3. BUGULAR
3.1. Elips Etkinliği
3.1.2. Elips dersi uygulama aşaması
De acordo com Alves, Rocha e Gonçalves (2006), a quantidade de água potável consumida em aparelhos sanitários é função de um grande número de variáveis: as
condições locais, época do ano em que se dá o uso, tipo de instalação predial, tecnologias envolvidas e comportamento dos usuários. De uma forma geral, porém, pode-se quantificar o consumo de água dos aparelhos a partir de dois fatores: características de funcionamento do aparelho e hábitos dos usuários.
Visto que intervenções no aspecto comportamental dos usuários são de difícil implementação, acompanhamento e medição, o desenvolvimento dos aparelhos economizadores está ligado principalmente ao aspecto tecnológico.
O uso desses aparelhos está cada vez mais difundido, uma vez que a economia de água nas edificações se transforma em economia financeira na conta mensal paga à concessionária. Entre os dispositivos economizadores de água, pode-se destacar: registros reguladores de vazão, válvulas com acionamento por sensores, torneiras com fechamento automático, arejadores e bacias sanitárias com vazões diferenciadas.
a) Torneiras de lavatórios
As principais intervenções em torneiras de lavatórios em edifícios públicos são o uso de arejadores e o fechamento automático.
Tendo-se como base a vazão da peça, o consumo de uma torneira convencional pode ser calculado pela equação 1:
...(1)
Onde:
q é a vazão em litros/segundo. Segundo a NBR 5626 (ABNT, 1998), que trata de Instalação predial de água fria, para lavatórios a vazão de projeto é de 0,15litros/segundo;
T é o tempo de utilização que o usuário permanece com o registro do aparelho aberto (segundos);
N quantifica o número de vezes que o aparelho é utilizado em um dia por um usuário; U é o número de usuários que utilizam o recurso.
Visto que o número de vezes que o usuário utiliza a torneira é um dado comportamental, as tecnologias economizadoras agem sobre as outras variáveis da equação.
O arejador consiste em um dispositivo usualmente montado na extremidade de torneiras, cuja função é incorporar uma quantidade considerável de ar ao fluxo de água. De acordo com a NBR 13713 (ABNT, 2009), os arejadores devem reduzir a vazão da torneira convencional de 0,15litros/s para 0,05 a 0,1 litros/s, enquanto que o fechamento automático
limita o tempo de abertura entre de 5 a 10 segundos, a ser regulado, pelo fabricante e usuário. Em função da fixação do tempo de utilização, para o cálculo do consumo de água de uma torneira com fechamento automático, há a inserção de mais uma variável na equação:
...(2)
Sendo:
q é a vazão em litros/segundo. Segundo a NBR 5626 (ABNT, 1998), que trata de Instalação predial de água fria, para lavatórios a vazão de projeto é de 0,15litros/segundo;
T é o tempo de utilização que o usuário permanece com o registro do aparelho aberto (segundos);
Na é o número de vezes que o usuário aciona a torneira;
N quantifica o número de vezes que o aparelho é utilizado em um dia por um usuário; U é o número de usuários que utilizam o recurso.
O fechamento automático também visa corrigir uma ação comportamental, visto que muitos usuários deixam o lavatório com a torneira convencional aberta. A figura 14 ilustra um modelo de torneira muito utilizada em aeroportos, shopping centers, escolas, teatros, entre outros. Segundo o fabricante Deca, o uso desta torneira pode promover uma economia de 55% no consumo de água se comparada a uma torneira convencional.
Figura 21: Exemplo de torneira economizadora.
Fonte: Deca (2011). b) Mictórios
Basicamente existem dois tipos de mictórios que utilizam água para descarga: o mictório individual, normalmente fabricado em louça e o mictório coletivo, fabricado em chapa de aço ou de alvenaria revestida com azulejo.
