18. BÖLÜM KURULU VE MÜDEK KARARLARI
18.2. Toplantı 2: Bölüm komisyonlarının oluĢturulması ve MÜDEK iĢ bölümü
18.2.4. EK-4 Endüstri Mühendisliği Bölümü DanıĢma Kurulu Yönergesi
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O exam e feito nessa Tese de doutorado da obra e pensam ent o de Com t e e Marit ain, levou- m e à const at ação da exist ência em com um , de am bos os filósofos, de um proj et o polít ico robust o, com plexo, m as, bem art iculado.
Além do m ovim ento ant eriorm ent e j á explanado denom inado “ Act ion Française” , ent re Marit ain e Com t e há m uit o em com um .
Do post ulado nest a Tese de Doutorado, se indaga se é viável cont inuarm os não apenas pensando, m as sobret udo, agindo, onde o form alism o j urídico é persist ent em ent e privilegiado e enalt ecido, convivendo com a hegem onia dos paradigm as form alista- norm at ivist as. Met odologia e sist em a est e que se encont ra prevalecent em ent e desde os bancos acadêm icos das faculdades de Direit o at é m ais em brut ecido no t rabalho diuturno dos profissionais do ram o das Ciências Jurídicas.
A Ciência Jurídica do nosso t em po por m eio do Direito atual procura cam inhos em ancipat órios e hum aníst icos propiciando um a m aior aut onom ia individual face ao arcabouço coletivo. Doutro lado procura não só a sat isfação da função t radicional do Direit o, pacificação dos conflitos sociais, m as, vai além , procura prom over a inclusão social, deve t er um papel m ais de ant evisor, ou previsor do que de reparador social.
Tam bém pela propulsão da m ola Jurídica devem os reinvent ar os espaços bem t rabalhados out rora pelos greco- rom anos dos espaços públicos que visem um a cidadania part icipat iva at uant e. Com o atores prot agonistas e não m ais com o coadj uvantes. Assim com o propõem os franceses: Jacques Marit ain e August e Com t e.
Doravant e a função prim ordial ( ou a resiliência) dos alicerces est rut urais das Ciências Jurídicas nunca deve- se- ia ser outro senão o prim ado de valores e princípios em relação aos
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aspect os m eram ent e form ais e secundários em prol da exeqüibilidade de sua exist ência.
Sendo, irrefragavelm ente, o Direito fruto da criação hum ana e, port ant o se refere im ediat am ent e à vida do Hom em em sociedade124, sendo relevante aspecto das atividades prát icas – práxis – das condut as gerais sociais ou das condut as gerais int ersubj et ivas. Mas sem pre perm eado pelos aspect os ontológicos e axiológicos eleitos por esta sociedade.
Assim com o acont eceu com out ras faculdades125, o ensino j urídico ao redor do m undo, acent uadam ent e naqueles de origem lat ino, m enos acent uado naqueles de origem anglo- saxão, propicia hodiernam ent e um a abism o ent re o que se aprende na teoria e o se encontra na prát ica. As Faculdades de Direit o que focam apenas na problem át ica pert inent e ao universo form al- norm at ivist a, aprofunda ainda m ais est e abism o exist ent e ent re a t eoria e a realidade.126
124 Não se cogita Direito numa ilha deserta como a de Robinson Crusoé.
125 Como ocorreu com a Faculdade de Economia. Mais vide Faria. Direito e Conjuntura. 126 Como assevera Bittar in Horkheimer:
“O Positivismo se responsabilizou por transformar justiça em técnica, através de uma racionalidade dogmática que encampou crescentemente o processo de definição do justo pelo legal e pelo formal. Na analise de Horkheimer, a formalização da razão foi o primeiro grande passo para o sancionamento e a formação de uma cultura capaz de praticar a perda das raízes dos fenômenos:
“...¿ Cuáles son las consecuencias de la formalización de la razón? Justicia, igualdad, felicidad, tolerância, todos los conceptos que, como ya se dijo, latían em siglos anteriores en el corazón de la razón, o tenían que ser sancionados por ella, han perdido sus raíces espirituales..”. (Grifo meu).
