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4. SONUÇ VE ÖNERİLER

4.3. Öneriler

A avaliação de um projeto de arquitetura pode abranger vários aspectos, tais como morfologia, condições de conforto ambiental, coerência entre discurso e projeto, aspectos construtivos e estéticos. Ao longo do desenvolvimento deste projeto, tais questões estiveram presentes no processo metodológico estabelecido nos ateliês do Mestrado Profissional. Os temas abordados abrangeram diversos aspectos do projeto e durante a apresentação realizada na qualificação do trabalho, questões específicas redirecionaram as soluções adotadas para a proposta final desenvolvida para a Escola de Turismo.

O processo de avaliação de um projeto é contínuo e sempre pode ser realizado a partir de um novo ponto de vista. Especificamente no caso da Escola de Turismo, um aspecto de grande importância é o consumo de água. Para se quantificar os benefícios das soluções adotadas foram realizados cálculos e simulações e os resultados encontrados indicaram que é possível diminuir significativamente o consumo de água potável nos edifícios para ensino em universidades utilizando-se três princípios: redução do consumo de água no ponto de utilização, substituição da fonte de água e reciclagem interna.

Sobrepondo-se o efeito de todas as estratégias adotadas e calculando-se o consumo de água diário na edificação, obteve-se a síntese da economia alcançada (figura 87).

Figura 87: Síntese da economia de água potável alcançada na Escola de Turismo.

Fonte: O Autor (2011).

Comparando-se os dois cenários analisados, percebe-se que o consumo de 13.492,70litros/dia para a edificação com instalações convencionais (12.125,00 litros/dia para usos gerais e 1.367,70litros/dia para irrigação) pode ser reduzido para 8.894,90litros/dia com o uso das instalações otimizadas. Deste volume, apenas 5.984,53litros/dia são providos por água potável, o que corresponde a um consumo 56% menor. Em valores absolutos, as medidas utilizadas podem poupar 7.508,17litros/dia, sendo a redução no ponto de utilização a estratégia que rendeu a maior economia (4.597,80litros/dia). A substituição de água potável pela água da chuva para descargas em bacias sanitárias e mictórios resultou em uma economia média de 1.542,67litros/dia de água e o reuso de efluentes também proporcionou um valor representativo, suficiente para dar autonomia à irrigação dos jardins da Escola de Turismo.

Considerando-se a economia alcançada para um período maior de consumo, os recursos poupados apresentam valores mais representativos (tabela 16). A economia de 7,51m³ estimada para um dia representa 150,16m³ de água potável conservada durante um mês6, podendo chegar a 1.801,96m³ ao longo de um ano7.

Tabela 16: Economia de água potável ao longo de 10 anos.

CONSUMO (m³) DIÁRIO MENSAL ANUAL 5 ANOS 10 ANOS

Instalações convencionais 13,49 269,85 3.238,25 16.191,24 32.382,48 Instalações otimizadas 5,98 119,69 1.436,29 7.181,44 14.362,87 Economia 7,51 150,16 1.801,96 9.009,80 18.019,61 Fonte: O Autor, 2011.

6 Para o cálculo de consumo mensal considerou-se o funcionamento da edificação de 20 dias/mês.

7

Para a estimativa de consumo anual não se considerou a variação do período das férias. 0,00 1.500,00 3.000,00 4.500,00 6.000,00 7.500,00 9.000,00 10.500,00 12.000,00 13.500,00 15.000,00

INSTALAÇÕES CONVENCIONAIS INSTALAÇÕES OTIMIZADAS

V o lum e co ns um ido (l itr o s) Efluentes tratados Água da chuva Água potável

Ainda para explanar o potencial das medidas de redução de consumo na Escola de Turismo, calculou-se a economia indicada em valores financeiros. No campus da UFRN de Currais Novos, a água é provida integralmente pela CAERN e a tarifa cobrada pelo serviço segue os valores da tabela 17.

Tabela 17: Tabela tarifária da CAERN.

Fonte: CAERN (2011).

Pelo serviço de coleta de esgotos, a CAERN considera uma taxa equivalente a 70% da conta de água. Esse valor só é cobrado para as áreas saneadas da cidade, o que não é o caso do campus de Currais Novos.

