No tópico anterior, analisaram-se, sucintamente, os três conceitos primários que podem dar formato a uma tese metaética (crença, desejo e ação), os quais, conforme referido, representam aqueles fatores que permitirão diferenciar uma tradição moral de outra. Além disso, foram apresentados alguns dos possíveis significados que se podem atribuir às noções de justificação e de racionalidade, o que, em grande medida, será determinante para a separação das posturas metaéticas qualificadas como cognitivistas daquelas definidas como não cognitivistas. Pois bem, é diante dessas considerações iniciais que se mostra necessário discorrer sobre a estrutura do juízo prático na formulação de um raciocínio que poderá fundamentar uma ação. Cabe, portanto, analisar quais são as diferentes definições e quais são as distintas funções específicas que são atribuídas a um juízo prático de acordo com as mais variadas tradições metaéticas.
No entanto, antes de se analisar a postura daqueles que vislumbram alguma importância no conceito de juízo prático para a compreensão do processo que fundamenta ou direciona uma ação humana, cabe analisar-se a postura daqueles autores (quase sempre caracterizados como
não cognitivistas) que não vislumbram qualquer relevância neste tipo de estrutura proposicional ou que rejeitam a possibilidade de um juízo prático assumir qualquer dimensão objetiva.
John MACKIE, certamente, representa bem a postura desses autores que não admitem a possibilidade de se pensar em juízos práticos revestidos de qualquer pretensão de objetividade, na medida em que pressupõe que todos os juízos morais, mesmo que possam assumir alguma relevância nas vidas humanas, são necessariamente falsos146. Assim, para ele, não existe nada, verdadeiramente, bom ou ruim, certo ou errado, de modo que, caso exista, de fato, algo que possamos denominar de Ética, devemos “inventar” todas aquelas categorias proposicionais (bom ou ruim, certo ou errado etc...) que invocamos quando imaginamos que estamos realizando algo de relevância ética147. Ao afirmar isso, MACKIE, sem dúvida alguma, caracteriza-se como o verdadeiro e autêntico sucessor de HUME, o qual atribui à razão prática um papel secundário e meramente instrumental, no que diz respeito ao direcionamento da ação humana.
Para HUME, um juízo prático não possui valor em si, na medida em que assume uma função, meramente, instrumental dentro de um tipo de raciocínio de meios para fins. Isso significa dizer que um juízo prático, em uma visão humeana, jamais terá capacidade de determinar ou direcionar a ação, mas apenas fornecer elementos intermediários no que se refere ao estímulo de uma paixão que é sentida pelo agente:
“It has been observ’d, that reason, in a strict and philosophical sense, can have an influence on our conduct only after two ways: either when it excites a passion by informing us of the existence of something which is proper object of it; or when it discovers the connection of causes and effects, so as to afford us means of exerting any passion. These are the only kinds of judgments which accompany our actions.”148
Diante disso, um juízo prático teria tão somente uma função instrumental de fornecer crenças relacionadas a dois tipos de objetos, quais sejam: (i) ao estimular uma paixão que informe que estamos diante de um determinado objeto que é capaz de produzir algum tipo de sentimento ou emoção (positiva ou negativa, i.e., impulso ou aversão); e (ii) ao fornecer informações sobre como concretizar uma relação de meio e fim para alcançar esse objeto da
146 SAYRE-MCCORD, Geoffrey. Many Moral Realisms, in SAYRE-MCCORD, Geoffrey (editor). Essays on Moral
Realism. Estados Unidos da América: Cornell University Press, 1988, p. 12.
147 MACKIE, J. L. Ethics – Inventing Right and Wrong. Reino Unido: Penguin Books, 1978.
148 HUME, David. Treatise of Human Nature. Estados Unidos da América: Oxford University Press, 2a Edição,
paixão149. Para HUME, uma teoria da ação humana pressupõe, pelo menos, dois elementos básicos, quais sejam: uma teoria psicológica da motivação humana, a qual é impulsionada por diferentes paixões, e uma teoria de razão prática meramente instrumental, que se exerce por meio de raciocínios de meios e fins. Assim, um agente apenas identifica o que estimula os seus desejos e depois procura meios para atingi-los.
