MADDE 11. Bu Kanun yayımı tarihinde yürürlüğe girer ve halkoylamasına sunulması halinde tümüyle oylanır.
2. EKONOMİK KRİTERLER
O Facebook foi lançado em fevereiro de 2004 por um aluno de Harvard, que teve a inspiração do site tirada de livros de fotos e dados biográficos de alunos da universidade, que eram distribuídos entre eles, para que soubessem quem era quem (Grimmelmann, 2009).
30 Ver definição abaixo.
31 Em 2009, a pergunta passou a ser “O que está acontecendo?” (http://blog.twitter.com/2009/11/whats-
Inicialmente a rede era restrita aos alunos de Harvard, mas como expandiu-se rapidamente em número de assinantes, logo (em 2005) passou a contemplar alunos de outras universidades americanas (Grimmelmann, 2009). Até que em 2006 foi aberta a quem quisesse juntar-se a ela (Boyd & Ellison, 2007).
Segundo Grimmelmann (2009), contudo, mantém suas raízes como um serviço baseado no meio universitário ao incluir os “amigos” (contatos do usuário) em algum tipo de lista, a ser escolhida pelo usuário: “amigos”, “melhores amigos”, “conhecidos”, “família”, “trabalho”, “restritos” e outras personalizadas por aquele. Uma “lista” é um conjunto de usuários com uma escola, um local de trabalho ou uma região em comum, por exemplo.
A interface do site, as possibilidades de configuração pelo usuário e as políticas de uso e de privacidade vêm mudando ao longo do tempo, nem sempre da forma mais explícita possível para os seus membros (Grimmelmann, 2009).
Uma característica importante do Facebook e também do LinkedIn é que exigem o fornecimento de informações verdadeiras dos usuários, não sendo permitida, nesse sentido, a criação de mais de uma conta de usuário por pessoa32.
O perfil do usuário do Facebook consiste numa longa lista de itens a serem preenchidos (embora não de maneira obrigatória), tais como cidade em que o usuário mora, sua cidade natal, gênero, data de nascimento, orientação sexual, idiomas, foto, estado civil (status de relacionamento, que inclui “em um relacionamento enrolado”, “em um relacionamento sério”, “em um relacionamento aberto”, além dos tradicionais “casado”, “solteiro”, “divorciado”, “viúvo”, “separado” e “noivo”); membros detalhados da família e seu grau de parentesco; educação e formação acadêmica, empresa onde trabalha, religião, preferência política, pessoas que inspiram, citações favoritas; músicas, livros, filmes,
32 Facebook: http://www.facebook.com/legal/terms.
programas de TV, jogos preferidos; esportes, times, jogadores favoritos; atividades e interesses; e-mail, telefones, nome de usuário de serviços de Instant Messaging (IM) como Skype, Google Talk, Windows Live Messenger, etc.; endereço da residência e site pessoal33. Para todas essas informações, o usuário decide o nível de compartilhamento com os outros usuários, pelo menos tal como a política de privacidade estava configurada até 201334: se serão compartilhadas com todos (de domínio público), só com amigos (contatos da rede do usuário), com amigos selecionados (personalização das configurações) ou se só o usuário terá acesso a elas.
Possui uma seção de compartilhamento de fotos em que também é possível determinar quem terá acesso a elas. Nesta seção há uma opção no mínimo curiosa: é possível marcar pessoas que aparecem nas fotos, ou seja, dizer o nome de quem é, e, com isso, ligá-las ao perfil da pessoa no Facebook, se ela tiver um. Também é possível marcar uma pessoa que não aparece na foto, simplesmente para que a foto e o post (a publicação) correspondente apareçam no perfil do usuário marcado. Ainda que o usuário possa configurar se quer autorizar esse tipo de marcação previamente ou só depois de verificar de que foto se trata, o mecanismo pode gerar situações de invasão de privacidade, desacordo entre usuários quanto ao que deve ser publicado ou não e até, em última instância, casos de pessoas serem denegridas nesse sentido, ao serem associadas com todo tipo de lixo da internet, pornografia e temas não desejáveis pelo usuário, segundo Grimmelmann (2009). O autor aponta que até mesmo não usuários do site podem ser vítimas disso, já que a marcação de fotos permite que pessoas de fora da rede sejam marcadas.
