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2. İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİMİNDE EĞİTİM

2.4 Eğitim Yöntemleri

2.4.1 İş başı eğitimi

Este experimento objetivou investigar se, aplicado a um número maior de informantes, as respostas individuais corroborariam quantitativamente o resultado do teste piloto, ou seja, se no processo de categorização de expressões linguísticas como construções proverbiais, os informantes acionariam o conhecimento prévio de estruturas de provérbios recorrentes.

7.1.1 Participantes

Este experimento teve a participação de 30 falantes nativos do Português – todos estudantes do curso de letras da UFRN, do turno matutino, escolhidos por questões de acessibilidade.

7.1.2 Material

O material elaborado para o experimento constitui-se de um teste composto de 10 (dez) conjuntos de 03 expressões linguísticas (Anexo A), sendo uma construção

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proverbial de estrutura prototípica; uma construção proverbial de estrutura atípica e uma construção não proverbial. Consideramos como prototípicas, as expressões linguísticas, extraídas da obra Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, que compartilham estruturas proverbiais recorrentes tais como Quem X, Y; e atípicas, as expressões linguísticas, extraídas da mesma obra, que não compartilham estruturas proverbiais recorrentes. O teste é exemplificado abaixo:

Quadro 4 – Exemplo do experimento I .

Na configuração das questões, propositalmente, intercalamos comandos afirmativos e negativos bem como diversificamos a posição das alternativas, a fim de diminuirmos a possibilidade de respostas “viciadas” ou assinalações sem a devida reflexão. Além disso, a existência de alguns comandos negativos (“Marque a alternativa que não apresenta um provérbio”) favorece a verificação do grau de proverbialidade atribuído às expressões linguísticas apresentadas.

7.1.3 Procedimentos

Cada um dos trinta informantes recebeu uma folha contendo o teste. Em seguida, conferiram o conteúdo e foram orientados a responder às questões atentando para os comandos, que ora eram afirmativos, ora negativos. O tempo disponibilizado para a realização da tarefa foi o de 20 minutos, tempo máximo de execução quando da realização do questionário na fase de testes.

Além disso, esclarecemos aos informantes que o experimento não tinha qualquer caráter psicotécnico ou avaliativo e que, por isso, não precisariam se identificar.

7.1.4 Predições

Partindo do pressuposto de que tendemos a considerar como proverbiais construções que apresentam uma estrutura linguística prototípica de provérbio, nossa

Marque a alternativa que apresenta (ou não) um provérbio. a. Quem muito se evita, se convive.

b. [...] pão ou pães, é questão de opiniães... c. Mamãe eu quero mamar.

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expectativa era a de que no caso dos comandos afirmativos, os informantes optassem principalmente pela construção proverbial prototípica, pelas construções proverbiais atípicas em segundo lugar e pelas construções não proverbiais em último lugar. No caso dos comandos negativos, esperávamos que os informantes optassem principalmente pelas construções não-proverbiais, pelas construções proverbiais atípicas e pelas construções típicas, respectivamente.

Sendo assim, ao quantificarmos os resultados, obteríamos a seguinte distribuição:

a) Comando afirmativo

1º - Construções proverbiais de estrutura prototípica 2º - Construções proverbiais de estrutura atípica 3º - Construções não-proverbiais

b) Comando negativo

1º - Construções não-proverbiais

2º - Construções proverbiais de estrutura atípica 3º - Construções proverbiais de estrutura prototípica

Baseados nessas expectativas, elaboramos o Quadro 5.

Quadro 5 – Expectativa de respostas do experimento I

QUADRO DE EXPECTATIVA DE RESPOSTAS PARA O EXPERIMENTO I

Questão Expectativa de assinalação Questão Expectativa de assinalação

01 Letra “a” – prototípica 06 Letra “b” – prototípica

02 Letra “a” – não proverbial 07 Letra “c” – não proverbial

03 Letra “c” – não proverbial 08 Letra “a” – prototípica

04 Letra “c” – prototípica 09 Letra “a” – não proverbial

88 7.1.5 Resultados

Os percentuais apresentados na tabela 1 revelam que as expectativas de resposta foram ao encontro das nossas predições.

Tabela 1 – Resultados do experimento I

QUESTÃO ALTERNATIVA ‘A’ ALTERNATIVA ‘B’ ALTERNATIVA ‘C’ TOTAL DE INFORMANTES 01 27 (90%) 03 (10%) Ø 30 02 28 (93%) Ø 02 (7%) 30 03 Ø 02 (7%) 28 (93%) 30 04 Ø 12 (41%) 17 (59%) 29 05 22 (73%) 08 (27%) Ø 30 06 11 (37%) 18 (60%) 01 (3%) 30 07 02 (7%) 03 (10%) 25 (83%) 30 08 16 (53,5%) 13 (43%) 01 (3,5%) 30 09 28 (93%) 01 (3,5%) 01 (3,5%) 30 10 08 (27%) 19 (63%) 03 (10%) 30

Os grupos de expressões linguísticas 01, 02, 03, 07 e 09 atingiram índices de marcação nas alternativas esperadas superiores a 80%. Já os grupos de expressões linguísticas 0454, 05, 06, 08 e 10 atingiram percentuais que variaram de 53,5% (questão 08) a 73% (questão 05).

Esse escore parece evidenciar que no processo de compreensão das expressões linguísticas os informantes acionam conhecimentos prévios de estruturas recorrentes para categorizar as construções inéditas. Vale salientar também que as construções linguísticas são apenas a ponta do iceberg (cf.: FAUCONNIER; TURNER, 2002, p. 17), ou seja, pistas por meio das quais os compreendedores acionam padrões (esquemas/frames) construídos via experiências de mundo.

Além disso, os resultados parecem revelar uma variação no grau de idiomaticidade das expressões ditas proverbiais, sugerindo a existência de expressões fechadas, abertas e intermediárias. Esse fato não apenas reforça a noção de contínuo, mas também nos instiga a investigar que outros elementos contribuem para o processo de categorização das expressões linguísticas, uma vez que, além da frequência (como

54 A questão 04 não foi respondida por 01 (um) dos informantes e, por isso, o percentual atribuído a ela

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demonstrado no teste piloto) e dos conhecimentos prévios, o acionamento de frames e esquemas, via simulação mental, parece nos ajudar a compreender e a categorizar construções e padrões discursivos.

Apesar do alto índice de assinalação das alternativas esperadas, as respostas que apresentaram percentuais medianos nos levaram a elaborar e aplicar um segundo experimento em que fossem contempladas apenas duas alternativas, uma de caráter atípico e outra com características não proverbiais. Esse novo experimento tem o objetivo de verificar de forma mais pormenorizada o grau de perfilamento dos mecanismos cognitivos que atuam na categorização dos provérbios e de evidenciar, na prática, a ocorrência de contínuos no processo de categorização.

7.1.6 Discussão

Os resultados que, grosso modo, corresponderam às predições, indicam que normalmente os compreendedores recorrem a estruturas linguísticas prototípicas durante o processo de construção de sentido de novas estruturas. E, nesse processo, a frequência parece ter um papel importante. No entanto, identificamos ocorrências em que o resultado foi menos categórico. Nesses casos, tudo indica que outros elementos estejam contribuindo para a construção do sentido, uma vez que dentre três alternativas (uma prototípica, uma atípica e outra não proverbial), em alguns casos, o percentual de assinalações entre a forma prototípica e atípica ficou equilibrado.

Benzer Belgeler