1.6. REKABET GÜCÜ GÖSTERGELERİ
2.1.2. Enerjinin Önemi
Começa o filme, sem os créditos, com um personagem negro (Morgan Freeman), meia idade, se preparando para se deitar , ele liga um metrônomo que marca o ritmo visual e sonoro da abertura que se inicia pulso, e este vai ser respeitado e seguido pela música eletrônica que se segue;
Começa a abertura com sons metálicos, que remetem a sons fantasmagóricos (associação metafórica), em layers diferentes. Cada som, em um volume maior ou menor, configuram espacialidade e tridimensionalidade à música, como uma estrutura de acordes metálicos (bronze). As primeiras imagens que aparecem são de cor sépia, em close fechado do virar de páginas, de caderno aparentemente feitos a mão, em ritmo lento, com vagar.
Esta Primeira cena já está amarrada à narrativa, pois quando os detetives encontram e, consequentemente, investigam o quarto de John Doe, no início do final do filme, W. Summerset (Morgan Freeman) fala para David (Brad Pitt) que ali existem 2000 cadernos (o diário do assassino) com 250 páginas cada.
Mas este detalhe, o espectador só poderá entender quando estiver quase no desfecho da história. Nota-se então a apropriação de detalhes da narrativa, pelo Designer, na sua elaboração do projeto.
Os primeiros créditos surgem das sombras da entrefolhas do caderno, na metade a direita do campo visual, que “saem” do meio do caderno, com o texto NEW LINE CINEMA PRESENTS, em caixa alta, fonte Univers, branca, tratada, ou seja
Imagem 42- Sequência inicial Tipo A + B
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aspecto de envelhecida, gasta pelo tempo de impressão, e, ao final da sequência, sofre uma sobreposição, aplicada em outra layer, o que confere maior contraste pois realça o branco da letra, no fundo escuro.Corte para a segunda sequência:
Surge, em corte seco, o fundo totalmente escuro, com o crédito invertido, em espelho, e rapidamente em posição de leitura normal, com AN Arnold Kopelson PRODUCTION, em tipo Univers e os nomes de pessoas em uma tipografia manuscrita “trash”, com associação direta a algo escrito sobre uma chapa com algum instrumento pontiagudo. Esta tipografia para os nomes vão sempre se repetir, assim como o branco, o crédito, nesta sequência, está ao quadrante superior esquerdo da tela.
Transição, desta vez, marcada pelo aparecimento do aumento de uma iluminação em foco fechado, dando close a duas mãos aparentemente quebradas, com os pulsos completamente torcidos, e num segundo olhar é que se percebe que são fotografias destas mãos, sobre uma mesa para refilar em papel milimetrado. Surge pela primeira vez o nome do Diretor, que fica legível conforme o andar de uma sombra sobre a foto.Há um crescente na intensidade musical, uma vez que o pulso(da música) inicial se mantém, caracterizando algo lento, pacientemente calculado (o que remete à personalidade do serial killer).
Imagem 43. Sequência 2 – Tipo B ( cartela preta e texto
Imagem 44. Sequência tipo A e A+B
Corte seco para a sequência 4, em close fechado (macro) de uma aparelho de gilete e dedos, alguns envoltos em gases e outros não – No meio do ilme, os detetives discutem
sobre a dúvida nas cenas, pois nada continha impressões digitais, mas estas cenas nunca foram apresentadas durante o ilme. – Corte para um fundo negro e entrada dos créditos ao
ator Brad Pitt, escritos separadamente nome e sobrenome, no terço superior do quadro, e com efeito de “piscar de luz” causado pela sobreposição da tipografia, fora de “registro” aumentando a massa de branco. Nesta sequência, e em várias outras a seguir, temos cortes secos para ruídos visuais, como manchas, riscos com elementos pontiagudos, na própria película do filme. Ainda nesta sequência, não dividida por corte, mas por tema visual, ou seja, os dedos e a gilete, na mesma diagramação, tipologia e cor, entra o nome de Morgan Freeman, ao som seco da entrada de mais um ruído, cujo ápice de agudo coincide com a sobreposição do nome legível, para o nome invertido, o que causa aumento de contraste branco-fundo.
