1.4. KADIN EĞĠTĠMĠNĠN FAYDALARI
1.4.1. Ekonomik Faydalar
Relatório de experimento produzido sem a intervenção do professor – r1
27 02 14
Relatório: Medidas de tempo de reação Data:27/02/14 Nome: MC
Com o objetivo de comprovar as diferentes medidas de tempo de reação do cérebro a estímulos externos foi feito um experimento em sala de aula.
Este experimento tinha o objetivo de medir o tempo de reação para uma pessoa sentir com a mão e agir com a outra. Foi feito o seguinte: após os alunos formarem um círculo com as mãos dadas, um aluno com cronômetro na mão deveria dispará-lo ao mesmo tempo que apertasse a mão do colega ao lado, este por sua vez, ao sentir o aperto em uma mão, deveria apertar a do colega adjacente, e assim, sucetivamente, até chegar ao aluno que está segurando o cronômetro, que deverá parar a contagem, e dizer o tempo para a sala. Isto foi repetido 10 vezes e obtivemos vários valores entre 4,65s e 2,11s, mas devido a grande diferença entre os demais valores, as marcas de 4,65s e 4,04s foi ignorada. Foi feita uma media entre os valores encontrado, e obteve-se o valor de 2,61s, que, dividido pelo número de alunos chegou a 0,174s. Este último valor foi considerado com tempo de reação de cada pessoa.
Percebeu-se que os valores diminuiam a cada vez que o tempo era cronometrado, logo, pode-se considerar que, a cada tentativa, o cérebro ia ficando mais ativo. Cauculou-se também o tempo que a informação chegava da mão apertada ao cérebro, e do cérebro a outra mão. O experimento, após discutido, foi registrado no caderno dos alunos.
Operações de textualização
• O aluno faz ancoragem enunciativa implicada? Sim. MC faz uma descrição da sala de aula.
• O aluno faz enunciativa autônoma?
Sim. Parcialmente. Predomina no texto a terceira pessoa do discurso, a não pessoa nos termos benvestineanos, Porém, no segundo parágrafo, MC se inclui – entre os alunos que realizavam o experimento: Isto foi repetido 10 vezes e obtivemos vários
valores entre 4,65s e 2,11s, mas devido a grande diferença entre os demais valores, as marcas de 4,65s e 4,04s foi ignorada.
• O aluno faz ancoragem de referencialidade?
Sim. Precariamente. O aluno materializa um conhecimento em texto como um tecido da sua memória do agente, Ele separa o momento da realização do experimento (passado) do momento da produção do texto (presente). Do ponto de visa de um texto que mais se aproxima de um relato, o uso dos recursos de ancoragem está relativamente inadequado, pois ocorre ruptura de tempo na passagem em que MC relata os procedimentos adotados: e assim sucessivamente, até chegar ao aluno que está segurando o cronômetro que deverá para. Nessa passagem, a ação deveria estar no passado.
Operações de planificação/adequação ao modelo de relatório
• O aluno apresenta um Cabeçalho? Sim.
• O aluno faz a seção Introdução?
Não. MC não faz segmentação necessária para um relatório de experimento, contudo, cita o tema do experimento sem apresentar sua importância no cotidiano.
• O agente apresenta a seção Objetivos?
Não. MC não faz segmentação necessária para um relatório de experimento, contudo, formula bem um dos objetivos específicos, no 1º e 2º parágrafos: Este experimento tinha o objetivo de medir o tempo de reação para uma pessoa sentir com a mão e agir com a outra.
• O agente apresenta Procedimentos e Métodos?
Não. MC não faz segmentação necessária para um relatório de experimento, contudo, descreve exploração realizada de forma bem elaborada, usando adequadamente os recursos linguísticos e discursivos.
• O agente faz Apresentação e Análise dos dados obtidos?
Não. Como o aluno não segmenta o texto, parte da apresentação dos resultados obtidos está no parágrafo que trata principalmente dos procedimentos.
• O agente apresenta Conclusão?
Não. No parágrafo final, MC retoma o tema e o conteúdo da lista de perguntas que consta do roteiro de realização do experimento bem como faz uma breve conclusão em relacionada a um dos objetivos específicos do experimento. Também faz nesse mesmo parágrafo o objetivo escolar, que está implicado na expressão sala de aula: Percebeu-se que os valores diminuíam a cada vez que o tempo era cronometrado, logo, pode-se considerar que, a cada tentativa, o cérebro ia ficando mais ativo. Cauculou-se também o tempo que a informação chegava da mão apertada ao cérebro, e do cérebro a outra mão. O experimento, após discutido, foi registrado no caderno dos alunos.
