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Experiments with Synthetic (Master) Slag-Matte (MS-MM)

5. RESULTS AND DISCUSSION

5.2 Effect of Reaction Duration on Copper Losses to Slag with CC

5.2.2 Experiments with Synthetic (Master) Slag-Matte (MS-MM)

Uma vez que o professor tutor é responsável pela aferição formal da presença, esse elemento foi discutido em entrevista, com a entrevistada. A mesma foi questionada sobre a forma como é aferida a presença no encontro presencial e no ambiente virtual de aprendizagem.

Ao tratar da presença no encontro presencial, a professora respondeu que a aferição da presença é através da lista de frequência. Na resposta, percebe-se insegurança da professora quanto à pergunta, provavelmente por achar óbvio demais: “Não sei se é bem isso que você tá perguntando”.

Ela finaliza a explicação com uma frase que abre para algumas reflexões. “Aqueles que participam, assinam”. Percebe-se a relação estabelecida pela professora de presença

Capítulo 6. A presença sob o ponto de vista do aluno da UAB / DEaD/ IFCE 101 com participação, ou o ato de participar, coincidindo com a impressão dos alunos, descrita na pergunta anterior.

Ao tratar do mesmo conceito no contexto do ambiente virtual de aprendizagem, a professora afirma que “observa através mesmo do ambiente, se ele tá participando ou não”. Novamente, o conceito de presença está vinculado à ideia de participação, porém dessa vez com um discurso preocupado / proativo em relação a essa participação.

A gente tem que fazer o acompanhamento através dos fóruns, se ele tá participando. (...) Tem aluno que começa a participar a partir do final de semana, quando o prazo já tá finalizando! Aí você vai mandando mensagem, pedindo que ele participe, que ele poste logo as atividades, porque o quanto antes ele postar, mais tempo temos pra corrigir, pra dar o retorno, se for necessária uma nova postagem, ele vai ter maior tempo disponível...

Em paralelo a essa preocupação, surge uma afirmação na qual, a meu ver, a professora se contradiz em sua explicação sobre a presença: “O Moodle permite que você veja os acessos de todas as pessoas que fazem parte do AVA. Você consegue ver o acesso de todo mundo. Você vê se o aluno tá presente ou não”. Nessa fala, sua ideia de presença se assemelha à da aferição do encontro presencial: resume a ideia de presença ao acesso ao ambiente. Essa contradição lembra o alerta de Romanelli(1998, p. 129) sobre o fato de a entrevista ser um processo, e não “concepção estanque e definitiva. (...) O sujeito que fala tende a emitir, ao longo da entrevista, opiniões diversas e contraditórias sobre um mesmo tema”.

Espontaneamente, a professora comparou a natureza das ferramentas do ambiente virtual de aprendizagem e seu potencial para revelar a presença do aluno a distância, afirmando que o fórum permite uma participação maior por parte do aluno do que a tarefa, que, segundo ela, é uma atuação única e individual. A esta altura, a professora já trata dos conceitos de presença e participação sem mais diferenciá-los.

Outra categoria / conceito emergida a partir da entrevista foi o de autoria, quando a professora lembrou a prática dos alunos de copiar e colar informações e vincula a autoria das informações postadas ao conceito de presença.

Outro problema sério que eu vejo nessa questão é o CTRL-C, CTRL V. Do copiar e colar. Que acontece demais no fórum. E de certa forma o tutor tem que ter um certo feeling pra perceber que aquilo ali não é, vamos dizer assim, não é obra do aluno. Porque tem aluno que é muito sabido. Tem aluno que pega uma coisinha dum lugar, outra coisinha de outro lugar, e até mesmo pra gente identificar que é um plágio é complicado. (...) E eu já como acompanhadora do ambiente virtual, eu já percebi que muitos tutores ou não leem, ou desconhecem essa tática que os alunos usam.

Nesse contexto, quando questionada de forma direta, a professora coloca que, em sua opinião, esse aluno que copia e cola não está presente. Ao final da fala, vincula o conceito de presença (presencialidade) ao de participar e aprender.

Capítulo 6. A presença sob o ponto de vista do aluno da UAB / DEaD/ IFCE 102

Eu, como tutora, percebo quando a fala é do aluno. Quando é ele que tá colocando alguma coisa e quando não é. Por exemplo, quando você pede para o aluno falar sobre, citando Bases, sobre a Nova Cozinha. Então o correto seria ele ler sobre a Nova Cozinha e colocar a opinião dele sobre a história da Nova Cozinha. Que é que eles fazem, eles vão num site de busca, pesquisam lá, encontram e postam. Isso não é estar presente. Qual é a contribuição que você tá dando ali? Ta se apropriando de algo que não é seu. Então o que é que falta nos alunos? É a capacidade de ler e de tirar suas próprias conclusões em cima daquilo que ele leu. Aí isso sim eu acredito que seja presencialidade. Você tá realmente participando, tá realmente agregando algum valor, e também tá aprendendo.

Destaque-se, nas falas da entrevistada, a discrepância nas formas de aferir a presença no encontro presencial e no ambiente virtual de aprendizagem: no primeiro, a presença física é suficiente para o acesso à lista de frequência; no segundo, essa presença é aferida através da observação atenta do tutor quanto à participação do aluno no ambiente, considerando ainda as variáveis de autoria e identidade.

Sob o ponto de vista da professora, entende-se que a noção de presença está diretamente relacionada à ideia de participação: quanto mais o aluno atua no ambiente virtual, mais ele está presente.

Portanto, quanto à aferição da presença do aluno no contexto UAB/DEaD/IFCE, conclui-se que o aluno espera que sua presença seja aferida pelo professor tutor através da observação de suas participações no ambiente. Os alunos UAB/DEaD/IFCE, em sua grande maioria, observam a participação dos colegas e percebem a presença ou a ausência dos colegas principalmente ao observar a participação dos mesmos nos fóruns.

Se partirmos das colocações da professora entrevistada, essa aferição também está diretamente relacionada ao conceito de participação. O professor UAB/DEaD/ IFCE registra a presença do aluno, no encontro presencial, através da lista de frequência, considerando presentes aqueles que estão participando do encontro. No contexto do ambiente virtual de aprendizagem, a professora observa a participação no Moodle, e essa participação é diretamente proporcional à intensidade da presença do aluno.