3. Mastoid Segment
2.6. Fasiyal Sinirin Fonksiyon Testler
2.6.1. Elektrofizyolojik Testler (Elektrodiagnostik Testler):
O quadro a seguir, elaborado com base em diversos autores (dentre os quais: Akinnaso (1982); Preti (1994); Kato (2001); Koch (2009); Marcuschi (2010); Urbano (2000; 2011). Ele trata das teorias que se referem à fala e a escrita elenca algumas características que as diferenciam. Antes disso, contudo, é preciso que se registre que cada característica limita-se às realizações prototípicas da fala e da escrita e de forma alguma visa a limitar um ou outro modo de realização da língua nos limites de cada célula deste quadro. A aparente “dicotomia” que aqui se apresenta é de ordem meramente metodológica que busca tão somente organizar os elementos a fim de mais claramente os analisar.
Feita a ressalva, passa-se à tabela uma amostragem da questão: Tabela 3 – Compilação de características da fala e da escrita
Características
Fala Escrita
1 Emissão sonora. Codificação de sons em símbolos
gráficos.
2 Planejamento e execução simultâneos
e instantâneos.
Planejamento prévio e execução posterior.
3
Realização contextualizada, ou seja, o enunciado constrói-se também por meio da interação, valendo-se de elementos extralinguísticos para sua composição.
Realização descontextualizada, ou seja, emissor e destinatário não precisam, necessariamente, estar na presença um do outro (espaço e tempo), tendo em vista que o contexto faz-se no texto.
4
Frequentemente fragmentada e consequentemente incompleta e implícita.
Não fragmentada e normalmente completa e explícita.
5 Previamente não elaborada ou pouco
elaborada. Previamente elaborada.
6
Tendência de frases curtas, simples ou coordenadas; sintaxe pouco elaborada
Tendência de frases complexas com presença relativamente abundante de subordinação; sintaxe elaborada
7 Pouco uso de construções passivas. Uso frequente de construções passivas.
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8 Vocabulário restrito – repetição de
palavras.
Vocabulário amplo – emprego de sinônimos.
9
Uso frequente de repetições de palavra e de vocabulário e redundâncias.
Uso pouco frequente de repetições de palavras. Maior variedade de
vocabulário. Geralmente, textos mais condensados.
10 Emprego restrito de tempos e modos
verbais.
Uso de tempos verbais como: mais que perfeito e futuro do pretérito; e de modo como o subjuntivo.
11 Emprego inadequado de pronomes
relativos Adequação pronominal
12 Ambiguidade de palavras e de
construções
Clareza de palavras e precisão de construções
13 Frases feitas, chavões e provérbios. Uso criativo das frases.
14 Textos em processo de construção. Textos concluídos.
15 Uso de estruturas morfossintáticas
adquiridas cedo.
Menos uso de estruturas adquiridas cedo, mais estruturas adquiridas tardiamente.
16 Menor uso de variação de forma e
conteúdo.
Maior uso de variação de forma e conteúdo.
17
Coesão estabelecida por meio de recursos paralinguísticos e suprassegmentais.
Coesão estabelecida por meio de recursos lexicais e de estruturas sintáticas complexas que usam conectivos explícitos.
18 Maior dependência do contexto
situacional.
Menor dependência do contexto situacional.
19 Ausência de planejamento prévio
verbal. Presença de planejamento verbal.
20 Menos sujeita a convenções
prescritivas. Mais sujeita a convenções prescritivas.
21
Encadeamento textual comumente realizado por meio de marcadores conversacionais como aí, daí, então.
Encadeamento textual realizado, normalmente, por meio de preposições e conjunções que marcam relação de causalidade, proporcionalidade etc.
22 Recorrência de cortes e suspensão de
palavras.
Utilização de palavras completas, abreviaturas compreensíveis ou convencionadas.
99
23
Pausas marcadas por silêncio ou pausas preenchidas por marcadores conversacionais ou outros elementos puramente fonéticos.
Pausas marcadas por sinais gráficos de pontuação específicos.
24 Uso frequente de estratégias de
reformulações.
