2.4. Dr Sinichi Suzuki ve Yöntemi
2.4.1. Suzuki Yönteminin Temel İlkeleri
2.4.1.1. Erken Başlama
A qualidade macro ambiental está fortemente relacionada com o consumo de energia pelo edifício, seja em etapas de construção ou de operação. Isto por que a geração de energia sempre se dá com impactos ambientais significativos, seja ela gerada por meios hidrológicos, queima de combustíveis fósseis ou fissão atômica. Espera-se que em futuro próximo, fontes alternativas “limpas” de produção de energia, tais como o vento, as marés ou a irradiação solar, diminuam as pressões sobre o gerenciamento energético. Atualmente, no entanto, isto não se verifica, e a pressão por uso racional de energia é muito forte, não só pela questão ambiental como também pela parcela significativa que estes custos representam na operação e manutenção do edifício.
A rigor, o gerenciamento energético de um edifício começa na sua concepção, com a escolha dos materiais utilizados em função da energia necessária para sua produção, montagem e transporte, abrangendo também a escolha do local a ser construído, visando a otimização do transporte necessário aos usuários para utilização do espaço construído. 23 O consumo de energia elétrica no edifício ocorre por três tipos de utilização:
• Iluminação • Equipamentos
O sistema predial de conforto ambiental é normalmente o maior consumidor de energia em edifícios comerciais, podendo responder por até sessenta por cento da energia consumida pela operação destes edifícios. 37 O consumo energético proveniente da iluminação e de equipamentos, é razoavelmente constante em edifícios similares, variando unicamente em função da tecnologia empregada, permitindo a sua comparação através da técnica de benchmarking. Já o sistema predial de conforto ambiental apresenta variação considerável em função não só da tecnologia dos equipamentos componentes deste sistema, mas também de fatores regionais, de vizinhança, de uso e manutenção. 38
Para desenvolvimento de um sistema de gerenciamento energético integrado e definição de políticas ambientais e estabelecimento de procedimentos de controle, o Gerenciamento de Facilidades deverá atender normas para desempenho energético, como o Environmental Code of Practice, da Building Services Research and Information Association’s. Este código traz uma matriz de conservação de energia, retratada no ANEXO D, que define cinco níveis de classificação de importância dada pela organização ao gerenciamento energético, designando requisitos de atuação do gerenciamento para estabelecimento de política energética, funções gerenciais, relação com usuários, sistemas de informação, divulgação e investimentos. Estes critérios permitem ao Gerenciamento de Facilidades, não só em nível de planejamento estratégico mas também de atuação e controle, encontrar efetividade no consumo de energia pelo edifício.
Os edifícios automatizados, via de regra, oferecem elevados níveis de gerenciamento energético, através de programas de computador denominados EMCS - Energy Management Control Systems, que operam integrados a sensores, atuadores e dispositivos de controle digital, que permitem adequar o consumo de energia ao perfil horário e calendário de solicitação, através do controle de sistemas e equipamentos, de acordo com a demanda contratada com as concessionárias deste serviço público.
Em seu nível mais elementar o gerenciamento energético visa obter desempenho através do controle do consumo de energia. Em seu nível mais elevado, este
gerenciamento abrangerá questões como a co-geração de energia, que consiste na conversão seqüencial de uma fonte primária de energia disponível, como óleo, gás ou biomassa que movimenta um motor ou uma turbina gerando energia elétrica e térmica. A Figura 25 mostra um esquema de co-geração de energia elétrica, obtida por um gerador acoplado a um motor. Resulta do processo além de energia elétrica, energia térmica relativa ao aquecimento de água que concomitantemente arrefece o motor. Parte da água aquecida é utilizada para obtenção de vapor através de recuperação de energia no escape de gases de combustão para a atmosfera. Este vapor pode ser usado em sistemas de refrigeração por absorção ou em gerador adicional de energia elétrica. Assim resultam do processo, eletricidade, água aquecida e vapor que são utilizados por outros sistemas prediais.
Figura 25 – Co-Geração de energia
Fonte: SMITH (2000)
A aplicabilidade da co-geração está associada as fontes energéticas primárias disponíveis, bem como seus custos e os de energia elétrica de maneira a possibilitar a otimização da matriz energética do edifício. Em áreas metropolitanas, onde o ar externo apresenta consideráveis problemas de poluição, como é o caso da cidade de São Paulo, a co-geração de energia deve ser empregada somente quando a fonte
energética disponível for o gás natural, de maneira a não agravar as condições ambientais. Dado o reaproveitamento, a eficiência deste processo de geração de energia chega a ser oitenta por cento superior à geração por queima de combustível fóssil. 38 Além disso, a energia gerada internamente, está disponível todo o tempo, dispensando o trabalhoso controle horário sobre a demanda de energia elétrica.