Exatamente, por isso, entende HUME, que a razão prática não será jamais capaz de, por si só, determinar ou influenciar uma ação humana, mas representará apenas a causa mediata de um agir que é estimulado por uma paixão150. Por isso, a teoria metaética que é assumida por HUME pressupõe que a ação humana é produzida por força de desejos que são guiados por meio de crenças que captam determinados objetos das paixões que impulsionam o indivíduo151. Tais desejos, porém, jamais poderão ser preenchidos por um objeto que assuma qualquer dimensão objetiva, uma vez que, para HUME, o bom ou o ruim, i.e., aquilo que é passível de ser desejado, não é outra coisa senão o prazeroso e o desprazeroso152. Por isso, toda ação humana é fundamentada com base no sentimento de aprovação ou de desaprovação que a acompanha153. Esse tipo de hedonismo psicológico154 faz com que o juízo prático, em HUME, não possa ser
passível de qualquer tipo de escrutínio racional e objetivo155, uma vez que a ação humana, em última instância, será sempre motivada e causada por um tipo de “impulso natural ou
instinto”156. Por isso, as eventuais razões que poderiam ser veiculadas por meio de juízos práticos são sempre impotentes, até porque “reason is, and ought only to be, the slave of
passions”157. Juízos práticos, de acordo com essa visão, não captam qualidades ou propriedades
149 AUDI, Robert, Practical Reasoning and Ethical Decision. Estados Unidos da América: Routledge, 2006, p. 38. 150 Segundo HUME, “…reason alone is incapable of an influence upon actions”, uma vez que “Reason and
judgment may, indeed, be the mediate cause of an action, by prompting, or by directing a passion” (HUME, David. Treatise of Human Nature. Estados Unidos da América: Oxford University Press, 2a Edição, 1978, p. 462)
151 AUDI, Robert, Practical Reasoning and Ethical Decision. Estados Unidos da América: Routledge, 2006, p. 38. 152 “[Devemos] rejeitar todo sistema ético… que não esteja fundado nos fatos e em observações... A hipótese que
estamos endossando é clara. Ela sustenta que a moralidade é determinada pelo sentimento. Ela define a virtude como sendo qualquer ação mental ou qualidade que dê ao espectador o sentimento agradável de aprovação; e vício é o seu contrário. Depois disso, passamos a examinar uma questão de simples fatos, de modo a apontar quais ações possuem esse tipo de influência...,”. (HUME, David. An Enquiry Concerning the Principles of Morals. British Moralists, Seções I e II, pars. 563, 600, 1777– tradução do Autor).
153
SUPERSON, Anita. The moral Skeptic. Estados Unidos da América: Oxford University Press, 2009, p. 137.
154 AUDI, Robert, Practical Reasoning and Ethical Decision. Estados Unidos da América: Routledge, 2006, p. 39. 155 SUPERSON, Anita. The moral Skeptic. Estados Unidos da América: Oxford University Press, 2009, p. 136. 156 “Beside good and evil, or in other words, pain and pleasure, the direct passions frequently arise forma a natural
impulse or instinct, which is perfectly unaccountable.” (HUME, David. Treatise of Human Nature. Estados Unidos
da América: Oxford University Press, 2a Edição, 1978, p. 439)
157 HUME, David. Treatise of Human Nature. Estados Unidos da América: Oxford University Press, 2a Edição,
morais que poderiam determinar uma ação como correta ou incorreta, mas captam apenas uma conexão entre um objeto desejado e um sentimento do agente158.
