2.6. Yanığın Lokalizasyonu
2.7.14. İskelet Kas Sistemi Değişiklikler
2.8.1.2. Cerrahi Teda
2.8.1.2.1. Eskarotomi ve Fasyotom
Muitas vezes os elementos da cultura nacional não caracterizam a cultura organizacional, mas isso não representou uma verdade no caso investigado, pois grande parte dos traços culturais brasileiros se revelaram presentes na SEBAPE: Alta distância hierárquica com grande concentração de poder e exclusão dos liderados do processo decisório. Apatia, postura passiva e de expectador, exclusão da responsabilidade pelos resultados, falta de comprometimento e esperança de soluções vindas de terceiros. Aversão a riscos e falta de assertividade. Lealdade a pessoas, busca por preservar as relações e evitar conflitos, personalismo e impunidade. Visão de curto prazo e orientação para processo.
Todos esses elementos contribuíram para a visão de um quadro clássico do serviço público brasileiro presente na organização investigada: dificuldade de conseguir comprometimento e participação, coexistência de paradoxos organizacionais, mudanças de diretrizes e frequente descontinuidade de projetos, busca de controles como forma de se garantir resultados e falta de meritocracia. .
A intenção por detrás deste trabalho sempre foi contribuir. Do ponto de vista organizacional, promovendo reflexões que de alguma forma pudessem, em última instância, agregar no incremento de desempenho e no aprimoramento do ambiente de trabalho. Do acadêmico, pelo aprofundamento do tema “cultura” e suas especificidades dentro de um contexto especifico. Para isso, teve como objetivo a realização de um diagnóstico referente a alguns elementos da cultura que estariam prejudicando a entrega de resultados por determinada carreira em um órgão público da administração direta. Acredita-se ter atingido esse objetivo plenamente.
Foram levantados traços da cultura nacional e da cultura do serviço público brasileiro, que foram então investigados por meio de vinte e uma entrevistas no contexto analisado, confirmando a presença de quase sua totalidade. Por meio dessas perguntas foi realizado um verdadeiro mergulho na dinâmica organizacional, o qual propiciou uma visão dos modelos de gestão existentes, transitando por temas como estratégia, tecnologia, processos e pessoas. Essa visão foi realizada por meio das lentes teóricas levantadas inicialmente, ascendendo luzes para especificidades do órgão que estariam prejudicando o desempenho organizacional.
Dentro de uma proposta agregadora voltada para a implementação de soluções práticas, foi revisitada a teoria, buscando o conhecimento necessário para a construção do processo de mudança, o que resultou em um capítulo com propostas para o início dessa empreitada. Tais propostas estavam sustentadas pela ideia de se trabalhar as pessoas dentro de uma visão
estratégica que objetive criar o contexto capacitante necessário para a transformação da cultura e para a redução do descompasso entre o processo de modernização e a gestão de pessoas na organização.
É necessário tirar o véu que obscurece as lentes dos servidores e da própria liderança, a qual precisa acreditar que pode transformar essa cultura. Ponderar novos caminhos a partir e não apesar da cultura existente. Criar um novo contexto capacitante capaz de se multiplicar em novos contextos para repensar e construir novos caminhos. Trazer os servidores para seu lado, multiplicando suas ideias e braços. Integrar as pessoas. Dar transparência. Eliminar incertezas. Aumentar a confiança. Transformar ameaças em oportunidades. Fazer da estabilidade um amálgama para a construção do senso de propriedade e responsabilidade pelo próprio destino. Proporcionar diversidade, uma oportunidade para a construção de soluções criativas. Canalizar o imenso capital intelectual existente na busca de alternativas renovadas. Transformar o fenômeno da desesperança aprendida no da esperança ensinada. Esperança no sentido do verbo esperançar e não de esperar.
Esta pesquisa não deve ser vista como mais uma pretensiosa proposta teórica de soluções milagrosas e perfeitas que as pessoas esperam para mudar os seus destinos, como é esperado por leitores moldados pela cultura brasileira. Esperar algo perfeito em um universo tão complexo é o primeiro passo para seu fracasso. A busca pela solução definitiva é o que nos coloca cada vez mais longe dos resultados (MIGUELES, 2015, p. xxiii). Representa um esforço para sensibilizar as pessoas acerca de vieses na sua própria forma de pensar, programações mentais fortemente forjadas em anos de convivência dentro do modelo nacional, que impede o aprimoramento organizacional.
Ao facilitar a tomada de consciência e desvelar como os elementos de cultura operam, pretende aumentar a capacidade de intervenção e transformação das formas de interação humana e do contexto cultural. Trata-se de um primeiro esboço para acender luzes na construção de um novo caminho. Porém, como a própria essência dessa pesquisa apregoa, esse caminho deve ser pavimentado com a riqueza da diversidade de ideias vindas do imenso capital intelectual existente e em parte ainda adormecido, possivelmente ansiosa para entrar em ação. A SEBAPE apresenta um número significativo de recursos com formação e vontade necessárias para implantar a mudanças, aguardando apenas os estímulos adequados. É necessário amadurecer o esboço desse caminho pela evolução de um pensamento que conduza para a gestão estratégica de pessoas.
A coisa mais importante que você e eu podemos ter na vida quando a gente tem mais nenhuma outra coisa é esperança. Mas tem que ser esperança do verbo esperançar. Tem gente que diz esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. Tem gente que diz: “eu espero que dê certo, eu espero que resolva” – isso não é esperança, é espera. Esperançar, da onde vem a palavra esperança, é ir atrás, é buscar, é não desistir. Por isso, se você nada tem, mantenha a
esperança. [...] A tragédia não é quando um homem morre, a tragédia é aquilo que morre dentro de um homem enquanto ele ainda está vivo. E o que não pode morrer? A esperança. Do verbo esperançar, ir atrás, de buscar. Por isso, vale de novo Nelson Cavaquinho: “O sol há de brilhar mais uma vez. A luz a de chegar aos corações. Do mal será queimada a semente. O amor será eterno novamente. “
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Apêndice I: Roteiro das entrevistas
Bom dia, esta é uma pesquisa de caráter ACADÊMICO, que visa compreender um pouco da cultura dos servidores nessa organização.
Primeiramente, gostaria já de agradecer a sua participação, a qual será extremamente valiosa para este trabalho.
A entrevista deverá durar em torno de 40 minutos.
É importante destacar que será garantido total anonimato. Alguns dados pessoais são solicitados no início da entrevista, mas serão utilizados apenas para um controle da amostra investigada.
Não há respostas certas ou quaisquer pré-julgamentos por parte do entrevistador. O que se procura é compreender a percepção dos servidores, seja ela qual for. Por favor, não meça as palavras, fale exatamente como as ideias vierem à cabeça.
I) Perfil do Entrevistado