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Bazı Eğilimler, Riskler ve Öneriler

BÖLÜM I I NEOLİBERAL POLİTİKALARIN BASKISI ALTINDA ÜNİVERSİTE 1980'lerde uluslar arası sermayenin öncülük ettiği, sermayenin her alanda koşulsuz

2.10. Bazı Eğilimler, Riskler ve Öneriler

Verifica-se uma grande variedade de programas educativos e universitários dirigidos aos idosos existentes na atualidade. Sua concepção pode seguir critérios muito diversos, relacionados com o local onde se realizam; com os organizadores, que podem ser Instituições Educativas (Universidades) ou outras instituições, como as sociais, que podem ser privadas (ONGs ou Fundações) ou públicas (áreas de bem-estar das Prefeituras); em função da temática, que pode ser dirigida à aquisição do conhecimento (Universidades) ou centrada no desenvolvimento das capacidades pessoais (emocionais, físicas, sociais, de saúde, entre outros).

Os Programas Universitários se concretizam a partir de uma variedade de cursos que contêm conteúdos diversos e se desenvolvem também de forma diversa, mas que apresentam um aspecto comum, que é uma ênfase além da perda ou a da compensação, onde se tem como base o desenvolvimento e o crescimento ao longo do ciclo vital, bem como a vinculação com entidades universitárias. Estes programas surgiram nos anos de 1970, na Universidade de Toulouse, na França, a partir do Professor Pierre Vellas (VARANI, G., et al., 2003), onde as Universidades passaram a oferecer atividades com fins recreativos, culturais e educativos para as pessoas idosas. Verificou-se a expansão destes programas por toda a Europa, em especial, pelo papel que as Universidades desempenhavam como fornecedoras do conhecimento, e em função da necessidade de uma resposta educativa ao grande número de pessoas aposentadas da época.

No Brasil, as Universidades de Terceira Idade iniciaram nos anos de 1980 (Século XX), a partir da aprovação de uma Resolução do Conselho Federal de Educação (VARANI et al, 2003), basicamente com o desenvolvimento de programas e de projetos de extensão universitária43. Posteriormente, tendo-se presente as orientações do Plano Internacional de Ação sobre o Envelhecimento (ONU, 2002c) e de outras Legislações brasileiras, em especial a Política Nacional do Idoso (BRASIL,

43 Destaca-se que no ano de 1977, o SESC de São Paulo criou o Programa Escolas Abertas da

Terceira Idade, com uma proposta inovadora baseada na educação permanente e nos modelos europeus e norte-americanos de Universidades para a Terceira Idade. Este trabalho iniciou na cidade de Campinas, devido a presença de duas importantes Universidades, a PUCCamp e a Unicamp, objetivando promover o acesso às informações básicas sobre o envelhecimento, a reciclagem dos conhecimentos dos participantes, e a atualização através de discussões, cursos e palestras sobre o tema do envelhecimento (SESC, 2003).

1994) e o Estatuto do Idoso (BRASIL, 2003), foram definidas orientações importantes e norteadoras dos programas educacionais e universitários para as pessoas idosas do Brasil.

Entre as primeiras Universidades para a Terceira Idade criadas no Brasil, destacam-se a UNATI (Núcleo de estudos vinculado às questões do envelhecimento), da Universidade Federal de Santa Catarina, a Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Universidades do Rio de Janeiro (como a UERJ), a PUC de São Paulo, a PUCRS, entre outras. Muitas iniciativas foram surgindo ao longo dos tempos em outras Universidades do Brasil, totalizando mais de 200 em todo o País, com modalidades distintas quanto à gestão e ao público participante (DOLL, 2006). Esse processo se deve ao fato de que, no início dos anos de 1980 (Século XX), esta era uma das poucas alternativas oferecidas para pessoas idosas interessadas em processos de aprendizagem, além de significar uma forma de participação social deste grupo etário.

