prestação dos serviços, tendo como finalidade maior, em todos esses casos, o fortalecimento do SUS (Brasil, 2007a).

Toda proposta encontra-se pautada nos princípios da Integralidade, em sua dimensão individual e coletiva garantida pela vivência interdisciplinar nos serviços de saúde (Campos et al., 2010).

Os eixos referidos pelo Pró-Saúde se decompõem, cada um, em três vetores, como ilustrado no quadro a seguir (quadro 2.1):

Eixos Vetores

Orientação teórica Determinantes de saúde e doença;

Pesquisa ajustada a realidade local; Educação permanente;

Cenários de prática Integração ensino-serviço;

Utilização dos diversos níveis de atenção;

Integração dos serviços próprios das IES com os serviços de saúde;

Orientação pedagógica

Integração básico-clínica; Análise crítica dos serviços; Aprendizagem ativa;

Quadro 2.1 – Eixos e vetores do Pró-Saúde

Os vetores podem ser hierarquizados para cada IES em outros três estágios que se inicia de uma situação mais conservadora ou tradicional até alcançar a situação e o objetivo desejados (Brasil, 2007a).

O processo de reorientação da formação profissional em saúde, portanto, deverá ser avaliado em função do desenvolvimento dos eixos referidos, porém, a descrição que se apresenta sobre cada um deles não constitui regra de padronização, mas sim um exemplo que oriente a necessidade de levá-los em conta como elementos estruturantes da mudança. Espera-se nesta etapa, contar com a criatividade dos proponentes para que possam sugerir e desenvolver soluções verdadeiramente inovadoras (Brasil, 2007a, p.17).

O primeiro edital para seleção nacional do Pró-Saúde contemplou apenas os cursos de graduação em medicina, enfermagem e odontologia, as três profissões que já integravam a ESF, conforme o gráfico 2.1.

Os projetos inscritos foram oriundos de diversas IES, distribuídas por todo território nacional e de naturezas distintas (públicas e privadas), aceitando-se como habilitadas a participar do processo, todos os cursos de graduação em medicina, enfermagem e odontologia reconhecidos pelo Ministério da Educação.

Gráfico 2.1 – Valores absolutos e percentuais dos cursos contemplados nos projetos selecionados para o Pró-Saúde (Brasil, 2007a)

O segundo edital do Programa foi lançado em 2007, abrangendo os cursos de graduação das quatorze profissões que integram a área da saúde, conforme elencado na Resolução do Conselho Nacional de Saúde (CNS) 2875 (Brasil, 1998b),

5Assistentes Sociais, Biólogos, Biomédicos, Profissionais de Educação Física, Enfermeiros,

Farmacêuticos, Fisioterapeutas, Fonoaudiólogos, Médicos, Médicos Veterinários, Nutricionistas, Odontólogos, Psicólogos e Terapeutas Ocupacionais (Brasil, 1998b).

38 42% 27 30% 25 28%

Total de cursos dos projetos selecionados para o Pró-Saúde

n=90

Medicina Enfermagem Odontologia

no intento de modificar o processo de formação, com a geração de conhecimentos e prestação de serviços à comunidade, por meio de uma abordagem integral do processo saúde-doença (Brasil, 2007c). Nesse processo seletivo foram contemplados 265 cursos da área da saúde (Campos et al., 2010) (gráfico 2.2).

A segunda seleção apresentou peculiaridades em relação à primeira, como a exigência de um projeto único por cada IES que incluísse um ou mais cursos de graduação da área da saúde, o que gerou a necessidade de elaboração de projetos comuns pelas IES interessadas em participar do Programa, compartilhando saberes e cenários de prática. Acrescido à isso, foi exigida uma maior participação das Secretarias Municipais ou Estaduais de Saúde, seja na construção e implementação dos projetos, seja responsabilizando-se pelos investimentos dos recursos do Programa, destinados aos serviços de saúde, que seriam utilizados pelas IES como cenários de prática (Campos et al., 2010).

Gráfico 2.2 - Valores absolutos e percentuais dos cursos contemplados nos projetos selecionados para o Pró-Saúde II (Campos et al., 2010)

43 16% 35 13% 34 13% 25 10% 22 9% 21 8% 19 7% 19 7% 16 6% 13 5% 6 2% 6 2% 3 1% 3 1%

Total de cursos dos projetos selecionados para o Pró-Saúde II n=265 Enfermagem Nutrição Farmácia Fisioterapia Psicologia Odontologia Educação Física Medicina Fonoaudiologia Serviço Social Ciências Biológicas Terapia Ocupacional Biomedicina Medicina Veterinária

O êxito do Pró-Saúde é visível e as principais inovações positivas apontadas são a maior articulação das IES com os serviços de saúde, a institucionalização das ações com a implantação das comissões de gestão e acompanhamento local e o reconhecimento das mesmas como espaço efetivo de articulação entre a instituição de ensino e os gestores dos serviços de saúde. Por outro lado, são evidentes alguns limites e dificuldades com destaque à falta de continuidade dessa articulação decorrente das mudanças de gestores, a infraestrutura limitada dos serviços de saúde e a insuficiência de espaços que garantam a efetiva participação dos profissionais no desenvolvimento dessas atividades (Brasil, 2007a).