Operações de constituição de estratégias linguísticas e discursivas
• Conexão (dêiticos espaciais e temporais; organizadores lógico-argumentativos) Não, sala de aula, assim, e, para, mas, como, sucetivamente, até, após.
• Coesão nominal (anáforas): do cérebro, este experimento, com a mão, com a outra, o seguinte, a mão do colega, os demais, .este último.
• Coesão verbal
Elipse de sujeito: Sim: obtivemos.
Ausência de sujeito: Sim: percebeu-se que, Cauculou-se.
Voz passiva: Sim: foi feito um experimento, foi feito o seguinte, foi ignorada, ter sido registrado.
Ruptura de tempo: Sim. Parcialmente.
Relatório de experimento produzido com a 1a intervenção do professor – r2 Nomes: MC, XX e XX
Turma: XX
Relatório: Modos Normais de Vibração e Ressonancia em cordas Introdução e Objetivos
Quando dois corpos possuem a mesma frequência e estão conectados um com o outro, eles entram em ressonância, se um deles começar a vibrar. Ao possuir este conhecimento pode-se desenvolver estudos sobre fenômenos sonoros, pois os meios de telecomunicação usam da ressonância para seu funcionamento.
Com base nesses conhecimentos, foi feito um experimento em laboratório com o objetivo de:
. Calcular a que frequência um auto falante entra em ressonância com uma corda; . Estabelecer um relação entre a frequênciado auto falante e o número de ventres da corda quando esta estiver em ressonância com o aparelho;
Procedimentos e Métodos
Cada grupo tinha um gerador de sinais Acoplado a um auto falante em suas mesas; Estes por sua vez estavam conectados a um Fio de barbante, assim como na imagem: Figura
No gerador de sinais há alguns botões que são usados para multiplicar a frequência emitida pelo gerador e um botão que varia a frequência emitida
FIGURA
Primeiramente colocamos o gerador a uma Frequencia baixa e fomos aumentando-a até que cada vibrasse. Entretanto, ao continuar a aumentar a frequência a corda parou de vibrar, Continuamos a aumentar a frequência até chegar No dobro da primeira frequência em que a Corda vibrou, mas desta vez a corda vibrou Com 2 ventres.
FIGURA
Colocou-se o triplo da primeira frequência, a Corda fez 3 ventres, e assim por diante. Apresentação e Análise dos Resultados
Tivemos uma margem de erro entre as frequências obtidas. A corda vibrava entre 13 Hz e 18Hz, 30 Hz e 35 Hz, entre outros. Foi o que as frequências obtidas eram múltiplas da primeira. Observou-se também que o número de ventres na corda era diretamente proporcional ao múltiplo da primeira frequência, entretanto está observação pode conter erros devido a faixa em que a frequência se encontrava (5 Hz).
Conclusão e considerações finais
Conseguimos chegar aos nossos objetivos. A corda vibrava inicialmente a 15 Hz (media dos dedos obtidos) e a cada vez que esta frequência era multiplicada aparecia um novo ventre na corda.
Operações de textualização: ancoragem
• O aluno faz ncoragem enunciativa implicada?
Sim. Parcialmente. Mesmo a referência ao espaço onde ocorre o experimento (foi feito um experimento em laboratório) feito no primeiro segmento construído pelo aluno, identifica em que laboratório o experimento aconteceu. Além disso, apenas em Procedimentos e Métodos ocorre mudança de pessoa do discurso: da 3a p/ sing. para a 1ª p/plural.
• O aluno faz ancoragem enunciativa autônoma ?
Sim. Precariamente. MC faz uso oscilante da 3ª p/sing. e da 1ª p/pl, em Procedimentos e Métodos: O grupo tinha – calculou-se o triplo / colocamos.
• O aluno faz ancoragem de referencialidade?
Sim. Parcialmente. Em cada seção apresentada os recursos estão usados adequadamento, exceto em Procedimentos e Métodos onde ocorre mudança de pessoa do discurso, conforme já mostrado anteriormente.