Outra característica importante do Facebook é o chamado “Mural” do usuário, com sua frase emblemática “No que você está pensando?”. Nele tanto o próprio usuário, quanto
33 Estas e outras características descritas abaixo refletem o site tal como se apresentava até novembro de 2013. 34 http://www.facebook.com/settings/?tab=privacy. Acesso em 20/11/2013.
outras pessoas (amigos ou não, a depender das configurações ajustadas) podem colocar posts quaisquer, isto é, publicar frases, textos, imagens, vídeos; republicar (compartilhar) posts de outros usuários. Nele também aparecem os comentários que o usuário fez de posts de outros, de maneira a constituir um longo histórico de atividade do sujeito na rede. Um tipo de post curioso é a função “Curtir” – uma opção de expressar o suposto apreço por qualquer coisa que outro usuário publicou. A cada usuário que “curtiu” determinado post, incrementa-se um contador, que é mostrado a todos, assim como os comentários explícitos que vão sendo adicionados. Quanto maior o número de pessoas que “curtiram” ou que comentaram um post, mais popular ele se mostra.
Mais recentemente, o site introduziu a chamada “Linha do Tempo”, que é justamente uma forma mais estruturada de mostrar tal fluxo de atividade do usuário ao longo dos anos, incluindo quando começou a “amizade” com cada um de seus “amigos”, quando mudou de status de relacionamento, quando arrumou um novo emprego, quando publicou as fotos daquela viagem, quando comentou a provocação política do colega e assim por diante.
Como o Facebook surgiu na década de 2000, é possível inserir, na Linha do Tempo, fatos e eventos anteriores a essa data, de maneira a preencher as lacunas do passado.
Os posts dos contatos do usuário são compilados (de uma forma não precisamente divulgada) e mostrados na página inicial do site, depois que o usuário conecta-se a ele (fazia o seu login). É o chamado “Feed de notícias”. Assim, qualquer atividade do sujeito na rede é publicada no Feed de notícias de seus contatos (vira “notícia”) e vice-versa. E se seus posts estiverem configurados para domínio público, qualquer pessoa, mesmo de fora do site, pode ver o que anda fazendo, por onde anda viajando, o que anda comentando, do que gosta (função “curtir” do site), do que não e assim por diante.
Papacharissi (2009) compara a arquitetura do Facebook a uma casa de vidro nesse sentido, que torna a fronteira entre o público e o privado assaz tênue. Mais do que isso, a
autora aponta que a atualização constante e incessante de conteúdo do Feed de notícias torna o Facebook muito popular e mesmo viciante para alguns (se não para muitos, eu diria).
Não se trata mais de ir até o perfil de determinado usuário para ver o que ele ou ela andam fazendo na rede, saber dos seus interesses, ver as últimas fotos que publicaram e assim por diante. Com o Feed de notícias, isso é oferecido incessantemente, em tempo real, a todos os contatos da lista do sujeito (exceto para os que explicitamente excluíram o recebimento de posts deste). Nas palavras de Grimmelmann (2009, p. 1168), com o lançamento dessa funcionalidade, “os usuários tornaram-se vividamente conscientes de que eles podiam agora monitorar-se uns aos outros, de maneira invisível e em tempo real”.
Assim, o Facebook transformou uma atividade considerada suspeita, malvista – bisbilhotar a vida alheia – em algo psicologicamente “distinto”, “notório” para os seus usuários (Grimmelmann, 2009), banal eu diria.