Imagem 45. Apresentação do assassino, e dos dois policiais
Imagem 46. Imagens e ruídos e apresentação do título do filme
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Corte seco para uma sequência aparentemente desconexa, de várias imagens, os dedos se embrulhando na gaze, foto de rosto totalmente deformado e um close up muito fechado nos dedos e na gaze, de fundo claro num amarelo pus, o que aumenta o contraste com a tela escura que entra como base para o título de filme em caixa alta com a grafia SE7EN, Univers em várias camadas, e há vários cortes rápidos onde o título aumenta e diminui de tamanho e pula da direita em zoom out para o centro em zoom in, para a esquerda menor, quando surge na tela um ruído visual, um código D35 escrito sobre a película do filme, de novo com instrumento pontiagudo e o título volta a ficar só na tela no quadrante superior direito da tela.
Ao longo da abertura há acréscimos de motivos musicais (numa apropriação da música tradicional, para esta produção eletrônica), que se intercalam, sobrepõem desconfortavelmente, com ruídos dissonantes, que refletem os ruídos visuais, o nome do filme, ou códigos desconexos (D35 por exemplo).
Após a sequência 5, acontece a primeira transição de uma sequência para outra sem ser em corte, ou seja, do fundo escuro com o SE7EN na tela a direita, aumenta a intensidade da luz surge uma mão (a que tem as pontas dos dedos protegidos) pegando livros, cadernos de anotações, capa dura, e a cor se altera por um verde pouco saturado, um bege e a cor pálida, suja das mãos, pouca luz onde o título do filme permanece até o virar da capa, como que iniciando uma história. A partir desta sequência teremos efeito de colagem em movimento, com transparências, onde o ritmo
calma, premeditado, se contrapõe com o ritmo da música, eletrônico, metálico, frio, e crescente. Cada entrada de crédito é marcada pelo corte para o fundo preto, e o ritmo de cortes no final desta sequência fica mais acentuado, e de anotações em cadernos, onde o padrão cromático se mantém, bege, verde, preto.
Os créditos estão alinhados com a base do caderno, e no nome seguinte, com a linha superior da folha . Há o cuidado de utilizar o fundo escuro para locação dos
Imagem 47- Apresentação do Título como “capa” de um caderno que o assassino vai escrever a história sangrenta( vermelho)
tipos branco garantindo a legibilidade. Em cortes secos passam para filmes revelados e ao final uma sobreposição de filmes vermelhos, imagens em close de pessoas, negativos riscados, sons ruídos que fazem uma redundância entre todos os ruídos. As cores voltam ao padrão sépia e vermelho pouco saturado, as mãos em um calmo movimento de cortar negativos de filmes – nesta altura do ilme temos a certeza que
estamos assistindo ao serial Killer fazer sua produção, ou seja, o que o espectador vê, é o que está acontecendo, onde audiovisual e realidade se misturam; onde o espectador é mais uma peça desta colagem-
O recurso de montagem nas transições - corte para fundo escuro, crédito de nome de ator, corte imagem em close - se mantém.
O ritmo vai ficando cada vez mais evidente, marcado e passam de sons
agressivos, desconfortantes, fragmentados, para um segundo momento musical, com a entrada de outros instrumentos, quando adquire ritmo musical mais confortável, contrastante com os elementos com os quais ele é produzido -metálicos, cortantes, aiados.
As cores voltam ao padrão sépia e vermelho pouquíssimo saturado, as mãos em um calmo cortar de negativos – aqui claramente temos a certeza que estamos assistindo ao
serial Killer fazer sua produção. Ou seja, o que o espectador vê, é o que está acontecendo, onde audiovisual e realidade se misturam, onde o espectador é mais uma peça desta colagem.
