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5. METOD

5.3. Ekonomik Analize Esas Hesaplamalar

Indicadores do volume de produção industrial nacional revelam um mau desempenho geral a partir do segundo semestre de 2001 (ANDIMA, 2002). Não foi diferente para a indústria metalúrgica, que sofreu com o desaquecimento da economia mundial e brasileira, conforme Tabela 6.

TABELA 6

Indicadores de Produção Industrial - Metalurgia

Ano Variação do Volume de

Produção 1991 -0,2 1992 -0,8 1993 12,0 1994 10,8 1995 -1,6 1996 1,0 1997 5,7 1998 -3,5 1999 -1,1 2000 8,0 2001 0,8

Os choques externos, como a crise argentina provocada pelo fim da paridade cambial e o desaquecimento da economia mundial provocada pela pressão terrorista aos Estados Unidos, impactaram diretamente na economia interna. Isto afugentou do Brasil os investimentos de capital estrangeiro, desaquencendo a economia do país (ANDIMA, 2002). Internamente dois fatos também ajudaram a refrear a economia: a crise energética de 2001 e a especulação sobre a mudança política proveniente das eleições em 2002.

Afetando mais direta e negativamente o setor automobilístico brasileiro, a partir do segundo semestre de 2001, segundo BARROZO (2002), tem-se: (a) a redução da renda disponível dos consumidores, frente à conjuntura brasileira; (b) a saturação da demanda embora, quando comparada às demandas internacionais, ela seja considerada baixa (a proporção média internacional de veículos por pessoa é igual à 5, enquanto que a proporção brasileira é de 9).

Daí a queda da produção e da venda de veículos no Brasil, a partir do segundo semestre de 2001, após terem atingido os maiores níveis de sua história a partir de 1995 (APEC, 2002, p.C-3). Um histórico das vendas de automóveis encontra- se no Gráfico 3 e a evolução comparativa da produção com as vendas para a década de 90 encontra-se na Tabela 7.

GRÁFICO 3 - Série Histórica da Venda de Automóveis no Brasil Fonte: Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, 2003

TABELA 7

Produção e Venda de Veículos no Brasil– Década de 1990

Ano Produção (unidades) Venda Interna (unidades) Percentual Venda sobre Produção 1991 887.912 712.607 80% 1992 1.017.550 700.960 69% 1993 1.324.665 1.012.308 76% 1994 1.499.817 1.107.609 74% 1995 1.536.866 1.287.530 84% 1996 1.738.273 1.453.621 84% 1997 1.984.403 1.573.847 79% 1998 1.500.399 1.121.902 75% 1999 1.282.375 1.017.471 79% 2000 1.596.892 1.237.296 77% Fonte: APEC, 2002, p. C-3

A partir de 1990, com a abertura da economia nacional pelo então presidente Fernando Collor, iniciou-se um processo de mudanças no setor automobilístico brasileiro. Com o fim do protecionismo, o mercado estava livre para a comercialização de automóveis fabricados fora do Brasil, surgindo modelos com novas tecnologias e novos designs, aumentando a concorrência interna.

O boom da década de 90 deu-se em 1993 com o lançamento dos chamados carros populares com motor 1.0, com tributação privilegiada pelo governo, que chegavam ao consumidor a um preço muito inferior dos demais veículos. A participação deles chegou a responder por mais de 80% das vendas (FENABRAVE, 2003). O volume de produção geral saltou de 1,0 milhão de unidades em 1992 para 1,3 milhão em 1993, um aumento de 30%, conforme Tabela 5. As vendas internas entre esses anos aumentaram em 44%, saltando de 0,7 milhão de unidades em 1992 para 1,0 milhão em 1993. O alto volume das vendas manteve-se por mais quatro anos, atigindo seu ápice em 1997, com a venda de 1,5 milhão de unidades.

Mantendo-se um volume de vendas acima de 1,1 milhão de unidades por cinco anos, acabou-se por saturar o mercado, principalmente por não ser hábito do consumidor brasileiro a troca de carros com menos de três anos (BARROZO, 2002). Deste modo, o comércio de veículos apresentou queda acentuada de 1997 para 1998, quando as vendas deflacionadas recuaram 29%, conforme Tabela 7.