Operações de planificação/adequação ao modelo de relatório
• O aluno faz a seção Introdução?
Sim. Precariamente. Menciona o tema: frequência, ressonância e vibração sem relacioná-lo com o cotidiano. Além disso reúne os objetivos no mesmo espaço.
• O agente apresenta a seção Objetivos?
Sim. Precariamtente. Apresenta dois objetivos; Não menciona qual seria o objetivo geral e qual seria o objetivo específico ou se seriam dois objetivos gerais ou dois específicos. Apresenta Introdução e Objetivos na mesma seção, contudo, apresenta- os no infinitivo, seguindo o tipo adotado na disciplina.
• O agente apresenta Procedimentos e Métodos?
Sim. Porém, o aluno, ao relatar os procedimentos, modifica a pessoa do discurso.
• O agente faz Apresentação e Análise dos dados obtidos? Sim.
• O agente apresenta Conclusão ?
Sim. Precariamente. Retoma os objetivos sem os explicitar, aplica os resultados ao tema, mas não analisa nem associa o tema ao cotidiano.
Operações de constituição de estratégias linguísticas e discursivas
• Conexão (dêiticos espaciais e temporais; organizadores lógico-argumentativos): quando, e, pois, com base em, assim como.
• Coesão nominal (anáforas ): este conhecimento, nesses conhecimentos.
• Coesão verbal
Elipse de sujeito: Sim: colocamos, tivemos conseguimos.
Ausência de sujeito: Sim: ao possuir este conhecimento, pode-se desenvolver, o aparelho, sua vez, nossos objetivos.
Voz passiva: Sim: foi feito, foi observado. Ruptura de tempo: Não.
• Modalização: pode ser.
Relatório de experimento produzido com a 2a intervenção do professor – r312 (Caderno sem nome e página de rosto!)
Nomes: MC, XX e XX Turma: XX
Sons complexos e suas características nota: 5/6 Objetivos:
Estudar e compreender as ondas complexas Procedimentos e métodos
Foi usado um osciloscópio (um computador, que conectado a um microfone, convertia ondas sonoras em impulsos elétricos e mostrava, graficamente, as ondas na tela). Visto que havia simuladores de ondas que tinham o mesmo desempenho de um osciloscópio, foi baixado um simulador para a realização do experimento. O simulador pode ser encontrado no site o P://www.softpedia.com/get/science-CAD/oscilloscope.shtml.
Falamos ao microfone e observamos as ondas que se formaram. Também observamos a onda produzido pelo som de um diapasão. (Explicar melhor os procedimentos)
Apresentação e análise de resultados
Ao emitirmos um som no diapasão, observamos que a onda formada no simulador era uma onda regular (Fig.1) e alternava sua amplitude quando a intensidade era alternada. Se o som era mais intenso, a amplitude era maior ( Fig.2).
Figura 1
Figuras 2 e 3
Quando nós falamos ao microfone as onda formada eram diferentes, assim como representado na fig.3. Isso se deve ao fato de que o diapasão emite apenas uma frequencia, o que é chamado de tom puro, já a voz humana emite varias frequencias ao mesmo tempo, que sobrepõem umas as outras. São elas que fazem com que os sons, de mesma intensidade e frequência se diferenciem. (Faltam os outros procedimentos)
Operações de textualização
• O aluno faz ancoragem enunciativa implicada? Não.
• O aluno faz ancoragem enunciativa autônoma?
O “eu”de MC não se apaga. Além disso, em contexto, a presença da 1ª p/ pl. indica muito mais a forma como a atividade foi realizada.
• O aluno faz ancoragem de referencialidade?
Sim. Nas seções apresentadas, os recursos são adequados a cada uma delas. Vale dizer que todas têm características de enunciado.
Operações de planificação/adequação ao modelo de relatório
• O aluno apresenta um Cabeçalho?
Sim. Precariamente. Apresenta seu nome e dos colegas de grupo; apresenta título. No caderno do aluno deveria haver uma folha de rosto, mas no caderno de MC não havia.
• O aluno faz a seção Introdução?
Não. O agente apresenta a seção Objetivos (previsão de resultados a serem alcançados ou que deveriam alcançados)? Menciona objetivo geral e específico? Sim. Precariamente. Considerando que o objetivo (compreender e estudar os sons complexos) pode estar inserido no mesmo campo semântico do objetivo geral do experimento (investigar os sons complexos), pode-se afirmar que o objetivo geral está implícito. Os objetivos específicos não são citados. As ações continuam sendo referidas por verbos no infinitivo.
