3.1. EVLİLİĞE İLİŞKİN BULGULAR
3.1.1. Evlilik Kararı
Neste estudo, o critério para se investigar a influência do fator professor foram as possíveis mudanças entre docentes na mesma disciplina do mesmo ano escolar, durante os anos letivos investigados. Inicialmente foi realizado, junto à supervisão escolar, um levantamento dos professores de todas as disciplinas14 do 6º e 7º anos de 2009 a 2014. Caso houvesse mudança de professor da mesma disciplina entre os anos letivos investigados, seria investigado o comportamento das médias finais naquelas disciplinas, a fim de verificar se houve alguma diferença significativa entre as médias de diferentes professores que pudessem ter influência nos resultados apurados nas hipóteses 9 a 14 e 21 a 24.
Primeiramente se buscou estabelecer padrões de normalidade entre as médias de diferentes anos letivos. Para tal, no ano escolar em que houve pelo menos uma disciplina que
14 Não é possível realizar este levantamento na disciplina de Língua Inglesa, porque o ensino é feito por níveis. Sendo assim, as turmas são menores, com vários professores e com alunos de diferentes anos escolares na mesma turma.
tenha ocorrido mudança de professor, foram calculadas as médias finais15 de todas as disciplinas entre os anos de 2009 e 2014 e, em seguida, foi calculada a média e o desvio padrão das médias finais dentro de cada disciplina entre anos letivos investigados.
As disciplinas sem mudança de professor ao longo dos seis anos investigados serviram de referência de normalidade, já que, nestes casos, segundo o critério adotado, não houve influência do fator professor nos resultados, ou seja, as possíveis variações de médias entre os anos letivos das disciplinas sem mudança de professor foram consideradas normais. Assim, o desvio padrão em torno da média dessas disciplinas foi usado como referência de normalidade. Nos casos em que houve mais de uma disciplina nesta situação, foi adotado o desvio padrão de maior valor. Nos casos em que não houvesse nenhuma disciplina nesta situação, ou seja, em todas as disciplinas houve mudança de professor, foi adotado como referência o desvio padrão da disciplina com menor número de mudanças de professor, calculado na maior quantidade de anos letivos de um mesmo professor.
Estabelecido então o desvio padrão de normalidade, os desvios padrões nas disciplinas com mudança de professor foram comparados a este valor de referência. Quando o desvio padrão foi igual ou menor que o valor de referência, concluiu-se que não houve influência do fator professor nos resultados. Quando o desvio padrão foi maior, investigaram- se as médias por professor, comparando-as entre si, concluindo-se sobre a influência dos professores nos resultados apresentados.
Para tal, foram calculadas as médias das médias finais de cada professor, em todos os anos letivos que cada professor lecionou. Nos casos em que houve dois professores ou mais, em turmas diferentes, em um mesmo ano letivo, as médias do professor foram investigadas dentro das suas respectivas turmas.
Com os resultados, foi possível verificar os professores com as maiores e menores médias ao longo dos cinco anos investigados. Nos casos em que houve apenas dois professores diferentes entre os anos letivos investigados, o de maior média influenciou no aumento das médias dos anos em que lecionou, assim como o de menor média influenciou na redução das médias dos anos em que lecionou.
Nos casos em que houve mais de dois professores diferentes entre os anos letivos investigados, os resultados apurados ainda não foram suficientes para determinar se o professor com a maior média, por exemplo, estava fora da normalidade e influenciou no aumento das
15 Neste estudo, a fim de ter uma amostra maior para verificar a influência do professor sobre os resultados, os cálculos foram realizados considerando todos os alunos, concursados e não concursados.
médias nos anos letivos em que lecionou e, por consequência, nos resultados apurados nos testes das hipóteses. Por conta disso, a estratégia seguinte foi comparar de dois em dois professores, calculando entre eles a média e o desvio padrão das médias finais entre 2009 a 2014 e comparando o desvio padrão ao valor de referência de normalidade. Dessa forma foi possível verificar quais professores tiveram médias com desvio padrão acima ou abaixo da normalidade e, por consequência, demonstrar como o fator professor exerceu influência sobre os resultados das hipóteses.
Para compreender com mais detalhes a influência do fator professor e, já que as médias finais expressaram o resultado das médias das avaliações parciais (AP) e avaliação de estudo (AE) em cada bimestre, as médias das AP e AE por professor de 2009 a 2014 foram investigadas, a fim de discriminar ainda mais os motivos das possíveis discrepâncias entre as médias finais dos diferentes professores.
Nas disciplinas em que ficou constatado a influência do fator professor nos resultados, foi investigado ainda se as diferenças de médias entre os professores impactaram os percentuais de alunos nas recuperações bimestrais e recuperação final em algum ano letivo. Para isso, foram analisados os percentuais de alunos em recuperação nos anos letivos de cada professor, representados pelos alunos que ficaram com média abaixo de 5,0 na disciplina, em relação ao total de alunos dos anos escolares investigados, nos quatro bimestres.
Assim foi possível concluir se o fator professor contribuiu para o aumento ou redução das médias e também para a redução ou aumento do número de alunos em recuperação em alguma disciplina em determinado ano letivo.
Os achados permitiram reforçar ou fragilizar os resultados encontrados nas hipóteses 9, 10, 11 e 21 referentes ao 6º ano, e 12, 13, 14 e 22 referentes ao 7º ano no que diz respeito aos alunos em recuperações bimestrais e recuperação final quando da comparação dos resultados de 2014 com as médias dos últimos cinco anos.
Foi possível ainda inferir sobre o impacto do fator professor no percentual de alunos reprovados, reforçando ou enfraquecendo os resultados das hipóteses 23 e 24.