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2. İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİMİNDE EĞİTİM

2.3 Eğitimin Planlanması

2.3.1 Eğitim ihtiyaç analizi

Foram utilizados para a coleta dos dados: (i) Questionários;

(ii) Caderneta de campo; (iii) Gravador de voz.

Além disso, foram realizados 05 experimentos fundamentados por 04 tipos específicos de testes: teste piloto, testes de julgamento de expressões, testes de protocolos de recuperação de esquemas e testes cloze adaptados.

Apesar de no início do trabalho não termos a intenção de aplicar testes, durante a realização da pesquisa sentimos a necessidade da aplicarmos o teste piloto e a partir dele, implementamos outros três testes mais específicos, visando ao aprofundamento dos nossos estudos.

Abaixo descreveremos os testes aplicados:

6.4.1 Teste piloto

Neste teste, elaboramos uma questão composta por quatro construções linguísticas distribuídas da seguinte forma:

(a) Elaborada a partir da estrutura construcional da expressão proverbial Quem com ferro fere, com ferro será ferido (Quem com X Y, com X Z);

(b) Elaborada a partir da estrutura construcional da expressão proverbial Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura (X em Y, tanto Z até que W);

(c) Elaborada a partir de uma expressão linguística não proverbial escolhida aleatoriamente; e

(d) Elaborada a partir de uma expressão linguística tipicamente proverbial extraída da obra Grande Sertão: Veredas.

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Quadro 3 – Teste piloto

Os 12 (doze) informantes que participaram do teste piloto se posicionaram em relação às 04 (quatro) alternativas e o resultado foi o seguinte:

 Todos eles identificaram as alternativas (a) e (b) como sendo proverbiais imediatamente e sem hesitação. Tal resultado parece revelar que os informantes se basearam nas estruturas recorrentes de provérbios já conhecidos, para dar conta da identificação dos provérbios “inventados”.

 No que diz respeito à alternativa (c), a totalidade de informantes identificou a expressão apresentada como uma construção não proverbial, sem qualquer hesitação.

 Quanto à alternativa (d), os informantes hesitaram por algum tempo para atribuir-lhe uma classificação precisa.

Esses resultados parecem ratificar a nossa hipótese inicial de que, para categorizar expressões proverbiais ainda não conhecidas, o compreendedor tende a acionar estruturas construcionais proverbiais já conhecidas. Nesse sentido, os resultados revelaram que a frequência de type (BYBEE, 2001) desempenha um importante papel no processo de categorização das construções linguísticas.

Além disso, os resultados do teste piloto nos conduziram a outras indagações:

 As expressões inovadoras de Guimarães Rosa seriam categorizadas como provérbios pelo fato de se organizarem a partir de estruturas utilizadas em provérbios já conhecidos?

Assinale apenas os provérbios

(a) Quem com a boca cospe, com a boca será cuspido. (b) Lenho verde em fogueira, tanto arde até que queima. (c) Mamãe eu quero mamar.

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 Por que nem todas as construções linguísticas que utilizam estruturas encontradas em provérbios são categorizadas como tal?

Esses questionamentos nos conduziram à elaboração de experimentos cujos resultados nos revelassem, de forma mais detalhada, os mecanismos de categorização das expressões linguísticas. Desse modo, finalizamos o teste piloto e o utilizamos como alicerce para desenvolvermos outros testes que subsidiassem os experimentos descritos no capítulo seguinte.

6.4.2 Testes de julgamento de expressões

Esse tipo de teste foi utilizado nos experimentos I e II e objetivou verificar que recursos cognitivos52 são acessados pelos informantes para o julgamento de expressões linguísticas. Nele, os informantes tiveram que identificar expressões proverbiais de estrutura prototípica, expressões proverbiais de estrutura atípica e expressões não proverbiais. Os comandos para a resolução das questões foram intercalados entre afirmativos e negativos para evitar respostas “viciadas” ou assinalações sem a reflexão devida (Anexos A e B).

