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5. TARTIŞMA

5.2 Epidemiyolojik Çalışmada Yol Haritası

O MTE, no âmbito das questões que envolvem migrações, é o órgão que acolhe e preside o Conselho Nacional de Imigração (CNIg) e a Coordenadoria-Geral de Imigração (CGIg). O Ministério contempla as migrações sob a ótica do emprego e da força de trabalho migrante, constitui aspecto crucial da vida do migrante, por ser a via natural de sua inserção social e condicionante da sua qualidade de vida no país de destino.

À CGIg compete planejar, coordenar, orientar e supervisionar as atividades relacionadas à autorização de trabalho a estrangeiros123, e aquelas relacionadas à contratação ou transferência de brasileiros para trabalhar no exterior, devendo ainda prestar apoio técnico e administrativo ao Conselho Nacional de Imigração, como entidade de suporte. A Coordenadoria-Geral tem, portanto, interface com o Ministério das Relações Exteriores (pois é este quem concede visto no exterior) e com o Ministério da Justiça – via Departamento de Estrangeiros (responsável por decidir sobre prorrogações, transformações, permanências, naturalizações e expulsões), Departamento de Polícia Federal e as Delegacias de Polícia de Imigração (que controlam a entrada e saída nas fronteiras brasileiras, fazem os registros de estrangeiros e cuidam dos casos de deportação).124

Para facilitar o entendimento, por parte do estrangeiro, dos procedimentos necessários à obtenção de autorização de trabalho no Brasil, o Ministério, por intermédio do CGIg, implementou, em 2009 duas novas ferramentas administrativas: o

123 As categorias de autorização de trabalho atualmente no Brasil, conforme a BRASIL/MTE/CGIg (2010) são:

Professor, pesquisador ou cientista estrangeiro; Estrangeiro sob contrato de prestação de serviço de assistência técnica e/ou transferência de tecnologia; Administrador, gerente, diretor ou executivo com poderes de gestão estrangeiro; Exercício de função com poderes de gestão concomitante em empresa do mesmo grupo ou conglomerado econômico; Estrangeiro representante de instituição financeira no exterior; Estrangeiro artista ou desportista; Trabalhador estrangeiro a bordo de embarcação estrangeira destinada a turismo; Trabalhador estrangeiro a bordo de embarcação ou plataforma estrangeira; Trabalhador estrangeiro na condição de atleta profissional; Tripulante estrangeiro a bordo de embarcação pesqueira estrangeira; Investidor estrangeiro – Pessoa física; Estrangeiro, vinculado a empresa estrangeira, para treinamento profissional junto à filial, subsidiária ou matriz brasileira de mesmo grupo econômico

Cadastro Eletrônico de Entidades Requerentes de Autorização para Trabalho a Estrangeiros – CERTE –, e o MIGRANTEWEB.

O CERTE é um sistema eletrônico por meio do qual as empresas ou organizações com alta ocorrência de pedidos de autorização de trabalho junto à CGIg125 podem se registrar e manter atualizadas as documentações comumente solicitadas pela CGIg. Isto possibilita à entidade solicitante uma redução no volume de documentos a serem encaminhados quando da abertura de um novo pedido de autorização de trabalho a um estrangeiro.

O MIGRANTEWEB, por sua vez, constitui um sistema hospedado na internet e que permite ao estrangeiro inserir o pedido de autorização de trabalho e efetuar seu “pré-cadastro” que é enviado ao setor de análise na CGIg, reduzindo o tempo de tramitação do pedido.

Por outro lado, como o enfoque do trabalho permeia não somente as medidas voltadas para o imigrante, mas tem sido também questão presente e recorrente nas demandas das comunidades de brasileiros no exterior (principalmente após a elaboração do Documento de Lisboa, em 2002), o MTE tem, igualmente, manifestado crescente atuação no campo da emigração de brasileiros.

Neste sentido, o MTE participou em 2005, na Suíça, de uma reunião com representantes de comunidades brasileiras naquele país, enviando como representante o agora presidente do Conselho Nacional de Imigração, Sr. Paulo Sérgio Almeida, que ouviu dos emigrantes brasileiros o relato dos diferentes problemas de ordem trabalhista vivenciados pelos brasileiros residentes na Suíça. Outras demandas deste tipo vieram à luz por intermédio dos consulados em países como o Japão, por exemplo, embora o tratamento apropriado a ser conferido a essa situação não esteja exatamente no âmbito das atribuições dos consulados brasileiros no exterior.

Com o convite para o MTE participar do II Encontro das Comunidades Brasileiras no Exterior, ocorrido em 2007 em Bruxelas, deu-se a inserção de fato do Ministério nas questões típicas de emigração, antes atendidas basicamente pelas atribuições consulares (principalmente no que diz respeito à emissão de 2ª via de documentos brasileiros, certidões de casamento, atestado de óbito, dentre outras).

Em 2007 o Ministério lançou a Cartilha “Brasileiras e Brasileiros no Exterior: Informações Úteis”, elaborada por uma comissão interministerial126, mas coordenada pelo MTE, para contribuir com informações relevantes e ampliar o conhecimento dos emigrantes brasileiros em relação aos procedimentos para obtenção de vistos de trabalho e ressaltando também informações sobre direitos e deveres em outros países, riscos das migrações feitas de forma irregular, perigos associados ao tráfico de pessoas e o papel das representações consulares brasileiras no exterior. (Brasil/MTE, 2007)

Desde 2007, o MTE vem consolidando sua atuação tanto no que diz respeito à imigração quanto à emigração de trabalhadores. Realizou, em Agosto de 2008, por iniciativa do CNIg, o evento “Diálogo Tripartite sobre Políticas Públicas de Migração para o Trabalho” em São Paulo, a partir do qual foi editado o documento “Contribuições para a Construção de Políticas Públicas Voltadas à Migração para o Trabalho” (Almeida e Penna, 2009) que se revelou material de grande utilidade, usado como base para a posterior elaboração da “Política Nacional de Imigração e Proteção ao(a) Trabalhador(a) Migrante” (Brasil/MTE, 2010), conforme mencionamos antes.

Foi iniciativa, também do MTE a inauguração em 2010 da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão. A Casa era uma reivindicação de dekasséguis brasileiros, que perderam seus empregos naquele país em conseqüência da crise econômica mundial e foram incentivados pelo governo japonês a retornar ao Brasil. Está sendo considerada, também, a criação de outra Casa do Trabalhador Migrante em Oiapoque, para lidar com os problemas e necessidades de brasileiros residentes na região de fronteira com a Guiana Francesa. Essas iniciativas contam com a parceria do Ministério das Relações Exteriores, que é o órgão que, por ofício, cultiva grande variedade de canais de relacionamento com os demais países e que constitui, por meio de ampla rede consular, um importante ponto de referência para os brasileiros que residem fora do país. Assim, ao MTE cabe conceber, estruturar e designar profissionais para atuar em tais iniciativas, mas é ao MRE que compete efetivamente à gestão administrativa das Casas do Trabalhador Migrante do Brasil no exterior.

126 Comissão composta por representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério das Relações Exteriores,

Ministério da Justiça, Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Ministério da Previdência Social, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento, da Organização Internacional do Trabalho, da Organização Internacional para as Migrações e do Instituto Migrações e Direitos Humanos.

Benzer Belgeler