De acordo com a tabela 17, para edifícios de uso público é cobrada uma taxa de R$77,22 para consumos de até 20,00m³ de água e R$6,64/m³ excedente. A partir desses dados e considerando-se o consumo da Escola de Turismo estimado para um mês (tabela 16), calculou-se quanto representa financeiramente a redução do consumo de água na edificação (tabela 18).

Tabela 18: Recursos financeiros poupados ao longo de 10 anos.

CONSUMO (R$) MENSAL ANUAL 5 ANOS 10 ANOS

Instalações convencionais 1.736,25 20.835,01 104.175,03 208.350,07 Instalações otimizadas 739,17 8.869,99 44.349,94 88.699,87 Economia 997,08 11.965,02 59.825,10 119.650,20 Fonte: O Autor (2011).

Os cálculos indicaram que para um edifício como a Escola de Turismo a economia pode chegar a quase R$1.000,00/mês devido à redução do fornecimento de água. Caso a área do campus fosse saneada pela CAERN, considerando-se a taxa de coleta de esgotos de 70% do valor da conta de água, seriam economizados mais R$697,96/mês. Após dez anos, estima-se que os recursos poupados se aproximem a R$120.000,00, o que corresponde a um cenário favorável do ponto de vista econômico. Contudo, embora os objetivos da racionalização do uso da água estejam ligados a redução de custos, para que estes benefícios sejam alcançados é preciso um investimento inicial, pois as instalações tornam-se mais complexas que as convencionais.

Torneiras automáticas e eletrônicas até 75% mais econômicas e vasos sanitários com menor gasto de água custam em média 40% mais (SILVA, 2011). Para os sistemas de aproveitamento de água da chuva e reuso de efluentes, o maior investimento se deve ao aumento do volume de água armazenado.

O primeiro volume de água estimado para a Escola de Turismo no item 4.5 do trabalho foi de 24.250 litros (reserva para dois dias) e mais 15.000 litros (combate a incêndio), o que totaliza 39.250 litros, dividido entre reservatório superior e inferior. Com a adoção das medidas de racionalização, foi ampliada a capacidade de armazenamento no prédio, passando para 65.530 litros, um volume 67% maior que o primeiro dimensionado. Para implantação dos sistemas, também há maior demanda de tubulações e conexões para as instalações nos banheiros, que passaram a ser providas por duas redes de abastecimento: uma para os lavatórios e outra para mictórios e bacias sanitárias. Para o sistema de reuso de efluentes, a estação de tratamento compacta é o item de maior valor, porém, visto que o Campus de Currais Novos ainda não é saneado, o custo da estação não deve ser considerado em uma avaliação econômica. Como não há sistema público de coleta, é obrigação da instituição se responsabilizar pelo tratamento dos efluentes produzidos. Caso a coleta de esgotos no campus já fosse provida pela CAERN, em um estudo de viabilidade seria considerado tanto o custo da estação de tratamento quando a economia gerada pela redução da taxa de coleta de esgotos.

Para discutir sobre o custo de implantação do sistema proposto na Escola de Turismo, optou-se por observá-lo sob duas proporções: quanto equivale em relação ao valor da obra e qual seu valor em relação aos benefícios alcançados. O orçamento da construção do projeto desenvolvido não faz parte dos objetivos deste trabalho, mas para uma noção inicial, estimou-se o valor da obra a partir dos Custos Unitários Básicos (CUB) da construção. De acordo com informações da SIN, o custo unitário para os edifícios da UFRN, está atualmente em torno de R$1.400,00/m², o que se aproxima do valor estimado de R$1.284,15/m² pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) para construção

de edifícios comerciais de alto padrão no Rio Grande do Norte8 (CBIC, 2012). Ainda de

acordo com informações da SIN, o custo das instalações hidrossanitárias nas construções da UFRN corresponde a 2,6% do custo da obra, em média.

Considerando o custo unitário para as construções da UFRN (R$1.400,00) e o percentual referente às instalações hidrossanitárias (2,6%), tem-se que a obra da Escola de Turismo (4.034,88m²), custaria R$5.648.832,00 e as instalações hidrossanitárias convencionais corresponderiam a R$146.869,63. Para ilustrar o custo adicional das instalações otimizadas em relação à economia gerada ao longo do tempo, foi utilizada a equação 7, proposta por Viggiano (2010) para cálculo simples de retorno de investimento e construído o gráfico apresentado na figura 88.

