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EHLIBEYT’IN YÖNTEMINDE ISTISNAÎ DURUM

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1. Como chegou para você a Proposta Curricular do Estado de São Paulo? O que você sabe sobre ela foi informado pela escola / diretoria de ensino ou foi pesquisa sua? Que documentos foram recebidos e que orientações foram passadas?

Professor: Há algum tempo nós fomos instruídas a usar os Parâmetros Curriculares Nacionais. Isso há alguns anos. E essa proposta vem sendo adaptada, mas ainda com base nos parâmetros. No ano em que nós começamos a usar os parâmetros, a escola recebeu alguns exemplares e nós tínhamos acesso a esses exemplares da escola. Eu tenho alguns porque eu comprei fora. E as novas adaptações eu tenho recebido em HTPC, nos projetos do Ler e Escrever que eu participei no ano passado, nessas orientações.

Você recebeu então aquele caderno de Orientações Curriculares? Professor: Recebi no ano passado.

2. No documento a SEESP afirma que como iniciativa para estruturar a proposta consultou escolas e professores a fim de identificar e divulgar boas práticas. Você viu isto acontecer e/ou, em algum momento, foi solicitado a você o encaminhamento de algum trabalho desenvolvido?

Professor: Durante alguns anos, dentro da escola, nós fizemos e participamos de algumas discussões sim, participamos sim. Mas o que a gente sente é que nem tudo aquilo que nós falamos, aquilo que nós demos como opinião foi utilizado.

Você lembra quando foi?

Professor: Eu me removi em 2006. Então eu participei de dois anos lá no Dandolo ( Escola Estadual vizinha). Era 2004, 2005. Então foram nesses dois anos 2004 e 2005. Peguei muita reunião, nos HTPC nós estudávamos documentos, líamos perguntas para o grupo responder, a Diretoria pedia até caderno pra poder observar algumas atividades. Mas assim, de tudo que nós discutimos, de tudo que nós apresentamos, na verdade tem muito pouco. As nossas prioridades eu acho que eram outras, pelo menos naquele momento.

3. Sabemos que o que é proposto nem sempre é viável dentro da realidade das escolas. Pensando em todos os aspectos que envolvem

a rotina da sala de aula, da relação ensino aprendizagem, como esta política acontece dentro da sala de aula?

Professor: Eu acho que, quando a gente tem um número razoável de alunos dentro da sala de aula e quando a Secretaria se propõe a mandar e manda o material eu acho que essa proposta é viável, ela é interessante e ela dá certo. Então no ano passado com o projeto Ler e Escrever na primeira série, o nosso material do Ler e Escrever chegou em outubro. Nós não tivemos a oportunidade de utilizá-lo. Mas o que nós utilizamos? As revistas Picolé, as revistas Recreio, os gibis. Então você percebe que quando você tem um bom material de apoio e quando você tem um número razoável, e eu nem vou dizer vinte alunos, mas, no máximo, trinta consegue desenvolver sim essa proposta. Claro, não vou dizer que você vai atingir 100% porque você tem aquele que tem uma família desestruturada e que talvez você não consiga atingi-lo por conta disso. Nós temos problemas externos que de repente a gente não vai dar conta. Mas tendo um bom material e tendo esse número (de alunos), eu acredito que a proposta seja viável. Eu acredito que ela é boa. Só que falta aí algum subsídio.

4. Como você avalia a Proposta Curricular?

Professor: Acho que ela é uma boa proposta se ela for subsidiada. Assim como o ciclo. Eu acho que a questão do ciclo, da não-reprovação, quando ela é bem subsidiada ela dá certo, mas do que a gente precisaria? Precisaria ter um psicólogo na escola, nós precisaríamos ter uma fonoaudióloga na escola porque aí os problemas que eu não consigo resolver em sala de aula, ele é encaminhado e eu tenho certeza que aquela criança vai ser assistida e ela vai superar. Agora, para a proposta dar certo ela tem que ser subsidiada.

5. Você facilita / aceita a Proposta e a implementa conforme o solicitado? Por quê?

Professor: Ó, Eu já mudei muito. Eu tenho vinte e três anos de magistério estadual. Então lá em 1987 quando eu comecei a ensinar, tudo eu dependia da cartilha. Usava silabário. Usava muito livro didático. Era um material que eu tinha e por isso era daquela forma que eu também tinha aprendido. Então eu usava aquilo que eu tinha. Eu já mudei muito. Eu acho que eu já mudei sim, eu gosto. Só que assim, a falta de material atrapalha um pouco. Não apenas esse material que vem as propostas, são muito amplas. Então, por exemplo, em Ciências, os livros didáticos para as séries que nós temos não está de acordo com a proposta. Então onde eu vou buscar esse conteúdo? Eu vou buscar numa internet... Eu vou buscar numa internet, eu vou buscar em algum outro lugar e aí, esse texto, ele não foi escrito para o meu aluno dessa faixa etária. São textos específicos para você trabalhar com o Fundamental 2, com o Ensino Médio. Então, eu sinto dificuldade nessa questão. Eu tenho que procurar o material. Eu tenho que adaptar esse material pra daí poder aplicá-lo. E talvez, atualmente, acho que Português e Matemática eu já incorporei

um pouco melhor. A minha dificuldade maior é no novo segmento de Natureza e Sociedade. Eu tenho tido, assim, muita dificuldade em trabalhar o mesmo assunto nas três áreas, História, Geografia e Ciências, por conta da falta desse material. Então, assim, eu gosto da metodologia investigativa. Eu acho que isso atrai a criança. Então quando você propõe um problema pra ele, uma situação nova, ele é curioso, ele vai atrás, mas aí, eu tenho que trazer o material para subsidiar e é onde eu tenho dificuldade de encontrar um bom material pra essa faixa etária. Então o que eu tenho feito é isso: adaptações que, assim, eu até acho que estão dando um resultado, mas que também não atingem o 100%. Porque pra criança trabalhar com essa metodologia investigativa ela já tem que ter um grau de leitura e escrita com bastante autonomia, senão ela não dá conta de fazer.

E o que você acha do guia trazer essas atividades já prontas?

Professor: Eu acho que facilita. Só que assim, você usa, por exemplo, o livro da 3ª série de onde eu tirei os problemas. Não dá para você achar que você só vai usar aquele livro. Não dá. Sem chance. Eu acho que tudo que está ali é viável e dá para você usar, mas a partir dela você vai atrás de outras e é isso que eu tenho feito. Eu assim, que muita coisa depois eu vou procurar e por conta daquela que eu vi eu já tenho outra ideia. Então, eu gosto. Eu gosto desse material. Eu acho que ele ajuda, ele não é único porque não pode ficar só nele, tem muito mais coisa. Mas eu gosto. Eu acho que é um bom material e eu acho que as atividades lá são todas aplicáveis. Claro que quando você tem aquele não-alfabético você tem que fazer aí uma adaptação, você tem que fazer, mas eu acho que é viável sim.

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