O funcionamento do mictório coletivo geralmente ocasiona um grande consumo de água, visto que mesmo com uma baixa vazão, a tendência dos usuários é deixar a água escoando no aparelho durante todo o dia. Já o mictório individual tem se mostrado um aparelho mais econômico. O cálculo para o consumo de água em mictórios pode ser realizado pela equação 1, a mesma apresentada para as torneiras. De acordo com a NBR 5626 (ABNT, 1998) a vazão de água para um mictório convencional com válvula de descarga é de 0,50 litros/segundo. De acordo com a SABESP (2011), isso representa um volume de 2 litros por utilização.
Assim como os mecanismos desenvolvidos para as torneiras, os dispositivos economizadores para mictórios agem na redução da vazão e do tempo de utilização. De acordo com a NBR 13713 (ABNT, 2009), para mictórios que dispõem de válvula de fechamento automático, a vazão de água deve ser de 0,07 a 0,12 litros/segundo e o tempo de fechamento de 5 a 10 segundos. Segundo o fabricante da válvula ilustrada pela figura 22, sua utilização em mictórios garante o consumo de apenas 0,7 litros de água por utilização.
Figura 22: Exemplo de válvula com fechamento automático para mictórios.
Fonte: Deca (2011).
Já existem mictórios que não utilizam água como meio de descarga (figura 23). De acordo com Alves, Rocha e Gonçalves (2006), seu
funcionamento ocorre por meio de uma membrana dotada de um selo líquido composto por uma substância oleosa que funciona como barreira. Segundo fabricantes, depois de cerca de 7.500 utilizações, a membrana se descolore, sinalizando que precisa ser trocada. Como não se utiliza água, também não são necessárias instalações hidráulicas de abastecimento. Embora não seja uma solução popularizada no mercado brasileiro, acredita-se que será uma tendência nos próximos anos face a economia e praticidade proporcionada.
Fonte: Revista AU (2011). Figura 23: Mictório Save (Deca)
c) Bacias sanitárias
De uma forma geral, existem dois tipos de bacias sanitárias que utilizam água para descarga: as bacias com válvula de descarga e com caixa acoplada. O cálculo do consumo de água para bacias sanitárias com válvula de descarga pode ser efetuado em função da sua vazão, através da equação 1, a mesma apresentada para torneiras e mictórios.
Conforme a NBR 5626 (ABNT, 1998) a vazão de projeto para uma bacia sanitária com válvula de descarga é de 1,70 litros/segundo e de acordo com a SABESP (2011), isso resulta em um consumo médio de 10 litros por utilização.
Em virtude desse grande consumo de água, uma tendência verificada nos últimos anos foi a substituição de bacias sanitárias com válvulas de descargas por caixas acopladas, que consumem 6 litros de água por uso. Com esse novo tipo de mecanismo, o cálculo do consumo de água para bacias sanitárias passa a ser efetuado pela equação 3, a seguir:
...(3)
Onde:
Va é o volume de água do aparelho, sendo nesse caso 6 litros;
N quantifica o número de vezes que o aparelho é utilizado em um dia por um usuário; U é o número de usuários que utilizam o recurso.
Visto que muitas vezes a bacia sanitária é utilizada para descarga de urina, constatou-se que um volume menor de água já seria suficiente para arraste do resíduo. Em função disso, foi desenvolvida a bacia sanitária com duplo fluxo de descarga. Este dispositivo permite a utilização de vazões diferenciadas de acordo com o resíduo a ser despejado. O volume para arraste de resíduos líquidos é de 3 litros e para sólidos 6 litros. O mecanismo é acionado pelo usuário por meio de um botão bipartido (figura 24).
Figura 24: Caixa acoplada com duplo fluxo de água.
Em função dessa dupla possibilidade de uso, o consumo para uma bacia sanitária com caixa acoplada com duplo fluxo de água passa a ser calculado da seguinte forma:
...(4) Onde:
Va3 é o volume de 3 litros água do aparelho consumido para arraste resíduos líquidos;
Va6 é o volume de 6 litros água do aparelho consumido para arraste resíduos sólidos;
N3 e N6 quantificam o número de vezes que o aparelho é utilizado em um dia por um usuário para os volumes de 3 e 6 litros respectivamente;
U3 e U6 é o número de usuários que utilizam o recurso para os volumes de 3 e 6 litros respectivamente.