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2. İNSAN KAYNAKLARI YÖNETİMİNDE EĞİTİM

2.4 Eğitim Yöntemleri

2.4.2 İş dışında eğitim

PROVÉRBIOS DESCONTEXTUALIZADOS

Neste experimento visamos verificar que frames são acionados durante a leitura de expressões normalmente categorizadas como proverbiais e até que ponto o seu acionamento interfere no grau de idiomaticidade das expressões testadas. No caso específico das questões exibidas aqui, a primeira cláusula da expressão dita proverbial se configura como a única pista linguística disponível para que os informantes alicercem a formulação da construção como um todo, uma vez que é apresentada de forma descontextualizada. Nosso objetivo, com isso, é verificar se o acionamento de frames se restringirá aos elementos da primeira cláusula ou não.

7.4.1 Participantes

Este experimento teve a participação de 29 falantes nativos do Português – todos estudantes do curso de letras da UFRN, do turno matutino. A escolha dos participantes se deveu exclusivamente a questões de acessibilidade.

7.4.2 Material

O material elaborado para o experimento constitui-se de um teste composto por 05 (cinco) questões (anexo 04). Cada uma delas apresenta a primeira cláusula de um

59 De acordo com Bergen e Chang (2005), nesse caso, há uma supressão de detalhes durante o processo

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provérbio retirado da obra Grande Sertão: Veredas60 e pede que o informante observe e complete adequadamente a segunda cláusula. O teste é exemplificado abaixo:

Quadro 9 – Exemplo do experimento IV

7.4.3 Procedimentos

Cada um dos participantes recebeu uma folha contendo o teste. Depois de receberem e conferirem o conteúdo, foram orientados a observar a primeira cláusula dos provérbios incompletos de cada questão e, em seguida, completar adequadamente a segunda cláusula. O tempo disponibilizado para a realização da tarefa foi o de 20 minutos, tempo máximo de execução quando da realização do questionário na fase de testes.

7.4.4 Predições

Tendo em vista que os provérbios foram exibidos de forma descontextualizada, esperávamos que os participantes ancorassem a formulação da segunda cláusula com base na primeira. Nesse sentido, independentemente do tipo de relação estabelecida entre as duas cláusulas, nossa expectativa era a de que a primeira cláusula atuasse de forma decisiva no perfilamento da segunda, levando os informantes a construir expressões de caráter proverbial.

7.4.5 Resultados

Em face da diversidade das respostas apresentadas pelos informantes no preenchimento da segunda cláusula das construções proverbiais, resolvemos produzir

60 Os informantes não foram comunicados que os provérbios exibidos nas atividades haviam sido

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uma tabela cruzada com o objetivo de organizar as estratégias utilizadas nesse processo. Para tal, categorizamos as expressões formuladas pelos consultados segundo alguns aspectos evocados durante suas análises.

Nesse sentido, classificamos as ocorrências de acordo com critérios específicos de análise que são exemplificados abaixo:

a) Oposição direta e indireta: expressões que denotam uma relação de oposição. Exemplo: “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem sempre aprende”. b) Sonoridade / Rima Fonética: expressões que denotam relações de rima.

Exemplo: “É no junto do que sabe bem, que a gente aprende também”.

c) Trocadilho / Jogos de Palavras: expressões alicerçadas em jogos de palavras. Exemplo: “O que lembro, é o que lambo”.

d) Reiteração: expressões cuja segunda cláusula reforça a ideia construída na primeira. Exemplo: “Tudo o que já foi, é passado”.

e) Outras: expressões que acionam outros tipos de conhecimento. Exemplo: “Tudo o que já foi, é alimento para tudo o que será”.

Gostaríamos de explicar também o critério que norteou a distribuição exibida na tabela. Como nós submetemos o teste a 29 informantes, consideramos, para efeito de identificação, que foram aplicados um total de 29 questionários, sendo, cada um, constituído por 05 provérbios a serem completados. Em face disso, referimo-nos aos provérbios da seguinte forma:

 1.1 = primeiro provérbio do questionário 01;  1.5 = quinto provérbio do questionário 01;  29.3 = terceiro provérbio do questionário 29.

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Vejamos a tabela a seguir:

Tabela 4 – Tabela cruzada I

TABELA CRUZADA

TIPO OCORRÊNCIAS TOTAL

Oposição direta ou indireta 1.1, 1.3, 2.1, 2.3, 2.4, 3.3, 4.1, 4.3, 5.1, 5.2, 5.3, 6.1, 6.2, 6.3, 7.2, 7.3, 7.4, 8.1, 8.2, 8.3, 9.1, 9.3, 10.1, 10.3, 11.2, 11.3, 12.3, 13.1, 13.3, 13.5, 14.3, 15.3, 16.1, 16.2, 17.3, 18.1, 18.2, 18.3, 19,3, 19.4, 20.2, 20.3, 21.1, 21.2, 21.3, 22.3, 23.1, 23.2, 24.1, 23.3, 24.3, 25.1, 25.3, 26.1, 26.3, 27.3, 28.3, 29.1, 29.3. 59 Sonoridade / Rima Fonética 3.4, 4.2, 4.4, 6.4, 10.2, 10.4, 14.4, 15.4, 15.5, 16.4, 18.4, 18.5, 27.4, 28.4, 29.4. 15 Trocadilho / Jogos de Palavras 1.2, 1.4, 4.5, 5.4, 7.1, 7.5, 12.2, 12.5, 12.4, 17.1, 24.4, 26.2, 27.1, 29.2. 14 Reiteração 1.5, 2.2, 2.5, 3.1, 3.2, 3.5, 6.5, 9.5, 10.5, 11.5, 14.2, 16.5, 17.5, 18.2, 19.5, 20.1, 20.5, 21.5, 22.2, 23.5, 24.2, 24.5, 25.2, 25.4, 25.5, 26.5, 27.5, 28.1, 28.5. 29 Outros 5.5, 8.4, 8.5, 9.2, 9.4, 11.1, 11.4, 12.1, 13.2, 13.4, 14.1, 14.5, 15.1, 15.2, 16.3, 17.2, 17.4, 19.1, 20.4, 22.1, 21.4, 22.4, 22.5, 23.4, 26.4, 27.2, 29.5. 27