Outra questão de suma importância para o Gerenciamento de Facilidades, objetivando a qualidade do ambiente externo, é a promoção do uso racional da água. Apesar da enorme quantidade de água presente na Terra, menos de um por cento é adequada para o consumo humano. Para que se obtenha sustentabilidade no uso deste insumo, é preciso diminuir seu consumo, em proporção inversa ao aumento populacional, o que significa para o Gerenciamento de Facilidades promover a redução gradual e constante do consumo per capita. Isto pode ser alcançado através de duas frentes de trabalho: uma de esclarecimento e informação sobre o uso correto dos sistemas que provém este insumo, a necessidade imperativa de economizá-lo e a promoção de campanhas coletivas objetivando a redução de seu consumo; outra através do emprego de tecnologias, tais como torneiras e chuveiros automáticos, dispositivos de detecção de presença, de redução de pressão, de restrição de vazão e equipamentos prediais hidráulicos de baixo ou nenhum consumo.
Em seu nível elementar a otimização do consumo de água está relacionada ao controle de consumo, através de medições que permitam estabelecer o perfil de consumo dos usuários do edifício, de maneira a poder identificar rapidamente desvios indicativos de vazamentos e perdas. Em nível mais elevado, o uso racional da água passa por questões como a reutilização da água, através de estações prediais de tratamento que possibilitem seu reaproveitamento para utilidades que não requeiram elevada qualidade da água, como lavagens de piso, regas de jardins ou mesmo utilização em bacias sanitárias, podendo-se também para estas finalidades utilizar águas pluviais precipitadas sobre o edifício, retidas e tratadas para uso posterior. É previsível em futuro próximo o aumento considerável de pressão sobre o Gerenciamento de Facilidades pela efetividade do gerenciamento de consumo de água nos edifícios.
Ainda relativamente à obtenção de qualidade do ambiente externo, o Gerenciamento de Facilidades deve ocupar-se com os resíduos produzidos pelo edifício seja em etapas de construção, operação ou disposição de materiais e partes constituintes do mesmo. Primeiramente, deve-se procurar reduzir a quantidade gerada de resíduos, através da utilização de materiais duráveis e re-utilizáveis. 23 Em um segundo momento, deve-se cuidar para que os resíduos gerados tenham destinação adequada de maneira a minimizar seu potencial impacto ambiental. Isto envolve iniciativas como coleta seletiva de lixo, disposição adequada de materiais agressivos aos ecossistemas, utilizados na operação e manutenção do edifício e de seus sistemas, tais como baterias, materiais de pintura, de controle de pragas, combustíveis e gases.
A reciclagem de lixo além de influenciar positivamente a imagem do Gerenciamento de Facilidades perante seus usuários, torna-se a cada dia mais importante. Independentemente da receita que possa advir desta ação, a reciclagem contribui substancialmente para o funcionamento sustentável do edifício. O valor e a quantidade de resíduos separados para reutilização depende das atividades desenvolvidas no ambiente construído, porém quase sempre resultarão nos seguintes materiais, que precisam ser separados: 5
• Papel - jornal, papéis brancos e papelões; • Alumínio – recipientes e aparas de perfis; • Vidro – plano, incolor, colorido e vasilhames; • Aparas de metal - cobre, ferro e aço;
• Poliestireno expandido • Lixo orgânico
Dependendo do tipo de atividade desenvolvida poderá ainda o edifício gerar resíduos que requeiram tratamento especial, como por exemplo em hospitais. Nestes casos porém quase sempre o manuseio e disposição destes resíduos estarão a cargo de empresas especializadas, restando ao Gerenciamento de Facilidades a administração deste serviço. O gerenciamento deve priorizar programas de controle e reciclagem de lixo, mesmo que os ganhos advindos da reciclagem não sejam suficientes para cobrir os custos, devendo esta atividade ser avaliada em razão de seu valor, principalmente de conscientização, sensibilização e educação dos usuários com causas tão significativas como a sustentabilidade ambiental.