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BÖLÜM 3: SOSYAL KAVRAMLAR, SOSYAL VE EKONOMİK

3.3. Ekonomik Harcamalar

Esta pesquisa teve início em 1957 e estava sob responsabilidade da Divisão de Estudos e Pesquisas Educacionais, contando com a participação dos seguintes pesquisadores:

1. Silvia T. Maurer

2. Maria da Glória C. Macruz 3. Maria do Carmo Guedes 4. Maria Aparecida C. Reis 5. Otávio P. Manso Bastos 6. Lybia de Mattos Bruno

7. Pedro A. Bergamo

8. Célia A. Teixeira Marques 9. Dirce Pestana

10. Álvaro Marchi 11. José Furtado Pizzani

37 DIVISÃO DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS, Ficha de Observação de Alunos, Relatório de

Cap. 3 - Pesquisas 65

O “grau de escolaridade” foi definido como sendo o “grau de realização dos alunos alcançado através do trabalho escolar durante o ano”38. Justificava-se a elaboração das Escalas de Escolaridade através do seguinte argumento: “O sistema de aprovação em vigor faz com que um aluno reprovado tenha que repetir todo o programa escolar do ano anterior, sem ser considerado o que foi aprendido. Isso poderia ser evitado, fornecendo-se ao professor informações precisar sobre os conhecimentos adquiridos pelos alunos, capazes de orientar os trabalhos docentes, permitindo maior continuidade no ensino”39.

Portanto, o objetivo do projeto era “elaborar instrumentos que forneçam informações precisas e seguras sobre o grau de conhecimento que o aluno da escola primária tem das diversas matérias lecionadas durante os quatros anos de curso”40. Esse instrumento possibilitaria41: a) avaliar o aproveitamento de cada aluno em relação ao de sua classe, e o aproveitamento médio da classe em relação ao da população escolar primária; b) diagnosticar dificuldades individuais do aluno em relação ao conjunto de matérias constantes do programa; c) verificar o progresso de cada aluno durante o ano e durante o curso; d) verificar a relação entre o que foi aprendido e o que foi ensinado.

A elaboração preliminar da Escala de Escolaridade foi feita em 195742, com o material obtido através dos Semanários dos professores do Grupo Escolar Alberto Torres (próximo ao CRPE), acrescido do material dos livros didáticos mais usados e dos Programas para o Ensino Primário Fundamental elaborado pela Secretaria da Educação de São Paulo. As questões formuladas constituíram as provas mensais que, no conjunto, abrangeram todo o programa oficial para o 2.º, 3.º e 4.º anos do curso primário. Não se formularam questões para alunos do 1.º ano devido às dificuldades apresentados por alunos em fases iniciais de alfabetização. Ao todo, 660 alunos do Grupo Escolar Alberto Torres realizaram provas mensais que colaboraram na elaboração da Escala de Escolaridade.

A partir da tabulação das questões segundo acerto, erro, omissão ou dúvida, calculou- se o grau de dificuldade de cada questão e as deficiências das questões e das instruções. Com isso, procurou-se aperfeiçoar as questões e as instruções e também sugeriram-se temas para pesquisas complementares que deveriam ser feitas para dar maior precisão ao instrumento:

38 PROJETO de Escalas de Escolaridade, Pesquisa e Planejamento, n. 1, p. 131. 39 Ibidem, p. 131.

40 ESCALAS de Escolaridade, Pesquisa e Planejamento, n. 2, p. 167.

41 DIVISÃO DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS, Escalas de Escolaridade, Relatório de

Atividades CRPE/SP - 1957, Arquivo Histórico do INEP, p. 29.

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estudo sobre o ensino da aritmética; estudo sobre o vocabulário do aluno da escola primária; e, elaboração de uma prova de leitura.

Em uma segunda fase de trabalho, sortearam-se ao acaso 10 Grupos Escolares de primeira categoria (com mais de 40 classes), nos quais seriam aplicadas provas semestrais de Português, para o 2.º, 3.º, e 4.º anos, com a finalidade de estudar os resultados das questões quando respondidas por uma amostra da população escolar primária de São Paulo. Nessas escolas sortearam-se 10% de alunos do sexo masculino, não repetentes; 10% do sexo masculino, repetentes; 10% do sexo feminino, não repetentes; e, 10% do sexo feminino, repetentes.

As questões dessas provas foram retiradas daquelas já aplicadas no Grupo Escolar Alberto Torres. As provas do 2.º e 3.º anos tinham 50 questões e as do 4.º ano tinham 60 questões. As provas foram aplicadas por membros da equipe de pesquisadores, especialmente treinados. Ao todo, aplicaram-se 1.408 provas.