Os resultados apresentados neste experimento apontam para alguns aspectos interessantes. O primeiro deles é o fato de que, ao completarem a segunda cláusula da questão 01, os informantes parecem ter sido influenciados pelo sentido depreendido da primeira cláusula, como podemos demonstrar nos exemplos (01), (02), (03), (04), (05) e (06).

(01) “Sujeito muito lógico, o senhor sabe: acaba agindo de forma ilógica.” (informante 04).

(02) “Sujeito muito lógico, o senhor sabe: ou é zero ou é um.” (informante 06). (03) “Sujeito muito lógico, o senhor sabe: se perde em sua própria lógica.”

(informante 15).

(04) “Sujeito muito lógico, o senhor sabe: logiqueia tudo.” (informante 17). (05) “Sujeito muito lógico, o senhor sabe: só tem cabeça.” (informante 21).

(06) “Sujeito muito lógico, o senhor sabe: é aquele que age com a razão.” (informante 28).

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Como podemos verificar, apesar da heterogeneidade das respostas, os informantes completaram a segunda cláusula das expressões linguísticas relacionando-a ao conceito acionado pela pista linguística “lógico”. Encontramos itens como “cabeça”, “ilógica”, “razão” etc. que estão inseridos em uma rede de termos que acionam o mesmo frame (cf.: frameNET61).

Na questão 02, verificamos o mesmo processo. Vejamos os exemplos (07), (08), (09), (10), e (11).

(07) “O que lembro, não esqueço.” (informante 02).

(08) “O que lembro, já não faz o menor sentido.” (informante 08). (09) “O que lembro, não é importante ser lembrado.” (informante 11). (10) “O que lembro, é aquilo que um dia esqueci.” (informante 16). (11) “O que lembro, logo esqueço.” (informante 23).

Os resultados encontrados na questão 03 evidenciaram mais uma vez o processo identificado nos casos anteriores, isto é, a primeira cláusula (“Mestre não é quem sempre ensina, mas quem”) foi responsável pela restrição e perfilamento da elaboração da segunda. Vale ressaltar que, a conjunção ‘mas’ é utilizada recorrentemente em situações de contraste (cf.: DUQUE; PEREIRA DA SILVA, 2010), houve a oposição ensinar x aprender, demonstrada nos exemplos (12), (13), (14), (15), (16) e (17).

(12) “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem sempre aprende.” (informantes 01, 02, 08, 13, 18, 23 e 24).

(13) “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem aprende com o aprendiz.” (informante 05).

(14) “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem nunca para de aprender.” (informante 07).

(15) “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem deixa curioso e faz o outro pensar.” (informante 15).

(16) “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem aprende quando ensina.” (informante 16).

61 De acordo com o paradigma FrameNET, unidades lexicais de uma rede lexical são evocadoras de um

mesmo frame. Por exemplo, Fillmore (1977) evidencia por meio do evento transação comercial que itens lexicais como comprar, vender, mercadoria e pagar configuram diferentes perspectivas do mesmo frame.

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(17) “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem pratica.” (informante 20). No que se refere à questão 04, verificamos que os informantes foram fortemente influenciados pela sonoridade da palavra “bem”, o que os levou a elaboração de rimas. Vejamos o caso de (18), (19), (20), (21), (22) e (23).

(18) “É no junto do que sabe bem, que a gente se dá bem.” (informantes 03, 10 e 28).

(19) “É no junto do que sabe bem, que a gente se conhece bem.” (informantes 04, 16).

(20) “É no junto do que sabe bem, que a gente mal sabe o que tem.” (informante 05).

(21) “É no junto do que sabe bem, que a gente aprende também.” (informante 06). (22) “É no junto do que sabe bem, que a gente se associa também.” (informante 14). (23) “É no junto do que sabe bem, que a gente conhece alguém.” (informante 18).

Além da motivação sonora, cumpre esclarecer que as redes lexicais continuam a desempenhar um papel relevante no processo de acionamento de frames.

7.4.6 Discussão

Nesse teste, verificamos que, para darem conta da semantização das frases que lhes foram apresentadas, os participantes recorreram a padrões conceptuais construídos culturalmente, isto é, ativaram frames. Dessa forma, a maneira como os informantes construíram a segunda cláusula foi influenciada pelos itens lexicais identificados na primeira, o que levou à construção de redes lexicais responsáveis pelo acionamento de frames específicos. Além disso, verificamos que a presença de determinados itens lexicais com alta frequência de token, como é o caso do item “mas”, favoreceu relações semânticas específicas. Falta verificarmos se a existência de um contexto discursivo mais amplo pode influenciar na maneira como os informantes preenchem as lacunas do teste, uma vez que, nesse caso partiriam de frames mais bem delineados.

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Benzer Belgeler