Imagem 48ª. Sequências iniciais
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Na sequência 8, o título do filme aparece em várias layers fora de registro, com fundo vermelho, pouco saturado e pouca luz, e a partir daí dois nomes, ou mais aparecem na mesma tela, no fundo escuro, contracenando com fotos em close de rostos distorcidos. As sobreposições dos nomes piscam e produzem manchas brancas, sem conforto para quem o espectador - tudo é rápido e sem aviso, quando
passou você já viu, sem defesas -.
Na sequência 9, os créditos mudam de posição na tela estavam diagramadas à direita inferior para , direita superior com alinhamento à esquerda – nada é
confortável nem o alinhamento- O fundo
das letras deixa de ser um marrom
(vermelho pouco saturado com pouca luz, para um laranja pouco saturado, um pouco mais claro, e no meio desta sequência, surge uma das imagens subliminares, onde o público só as enxerga ao analisar quadro a quadro, em fundo claro, um branco sujo com códigos ( palavras aparentemente desconexas escritas a dedo, em azul - Figura 10) Imagem 51. Subliminares Imagem 49. Diversidade Imagem 50. Mensagens subliminares, ruidosos e sombras
O som vai ganhando densidade, com a adição dos instrumentos e sons, enquanto que na layer visual os acontecimentos se repetem, os cortes ficam mais frequentes, as imagens somem e surgem das “trevas”. O vermelho – sangue - fica mais
saturado - ganha vida- como que fresco, novo, ainda não escurecido pela morte dos glóbulos
vermelhos - e os riscos nos filmes dão sinais - como se o espectador fosse um dos detetive e o assassino quisesse ser encontrado, mas subliminarmente, orgulhoso do que está fazendo e como está fazendo-
A partir da sequência 10, (Figura 11), os créditos se referem à equipe técnica, produção musical e há uma relação “sinistra-brincalhona” – deliberadamente por parte
da equipe de designers- , entre o que cada área da produção e técnica faz e a imagem
ou som. Imagem 52. Presença do vermelho sangue Imagem 53. Reincidência do vermelho e de elementos já apresentados
APÊNDICES
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Exemplo: Quando se apresenta o crédito à Musica,
a mesma “explode, dá coices”, e passa para o primeiro plano.
Assim como quando dá credito à equipe de produção, a redundância é visual, mostra o cuidado com que as mãos estão fazendo o que estão fazendo, costurando, alinhavando (Figura 14). Imagem 55. Detalhe metafórico. Imagem 56. Mensagens subliminares. Imagem 54. Sobreposição Fig.54b Efeito frenético de piscar da luz por meio da sobreposição dos créditos fora de registro.
Ainda nesta sequência, que atinge o ápice frenético da música - onde o espectador provavelmente já está convencido que é cúmplice do
que vai acontecer- há uma inserção, quase subliminar de códigos
em vermelho. Ao iniciar os créditos para os escritores, percebe-se, riscos no filme, sobreposto, em efeito de colagem e transparência, a relação escritores-livros e flechas riscadas
no acetato apontando para os cadernos de anotações do serial (Figura 16).
Na última sequência a câmera em travelling, percorre todos os livros, com trocas de imagens em ritmos mais rápido, e cortes para os últimos créditos da produção, numa associação direta ao dinheiro que está meticulosamente sendo cortado, voltando à cor verde – dólar - e às imagens das lombadas dos cadernos, até o corte final e o crédito novamente ao diretor, que se sobrepõem e sai do registro rapidamente causando um efeito borrado, até chegar uma grande mancha branca. O som vai ganhando densidade, com a adição dos instrumentos e sons, termina num ciclo de explosão “redonda” com voz de David Bowie encerrando a música, sem a preocupação em manter alguma coerência musical- mais uma brincadeira sinistra dos designers?.
Ao final da frase musical, o crédito ganha legibilidade, acompanhado da explosão sonora, e diversas imagens subliminares que a olho nu, quando em movimento, não se identifica o que são.
Imagem 57. Indicação a quem escreveu esta história, riscado no negativo
Figura 58 – Sequência Final – as crueldades, o título, as histórias e o responsável
Imagem 59. Imagem.Tipografia invertida em espelho(Morgan Freeman)
Imagem 60. Sequência do efeito dado ao nome do diretor:
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