O mercado recuperou-se em parte em 2000, quando se expandiu em 22%, passando a 1,2 milhão de unidades vendidas. Esta expansão nas vendas estendeu-se ao ano de 2001. Conforme o Gráfico 3, os crescimentos da produção e das vendas de automóveis nos três primeiros trimestres de 2001 foram responsáveis pelo maior volume de vendas de toda a história do setor automobilístico no Brasil, mesmo havendo o início de uma queda de produção no último trimestre (APEC, 2002). Em 2001 foram fabricadas 1,8 milhão de

unidades e foram vendidas 1,6 milhão de unidades (ANFAVEA, 2002). A partir do quarto trimestre de 2001, com o desaquecimento da economia causado pelas conjunturas nacionais e mundiais, iniciou-se a queda das vendas do setor, que somente se estabilizaram quase um ano depois, em um patamar inferior.

O total das vendas do ano de 2002 apresentou uma queda de 6,5% em relação ao ano anterior de 2001. Foram vendidos 1,5 milhão de unidades, sendo 1,4 milhão referentes a automóveis e comerciais leves (ANFAVEA, 2002). A retração da demanda pode ser explicada por dois fatores, conforme FENABRAVE (2003). Primeiro, pelo reajuste nos preços das montadoras entre 3% e 4% em novembro de 2002, retardando o processo de compra dos consumidores. Segundo, pela dificuldade de financiamento dos veículos, modalidade que representa 70% das vendas totais, já que a taxa Selic, que lastreia os juros dos financiamentos, teve o fechamento do ano mais alto desde 1999, no montante de 25%.

Esta dinâmica do mercado relativa às oscilações da demanda acaba por acirrar a concorrência entre as montadoras. A demanda retraída, o lançamento contínuo de novos modelos nos últimos anos e a disputa por participação no mercado levaram as montadoras à estratégias agressivas junto aos consumidores. Até o presidente de uma montadora foi à televisão oferecer R$ 200,00 de desconto ao cliente que fizesse um test-drive em um de seus carros e decidisse por comprar de outra marca.

No final da disputa pelo mercado em 2002, a Fiat manteve-se na primeira colocação pelo segundo ano consecutivo, com maior volume de vendas no mercado interno para automóveis e comerciais leves, com 25,6% do mercado (não incluindo a marca Alfa Romeo), 1,5 pontos percentuais a menos que 2001 (27,1%). A Volkswagen permaneceu no segundo lugar, com 24,7% do mercado (não incluindo as marcas Audi e Seat). A General Motors, em terceiro lugar,

obteve 24,2% do mercado (ANFAVEA, 2002). As três primeiras montadoras do ranking respondem por 75% do total das vendas internas e cada qual têm praticamente a mesma participação de mercado, em torno de 25%.

Quanto à taxa de crescimento de participação do mercado, a Ford, Peugeot e Citröen foram as montadoras que mais cresceram em vendas e participação de mercado em 2002, enquanto as três primeiras do ranking sofreram queda. Os principais destaques do ano foram os modelos Celta, o novo Fiesta e o Peugeot 206. A evolução das vendas das marcas comparando 2001 e 2002 encontra-se no Gráfico 4. Já o total de vendas de automóveis e comerciais leves no ano de 2002 para as maiores 10 montadoras encontra-se na Tabela 8.

GRÁFICO 4 - Evolução das Vendas de Automóveis e Comerciais Leves por Marca.

TABELA 8

Vendas de Carros e Comerciais Leves no Brasil em 2002 por Marca

Posição Marca Total Vendas

(unidades) Participação de Mercado 1 Fiat 357.427 25,4% 2 Volkswagen 346.859 24,7% 3 General Motors 344.152 25,5% 4 Ford 129.129 9,2% 5 Renault 61.247 4,4% 6 Peugeot 45.086 3,2% 7 Toyota 25.552 1,8% 8 Honda 21.014 1,5% 9 Mitsubishi 13.975 1,0% 10 Mercedes-Benz 10.148 0,7% Total 1.404.444 96,40%

Fonte: Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, 2003

Neste início de 2003, diante da perspectiva de uma guerra, não se espera o aquecimento das economias retraídas, sendo previsto um mercado interno estagnado, com crescimento das vendas de automóveis e comerciais leves em apenas 1%, passando a produção para 1,5 milhões de unidades (ANFAVEA, 2002). Mas, o setor aposta no crescimento das exportações, prevendo um aumento desta em até 20% (ANFAVEA, 2002).

Benzer Belgeler