BÖLÜM 1: BELEDİYELERLE İLGİLİ GENEL BİLGİLER
1.3. Belediyelerin Hukuki Yapısı
Enquanto os projetos sobre os dois temas mais focalizados nos Centros – caracterização de escolas e métodos de ensino – sofreram uma redução quantitativa na década de 1960, as pesquisas voltadas à caracterização de professores e alunos dos diversos níveis de ensino – que ocupam a terceira posição em número de projetos propostos – apresentaram um aumento quantitativo neste período, sobretudo entre 1964 e 1967.
Este tema apresentou uma variação significativa em relação aos problemas focalizados entre as décadas de 1950 e 1960. Até 1961, os problemas que mereceram maior atenção foram: a caracterização sócio-econômica de professores do ensino médio e de alunos dos ensinos primário e médio, no CRPE/BA; as características psicológicas de professores do ensino primário, no CRPE/PE; e, a origem social dos alunos das escolas industriais, no CRPE/SP. Na década de 1960, dois projetos de maiores proporções, coordenados no CBPE e voltados à caracterização do corpo discente, concentraram os esforços em relação este tema: a elaboração do “Censo Escolar” e da pesquisa “Caracterização sócio-econômica do estudante universitário”.40
Elaborado através da cooperação entre o Ministério da Educação e Cultura, por intermédio do INEP, e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o “Censo Escolar” representou, juntamente com o “Anuário Brasileiro de Educação”, as principais iniciativas promovidas por aquele Ministério no sentido de reunir informações quantitativas atualizadas que pudessem ser utilizadas na administração e no planejamento da educação em âmbito nacional. Em exposição apresentada ao Ministro Flávio Suplicy de Lacerda, em julho de 1964, o diretor do INEP, Carlos Pasquale, justificava a realização do censo nos seguintes termos:
A Primeira Reunião do Conselho Federal de Educação com os Conselhos Estaduais de Educação, realizada no Rio de Janeiro, em novembro de 1963, aprovou a indicação de ser realizado o Censo Escolar do Brasil como passo fundamental para o planejamento da educação. (...) Realizando o Censo Escolar, disporemos de quadros de realidades, à vista
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Note-se que, entre os Centros Regionais, apenas o CRPE/PE desenvolveu, entre 1963 e 1971, outros projetos relativos a este tema além da pesquisa sobre o estudante universitário. Estes projetos focalizaram os alunos de sua escola experimental, os professores primários do estado, os alunos do curso secundário e os professores e administradores de cursos normais do Nordeste. No CBPE, em 1970, também foi iniciado um projeto de caracterização sócio-econômica dos professores primários brasileiros. Ver os quadros do CBPE e do CRPE/PE referentes a este tema, localizados nas páginas 06 e 26, Anexo n.º 1.
dos quais as administrações estaduais poderão elaborar planos e programas que correspondam efetivamente à necessidade de crescimento, tanto no sentido populacional como no sentido escolar. À luz desses planos e programas, poderá ser planejada e programada com eqüidade a ação assistencial e supletiva que a União deve exercer nos termos constitucionais (art. 170 e parágrafo único) e legais (art. 93, 94 e 95 da Lei de Diretrizes e Bases). (...) Note-se, finalmente, que os trabalhos do recenseamento das crianças e a pronta divulgação dos dados do Censo Escolar não poderão deixar de contribuir para alertar a consciência de cada comunidade para os próprios problemas da educação e para estimular o concurso dos elementos locais para o encaminhamento das soluções mais adequadas (Boletim Informativo CBPE, 84, jul./1964).
A Comissão Central do Censo Escolar, que contou com Carlos Corrêa Mascaro41 na Secretaria-Executiva, instalou-se no CBPE e desenvolveu, conjuntamente com as Comissões Estaduais, o levantamento das crianças nascidas entre 1.º de janeiro de 1950 e 31 de outubro de 1964 (Boletim Informativo CBPE, 101, fev./1966). Os trabalhos de coleta de dados para o Censo Escolar, iniciados em novembro de 1964, encerraram-se no ano seguinte e tiveram seus resultados publicados em 1966.
A “Caracterização sócio-econômica do estudante universitário” foi um projeto coordenado por Lúcia Marques Pinheiro,42 diretora da Divisão de Aperfeiçoamento do Magistério, e pela pesquisadora do CBPE Célia Lúcia Monteiro de Castro, tendo sido desenvolvido, entre 1964 e 1968, com a colaboração dos Centros Regionais e das Universidades do Ceará, do Paraná e de Brasília. Realizada em dez capitais brasileiras – Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Niterói, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília –, a pesquisa utilizou-se de um questionário aplicado a 17.958 alunos de primeiro ano de cursos universitários de graduação, em 268 faculdades (Boletim Informativo CBPE, 111, out./1966). Publicados inicialmente sob a forma de fascículos, os resultados desta pesquisa foram editados em um único volume em 1968, cuja introdução apresentou a seguinte formulação para seus objetivos, vinculados à necessidade de reformulação da política educacional para o ensino superior:
Admitindo que o conhecimento das características do estudante constitui um dos pontos fundamentais, tanto para a análise como a reformulação de qualquer sistema de ensino, o CBPE promoveu, em 1965, em cooperação com os Centros Regionais e as Universidades do Ceará, do Paraná e de Brasília, a pesquisa “Caracterização sócio-econômica do estudante universitário”. Propôs-se a mesma estudar a situação sócio-econômica do aluno do ensino
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Carlos Mascaro (1911-1990) foi professor de Administração Escolar e Educação Comparada do curso de Pedagogia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (Dias, 2002, p. 217) e, em 1965, assumiu o cargo de diretor do Centro Regional de Pesquisas Educacionais de São Paulo.
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A professora Lúcia Marques Pinheiro foi diretora da Divisão de Aperfeiçoamento do Magistério do CBPE ao longo de todo o período de funcionamento da instituição.
superior, verificando, além disso, as possíveis variações destas condições em relação às localidades, faculdades e ramos de ensino pesquisados. Acreditamos que as informações obtidas a partir de bases factuais, precisas e atualizadas, possam ser úteis para a análise da realidade brasileira no campo da educação superior, fornecendo ainda subsídios para uma reelaboração da política educacional universitária (Castro, 1968, p. 13).