...(7)

Onde:

é o período de retorno do investimento (anos); C é o custo total de implantação do sistema (R$);

é o custo do uso do insumo (R$);

Q é a quantidade do insumo economizado ao ano.

O cálculo foi realizado para dez faixas de custo acima do valor calculado para as instalações hidráulicas convencionais (R$146.869,63) com intervalos de 10%, que representam o provável custo total de implantação do sistema (C). Para o valor do custo do insumo ( e a quantidade economizada ao ano (Q), considerou-se o valor já calculado na tabela 18, que representa a economia proporcionada pela redução do consumo de água ao longo dos anos.

Com os valores referentes às faixas de custo adicional para implantação das instalações hidráulicas otimizadas e o tempo de retorno calculado por meio da equação 7, construiu-se o gráfico exposto na figura 88.

No eixo vertical do gráfico foram dispostas duas variáveis – o percentual que representa o custo adicional das instalações otimizadas em relação às convencionais e seu equivalente financeiro em R$ – e no eixo horizontal foi disposto o tempo em anos. O gráfico não objetiva quantificar exatamente o custo de implantação das instalações otimizadas, mas sabendo-se qual a porcentagem do custo adicional em relação às instalações convencionais, serve para identificar em quanto tempo o investimento inicial equivale à economia proporcionada e passa a gerar lucro.

8 Na determinação do CUB a CBIC não inclui alguns itens normalmente considerados nas obras da

Figura 88: Tempo de retorno do investimento em função da economia gerada.

Fonte: O Autor (2011).

Em uma abordagem financeira tradicional, costuma-se considerar ainda outras variáveis no cálculo de período de retorno de um investimento, como o rendimento líquido e a tendência de aumento do custo dos insumos ou de operação, o que não se considerou nessa discussão por não se dispor de dados precisos para todas as medidas adotadas para a redução do consumo de água.

Mesmo assim, os dados encontrados nessa primeira análise apontam para um cenário favorável. Tomando como exemplo o valor dos mecanismos economizadores, que são 40% mais caros que os convencionais e extrapolando-se esse índice para toda a instalação hidrossanitária, de acordo com o gráfico da figura 88, esse custo adicional equivale a pouco menos de R$60.000,00, valor que será economizado através da redução do consumo de água em pouco menos de cinco anos.

Em edifícios onde há maior consumo de água para usos não potáveis ou em regiões com grandes índices pluviométricos e distribuição regular das chuvas, a economia gerada

tende a aumentar, reduzindo o período de retorno do investimento inicial. Muitas administradoras de condomínios já estão encarando a questão de redução do consumo de água como uma oportunidade de negócio, pois em alguns casos, a economia gerada em função do valor investido é maior do que o lucro de aplicações financeiras tradicionais.

A viabilidade financeira é um forte argumento para adoção de soluções sustentáveis nas edificações. Deve-se considerar, contudo, que a busca por soluções inovadoras para as instalações hidrossanitárias tem como principal objetivo a conservação das reservas de água potável. Esta questão não deve ser encarada unicamente como uma possibilidade de retorno financeiro, pois estão envolvidos custos e benefícios intangíveis, difíceis de serem avaliados financeiramente.

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Fruto de uma experiência metodológica estruturada a partir da leitura de autores como Favero e Passaro (2005), Maciel (2003) e Florio e Tagliari (2009), o desenvolvimento do projeto da Escola de Turismo se baseou no estabelecimento de conceitos e analogias criativas que sintetizaram necessidades e intenções.

Conforme recomendação de Maciel (2003), os conceitos utilizados refletiram o lugar, o programa e a construção. Tal procedimento garantiu a delimitação de um campo de trabalho, o que direcionou para a solução dos problemas efetivamente instituídos, demonstrando ser um procedimento muito eficiente no desenvolvimento do projeto da Escola de Turismo. Cada conceito materializou-se como desdobramentos no projeto arquitetônico desenvolvido, os quais estão listados no quadro 3:

Quadro 3: Materialização dos conceitos adotados no projeto arquitetônico.