O Judiciario fordista é também uma emblemática revelação do espírito da modernidade. Os modelos de ‘produção’ em série da Revolução Industrial se tornam cada vez mais uma marca do modelo de atuação da própria distribuição de justiça. A ascensão da modernidade como era da técnica se revela aqui como a mesma que no âmbito econômico detonou suas formas de manifestação ao longo dos séculos XVII e XVIII. Sob o manto da ideologia dom positivismo, que enaltece o progresso, a ciência e a razão descolorida da técnica e da lógica, essa “quintessenciação” da forma avança, alcançando o discurso jurídico. A divisão do trabalho, a fúria do mercado, a
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Com redução progressiva do alcance e da eficácia do direit o posit ivo, não é pert inent e cont inuarm os com esse paradigm a de ensino j urídico no País. Caso persist a o direit o sendo t rilhado nest e rum o, sua eficácia t enderá a se anular, pois, a cada inst ant e est e abism o cresce na m esm a proporção
competitividade das leis de inserção em relações de trabalho, a mudança dos métodos produtivos,, tudo isso está girando em torno do processo de desidentificação da condição humana. Na analise de Horkheimer:
“La transformación total del mundo em un mundo que lo es más de médios que de fines es ella misma consecuencia de la evolución histórica de los métodos productivos. Al tiempo que la producción material y la organización social se vuelven cada vez más complicadas y coisificadas, resulta cada vez más difícil reconocer como tales, ya que cobran la apariencia de entidades autônomas””
(Grifo meu).
Em um judiciário de modelo fordista, com cada especialista se faz um fragmento do procedimento, do técnico ao juiz, do contador ao promotor público, a esteira de produção somente não pode parar. Cada indivíduo age na dimensão da sua responsabilidade pessoal, mas se perde a essência do que se tem de fazer, ou mesmo da idéia de que ali se faz justiça, como troca humana. A justiça é distribuída nesse modelo do mesmo modo como os radinhos de pilha são produzidos. As sentenças em serie são somente a revelação de que tudo se tornou um integrado processo de trituração em massa de conflitos humanos, de tudo aquilo que a sociedade hodierna não processou ou digeriu. Esse processador de dejetos humanos é o lugar de realização da justiça que se tecnifica em processo de produção continua de formulas e idéias preconcebidas. Tribunais são transformados em instâncias para chancelar o modo de produção fabril da justiça. Mas, afinal, estão fazendo justiça?
Em tempos de exaltação do homem-máquina e da apologia do tecnologismo, não é de se estranhar que a justiça seja tecnificada. Pessoas não são pessoas, são réus; processos não são demandas sociais, pois de tornaram números; sentenças não são atos humanos, pois também se tornaram textos despersonalizados e virtualizados (conversíveis em windows ou pdf, tanto faz). Nesse contexto de afluxo maciços de demandas, a imagem de juizes soterrados em meio a montanha de papéis tem se tornado uma imagem cada vez mais corriqueira da vida contemporânea. A despersonalização da figura do juiz é a clara demonstração do desencadeamento da desumanização da justiça. Maquinas cospem sentenças e ditam o ritmo (matricial das impressoras) e a qualidade (gráfica) da justiça que se tem. O importante é ter o documento! O que foi feito das relações sociais? Isso está em segundo plano.
A justiça que se faz é uma justiça no papel e, mais do que isso, de papel, pois não se decodifica de decisão nominal em decisão social .
Phrónesis, mas o que é isso mesmo? Esse termo se torna um estranho no ninho, quando se trata de pensar a tecnização da entrega de justiça.” (Grifo Meu)
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do descom passo de acom panhar e com preender a evolução do com plexidade social, econôm ica, polít ica e cult ural com o resposta às realidades ( concretas e vividas) .127
At ípico quer pela recusa de consuet os esquem as inst it ucionais quer pela credibilidade deposit ada nas virt udes m orais e qualidades positivas da natureza hum ana. Não deixando de avaliar as incongruências, deficiências e excessos evident es da nat ureza hum ana.
