5. Stratejik Çerçeve ve Eylem Planlama Çerçevesi
5.4. Eğitim, Sağlık Hizmeti, Sosyal Koruma ve Yardım için Göçe Duyarlı
Ainda na produção e dentro da área da injeção foram desempenhadas duas funções com contacto direto com a máquina de injeção e de controlo de qualidade do produto. Começou-se como operador de máquina a realizar apenas as tarefas básicas de tirar peças do tapete e embalar, entre outras que se irão explicar mais à frente. Este iniciar de funções mais ligeiras serviu para conhecer e se adaptar à máquina e restantes sistemas auxiliares, no entanto algumas responsabilidades ao longo da produção fazem inteiramente parte do operador de máquina. Após ambientar passou-se para uma posição de maior responsabilidade e que exige maior concentração das tarefas a executar, a de responsável de célula ou afinador de processo. O trabalho consiste em arrancar com a máquina após indicação da equipa de mudança de moldes que está tudo pronto, até obter um processo estável e com a qualidade que o cliente exige. Ao longo da produção também se é responsável do acompanhamento do processo garantindo a alta qualidade do produto.
De forma mais extensiva é feita uma explicação prévia de como é feito o arranque de uma máquina de injeção até obter peças com a especificidade recomendada pelo cliente e deixar a trabalhar em automático e com processo estável. As responsabilidades do operador e do responsável de célula são abordadas posteriormente, referindo a importância de cada um no acompanhamento do processo e suas funções. Os tópicos apresentados de seguida são de acordo a realidade que se presenciou ao longo do estágio na Iber-Oleff, descrevendo como arrancar a produção numa máquina de injeção:
Começar por abrir o molde e verificar se não existem anomalias na sua superfície, se sim avisar responsável de turno. Se não houver anomalias, começar por limpar as faces do molde, retirando o óleo de proteção e os excessos de massa com um pano e acetona; Verificar temperaturas se já estão no ponto necessário, tanto do
cilindro como do molde (no caso de ser refrigerado o molde). Se ainda estiver com temperaturas de manutenção, desativá-las; Novamente ler o programa do molde e verificar os parâmetros na
unidade de comandos (Figura 4.13), com os da carta de parâmetros. Ajustar tolerâncias nas temperaturas se necessário de +/- 10% para
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poder arrancar com a máquina, mas ao produzir não esquecer de voltar a colocar tolerâncias na ordem de +/- 5%;
Figura 4.13 - Unidade de comando da máquina de Injeção (Krauss Maffei).
Ligar tremonha e sistema de vácuo para abastecer matéria-prima; Se o molde possuir canais quentes, verificar se as várias zonas já
têm as temperaturas ajustadas para o molde instalado, senão através da carta de parâmetros afinar as zonas com as temperaturas indicadas;
Ajustar novamente o zero do molde, pois com o aquecimento o molde pode ter dimensões diferentes.
Verificar se as temperaturas já atingiram as temperaturas de processamento do material que se usará. Se sim, purgar o material como exemplificado na Figura 4.14, ou seja, limpar o fuso de outra matéria-prima que ainda possa conter e eliminar assim a possibilidade de contaminados e de degradação da matéria-prima. Ao purgar deve-se reduzir pressão de injeção e velocidade de injeção, por razões de segurança;
Figura 4.14 - Purgar da matéria-prima na máquina (Selas, 2012).
Depois de obter uma matéria-prima uniforme, avançar cilindro e encostar bico de injeção ao molde e fazer zero da unidade de injeção. Voltar a recuar cilindro.