Identifica-se uma ênfase atribuída pela educação superior brasileira ao trinômio ensino, pesquisa e extensão, o que é favorecido pelos campos próprios onde estas ações possam ser realizadas, como o trabalho com grupos, associado à pesquisa e à extensão. Outro aspecto relevante, são as avaliações da CAPES44 que, entre os

quesitos para a qualificação de Programas de Pós-Graduação, destaca a relação da universidade com a comunidade, a contribuição com a população do entorno e com a comunidade local, sendo que, os grupos de idosos, se constituem como alternativas de resposta a este requisito, articulando o interesse da universidade com o interesse social mais amplo. Constata-se que cada vez mais são necessárias estratégias pedagógicas que ultrapassem a sala de aula, e, considerando-se o aluno trabalhador, que caracteriza o perfil discente na sua grande maioria, a existência de campos próprios favorece também a realização de estágios, a articulação entre a graduação e a pós-graduação, e o exercício da iniciação cientifica. Por fim, ainda, o grupo de idosos integrante de programas universitários se caracteriza como oportunidade de vivenciar intervenções multi ou interdisciplinares.

A seguir, apresentam-se algumas características do Programa Geron da PUCRS.

Programa Geron: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. A PUCRS sempre foi pioneira na realização de ações na área da Gerontologia, com professores destacados e renomados nacional e internacionalmente, além de oferecer uma formação qualificada a diversos profissionais através do Instituto de Geriatria e Gerontologia. Merece destaque, também, o Curso de Especialização em Gerontologia, desenvolvido há vários anos, coordenado pelo Professor Silvio Lafin, a partir da Faculdade de Serviço Social.

Nos anos de 1990, criaram-se os primeiros projetos voltados para o idoso na PUCRS, a partir da iniciativa de um grupo de professores, em especial da Faculdade de Serviço Social, com a organização de Cursos de Extensão Universitária e de Grupos de Convivência. Em 1998, criou-se o Programa Geron, a partir da iniciativa de professores de diversas unidades acadêmicas, integrando as ações comunitárias da Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários, com o objetivo de “proporcionar o intercâmbio de experiências entre as Unidades de Ensino da PUCRS, bem como organizar informações e conteúdos teórico-práticos para um envelhecimento saudável, produtivo e bem-sucedido” (PUCRS, 2002).

No ano de 2000, criou-se a Universidade da Totalidade, a partir da Pró-Reitora de Assuntos Comunitários e de Extensão, como era denominada na época. Muitas ideias e projetos surgiram a partir da Universidade da Totalidade expressas em atividades variadas como grupo de convivência, coral, cursos de extensão, turmas abertas de conhecimentos gerais, produção de textos e pesquisas de histórias de vida, cinema comentado, entre outros (VARANI, G., et al., 2003).

No item seguinte, apresentam-se algumas características do Projeto CELARI desenvolvido na UFRGS.

Projeto CELARI: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O Centro de Esportes, Lazer e Recreação do Idoso (CELARI) foi criado no ano de 1999, por iniciativa da Professora Diná Pettenuzzo Santiago, como um projeto de extensão da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – ESEF/UFRGS, que oferece atividades físicas, sociais, culturais, artísticas, manuais, turísticas e recreativas para pessoas com idades a partir de 50 anos. Por estar vinculado à Faculdade de Educação Física, as principais atividades do projeto são as oficinas de alongamento, de ginástica, de atividades aquáticas, musculação,

dança, entre outros, ministradas por acadêmicos da Faculdade orientados por profissionais (CALDAS, C.S., et al., 2009).

O CELARI oferece um total de 12 oficinas classificadas em oficiais e complementares. As oficinas oficiais/de rotina consistem em atividades na piscina (natação e aprendizagem, condicionamento físico, hidroginástica, jogging aquático), alongamento, ginástica localizada, dança, jogos teatrais, musculação, canto e o PAIF (Promovendo a Autonomia e a Independência Funcional), um projeto especifico para pessoas com 70 anos e mais, que podem (ou não) apresentar dificuldades na capacidade funcional. As atividades complementares incluem: jantares e reuniões noturnas, passeios, bazares, oficinas de brinquedos (aproximando gerações), filantropia (campanhas/auxílios para asilos), oficina literária, participação em eventos (Projeto Mês do Idoso de Porto Alegre, Jogos de Integração em Tramandaí. Jogos Municipais e Estaduais, entre outros), Cine Debate (Sala Redenção UFRGS), Arte em Cena, Curso de Agente Social e Colônia de Férias. O objetivo geral do Projeto CELARI é promover atividades físicas e recreativas que possam contribuir para a melhora ou manutenção das atividades da vida diária e para o desenvolvimento pessoal e social de pessoas idosas.

O próximo item apresenta a Universidade para a Terceira Idade da UFRGS.

