4. SONUÇ VE ÖNERİLER
4.2. Bilgiyi Oluşturma Ve Öğretimsel Sonuçlar
Conforme se comentou anteriormente, a implantação de medidas de racionalização do consumo de água não leva necessariamente a grandes influências no projeto de arquitetura, contudo, quando são pensadas em conjunto proporcionam melhores condições de funcionamento para os sistemas.
Para a redução do consumo de água no projeto da Escola de Turismo foram adotadas três medidas de racionalização: a redução do consumo na fonte, por meio do uso de mecanismos economizadores, a utilização de fonte alternativa de água para os usos menos restritivos, sendo neste caso água da chuva para descarga de sanitários e mictórios e o reuso de efluentes para irrigação.
Quando comparada a uma instalação convencional, a implantação dessas medidas requer certas alterações, como a troca de dispositivos hidráulicos, a criação de redes de abastecimento independentes e instalação de maior número de reservatórios de menor volume em substituição a uma única reserva de grande capacidade. A figura 77 apresenta o esquema de distribuição das instalações hidráulicas da Escola de Turismo, caso fosse adotado o sistema convencional de abastecimento e tratamento de efluentes.
Figura 77: Projeto da Escola de Turismo com instalações hidráulicas convencionais.
No sistema convencional, o reservatório inferior do prédio é abastecido pela concessionária e, por meio de um motor elétrico, a água armazenada é bombeada para o reservatório supeior, a partir do qual todos os pontos de consumo são abastecidos. Conforme se observa na figura 77, as instalações se baseiam em uma única rede de abastecimento e outra de coleta de efluentes. Em função disso, todos os pontos de consumo recebem água em condições de potabilidade, mesmo que seus usos não requeiram esse nível de tratamento e todo o efluente é encaminhado para a rede de coleta de esgotos.
Em um edifício onde há a implantação de medidas de racionalização do consumo, a primeira estratégia a ser adotada é a redução do consumo na fonte. A instalação de mecanismos economizadores, como torneiras com fechamento automático e bacias sanitárias com duplo fluxo de água é muito eficiente e as implicações de seu uso são pontuais. As outras medidas de racionalização do consumo se baseiam na diferenciação da fonte da água em função dos destino da utilização. A figura 78 esquematiza as instalações da Escola de Turismo com o aproveitamento da água da chuva para descarga em mictórios e sanitários e o reuso de efluentes para irrigação.
Figura 78: Projeto da Escola de Turismo com medidas de redução do consumo de água potável.
Para a implantação de instalações providas por fontes alternativas de água, o sistema passa a ter três redes de consumo e três entradas de água: uma proveniente da concessionária, para usos potáveis, uma resultante da captação de água da chuva, para usos não potáveis e outra proveniente dos efluentes do próprio edifício, utilizada para irrigação. Conforme se observa ao comparar as figuras 77 e 78, essas medidas economizadoras atuam na entrada e saída do sistema, pois há redução do consumo de água potável, pelo suprimento por outras fontes e redução da produção de esgotos, devido à reciclagem de efluentes para uso na irrigação.
As instalações de água potável funcionam à similaridade do sistema hidráulico convencional, contudo alimentam apenas alguns pontos do prédio: copa, cantina e lavatórios dos banheiros.
Os mictórios e bacias sanitárias passam a ser alimentados pela água de chuva captada na cobertura da edificação. Para direcionar fluxos de diferentes pontos para os reservatórios inferiores, as coberturas da Escola de Turismo foram planejadas para concentrar a água captada da chuva para a porção central do prédio. O espelho d’água projetado para umidificar a área do pátio foi aproveitado no sistema hidráulico como uma grande caixa de coleta que serve para misturar a água oriunda dos diferentes tubos de queda e realizar uma decantação primária da água coletada.
Quando a água atinge o nível estabelecido no espelho d’água, passa a ser captada e direcionada para o reservatório de autolimpeza, dimensionado para descartar os dois primeiros milímetros de chuva. Após o descarte do fluxo inicial, a água recebe cloro e é armazenada nos reservatórios inferiores. O esquema de funcionamento do sistema de aproveitamento de água da chuva pode ser consultado na prancha 09 do projeto arquitetônico em anexo.
O subsistema de reuso de água é responsável por captar os efluentes dos lavatórios e mictórios, direcioná-los para a estação de tratamento e reinseri-los no ciclo de consumo para irrigação. Ao contrário do aproveitamento de água da chuva, que depende das condições climáticas, a disponibilidade de efluentes depende apenas do uso da edificação. No projeto da Escola de Turismo adotou-se uma estação de tratamento de efluentes compacta, devido ao pequeno volume de efluente a ser tratado. A localização da estação pode ser consultada na prancha 02 do projeto arquitetônico.
Atualmente, no campus da UFRN de Currais Novos, a pressão de abastecimento de água na CAERN atende apenas aos prédios térreos. Para edificações com dois pavimentos ou mais, se faz necessária a instalação de bomba para fazer chegar água aos reservatórios para superiores. Diante disso, outro diferencial da proposta adotada na Escola de Turismo foi o emprego de energia alternativa para bombeamento de água. O aproveitamento do vento para bombeamento é um recurso antigo e em Currais Novos é muito empregado sob
o uso de cata-ventos. No projeto da Escola de Turismo propõe-se a atualização da forma tradicional do cata-vento, por um modelo de eixo vertical que atualmente vem sendo muito utilizado para geração de energia elétrica em edificações. O cata-vento tradicional é formado por um conjunto de pás dispostas sobre um eixo horizontal. Para que a captação possa ser feita em qualquer direção, o aparelho deve possuir uma aleta calculada para girar o eixo vertical, direcionando o conjunto de pás para o vento. No caso da turbina de eixo vertical (figura 79), não há necessidade desta aleta e há a captação de ventos oriundos de qualquer direção.
Figura 79: Exemplo de aplicação de turbinas eólicas de eixo vertical.
6 AVALIAÇÃO DE BENEFÍCIOS
Neste capítulo apresentam-se os resultados de cada medida de redução do consumo de água adotadas no projeto e discutido os benefícios alcançados.