CONCEITO DESDOBRAMENTOS

Introversão Edificação organizada em torno de um pátio

Criação de espaços de transição entre interior e exterior

Aberturas voltadas para circulações e não diretamente para o exterior

Coletivização Disposição de circulações horizontais e verticais com vista para o interior

da edificação, propiciando a visão de outras partes do prédio e encontros de pessoas

Disposição de espaços de convívio ou coletivos em pontos onde se cruzam as circulações, deixando-os mais acessíveis

Segmentação Divisão do edifício em etapas construtivas, identificáveis internamente à

edificação

Adoção de dois sistemas construtivos: estrutura de concreto intercalada por espaços que funcionam como separadores de etapas construtivas, executados com componentes metálicos

Fonte: O Autor (2011).

Adotando-se o raciocínio analógico discutido por Florio e Tagliari (2009) como uma forma de síntese de problemas complexos, também foi construída uma metáfora conceitual para o projeto da Escola de Turismo. Além de estar diretamente ligada aos conceitos de introversão e coletivização, a analogia a um oásis relaciona-se com a conservação da água, questão chave do projeto.

A interseção entre o projeto arquitetônico e as medidas de redução do consumo de água constitui um pequeno campo que vem sendo explorado nos projetos contemporâneos. Com base nas referências estudadas e no projeto desenvolvido, identificaram-se alguns pontos nos quais a arquitetura pode contribuir com soluções para as instalações hidráulicas:

a) Integração dos diferentes reservatórios de água ao edifício;

b) Localização dos reservatórios em função da fonte de água e dos pontos a serem alimentados;

c) Integração de calhas e condutores de água à arquitetura do prédio;

d) Desenvolver a cobertura da edificação com características favoráveis à captação de água da chuva: superfície lisa, com inclinação direcionada para onde se locou o reservatório inferior de água;

e) Facilidade de manutenção dos sistemas de reuso de água e de aproveitamento de água da chuva, com acessos para cobertura e todos os reservatórios;

f) Reduzir o gasto de energia com bombeamento de água aproveitando-se fontes alternativas de energia integradas ao projeto arquitetônico.

Tais ações, combinadas às medidas de redução do consumo, proporcionam o máximo aproveitamento dos recursos naturais e das instalações hidráulicas. No projeto da Escola de Turismo, o conjunto das estratégias adotadas resultou em uma economia de 56% no consumo de água potável. Esse dado não deve ser entendido como um resultado pontual, pois traz benefícios em outros campos, que em uma primeira observação podem não ser percebidos. Traduzindo a informação sob a forma de indicadores ambientais, econômicos e sociais, este ganho representa, entre outros, os seguintes benefícios:

a) Conservação de cerca de 1.801,96m³ de água potável por ano;

b) Redução de descarga de 875,25m³ por ano de água pluvial nas vias ou coletores da universidade, em média;

c) Redução da produção de 2.130,20m³ de efluentes por ano;

d) Incentivo à utilização de fontes de energia renováveis para bombeamento de água;

e) Economia de cerca de R$11.965,02 por ano nas contas de água; f) Difusão das tecnologias sustentáveis aplicadas às construções;

g) Influência positiva no comportamento dos usuários da edificação quanto ao uso da água.

Embora no momento atual as ações de redução de consumo de água tenham grandes reflexos ambientais, sociais e econômicos, espera-se que em um futuro próximo essas passem a ser as instalações convencionais das edificações, enquanto as novas tecnologias buscarão formas de não utilizar água, para alguns usos, como por exemplo para descarga de dejetos. Nessa perspectiva, o projeto da Escola de Turismo pode ser entendido como uma exploração do potencial das atuais tecnologias redutoras de consumo e uma antecipação da realidade das edificações em sintonia com a questão da conservação da água potável, sobretudo em uma região onde a escassez de água é evidente.

7.1 Limitações do trabalho

Devido à grande quantidade de variáveis envolvidas, para o desenvolvimento do projeto foi preciso a simplificação de alguns aspectos da realidade a ser atendida. Assim sendo, para comprovar a eficiência dos caminhos percorridos no campo da arquitetura seria necessária uma avaliação mais detalhada dos impactos das soluções empregadas.