Universidade para a Terceira Idade: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A Universidade para a Terceira Idade (UNITI) iniciou no ano de 1991, a partir da idealização e coordenação da Professora Odair Perugini de Castro, como um projeto de extensão ligado ao Instituto de Psicologia da UFGRS, que conta com o trabalho de diversos profissionais que contribuem para a oferta de oportunidades de integração social para as pessoas idosas (CASTRO, 2004). Conforme ressaltado pela coordenadora da UNITI45, sua motivação para iniciar o projeto surgiu a partir de um curso que ministrava fora da Universidade, direcionado a 200 mulheres com idades a partir de 50 anos. Em 1990, este curso foi levado para a Universidade e passou a ser desenvolvido como um Curso Cultural de Extensão, para mulheres (sem restrição de idade). Como houve muita procura, decidiu-se pela continuidade da atividade e criou-se a UNITI.

No ano de 1994, após uma mudança na dinâmica da UNITI, criou-se o grande grupo e os sub-projetos46. Os sub-projetos foram se formando conforme as

habilidades e interesses específicos, e passaram a ser coordenados por uma das integrantes da UNITI, que são encarregadas da autogestão e são supervisionadas pela equipe da UNITI. Atualmente, há 10 subprojetos que se constituem em: cinedebate; cultura; cultura espanhola; estudos e debates; arte e expressividade; informática; literatura; natureza e saúde47; UNITI em canto; social (visitas a hospitais, trabalhos voluntários, organização de festas, passeios, etc). A partir de cada subprojeto são elaborados Planos de Ação e Relatórios anuais.

O objetivo geral da UNITI consiste em construir, incrementar e manter um laboratório de estudos e de pesquisas sobre a Psicologia do Desenvolvimento Humano com ênfase na velhice, envelhecimento e longevidade, no sentido de incentivar a busca de uma reciclagem pessoal e o entendimento, pelo idoso, quanto ao seu papel social na contemporaneidade48.

No capítulo seguinte, apresentam-se resultados gerais do estudo realizado em Porto Alegre, com grupos de idosos universitários e da FASC. São destacadas características gerais dos grupos, dos idosos e dos profissionais entrevistados, além de serem explicitados aspectos relacionados com a participação dos idosos nos grupos e com o trabalho profissional.

46 Uma vez por semana há uma reunião com o grande grupo onde são trabalhados temas mais

gerais, em que pode haver a participação da comunidade acadêmica e científica(painéis, atividades

criativas, relato e discussão da produção dos sub-projetos), e reunião com as coordenadoras dos subprojetos (onde se definem as questões mais especificas dos subgrupos). Os encontros são semanais, realizados nas dependências da UFRGS, com uma duração de 3 horas.

47 Conforme explicado por uma das integrantes, coordenadora do sub-projeto, está sendo

desenvolvido no Rio Grande do Sul um projeto em parceria com a EMATER, que consiste na distribuição de mudas de plantas medicinais para os postos de saúde. A partir da mobilização das idosas integrantes do sub-projeto, a UNITI passou a integrar o projeto em nível de Estado, e motivou a construção de um “Relógio Biológico” dentro da Comunidade Acadêmica. O Relógio Biológico foi construído em um dos jardins da Universidade, em forma de “mandala”, com várias plantas medicinais plantadas, que possuem, cada uma delas, uma hora definida para serem ingeridas. Essa iniciativa possibilitou, também, o convite para a representação das idosas no Grupo de Gestão Ambiental da UFRGS, o que significa uma grande conquista para as integrantes, conforme se evidencia no relato de uma das entrevistadas: “Nós, que somos da terceira idade, tivemos o papel de trazer essa inovação para dentro da Universidade. Essa é uma prova de que o idoso pode produzir conhecimento sim! Esta é uma oportunidade que temos de ensinar” (S. 56).

48 O total de integrantes atualmente é de 130 pessoas (125 mulheres e 5 homens), cada integrante

paga uma taxa semestral de R$ 210,00 (que pode ser paga em até 3 vezes), e o projeto dispõe de bolsas integrais e parciais. A coordenação é de responsabilidade de uma Gerontóloga e das coordenadoras de cada subprojeto. O Projeto UNITI possui bolsas do CNPq, da FAPERGS, entre outros, e conta com uma equipe composta por professores, estagiários, bolsistas de extensão e de iniciação científica.

6 RESULTADOS DO ESTUDO DOS GRUPOS DE IDOSOS REALIZADO EM