Com efeito, retornando a MACKIE, deve-se concluir que o que é passível de
“objetificação” não será o eventual conteúdo de um juízo prático, mas apenas a projeção dos
nossos sentimentos sobre as ações, uma vez que as qualidades avaliativas e/ou morais de tais objetos “são feições ilusórias e essa ilusão é gerada de uma forma complicada por meio da
interrelação dos nossos sentimentos em situações sociais nas quais a ilusão, uma vez estabelecida e regularmente empregada nas comunicações interpessoais e nas opiniões compartilhadas, pode exercer um papel importante e talvez útil.”159 Como se vê, nesse contexto
teórico, um juízo prático não passaria de uma estrutura ilusória no que diz respeito a sua capacidade de fundamentar ou direcionar a ação humana.
Como contraste, cabe agora ilustrar a postura daqueles que reconhecem relevância e atribuem algum sentido objetivo aos juízos práticos, na medida em que representam estruturas fundamentais para a compreensão de um raciocínio que conduz à ação.
Dito de modo amplo, um juízo pode ser compreendido como um conceito da lógica tradicional representado por uma estrutura formal por meio da qual se vinculam duas ou mais propriedade referente a um determinado objeto. Um juízo, portanto, ilustra uma atividade intelectual por meio do qual se analisa um determinado objeto (por meio de uma relação de sujeito e predicado) ou se avalia uma determinada ação (por meio de um agente e um estado de coisas que se pretende realizar), com o intuito de defini-los como verdadeiros ou falsos160.
Nesse contexto, os juízos práticos podem ser, genericamente, definidos como sendo aqueles juízos que dizem respeito à ordem do pensamento prático, ou seja, representam uma formulação proposicional básica produzida pelo intelecto humano, cujo objeto assume alguma relevância na influencia ou na determinação do agir humano. Com efeito, dentro da chamada ordem prática, encontramos as ações humanas e o pensamento prático, sendo que este último pode ser produzido com o intuito de analisar, compreender e avaliar ações, do mesmo modo que serve de suporte intelectual para uma ação concreta que será realizada pelo agente. Nesse contexto, o juízo prático é, precisamente, aquilo que liga essas duas instâncias (ação e
158 AUDI, Robert, Practical Reasoning and Ethical Decision. Estados Unidos da América: Routledge, 2006, p. 46. 159 MACKIE, John. Hume's Moral Theory: Routledge & Kegan Paul, London and Boston: 1980, p. 144.
160 “Beim Urteil handelt es dich um einen Begriff aus de traditionellen Logik. Mit ihm man durch Verbindung von
zwei oder mehreren Gedankeninhalten eine Aussage über einen Sachverhalt, die entweder wahr oder falsch sein kann.” (HILBER, Wolfgang (Coord.). Lexicon der Philosophie. Alemanha: 7Hill, p. 397).
pensamento), refletindo-se, assim, na forma que uma ação assume e cujo conteúdo específico será fornecido por crenças e desejos que garantirão materialidade a esse agir concreto.
Obviamente, não são todos os juízos práticos que possuem o mesmo grau de determinabilidade no que se refere ao agir humano, uma vez que podem exercer funções práticas diferentes e podem manifestar intensidades distintas no que se refere à participação no processo deliberativo que culminará em uma ação concreta. Há, pois, primeiramente, uma instância ampla de juízos práticos que representam formulações proposicionais que poderão participar de um raciocínio direcionado ao agir, seja para esclarecer elementos universais da ação humana em geral, seja para influenciar o processo deliberativo que acabará gerando um agir concreto. De qualquer modo, já estamos na seara do conhecimento prático quando refletimos sobre questões abstratas envolvendo regras e deveres a serem observados na execução de uma ação que pretende ser, não apenas eficiente no atingimento de um objetivo, mas também, minimamente, correta.