Outras características do site incluem bate-papo em tempo real (chat), troca de mensagens privadas (similar a um e-mail), jogos interativos e aplicativos diversos, incluindo os voltados para o mundo do trabalho, tais como o BranchOut e o Talent.me.
Com todas essas características acima apresentadas, bem como aquelas discutidas anteriormente, Keenan e Shiri (2009) apontam que o Facebook tenta criar uma experiência social mediada pela tecnologia que englobaria todas as atividades virtuais da web.
No que se refere ao mundo do trabalho, o Facebook tem sido usado tanto para vigilância de funcionários por seus empregadores, para saber o que andam fazendo ou dizendo por aí (Grimmelmann, 2009), quanto para recrutar pessoas com determinado perfil, para divulgar vagas e empresas, que agora criam suas próprias páginas na rede. Isso tem sido feito através de aplicativos como o BranchOut e o Talent.me, mas também diretamente pelas páginas de perfil dos usuários e das empresas.
O BranchOut é um aplicativo que muito se assemelha ao LinkedIn, apresentando o perfil do usuário em forma de currículo, com histórico profissional e acadêmico, bem como com as recomendações (“endorsements”) de outras pessoas, típicas do LinkedIn. Nele também é possível enviar mensagens privadas, publicar vagas e procurar por elas. Uma diferença em relação àquele é que uma das formas do aplicativo mostrar os contatos do usuário é agrupando-os pelas empresas onde trabalham. Além disso, não possui algo como “atualizações” (LinkedIn), “tweets” (Twitter) ou “notícias” (Facebook).
O Talent.me é similar ao LinkedIn e ao BranchOut em muitos aspectos: coleta as informações de um currículo tradicional, mas apresenta o perfil do usuário focando nos seus “talentos”. Há, inclusive, uma seção em que é possível selecionar pessoas com o mesmo talento (exemplos; “gestão”, “gestão de projetos”, “fotografia”, “vendas”, etc.). Assim como no LinkedIn e no BranchOut, é possível adicionar recomendações das pessoas, publicar vagas, procurar por elas. Possui uma seção de “atualizações” (posts) e um “feed” com um fluxo delas, diferentemente do BranchOut, mas similar ao LinkedIn. Uma característica que o diferencia dos demais é a apresentação de vídeos com temática específica, voltados para tópicos como empreendedorismo, liderança, sucesso e assim por diante.
Não me parece, contudo, que esses aplicativos tenham prosperado muito no Brasil. Quando consultei novamente a página deles no Facebook35, em novembro de 2013, o Talent.me não publicava atualizações desde setembro de 2012 – um claro sinal, no mundo das redes sociais, de que algo não vai bem. Já o BranchOut tinha publicações recentes, um número de 688 mil curtidas, mas fazia muito tempo que eu não via movimentação alguma, ligada ao aplicativo, dos meus contatos na rede. Pode ser algo localizado da minha rede, mas também pode ser um sinal, como disse acima, de que o aplicativo não vingou entre os
brasileiros. Como não era o escopo da minha pesquisa, não investiguei esse ponto mais a fundo.
A seguir, serão apresentados os principais conceitos utilizados nesta pesquisa, configurando a base teórica da presente Tese, fundamentalmente oriundos da Psicanálise freudo-lacaniana.
O desejo do homem encontra seu sentido no desejo do outro, não tanto porque o outro detém as chaves do objeto desejado, mas porque o seu primeiro objeto é ser reconhecido pelo outro.
Jacques Lacan
Os conceitos psicanalíticos que a seguir serão discutidos baseiam-se na teoria de Freud e na de Lacan. Entretanto, como coloquei antes, se parti desses dois autores, não foi minha intenção caracterizar a pesquisa como uma aplicação ipsis literis dessas teorias. Aqui descrevo, justamente, como apliquei os conceitos em questão na pesquisa e que releitura fiz deles, o que pode, inclusive, ter representado algum ponto de divergência ou de distanciamento em relação às teorias originais.