1. MESLEK BİLGİLERİ
1.1. Emlak Komisyonculuğu
1.1.3. Emlak Komisyoncusunun Uymak Zorunda Olduğu Kurallar
Vamos ressaltar, neste tópico, o quanto o educador pode tornar o ambiente mais propício para o aflorar da criatividade.
Além de a figura do professor ser de extrema valia no processo ensino- aprendizagem, o ambiente escolar também merece destaque, pois esse deve ser o mais agradável possível. Para Wechsler (1993: 81), é preciso que o aluno sinta, no ambiente escolar, o estímulo para ter a coragem de se arriscar, o estímulo para exprimir os seus pensamentos e perceber que suas idéias possuem valor.
Alencar (1993: 58) corrobora as afirmações acima. Para a autora, um ambiente onde o aluno se sente ameaçado, questionado, criticado, não é um ambiente favorável à expressão da criatividade.
Segundo Wechsler (1993: 81), o desenvolvimento da criatividade na escola é fundamental não só para aumentar o rendimento acadêmico do aluno, mas também para oferecer um ambiente adequado à promoção da saúde mental. Desse modo, a criatividade funciona como uma maneira de prevenção de desajustes emocionais e cognitivos, pois o aluno que se sente valorizado na sala de aula tem motivação para estudar.
As atividades em grupo também contribuem para uma maior interação entre os alunos e também aumentam a motivação destes para irem à escola. O educando sente uma enorme necessidade em ser aceito pelo grupo e vê nessas atividades oportunidades para se colocar como sujeito.
A concepção que o aluno tem de si mesmo pode ser um obstáculo para a expressão da criatividade. Se ele se considera pouco criativo ou incapaz de gerar idéias, com certeza direcionará seu comportamento no sentido de confirmar essa auto-imagem. O aluno necessita de um ambiente propício para a construção de uma auto-imagem positiva, uma vez que aquilo que pensa de si mesmo influencia o que pode fazer e alcançar. Desse modo, o papel do professor é de extrema importância, uma vez que constitui um elemento poderoso na formação de crenças e atitudes que cada aluno desenvolve a respeito de si mesmo. (Fleith, 1993: 125)
Outro obstáculo para o desenvolvimento das habilidades criativas na sala de aula é a necessidade de o aluno estar correto o tempo todo. A maioria dos educadores enfatiza a exatidão das respostas, considerada condição essencial para ser um bom aluno. Já o que erra é visto como incompetente e incapaz. Os professores não percebem o erro como um ato criativo, como uma oportunidade para exploração e descoberta. Há uma falha no sistema educacional que visa ensinar aos educandos somente uma única resposta.
Rodari (1982: 36) afirma que muitos dos “erros” dos alunos não são erros, são criações que servem para assimilar uma realidade desconhecida. Para o autor, em cada erro existe a possibilidade de uma história e a “palavra certa existe apenas em oposição à
palavra errada”. Rodari (op. cit.: 34) propõe algumas sugestões para trabalhar
• “erro ortográfico”: A partir de um erro ortográfico, solicita-se ao aluno que dê um significado ao mesmo e depois construa uma história. Ex.: “altomóvel” um carro tão alto que não cabe em qualquer garagem; um “livvro” com dois “v” será um livro mais pesado que os outros, um livro todo errado ou um livro especialíssimo?
• “prefixo arbitrário”: O professor solicita aos alunos que escrevam em papel, um prefixo, e, em outro, um substantivo.Formam-se então, então dois grupos: um de prefixos e outro de substantivos. Retira-se de cada vez, um papel de cada grupo, e juntam-se as duas, para formar uma palavra nova, muitas vezes inexistente. Solicita-se aos alunos que dêem significado a ela e elaborem uma composição. Assim des+tarefa=destarefa, poderia ser uma tarefa que não precisamos fazer logo que voltamos para casa, porque pode ser feita aos poucos; “maxi-coberta” um cobertor capaz de cobrir, no inverno, todas as pessoas que sentem frio.
Diante do que foi exposto, percebemos o quanto é importante valorizar o erro do educando. Vimos que existem muitas maneiras de o educador aproveitar esse “erro” na produção criativa. Para Rodari (1982: 36), é errando que se cria.
Para encorajar a criatividade do educando, é preciso que o educador torne a sala de aula um local propício para o seu desenvolvimento. De acordo com Freire (1996: 96), o educador precisa estar disposto a ouvir, a dialogar, a fazer de suas aulas momentos de liberdade para falar, debater e ser aberto para compreender o querer de seus alunos. Para isso, é necessário que o educador goste do educando e do seu trabalho, que sinta prazer em ver o aluno descobrindo o conhecimento.
A receptividade a novas idéias é uma das características fundamentais para o desenvolvimento da criatividade e pode ser implementada por meio de vários procedimentos. Para exemplificar indicaremos alguns citados por Alencar (1990: 58):
• Propiciar oportunidades para o aluno perguntar, elaborar e testar hipóteses, discordar, propor interpretações alternativas, criticar fatos, conceitos, idéias;
• Oferecer um tempo adequado para o aluno pensar e desenvolver suas idéias criativas;
• Estimular os alunos a refletir sobre o que gostariam de aprender, ou temas sobre os quais queiram realizar estudos e pesquisas;
• Desenvolver nos educandos a habilidade de pensar em termos de possibilidade, de fazer julgamentos, de propor modificações e aperfeiçoamentos para suas próprias idéias;
• Encorajar o educando a redigir poemas, histórias, trabalhos artísticos, oferecendo um espaço para a divulgação desta produção;
• Evitar que o trabalho do educando seja motivo de gozações ou críticas;
• Oferecer um clima agradável para que o aluno não tenha medo de se arriscar. O medo de fracassar e de ser criticado não deve existir em sala de aula;
• Oferecer oportunidades ao aluno para desenvolver sua imaginação e para elaborar idéias imaginativas com relação a um determinado tema;
• Não considerar disciplina como alunos sentados, quietos e de boca fechada. Aceitar a espontaneidade, a iniciativa, o senso de humor e a capacidade criadora como traços universais do homem, que não devem ser prescritos da sala de aula, mas devem antes ser cultivados.
Os exemplos, acima citados, são apenas alguns dos muitos procedimentos que o educador pode aplicar em sala de aula para criar um clima favorável à criatividade.