• O agente apresenta Procedimentos e Métodos?
Sim. Precariamente. O experimento tinha outras explorações. Os descritos da exploração estão incompletos. O agente faz Apresentação e Análise dos dados Precariamente. Inclui nesta seção informações pertinentes às seções Procedimentos e Métodos e Conclusão.
• O agente apresenta ?
Não. Não apresenta esta seção.
Operações de constituição de estratégias linguísticas e discursivas
• Conexão (dêiticos espaciais e temporais; organizadores lógico-argumentativos): visto que , assim como, também, se, e, quando, graficamente.
• Coesão nominal (anáforas): o mesmo desempenho, isso, a onda formada, falamos ao microfone, umas as outras.
• Coesão verbal
Elipse de sujeito: falamos, observamos. Ausência de sujeito: Não.
Voz passiva: foi usado, foi baixado. Ruptura de tempo: Não.
• Modalização: Sim: O simulador pode ser encontrado.
Análise de resultados apresentados por MC
Considere-se que o conhecimento prévio revelado pelo aluno é precário tanto em r1 quanto em r2, contudo, observe-se que, as marcas textuais das operações psicológicas de ancoragem modificam-se. MC já não as faz de forma totalmente implicada. Para fazê-la parcialmente implicada. Nesse sentido, saliente-se que, em r2, inicia um processo de planificação que fará com que o aluno comece a segmentar o texto, dando forma de seção aos segmentos formados. Suas operações de planificação evoluem significativamente. Só não evoluem com a mesma intensidade as seções Introdução e Objetivos que, em entrevistas com alunos e professores, foram apontadas como seções problemáticas, pensamento este que, assim, encontra uma justificativa ou explicação. Textualizar Introdução e Objetivos requer fusão de dois tempos à fusão de dois espaços: o tempo da situação e o tempo da enunciação aos espaços da situação e da enunciação. Discursivamente, é possível tecê-la realizando ancoragem enunciativa autônoma, em conformidade com as características do discurso teórico ao qual pertence o gênero relatório, no entanto, os resultados de MC quanto a essa operação
de textualização mostram uma involução. Diante dos fatores de ordem física, psicológica e emocional que têm forte participação na fase de desenvolvimento em que se encontar o aluno, fazer apagamento de uma identidade em construção (“eu”) é algo bastante complexo, conforme discussão realizada em 2.1 (p.21). É provável que tal construção tenha deixado reflexos no processo de materialização da linguagem/pensamento em um gênero específico. Os resultados de MC, no que se refere às operações de constituição das estratégias linguísticas e discursivas, também refletem essa complexidade. Observe-se que, em r2, ocorre uma oscilação no uso das pessoas do discurso: elipse ou ausência de sujeito, 1a p/pl ou a 3a p/ sing., a não-pessoa? Este hipotético dilema, que envolve diretamente as noções de gênero e enunciado, encontra uma solução bastante concreta por parte dos alunos: a sua eliminação. A involução na ancoragem autônoma sintomaticamente coincide com uma evolução na planificação em r2. Se não se pode afirmar ou mesmo inferir a partir dos mesmos resultados uma correlação entre ancoragem autônoma e ancoragem de referencialidade de disjunção/conjunção, pode-se verificar que o conjunto de operações de ancoragem representa uma séria dificuldade na delimitação das seções Introdução e Objetivos. Nas seções em que esse conjunto não deve acontecer, observa-se que a planificação ocorre com sucesso na textualização do relatório produzido por MC. As dificuldades encontradas por MC na produção têm origem, pois, em elementos constituintes da base de orientação do gênero como instrumento mediador de aprendizagem. A análise até aqui não teve a pretensão de revelar algo novo. Antes, objetivou compreender o funcionamento de um tipo de relatório a partir da descrição e do acompanhamento das suas operações de textualização. Isto quer dizer que o aluno sinaliza um avanço no seu processo de textualização que faz com que a sua produção textual se aproxime do gênero relatório de experimento.
Seguem-se os QUADROS 3 e 4 e os GRÁFICOS 1, 2, 3, 4 e 5 que sintetizam os resultados dos 15 relatórios quanto às operações de textualização.