Avaliando-se a questão do consumo de água após o desenvolvimento do projeto, observa-se que as variáveis que alimentam o processo de simulação são responsáveis por certas limitações nos resultados alcançados. Embora se tenha estimado o consumo de água na edificação a partir de uma pesquisa realizada em um edifício de uso semelhante, os parâmetros utilizados representam um comportamento padrão baseado em médias de utilização. O comportamento da população real da Escola de Turismo pode divergir desse padrão.

Quanto ao aproveitamento de água da chuva para fins não potáveis, a obtenção de registro de um período mais abrangente poderia trazer resultados ainda mais confiáveis à simulação. Devido à indisponibilidade de dados, o período utilizado para simulação no trabalho corresponde apenas aos anos de 2008 e 2009.

Caso, no futuro, o projeto da Escola de Turismo venha a ser executado, o monitoramento do consumo de água, da pluviometria em Currais Novos e a consulta aos verdadeiros usuários da edificação poderiam confirmar os dados utilizados ou indicar ajustes a serem realizados.

7.2 Sugestões para trabalhos futuros

Por demandar informações de vários campos do conhecimento, durante o desenvolvimento de um projeto de arquitetura são identificadas várias oportunidades para dar continuidade ao trabalho na mesma área de estudo ou em outra, paralela. Isto aconteceu no projeto da Escola de Turismo, a partir do qual se destacam alguns possíveis caminhos de continuidade:

a) Levantamento de dados referentes ao consumo de água nas edificações educacionais em universidades.

Para a implantação de medidas de racionalização do consumo de água, o estabelecimento de parâmetros reais é a base para se obter resultados de simulações e propostas com alto grau de confiabilidade e somente o estudo durante um período longo pode fornecer tais dados. Esses mesmos parâmetros também podem servir para outras questões com rebatimento direto no projeto de arquitetura. O estudo realizado na EC&T para levantamento de hábitos de utilização das instalações dos banheiros quantificou a frequência de uso das peças sanitárias. A partir dos dados apresentados na tabela 13, por exemplo, pode-se concluir que nos banheiros masculinos a proporção entre mictórios e bacias sanitárias deveria ser de 5:1. Com o desenvolvimento de um estudo com mais exemplares, dados como esse podem auxiliar no dimensionamento da quantidade peças sanitárias para banheiros em edifícios educacionais em universidades.

b) Trabalho de cunho propositivo na área de projeto de arquitetura e instalações.

Como primeira ideia de continuidade no campo da proposição, idealiza-se o amadurecimento do projeto da torre d’água como um elemento independente. Embora os volumes dos reservatórios tenham sido calculados para a demanda da Escola de Turismo, facilmente podem ser alterados para outra realidade. Com a mesma estrutura projetada, é possível armazenar até 50m³, com compartimentos separados para água potável, pluvial ou de reuso. A torre d’água poderia ser aplicada, por exemplo, em todo o campus da UFRN em Currais Novos, constituindo a rede de abastecimento de água e possibilitando a criação de áreas verdes (figura 89).

Figura 89: Cinco torres d’água no Campus de Currais Novos.

Da mesma forma, poderia ser utilizada em edifícios horizontais ou em redes de abastecimento de condomínios residenciais unifamiliares, nos quais se deseja utilizar fontes de águas distintas em função do nível de tratamento e dos usos previstos.

c) Desenvolvimento de um manual contendo diretrizes projetuais visando a integração entre arquitetura e instalações hidrossanitárias.

Tratado ainda no referencial teórico e retomado nas considerações finais, o tema despertou o interesse por uma maior explanação, ilustrada por outras obras contemporâneas nas quais as medidas de redução do consumo de água estão presentes. Idealiza-se o assunto tratado de forma prática, com linguagem direcionada principalmente a arquitetos projetistas.

Por fim, espera-se que a discussão e os exemplos apresentados no trabalho fomentem outras ideias e contribuam com a difusão das tecnologias sustentáveis aplicadas à construção civil, mais especificamente com a demonstração do potencial de economia de água nas áreas de clima quente e seco e nos edifícios educacionais em universidades.

REFERÊNCIAS

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Cadernos de recursos hídricos: Disponibilidade e demandas. Brasília: ANA, 2005 . Disponível em: <http://www.ana.gov.br/>. Acesso em: 20

Benzer Belgeler