Sobre a quest ão de j ust iça, quando apont ada com o elem ent o
sine qua non do Direit o, e t am bém int rínseco nas obras quer de
Marit ain quer de Com t e, e enalt ecerem a j ust iça na prát ica, com o um elem ent o social, t odavia, hodiernam ent e em m uit as vezes t em a equivalência dist ant e de sent ido, longe da realidade.
Um poderoso inst rum ento de pacificação social que ficou
dém odé, ante um a técnica vazia de cont eúdo axiológico. Seria um a
espécie de j ust iça desalm ada. No ent ant o desde Ant iguidade, a j ust iça sem pre represent ou com o preenchim ent o de sent ido das
praxes j urídicas, do Direit o vivido na prát ica. Est a idéia sem eada na
Ant iguidade não desapareceu por com plet o128. A noção do j usto é a
pedra angular de t odo edifício j urídico.129 Com o percebe- se, t ant o
Com t e quant o Marit ain, est ão pari passu com est e pensam ent o e condut a.
A Hist ória da Hum anidade em si e t odas dem ais ciências que a cerca cont ribuiu para sua fragilidade. Haj a vist a o Direit o com o um
127 Daí a importância do papel da Jurisprudência. Tendo a mesma como função termostática, ou seja, tem
o papel regulador e ajustador entre a teoria a realidade. Prescindindo, doravante, do direito positivo e formal.
128 Mas a angustia é grande, senão vejamos:
“Se há muito do robótico, técnico e neutralizador do humano na estética e nas práticas culturais contemporâneas, estariam as práticas de justiça seguindo o mesmo caminho?
(in: Bittar, O Direito na Pós-Modernidade, pág, 313)
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sist em a coercit ivo da condut a hum ana desprovido de valores e de finalidade social, pública, o m elhor à m ercê da finalidade de plant ão, t orna- se um indispensável ingrediente de ut ilidade e de dom inação. Just am ent e est a ut ilidade m om entânea e dom inação são veem ent e at acada pelos franceses em voga.
Para que isto não ocorra reit eradam ent e ou novam ent e130, deve- se resgat ar a com plet ude sem ânt ica do Direit o pela idéia de j ust iça t orna- se a ser a rat io essendi da Ciência do Direit o, sem a qual não possui qualquer sent ido de sua exist ência, sobrem aneira, divorciada da j ust iça.
“ Em t em pos de exalt ação do hom em - m áquina e da apologia do t ecnologism o, não é de estranhar que a j ustiça sej a t ecnificada. Pessoas não são pessoas são réus; processos não são dem andas sociais, pois se t ornaram núm eros; sentenças não são atos hum anos, pois t am bém se t ornaram t ext os despersonalizados e virt ualizados ( conversíveis em windows ou pdf, t ant o faz) . Nesse cont ext o, de afluxo m aciços
130 As correntes positivistas transformaram a justiça em técnica, por meio da racionalidade dogmática
(dito acima) promovendo o sub-reptício processo de definição do justo pelo legal e pelo formal. Vide Horkheimer:
“¿ Cuáles son las consecuencias de la formalización de la razón? Justicia, igualdad, felicidad, tolerancia, todos los conceptos que, como ya se dijo, latían em siglos anteriores em el corazón de la razón, o tenían que ser sancionados por ella, han perdidos sua raices espirituales” (In: Critica de la razón
instrumentale, pág. 60)
“Quais são as conseqüências da formalização da razão? Justiça,igualdade,felicidade,tolerância, todos os conceitos que, como dizem, pulsavam em séculos anteriores no coração da razão, teriam que ser chancelados por ela, perderam suas raízes espirituais”(Tradução própria)
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de dem andas, a im agem de j uízes sot errados em m eio a m ont anhas de papéis t em se t ornado um a im agem cada vez m ais corriqueira da vida cont em porânea. A despersonalização da figura do j uiz é a clara dem onst ração do desencadeam ent o da desum anização da j ust iça. Máquinas cospem sent enças e dit am o rit m o ( m at ricial das im pressoras) e a qualidade ( gráfica) da j ust iça que se t em . O im port ant e é t er o docum ento! O que foi feit o das relações sociais? I sso está em segundo plano. A j ust iça que se faz é um a j ust iça no papel e, m ais do que isso, de papel, pois não se decodifica de decisão nom inal em decisão social.131 ( grifo m eu)
