3. COPPER SMELTING SLAG AND ITS VISCOSITY
3.4 Copper Losses to Slag
Buscando informações sobre um possível sentimento de solidão ou isolamento por parte dos alunos, a pergunta 23 indagava: “Existe alguma situação em que você se sinta (ou tenha se sentido) sozinho ou isolado no cotidiano do seu curso?”. Propositalmente a pergunta em si deixava a critério do respondente comentar a causa ou a forma de sentir essa solidão (Figura 34).
Metade dos respondentes afirmou ter se sentido sozinho em pelo menos algum momento do curso. Uma parte dos alunos (20%) respondeu que nunca se sentiu sozinho. Outros 21% optaram por não responder. Uma minoria de 5% afirmou que às vezes se sente isolado, e 3% do total explicou que inicialmente se sentia só, mas com o passar do tempo, isso não mais aconteceu.
Capítulo 6. A presença sob o ponto de vista do aluno da UAB / DEaD/ IFCE 89
Figura 34 – Sentimento de solidão ou isolamento (pergunta 22) Fonte: elaborado pela autora
Como já colocado, espontaneamente os alunos comentaram suas respostas, uma vez que a pergunta era do tipo aberta (Figura 35). Um total de 34 alunos relacionou experimentar ou não a sensação de solidão ou isolamento à qualidade ou intensidade da
interação aluno-professor. Em outras palavras, entre esses 34 alunos, alguns afirmaram
nunca ter vivenciado esse sentimento de solidão no curso, uma vez que o professor tutor está sempre disponível, por exemplo, enquanto alguns afirmaram já ter se sentido só várias vezes, já que o professor tutor nunca responde suas dúvidas.
Figura 35 – Sentimento de solidão ou isolamento - Principais categorias emergidas nas respostas (pergunta 22)
Capítulo 6. A presença sob o ponto de vista do aluno da UAB / DEaD/ IFCE 90 Cinco desses alunos estabeleceu relação entre sentir ou não solidão com receber ou não atenção do professor tutor; outros quatro relacionaram essa solidão ou isolamento, ou a ausência desses sentimentos, à presença ou ausência do professor tutor no AVA. Não se sentem sozinhos por perceber que o mesmo está sempre presente no ambiente.
No mesmo raciocínio, um número bem menor (apenas doze) relacionou experimentar ou não a sensação de solidão ou isolamento à qualidade ou intensidade da interação
aluno-aluno; dentre eles, cinco afirmaram que a mútua ajuda entre os colegas é também
algo que os faz não se sentirem sozinhos. O comentário a seguir é um exemplo de aluno que cita os dois tipos de interação para justificar seu sentimento de solidão e a ausência desse sentimento:
(A49) Hoje não por que já criamos laços de amizades em que a inte- ração nao fica somente na internet, se comunicamos por telefone, e se encontramos para estudar e etc. Mas o primeiro semestre inteiro foi eu e o computador em uma conversa com os tutores em que as respostas muitas vezes nem aparecia. (grifo da autora)
A questão dos “laços de amizades” aqui citados nos remete imediatamente ao conceito de presença social, definido por Garrison e Anderson (2005 apud ONRUBIA; COLOMINA; ENGEL, 2010, p. 217)4
. O sentimento de solidão ou isolamento está ligado ao conceito de presença social: via de regra, sentir-se pertencente a um grupo contribui para a construção coletiva do conhecimento e para a diminuição da evasão.
Doze alunos colocaram que vivenciaram um sentimento de solidão ou de isolamento (ou perceberam que não estavam sós) nos momentos de dificuldade com a disciplina; cinco alunos afirmaram ter sentido essa solidão em disciplinas de oferta especial ou reoferta5
. Outros dezesseis relacionaram a solidão sentida ao ato de conseguir ou não sanar as dúvidas, ou de ter algum auxílio na resolução das atividades (por parte do professor ou mesmo dos colegas). O comentário abaixo contempla duas dessas categorias (dificuldade com a disciplina e dificuldade em sanar dúvidas), para um aluno que se sentiu sozinho.
(A28) Com certeza. Estudo no polo de Camocim e aqui todos os aluno residem em cidades distintas; no meu caso, os colegas que tenho mais afinco moram a quase 100 km de onde moro que não é camocim. Há momento, principalmente nas disciplinas de cálculo que me sinto só, mesmo tendo o contato por telefone fica difícil tirar dúvidas das disciplinas exatas por telefone. Tem horas que procuro aprender mas não tenho com quem tirar as dúvidas.
Um total de 14 alunos estabeleceu relação entre o feedback de suas mensagens ou atividades com o sentimento de solidão (ou sua ausência): oito alunos afirmaram que a ausência do feedback os fazia sentir-se sós; seis respondentes mencionaram que a velocidade do feedback dado pelo professor lhes trazia esse sentimento, ou o afastava.
4 A definição se encontra no capítulo2.
5 Para mais informações sobre esse tipo de oferta de disciplinas, feito pela UAB/DEaD/IFCE, ver
Capítulo 6. A presença sob o ponto de vista do aluno da UAB / DEaD/ IFCE 91 A questão da distância geográfica como um fator que aumenta o sentimento de solidão foi citada por 4 alunos. Em frequências menores, de até 3 alunos, outras relações emergiram dos comentários:
• Três alunos afirmaram não ter esse sentimento, graças à união e ao companheirismo que a turma tem;
• Dois alunos afirmaram esforçar-se para não se sentir isolados;
• Três alunos assumiram ser eles mesmos a razão desse sentimento de solidão, como se pode observar nesse comentário:
(A19) Na verdade, o aluno é responsável pelo seu próprio aprendi- zado. Se alguém se sentir sozinho é porque não procurou ajuda no tutor, nos colegas, na internet, livros, etc. No entanto, pode até existir esse isolamento. Ainda não me senti so- zinho. Sinto-me um pouco afastado devido ao meu trabalho, que em muitos os casos me proporciona uma falta de coragem para os estudos. Estou no 7osemestre e já era para eu ter terminado, mas
perdi várias disciplinas. Estou fazendo devagarzinho as restantes. (grifo da autora)
• Outros três respondentes relacionaram essa solidão às dificuldades de acesso à internet ou às suas limitações com o uso na tecnologia;
• Por fim, dois alunos afirmaram sentirem-se sozinhos no curso por conta da dificuldade de interação deles com a coordenação do curso.
O sentimento de solidão ou isolamento, portanto, é realidade experimentada por grande parte dos alunos, pelo menos em algum momento do curso e, para o aprendiz da UAB/DEaD/IFCE, é um sentimento vinculado principalmente à interação aluno-professor.