Reduzir pressão de injeção, pressão posterior e ponto de comutação entre outros parâmetros para realizar primeira injeção. Colocar máquina em modo semiautomático, isto é, após realizar ciclo máquina pára e a extração é feita manualmente. O ciclo só inicia com o molde aberto e cilindro recuado;
Os primeiros shots são com peças incompletas, servem para verificar se todas as cavidades estão a encher, se a injeção está a ser feita de forma balanceada e se não há peças com defeitos que exijam que o molde tenha que ser retirado;
Em modo semiautomático ir afinando o processo e colocar o robô em funcionamento em modo manual, certificando que não existem anomalias e verificar todas as etapas entre robô e ciclo de molde; Ao começar a ter o processo afinado e ter peças cheias, regressar
aos valores que estão conforme a carta de parâmetros;
Colocar máquina e robô em modo automático e acompanhar a máquina durante uns minutos até estabilizar ciclo. Após estabilizar retirar 1ª moldação boa e comparar com a peça de referência, que é
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a última moldação. Essa 1ª moldação é controlada por quem arrancou com a máquina e tem de ser aprovada pela Qualidade; Se tudo estiver de acordo a última moldação e nenhum defeito
encontrado, pode-se deixar a máquina em produção, registar valores da 1ª moldação no relatório diário e garantir que todo o material de controlo de qualidade está disponível, tal como garantir a separação das peças más “scrap”, para moer e contaminadas devidamente rotuladas e limpeza do espaço envolvente;
No caso de a peça não corresponder ao desejado, tem que se voltar ao passo de setup e afinação de processo para corrigir qualquer que seja o defeito que possa estar a aparecer;
Ao longo da produção deverá ser feito um acompanhamento constante. Uma nota importante para evitar contaminação do produto e grandes desperdícios tanto de material como de tempo, evitar o uso de desmoldante nas peças. O uso do desmoldante irá criar manchas e poderá demorar algum tempo até desaparecer, criando elevado número de “scrap”. Em peças que serão para pintar não se pode mesmo usar desmoldante pois irá afetar a aderência da tinta ao pintar a peça.
Depois do molde estar a produzir é necessário que o molde seja acompanhado regularmente para verificar se tudo decorre como planeado. Claro que as responsabilidades de cada um dependem da sua função. As responsabilidades das funções do operador serão bastante diferentes das responsabilidades do responsável de célula. No entanto nenhum deles é menos importante que o outro. Dentro das suas funções ambos são imprescindíveis para que a produção corra com normalidade e as peças tenham a qualidade exigida pelo cliente e que se garanta um processo de alta qualidade até ao final da produção.
As funções desempenhadas durante uma fase do estágio como operador de máquina foram:
Verificar a peças de acordo com a ficha de controlo elaborada pela qualidade;
Efetuar as operações descritas nas instruções de trabalho; Registas número de peças “scrap”;
Embalar peças de acordo com a folha de embalagem, colocar etiquetas de identificação do produto, de produção e de embalagem;
Realizar controlo de qualidade do produto de forma periódica, registar esses valores no relatório diária e também nessa folha anotar de 4 em 4 horas parâmetros retirados da máquina (temperatura do molde, almofada de massa, ciclo de injeção e temperatura no bico de injeção);
Ao notar alguma anomalia no produto, molde ou máquina, alertar e chamar responsável de célula;
Parar de imediato máquina de injeção abrindo a porta ou carregando no botão de emergência no caso de algo grave acontecer.
Responsabilidades e funções desempenhadas como responsável de célula
Para além do arranque da máquina e afinação do processo ao iniciar produção, realizaram-se no estágio outras tarefas enquanto a máquina se encontra em produção, nesse acompanhamento o responsável de célula deve:
Realizar controlo de qualidade à 1ª moldação e registar no relatório diário de produção;
Verificar se operador está a executar as suas funções como previsto; Reagir rapidamente a qualquer pedido de auxílio por parte do
operador;
Estar atento e corrigir problemas que possam ocorrer ao longo da produção;
Coordenar possíveis paragens de acordo prioridades recebidas por parte da produção;
Coordenar a mudança de molde no fim de produção.
4.2.3.1 - Capacidade de melhoria ao longo do processo de produção
Qualquer função tanto a de operador como a de responsável de célula, apenas se observará melhorias se ambas subirem de rendimento e interagirem. Tem de haver comunicação entre as duas partes para se atingir níveis de qualidade superiores,
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pois a função de um depende do outro. A nível individual das duas funções para que se possa atingir patamares de alta qualidade e melhorias a nível de produção, mais do que rapidez e grande quantidade produzida, pede-se coordenação e organização por parte de operador e responsável de célula e entre ambos. O responsável de célula deve saber coordenar a sua equipa e corrigir as tarefas que possam estar a ser mal desempenhadas e ensinar/formar quem as está a executar de forma errada ou menos bem.
Aqui entra o fator mais importante para sequer poder pensar em melhorias e atingir um processo de alta qualidade, que seja para operador ou para quem afina e arranca com uma máquina, isto é, a formação contínua. Qualquer operador deve estar familiarizado com os equipamentos, produto, molde, e ao longo do tempo a formação ir ao encontro de novas tecnologias, dos novos produtos que são entregues à produção e sobretudo desenvolver a capacidade autocrítica. Quando se executa uma tarefa para além de a executar de forma rápida, entender o motivo que leva a uma tarefa a ser feita de uma dada maneira, ajuda na perceção de encontrar defeitos ou alertar para anomalias que possam estar a interferir com todo processo, seja elas do molde, máquina, entre outras.