No entanto, para se ter uma compreensão plena do processo que dá forma a um raciocínio prático, mostra-se necessário visualizar um tipo especial de juízo prático que irá pressupor um grau mais intenso de praticidade, por meio do qual passamos de uma reflexão abstrata sobre os fatores relevantes de uma ação humana correta para aqueles elementos concretos e particulares que serão determinantes para a tomada de decisão referente ao agir a ser executado aqui e agora. Por isso, somam-se aos juízos práticos com diferentes graus de abstração, aquele tipo de juízo que ilustra o ponto último da praticidade que é capaz de determinar o conteúdo concreto de uma ação a ser executada pelo ser humano em um contexto específico. Assim, dentro do universo prático, devem ser identificados, ainda, os juízos que serão caracterizados como um juízo prático
último, o qual é identificado, por SIMON, como sendo o juízo que, imediatamente, dita o
conteúdo da ação humana em um contexto concreto, uma vez que toca, imediatamente, na ação específica a ser executada161. Para SIMON, esse juízo prático último representa a própria forma da ação, na medida em que representará o elemento estrutural básico da razão que ditará o gênero e as espécies de juízos que poderão ser considerados como parte integrante do ambiente que compõe o conhecimento prático162. Assim, pode-se dizer, metaforicamente, que a ação concreta realizada e o juízo prático último que a determina mantêm uma correlação de matéria e
161 SIMON, Yves. Practical Knowledge. Estados Unidos da América: Fordham, 1991, p. 04.
162 “…when the distance between thought and action is nil, when thought has come down into the complex of human
action to constitute its form, it is described as practical in an absolutely appropriate sense.” (SIMON, Yves.
forma, do mesmo modo que o mármore relaciona-se com a forma específica da estátua de Hércules163.
Não é por outro motivo que uma regra universal sobre a ação humana, não obstante seja relevante na correta explicação do conhecimento prático e seja determinante para a adequada elaboração da filosofia moral, sempre fica aquém do grau de praticalidade que se exige para a efetiva execução de uma ação concreta. Por isso, não deveria causar espanto o fato de que, muitas vezes, o conhecimento abstrato de uma verdade moral inquestionável não é suficiente para mobilizar um indivíduo a observá-la e executá-la no seu dia-a-dia.
Além disso, o juízo prático último representa um juízo que é sempre sintético, pois, não representa uma dedução inferencial de juízos anteriores nem a depuração de propriedades que podem compor uma ação humana, mas, na verdade, representa um tipo de juízo que unifica (e não fragmenta) os fatores contingentes relevantes que estão diante do agente que executará a ação. Comparativamente, pode-se dizer que o conhecimento teórico procede sempre de modo analítico, ou seja, pressupõe deduções anteriores a partir de premissas antes estabelecidas, o que muitas vezes é visto como um processo de decomposição do ser. Isso significa dizer que, para se compreender, teoricamente, determinado objeto, deve ele ser desmembrado e separado a partir das essências que compõem a coisa existente que é objeto de cognição. Com efeito, um juízo teórico visa a analisar as causas essenciais que compõem um objeto, de modo a estabelecer as relações que essas mantêm com os seus princípios causadores, visando a se estabelecer, com isso, as consequências e os efeitos que podem ser esperados dessa relação. Tal postura, se levada ao extremo, pode incorrer na perigosa tendência de se equacionar o conhecimento teórico com o simples processo de decomposições de propriedades universais, o que acaba comprometendo a compreensão da unidade da coisa que se pretende conhecer, visão globalizante essa que é sempre indispensável para a elaboração de qualquer ciência teórica164.
Por outro lado, um juízo prático, mesmo quando não tenha relação direta com uma ação concreta a ser executada, tem como objeto, não a mera decomposição de qualidades abstratas, mas a aproximação e a agregação de fatores contingentes pertinentes à ação humana que podem ser relacionados a um fim específico a ser promovido pelo agente ou – dentro de uma perspectiva
163 SIMON, Yves. Practical Knowledge. Estados Unidos da América: Fordham, 1991, p. 4.
164 “Yet inasmuch as it characterizes theoretical science, analysis is primarily concerned, not with relation of whole
to part, but with the relation of effect to cause and of consequence to principle. To analyze, or to resolve, is to render a situation intelligible by tracing an effect to its cause or a consequence to its principle.” (SIMON, Yves. Practical Knowledge. Estados Unidos da América: Fordham, 1991, p. 06)
realista (vide item 3.2.6) – à ideia de completude ou integralidade com a noção metafísica de bem humano165. Dito de outro modo, um juízo prático, mesmo quando acabar revelando-se falso, precário ou equivocado, reflete o desejo daquele que o produziu de completar ou integralizar a visão particular de um fim ou de um bem.