Baixa frequência no uso de estratégias de reformulações.
25 Entonação. Uso de pontuação gráfica para
marcar/simular a entonação.
26 Predominância do modus pragmático. Predominância do modus sintático.
27 Pouca densidade informacional,
especialmente no aspecto lexical.
Grande densidade informacional, especialmente no aspecto lexical.
28 Pouca frequência de passivas. Emprego frequente de passivas.
29 Poucas nominalizações. Abundância de nominalizações.
Não se pretendeu, com o quadro acima, esgotar, por meio de uma investigação exaustiva, as características de fala e escrita, mas tão somente apresentar um panorama geral dessas. Ainda que sem aprofundamento com comentários específicos acerca de cada uma das características. Isso porque o intuito desse levantamento foi construir um cenário no qual se tivesse, de um lado, fala e suas tipicidades, de outro, escrita e suas tipicidades, para, a partir dessa perspectiva abordar aquilo que está entre os polos da fala e da escrita.
Antes de passar à subseção seguinte, cabe apresentar de maneira mais detalhada um dos aspectos que marcam a oralidade, mais precisamente, a conversação. Trata-se dos “marcadores conversacionais”, elementos típicos da fala conversacional e que são utilizados com grande frequência e recorrência, além de serem partículas cujo uso e significação são convencionados. Ainda que possuam pouco ou quase nenhuma carga semântica, carregam em si significação discursivo- interacional, uma vez que contribuem para a construção da coesão e coerência do texto oral conversacional, atuando como articuladores não apenas do texto, mas também da própria interação.
100
Acerca dos marcadores conversacionais, Urbano (1999, p. 81) advoga que se trata de elementos “de variada natureza, estrutura, dimensão, complexidade semântico-sintática, aparentemente supérfluos ou até complicadores, mas de indiscutível significação e importância para qualquer análise de texto oral e para sua boa e cabal compreensão”. Os marcadores conversacionais são, em suma, articuladores conversacionais que atuam de maneira determinante na manutenção da interação.
Em vista de tamanha versatilidade e funcionalidade, há uma lista com um sem número de marcadores conversacionais, mas, por ora, apresenta-se o consistente quadro resumido elaborado por Urbano que organiza as partículas do falante, que orientam o ouvinte, e do ouvinte, que orientam o falante, contribuindo para a manutenção da interação.
Tabela 4 – Lista de marcadores conversacionais
Do falante (orientam o ouvinte)
Do ouvinte
(orientam o falante; retroalimentadores; feedbacks)
início de turno
início de
frase fim de turno fim de frase
convergentes,
divergentes indagativos
E E pois é né? sim Claro
Olha Então né? não sabe? hã Taí
Veja Aí certo? certo? ahã Será?
Bom Daí viu? entende? hã? é?
Eu acho Agora entendeu? de acordo? heim? Como?
Peraí E heim? tá? hum? O quê?
Mas Mas sacô? não é? hum Heim?
Certo, mas Assim é isso aí sabe? hum hum etc.
Sim Quer dizer que acha? viu? heim
Como
assim? Eu acho e então? etc. etc.
etc. etc. etc.
Fonte: Urbano (2011, p. 60)
Embora os marcadores conversacionais sejam elementos típicos da fala, por outro lado, assim como diversas das características levantadas nesta subseção, não há uma fronteira estanque entre fala e escrita. Exemplo disso são as mensagens de texto escritas trocadas instantaneamente entre celulares, os chamados “sms”. Dada a fluência do texto escrito dessas mensagens, lembrando em muito a do texto falado, não raro é possível identificar marcadores conversacionais como “heim?”, “né?”, “tá”, dentre outros, auxiliando na manutenção
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do diálogo. Percebe-se, assim, que mesmo havendo tipicidades que marcam fala e escrita, isso não significa que essas não podem ser identificadas nas modalidades que não as de origem. Isso porque fala e escrita não são polos incomunicáveis. Há, como mencionado, uma gama de realizações que acontecem entre fala e escrita, a qual se identifica como um continuum, que será tratado mais detalhadamente na subseção a seguir.