6.4.3 Testes de protocolos de recuperação de esquemas

Os protocolos de recuperação53 foram aplicados nesta pesquisa com a finalidade de recuperar esquemas imagéticos a partir de pistas linguísticas e ilustrações específicas. Consiste basicamente em, através de testes indiretos, extrair informações sobre a maneira como o acionamento de esquemas contribui para a categorização dos provérbios (Anexo C). Após a aplicação dos testes, foi realizada uma entrevista coletiva para diagnosticar as motivações que interferiram nas escolhas dos informantes.

52 Referimo-nos a ‘recursos cognitivos’ e não a ‘recursos linguísticos’ por acreditarmos que as pessoas

conseguem categorizar as expressões apresentadas, como proverbiais, exatamente porque acessam cognitivamente padrões subjacentes. Nesse sentido, embora a superfície seja nova em termos de itens lexicais, elas estão organizadas a partir de um suporte cognitivo.

53 O termo recuperação aqui está sendo usado como ato de ativação e acionamento de esquemas

imagéticos e frames culturais por meio de pistas linguísticas e ilustrações específicas. Um informante realiza uma recuperação, por exemplo, quando, por meio da pista linguística “noiva”, recupera informações pertinentes a CENÁRIOS, CATEGORIAS, TAXONOMIAS e ROTEIROS relacionados a “casamento”, como “igreja”, “bolo”, “padre”, “lua-de-mel”, e também a CONTÊINERES, LIGAÇÃO e ORIGEM-CAMINHO-META, como o percurso que a noiva realiza desde que entra na igreja.

84 6.4.4 Testes cloze adaptados (completamento de provérbios isolados e contextualizados para recuperação de frames)

O teste cloze foi adaptado (cf.: LEFFA, 1996), nesta pesquisa, em virtude das especificidades de nosso objeto de estudo, as expressões proverbiais. Nesse sentido, a adaptação visou tornar o experimento mais adequado aos nossos objetivos investigativos. O teste cloze, de acordo com Leffa (1996, p. 70),

[...] consiste, basicamente, em lacunar um texto a partir da terceira ou quarta linha na proporção de uma palavra apagada para cada cinco palavras do texto e em pedir ao leitor que recupere as palavras retiradas. [...] O cloze tem sido apresentado como instrumento de ensino de leitura, capaz de desenvolver no leitor a percepção de aspectos importantes do texto.

Em expressões aparentemente proverbiais, extraídas da obra em análise, os participantes foram orientandos a preencher o espaço correspondente à segunda cláusula, com a expressão linguística que julgassem ser a mais apropriada para a constituição de uma mensagem coerente e compreensiva. Pretendemos, com isso, verificar a recorrência de frames vinculados aos itens linguísticos utilizados no preenchimento das lacunas. De acordo Coste (1974 apud AMORIM; CASTRO, 2008), para o preenchimento dessas lacunas, o informante recorre ao mesmo processo cognitivo adotado na inferência de eventos não explícitos no texto.

A adaptação da técnica possibilitou a verificação de como ocorre o acionamento de frames. Para isso, desenvolvemos dois tipos de teste: um envolvendo expressões linguísticas isoladas e outro, expressões linguísticas inseridas em fragmentos textuais mais amplos. O primeiro caso visa a verificar em que medida uma estrutura proverbial prototípica interfere no preenchimento da segunda cláusula e, consequentemente, no delineamento do frame já acionado, considerando-se o grau de idiomaticidade da expressão inteira. O segundo caso visa a verificar se, dado maior número de pistas linguísticas co-textuais, o foco do informante deixa de recair sobre a expressão propriamente dita, no que diz respeito ao acionamento de frames.

85 7 ANÁLISE DE DADOS

Neste capítulo, detalhamos os experimentos realizados, bem como os resultados e desdobramentos produzidos. Ressaltamos ainda que os experimentos foram motivados pela necessidade de encontrarmos instrumentos mais precisos e seguros na busca por respostas satisfatórias aos seguintes questionamentos:

 Que mecanismos cognitivos nos levam a categorizar determinadas construções gramaticais como sendo proverbiais?

 Até que ponto as estruturas construcionais de provérbios já conhecidos contribuem para a categorização de outras construções como proverbiais?

Lembramos que, a partir desse ponto, formulamos o teste piloto e, por conseguinte, os demais testes com o objetivo de viabilizarmos a aplicação dos experimentos descritos nas seções que seguem.

Benzer Belgeler