7. Bir meslektaşı hakkında yanlış ya da kötü niyetli açıklamalar yapmaz 8 Öğrencilerle ilgili gizli bilgileri yasal ya da mesleki zorunluluk
1.2 ETİK UYGULAMA ALANI OLARAK SINIF
Região Município Micro Região Município Micro Região Município Micro Região Admissão 4.452 5.452 4.413 5.449 5.203 6.419 1.632 2.074 Desligamento 4.274 5.185 4.074 4.942 4.435 5.471 1.762 2.213 Variação Absoluta 178 267 339 507 768 948 -130 - 139
P. PRUDENTE (jan/ dez) 2005 (jan/ dez) 2006 (jan/ dez) 2007 (jan/ abr) Movimentação Município Micro
Região Município Micro Região Município Micro Região Município Micro Região Admissão 5.173 8.650 5.089 8.458 5.967 9.630 2.399 3.927 Desligamento 4.589 7.369 4.547 7.499 5.246 8.468 2.180 3.580 Variação Absoluta 584 1.281 542 959 721 1.162 219 347
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), 200843.
Org. Ivanildo Dias Rodrigues.
O aumento da variação absoluta entre admissão e demissão no comércio varejista no ano de 2007 pode ser atribuído, no geral, ao aumento das vendas no comércio varejista, principalmente para a classe mais pobre que trabalha e teve seu poder aquisitivo ligeiramente aumentado, gerando um ligeiro aquecimento nas vendas. No caso particular do município de Marília, o crescimento mais acentuado pode ser atribuído a uma arrojada política de promoção do comércio nos dois últimos anos, com reflexos sobre o aumentou das vendas e, conseqüentemente, da rotatividade do trabalho. A queda brusca para os dois municípios no ano de 2008 se deve ao fato do período de janeiro a abril coincidir com a grande demissão dos trabalhadores, antes contratados para as vendas de fim de ano.
43 O Ministério do Trabalho e Emprego disponibiliza através do CAGED, uma série de dados estatísticos sobre
emprego e desemprego de fácil acesso ao público. Retiramos apenas dados dos nosso interesse com relação a diferença entre admissão e demissão no emprego formal para determinados setores e sub setores do trabalho formal.
A observação do (Gráfico 1) indica pouca oscilação no nível de emprego no comércio varejista dos dois municípios.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego, CAGED, 2008.
O que explica a maior variação absoluta entre admissão e desligamento para o município de Presidente Prudente em relação a micro região pode ser, em escala local, o papel bem mais moderado da associação comercial no que diz respeito à promoção do comércio, e em escala regional, o potencial de comércio. Da mesma forma o número de camelôs (230) no camelódromo do município de Presidente Prudente é superior ao de Marília (180). Isto não significa que o comércio de Marília seja maior que o de Presidente Prudente, pois a comparação dos números mostra que tanto o número de empregos formais quanto o de estabelecimentos comerciais é maior em Presidente Prudente. No entanto, de acordo com o presidente da Associação Comercial de Presidente Prudente, senhor Ricardo Anderson Ribeiro, a região de Presidente Prudente é inferior à de Marília no quesito poder aquisitivo da população consumidora, sobretudo a mais pobre que trabalha.
O fator mais preocupante na categoria dos comerciários, podendo refletir no aumento ou diminuição da informalidade do trabalho, se refere à grande rotatividade entre os trabalhadores do comércio. Pois geralmente todo comerciante, preocupado em vender suas mercadorias, entende que seus empregados têm salário muito alto, ao mesmo tempo em que exige mão de obra qualificada. Também asseveram ser muito alto o conjunto dos encargos trabalhistas, assim como a carga tributária em geral, e em alguns casos reclamam da concorrência das mercadorias do mercado negro e economia do crime. “O que distingue
sobretudo o possuidor de mercadorias desta última é que para ela cada outro corpo de mercadoria conta apenas como forma de manifestação de seu próprio valor” (MARX, 1985, p. 80).
Para o comerciante, sua mercadoria não tem nenhum valor de uso direto, o que importa para ele é a troca de sua mercadoria por dinheiro. Mas, no processo de troca de mercadorias que ocorre no comércio, a mercadoria tem de comprovar-se como valor de uso. “Pois o trabalho humano, despendido em sua produção, conta somente na medida em que seja despendido de forma útil para outros. Se o trabalho é útil para outros, somente sua troca pode demonstrar” (idem).
Portanto, toda mercadoria já tem seu valor determinado pelo trabalho despendido em sua produção, onde se dá a exploração da força de trabalho no setor produtivo. Já na comercialização, o desejo de lucrar mais na revenda das mercadorias é que leva o comerciante a visualizar o tributo e o empregado como fatores que diminuem seu ganho. “As leis da natureza das mercadorias atuam através do instinto natural dos seus possuidores” (idem). Mas o comerciante necessita da força de trabalho empregada na comercialização, e este é um convite à ampliação de formas disfarçadas de exploração do trabalho, e se não houvesse restrições a ampliação seria levada a níveis insuportáveis pelo trabalhador.
Quando nós sindicalistas lutamos para aumentar a base salarial no comércio o dono da loja Oriental Calçados, que tem várias lojas no estado de São Paulo, reclamou que o salário do comerciário em Marília era muito alto, acionando o Sindicato do Comércio Varejista para diminuí-lo. Eu expliquei para ele, mostrando vários cálculos, que um escravo sairia mais caro do que um trabalhador assalariado em qualquer ramo do comércio, pois um trabalhador não consegue se manter com um salário de R$ 700,00, após os descontos. Mostrei os números e perguntei a ele se preferia arcar com as despesas do trabalhador, ao invés de pagar salário, e ele teve de concordar comigo que levaria prejuízo. Além do mais, tem que sobrar alguma coisa, senão, para quem ele vai vender calçados, se o salário só da para manter o trabalhador vivo? (Informação verbal)44.
Todo comerciante, seja organizado ou desorganizado, coloca todo tributo ou encargo trabalhista, inclusive o INSS, embutido no preço das mercadorias, e repassa para o consumidor, portanto, quem paga tudo é o conjunto de consumidores. A questão é que quando o comerciante recebe o montante e está com o dinheiro nas mãos, acha que é muito para repassar para o fisco, que o trabalhador não fez por merecer tanto, e quer tudo para ele.
44
Depoimento dado por Antonio Patrício de Barros, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Marília em entrevista por nós realizada no dia 31 de janeiro de 2008.
Acontece que o imposto é compulsório, e se assim não fosse ninguém pagaria. Então ele ganha, mas não quer repassar a parte do governo e do trabalhador do comércio, mas, ao mesmo tempo, este mesmo comerciante reclama quando os trabalhadores camelôs comercializam mercadorias que não passam pelo crivo da tributação, e não geram emprego com carteira registrada.
Vejamos os dados dos municípios em relação à Unidade de Federação (SP).
De acordo com os dados do CAGED havia até 1º de janeiro de 2008 exatamente 1.625.146 empregos formais e 699.879 estabelecimentos comerciais na Unidade de Federação (SP).
Quadro 3: Movimentação do Emprego no Comércio Varejista nos Município de Marília e Presidente Prudente em Relação a Unidade Federal (SP).
MARÍLIA (jan/ dez) 2005 (jan/ dez) 2006 (jan/ dez) 2007 (jan/ abr)