A correção das provas foi feita segundo o critério adotado de acerto, erro, omissão e dúvida. Introduziu-se uma nova tabulação segundo os erros de 27% dos alunos “superiores” e 27% dos alunos “inferiores” (Processo Simplificado de Análise de Item de Stanley).

A amostra para a aplicação de provas de Português no segundo semestre era formada por cinco Grupos Escolares sorteados dentre os que compunham a amostra do primeiro semestre, e de outros cinco sorteados entre os que não fizeram parte da amostra no primeiro semestre. As provas do segundo semestre tinham 50 questões, sendo aplicadas 1.105 provas.

Paralelamente à aplicação de provas, foram sorteados 10% dos professores de cada ano das escolas participantes para serem entrevistados. Essa entrevista visava obter suas opiniões, sugestões e críticas sobre as provas.

Os resultados obtidos no ano de 1957 referiam-se, principalmente, aos aspectos formais das questões. Também determinaram-se as técnicas de aplicação de provas e de tratamento dos dados coletados.

Em 1958, iniciou-se a construção do instrumento de medida que consistia em provas com “questões sobre todos os pontos do programa oficial e estas deveriam distribuir-se, quanto à dificuldade, dentro de uma curva normal. Cada prova deveria ter entre 50 a 60 questões, no máximo”43. Complementando o trabalho, organizou-se um fichário de questões paralelas para renovação constante das provas.

Cap. 3 - Pesquisas 67

A pesquisa contava com 6 aplicadores de provas e 3 auxiliares treinados. Sortearam-se 30 escolas e aplicaram-se 5.853 provas.

Em 1959, depois de terminada a coleta de dados referentes às provas de 2.º, 3.º e 4.º anos, retomou-se o trabalho de construções da prova para o 1.º ano.

“Os itens construídos sobre o programa, num total de 130, distribuíram-se por 6 provas (português e aritmética), que foram aplicadas em 14 grupos escolares, correspondentes a 5% do total de grupos escolares da Capital, excetuados os cursos primários anexos e os grupos escolares de apenas uma classe de 1.º ano. Em cada um desses grupos foram sorteadas 2 classes, uma masculina e uma feminina, devendo cada aluno responder a todas as questões das 6 provas, e sendo de 3 a 4 dias o intervalo de tempo entre a aplicação de cada prova na mesma classe”44.

Após a aplicação dessas provas, os pesquisadores destacaram a necessidade de se realizar um estudo sobre o “vocabulário infantil”, “estudo que deverá ter como objetivo primeiro o levantamento das palavras mais usadas na linguagem oral e escrita das crianças de sete a doze anos de idade”45.

O conhecimento mais aprofundado do vocabulário infantil permitiria a “organização de uma prova de leitura para o Curso Primário, que virá completar o conjunto de testes da Escala de Escolaridade, e também uma revisão e análise dos livros didáticos. Além disso, o estudo do vocabulário dará base para adaptação dos testes de inteligência e um conjunto de informações sobre o desenvolvimento da criança quanto à linguagem, desenvolvimento que se caracteriza pela ampliação do vocabulário para preencher as necessidades culturais e sociais que a criança vai enfrentando”46.

A construção de Escalas de Escolaridade para o 1.º ano não chegou a se concluir. O relatório do Serviço de Estatística, de 1961, apresentou as seguintes considerações sobre a análise de itens para as provas apresentadas: “As análises realizadas pelo Serviço, terminadas em setembro de 1961, dão as indicações, para cada uma das provas, do grau de dificuldades dos itens, da homogeneidade ou consistência internas de cada uma das provas, tendo-se testado também a equidistribuição ou não das alternativas de cada prova, com a finalidade de interpretar os resultados obtidos para a medida de homogeneidade. Os resultados dessa análise

44 ESCALA de Escolaridade, Pesquisa e Planejamento, n. 4, p. 99. 45 Ibidem, p. 100.

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de itens levaram o Serviço ao parecer de que estas provas não constituíam ainda uma Escala de Escolaridade, havendo então necessidade de se construir e testar novos itens”47.

Para complementar os estudos a respeito da construção de Escalas de Escolaridade, a Divisão de Estudos e Pesquisas Educacionais promoveu diversas pesquisas sobre a solução de problemas em aritmética e sobre o vocabulário infantil que serão apresentadas a seguir.

5. Estudo experimental sobre o rendimento na solução de problemas aritméticos na