Assim , o Direit o, um inst rum ento à serviço da liberdade, sem o cont eúdo de j ust iça em seu boj o, se t orna um inst rum ent o repressor e cont rolador da própria liberdade. La m áquina ha prescindindo del
pilot o; cam ina ciegam ent e por el espacio a t oda velocidad. En el m om ent ode su consum ación, la razón se há vuelt o irracional y t ont a.132
A part ir do m om ent o que se afirm a que o Direit o e a Just iça são conceit os dist int os e que nem sem pre andam em sint onia, correm os um grande risco de a sociedade ser im pingida a chancelar um a corrupção do Direit o. O Direito para ser digno de ser cham ado
131 Bittar, O direito na pós-modernidade, pág,316
132 A máquina tem prescindido o piloto. Anda ás cegas pelo espaço a toda velocidade. Em momento de sua consumação a razão tounou-se irracional e tola. (trad. Própria)
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Direit o ele t em por dever cam inhar pari passu com a j ust iça, deposit ando, inclusive seus fins de exist ência na j ust iça. Para que o Direito senão a Justiça? Caso a respost a sej a cont rária da sugerida outra inquietação se faz: para que o Direito? Já que a j ustiça ultrapassa largam ente o Direito. Um dos m eios para se alcançar a Justiça é o Direito, m as não o exclusivo. Ao contrário os que procuram o Direit o para um resgate da j ustiça é a m enor parte do t odo social. Um a visão global e aut ent ica do Direito com o ars aequi et
boni só conciliado à Just iça.
Assim considerado, deve ser ressalt ado que a Just iça em face ao Direit o est á a desem penhar um a t ríplice papel, a saber:
1) Serve com o um a m eta do Direit o, dot ando- o de sentido, de exist ência j ust ificada, bem com o de finalidade;
2) Serve com o crit ério para seu j ulgam ent o, para sua avaliação, para que se possam auferir os graus de concordância ou discordância com suas decisões e práticas coercit ivas; e,
3) Serve com o fundam ento histórico para sua ocorrência, explicit ando- se por m eio de suas im perfeições os usos hum anos que podem ocorrer de valores m uitas vezes razoáveis. 133
Na t ríplice acim a apont ada est a em basada em boa part e os pensam ent os polít icos e filosóficos dos pensadores franceses est udados nest a Tese.
Com o assevera Bittar,
“ A j ust iça funciona, enquant o valor que nort eia a const rução hist órico- dialét ica
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dos direit os, com o fim e com o fundam ent o para expect at ivas sociais em torno do Direit o. Apesar de a j ust iça ser valor de difícil cont orno conceit ual, ainda assim pode ser dit a um valor
essencialm ent e hum ano e profundam ent e necessário para as realizações do convívio hum ano, pois nela m ora a sem ent e da igualdade.134
Diam et ralm ent e às idéias legalist as- posit ivist a, é de se asseverar que um a ( t alvez a prim ordial) das tarefas dos j uristas sej a da discussão acerca do t em a, não só em nível de t eoria, m as, sobret udo, aplicando- a no dia- a- dia. Perdendo o sent ido para o Direit o se divorciado da dim ensão da Just iça, à m edida que sua
função t écnico- inst rum ent al serve às causas que garant em o convívio social j ust o e equilibrado.135
Nesse desiderat o, a Just iça não é um a quest ão que quem dever- se- ia se preocupar com pet e a m et afísica, t am pouco enunciados que pretendem afirm ar algo acerca do cont eúdo da Just iça seria m eras fórm ulas vazia136. Com o sint om a do Posit ivism o Jurídico, o int eresse sobre a Just iça no Direito t endeu- se a arrefecer, m as com o, hodiernam ent e, est a Escola não m ais t em o prest igio de ant es, as obras e t eses sobre o assunt o t ende a aum ent ar e resgat ar o Direit o com o ars aequi et boni onde as leis e regulações polit icam ent e j ust as result am da não arbit rariedades que correspondam às crenças, desej os e valores da com unidade.
