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2. FIRÇALI VE FIRÇASIZ DOĞRU AKIM MOTORLARININ TANITIMI

2.11 BLDC Motor ve Sürücü Sistemi Yapısı

2.11.4 Evirici ve sürücü katmanı (güç dönüştürücüsü)

A ciência, com a finalidade de compreender o mundo, foi se dividindo ao longo do tempo, à medida que determinado campo do conhecimento se apresentasse complexo e grande o suficiente que justificasse a necessidade de uma ciência específica para estudá-lo.

Entretanto, as divisões surgidas muitas vezes criaram barreiras quase que intransponíveis entre as diversas ciências, pois cada uma parece esquecer-se da heterogeneidade com a qual o mundo se apresenta e se julga capaz de, a partir do seu ponto de vista, compreendê-lo. Todavia é esquecido ser justamente “o homem que introduz a heterogeneiradade à natureza” (Dejours, 1997, p. 74).

Se na natureza em geral o homem introduz a heterogeneidade, pode-se inferir também que cada parte componente da natureza também encerra em si um grande número de distintos aspectos que são objetos de estudos particulares, mas que também foram introduzidos pelo homem. Nestas partes, se encontra o próprio

homem, o qual pode ser estudado sob vários prismas, mas que, para ser melhor compreendido, não pode ser limitado à visão de somente um deles.

“para a teoria crítica [frankfurtiana], o homem não pode ser visto isolado de seu contexto social, quer em sociedade, onde se manifestam relações de classe, quer nos subsistemas de produção, local no qual se reproduzem essas manifestações sob a divisão hierarquizada” (Tenório, 2000, p.37).

Desta forma, já se pode perceber que o ser humano no trabalho não pode ser compreendido totalmente por abordagens que encerrem a sua compreensão aos limites da psicologia, sendo necessário agregar outros conhecimentos.

Todavia, a consciência dessa necessidade nem sempre é tão óbvia, pois cabe recordar que o pensamento racional-positivista está intrinsecamente relacionado à forma como são vistas a gestão das organizações e das pessoas, gerando uma “concepção mecânica e energética da gestão que ainda subsiste até nossos dias, a despeito de todas as críticas que lhe foram feitas” (Chanlat, 1999, p. 38).

E essas críticas, além das já apresentadas, podem ser encontradas tanto no simples questionamento da eficácia daquele tipo de abordagem na gestão das organizações (Solé, 2000), quanto na assertiva do imperioso de se adotar uma visão sociológica sobre o fenômeno (Douglas, 1998) ou até mesmo na dialética entre a sociedade e o indivíduo (Migueles, 1999).

Mesmo quando se tem consciência da necessidade da utilização das demais Ciências Sociais para a compreensão do homem e da organização, a transposição dessa consciência para a prática não se revela instantânea, tampouco fácil de ocorrer.

Vários motivos concorrem para que tal transposição não ocorra. Douglas (1998, p. 87) aponta para o fato de que “os psicólogos são institucionalmente incapazes de lembrar que os seres humanos são seres sociais. Assim que tomam consciência

desse fato, esquecem-no”. Quando este não é o caso, pode ocorrer a dificuldade da utilização de distintas abordagens concomitantemente, sem se conseguir identificar qual a linearidade a ser seguida, especialmente se for relembrado que a formatação do pensamento cartesiano demanda a linearidade.

Este, todavia, não se apresenta como sendo uma dificuldade a qual não se possa transpor. Considerando que “o fator humano é marcado pelo selo do histórico, do social, do contextual” (Dejours, 1997, p. 76), tem-se que estes selos devem ser compreendidos e analisados a priori.

Mais além, pode-se considerar cada selo como sendo um subsistema de ação social (Castro, 2002), havendo uma hierarquização entre entres, sendo que os mais altos na hierarquia regulariam os demais. Desta forma, ter-se-ia o cultural como o grande regulador, seguido pelo social, pelo psíquico e pelo biológico.

Obviamente não se pode supor que os subsistemas abaixo na hierarquia não influenciem os primeiros, já que, apesar dos primeiros regularem os demais, isso só se faz possível se houver a capacidade de replicação prática daquilo que o cultural e social regulam. Em outras palavras, há um constante realinhamento entre as demandas do cultural e do social e a capacidade de atendimento destas que, por sua vez, também podem ser balizadas por essa capacidade, o que não chega a caracterizar uma relação dialética entre os subsistemas, mas de forte interdependência.

E não somente é importante que todos os subsistemas sejam considerados, como também a prática da gestão sob o prisma único da psicologia acaba também por se revelar contraproducente (Chanlat, 1999).

Antes, porém, que seja mal interpretado o que se coloca nesta seção, é importante ressaltar que

“o que nós reclamamos não é a erradicação de disciplinas, com objetos próprios e métodos diferenciados, mas o reconhecimento do direito e mesmo do dever de circular, a valorização do livre trânsito, o levantamento de barreiras à associação com pessoas diferentes, sociólogos, economistas, psicólogos, biologistas, filósofos, administradores e tantas outras disciplinas que consideram o homem com ser vivo,

consciente e sociável [sic]” (Chanlat, 1999, p.64).

Ou seja, em resumo, o mais importante é ter a consciência de que a consideração da contribuição de cada disciplina para o estudo do homem não somente é recomendada, como se revela como um verdadeiro imperativo para que o objeto do estudo seja melhor compreendido.

Recordando a questão das hierarquias dos subsistemas, se for considerado que “as instituições estão se tornando mais culturais em seu caráter” (Lash, 1997a, p. 245), é mister que se busque examinar as razões de tal fenômeno e, então, se procure visualizar as implicações desse movimento para a gestão das mesmas, com o intuito de se poder estabelecer um quadro mais completo do homem na organização.

Ao se estudar qualquer assunto específico em gestão, isso não deve ser feito especificamente per se, já que as condições culturais e sociais que a motivaram podem ter mudado.

Assim, para que o estudo sobre o sistema de Avaliação de Desempenho do Exército Brasileiro apresente resultados mais elucidativos para os problemas que enfrenta, faz-se necessário um aprofundamento sobre o que cerca, as condições nas quais foi concebido e é aplicado. Ainda mais, sendo um instrumento, e não uma teoria, a compreensão da utilização dele será invariavelmente dependente desta visão.