Com efeito, uma decisão prática (ou um juízo prático último) não decompõe elementos essenciais, mas agrega, completa, integraliza (i.e., sintetiza) todos os elementos contingente relevantes para a execução adequada e correta de uma ação dentro de um contexto específico, como, por exemplo, a pertinência do fim que se pretende realizar, a utilidade dos meios disponíveis naquele momento, os riscos e as consequências previsíveis da ação a ser realizada, a avaliação sobre a presença ou não das habilidades e qualidades necessárias do agente para a execução de tal tarefa etc... Assim, dependendo do caso, a ausência de um ou mais de um desses fatores combinados poderá ser caracterizar a ação realizada como falsa, imprudente ou equivocada em termos práticos (mesmo que em termos teoréticos – i.e., analíticos – pudesse ser ela descrita e esclarecida com máxima precisão e clareza).
Dessa distinção entre juízo prático e juízo teórico exsurge a relevância de bem se compreender as diferentes expectativas que se pode ter em relação ao grau de veracidade e à forma de certificação de resultados que podem ser esperadas dentro da chamada ordem prática.
Primeiramente, considerando-se o fato de um juízo prático possuir como forma básica, não a decomposição de propriedades essenciais, mas a agregação de elementos contingentes (i.e. variáveis e não necessários), não poderá ele revelar o mesmo grau de certeza que é esperado no campo dos juízos puramente teóricos. Um juízo prático, portanto, sempre ficará aquém do grau de certeza que poderia ser ideal ou desejável, mas isso ocorre não por causa de necessárias deficiências no raciocínio, mas sim por causa da contingência e variabilidade do estado de coisas sobre o qual o juízo prático recai. Por isso, em relação aos juízos práticos, deve-se reconhecer que as noções de verdade e falsidade poderão assumir mais de um sentido, tendo em vista o grau de abstração e indeterminação do juízo prático que estará sendo produzido. Isso, porém, não significa dizer que todo juízo prático será absolutamente indeterminado e que nenhum tipo de objetividade prática poderá ser almejada neste campo de conhecimento. Mesmo que uma certeza universal não possa, por óbvio, ser garantida em todas as ações, ainda assim algum tipo de convicção objetiva sobre a retidão de uma ação concreta poderá, em alguns casos, ser almejada.
Aliás, demonstrará possuir conhecimento prático aquela pessoa que souber o momento adequado de se encerrar a busca por certeza e objetividade em relação a uma questão prática em disputa, de modo que o meio-termo prático na busca por respostas objetivas referentes à ação humana está entre a postura daquele que age com completa despreocupação e desinteresse e aquele que não age, ou seja, que fica em estado de estagnação, na medida em que está cegamente engajado em uma busca neurótica por certeza166.
Por essa razão, a espécie de verdade que pode ser ambicionada dentro da esfera da ação humana – a qual não possui o mesmo grau de certificação que pode ser buscado em relação a juízos teoréticos – é a chamada verdade prática167. Relativamente a essa espécie de verdade, o juízo não busca a mera cognição de um objeto, mas sim o direcionamento a algo a ser realizado. A verdade prática, assim, não pretende, propriamente, a conformidade intelectual a um estado de coisas real e existente, mas a conformidade de uma inclinação básica a um desejo que possa ser qualificado como (cor)reto168. Isso significa dizer que quando alguém se inclina a perseguir