Quando o poder de coerção de que dispõe um a autoridade legít im a é exercido em conform idade com os desej os da com unidade,
134 Curso de Filosofia do Direito, pág. 510 135 Op. Cit. Pág. 510
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as resoluções são polit icam ent e j ust as.137 Mas o que vem a ser
politicam ente j usto? É o m odo aproxim ado do filosoficam ent e j ust o, ou sej a, o essencial é que a proposta nos im pinge a um diálogo e debat e sobre o assunt o. O m érit o aqui à la Perelm an é t er legit im ado novam ent e a discussão do conceit o de j ust iça na ars aequi et boni, com o propósit o cient ificam ent e sério e perfeitam ente possível via discurso racional.
Fazendo um a sínt ese dos pensam ent os de Jacques Mart ain e August e Com t e com a Ciência Jurídica é o que ext raio nest e Capít ulo dest a Tese.
Doravant e:
Quando Com t e nos rem et e ao est ado Posit ivo assevera que o hom em , peça singular da plural Hum anidade, t em a capacidade de conduzir e escolher cam inhos que o dirigem ao fim desej ado, fazendo uso de sua liberdade de escolha. Encontram os a m esm a idéia em Marit ain, sobret udo em seu Hum anism o I ntegral
Apenas ao hom em é possível que seu at o sej a construído e direcionado ao fim desej ado, conscient em ente. Só o hom em t em a faculdade de agir, enquant o, os out ros anim ais irracionais são levados pelo inst int o, ou sej a, o hom em pode ser o suj eit o at ivo de seu cógnit o, enquant o, os dem ais irracionais não rest am , out ra coisa, senão, at uar com o suj eit o passivo de seus at os, sim plesm ent e com o coadj uvant e. O livre- arbít rio só se viabiliza nos hom ens, enquant o em seu est agio Posit ivo, pois caso ainda não dom inem os com plet am ent e nossa razão, ficam os bem parecidos com os irracionais em det erm inadas sit uações.138
137 In Larenz, Karl. Pág. 246
138 Haja vista que, quando detemos o conhecimento – por meio da ciência, portanto da razão – que fatos
sobrenaturais (como por exemplo, raios) podem ser mais fáceis de nos acertar enquanto “protegidos” sob árvores que longe delas, agimos por séculos como animais irracionais. Como demonstra Comte e Maritain.
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Outro clássico exem plo é que um a andorinha j am ais se afastará de seu grupo por opção; um a abelha, sej a rainha ou não, não t em o poder de m udar o dest ino de um a colm éia. Mas o hom em sim , sej a em Com te sej a em Maritain.
O hom em t em o poder de m udar o m undo ao seu redor se desej ar; t em a capacidade de atuação, discernir e agir. Opt ar, progredir em seu pensam ent o em prol da Hum anidade e de si m esm o, proporcionado bem - estar próprio e alheio. E precisam ente
por ser conscient e, racional e livre, o ser hum ano possui direit os inalienáveis e deveres, enquant o o anim al só t em inst int os e hábit os. ( ...) Destas condições, result a a m esm a dignidade absolut a e a m esm a igualdade essencial para todos os seres hum anos, independent e de sua cor, sit uação socioeconôm ica, religião ou cult ura.139
Desde o Hum anism o I nt egral, Marit ain, vem procurando colocar o problem a das relações entre o Hom em e o Estado140; entre a Pessoa Hum ana e a Com unidade. Assim conseguiu t ranspor a barreira ut ilizando font es nobres do passado filosófico da Hum anidade.
Prescindível para essa Tese os adj et ivos que Marit ain adquirira ao longo de sua vida e post m ortem , desde com unista at é