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Dr Refik Saydam‟ın Türk Eczacılığına Yaptığı Hizmetler

5. Tanzimat sonrasında Osmanlı Sağlık Hizmetleri

1.4 Dr Refik Saydam‟ın Türk Eczacılığına Yaptığı Hizmetler

Após o fim da Segunda Guerra, principalmente a partir dos anos 1950, teve início a chamada “Revolução Quantitativa da Geografia”, cuja influência é creditada ao Empirismo Lógico. Esse movimento foi responsável pelo surgimento de uma “Nova Geografia”, a New Geography. Nos 1960 outros países também conheceram “revolução” semelhante, dentre eles o Brasil.

Capel (1983, p. 367), comenta que este movimento provocou uma divisão entre geógrafos quantitativos e qualitativos, que evidenciava a existência de

duas concepções diferentes do trabalho científico: uma derivada do Positivismo do século XIX, e outra derivada do Empirismo Lógico.

Conforme expõe Mendoza, Jiménez e Cantero (1994, p. 96)

O panorama configurado pelas tendências mais recentes do pensamento geográfico é variado e complexo. Nele se desenvolve, junto com as trajetórias que sustentam e prolongam, com mais ou menos êxito, os horizontes cognitivos da geografia clássica, outras abordagens que, além de criticar de diversos modos esses horizontes clássicos, propõe novas coordenadas para delimitar o campo do conhecimento geográfico. [...].

Dentre as novas coordenadas de delimitação, mencionadas pelos autores, estavam as correntes já mencionadas, cuja existência foi responsável pela manutenção da linha do Positivismo, mesmo apesar das reações antipositivistas do final do século XIX e início do século XX.

Santos (2008, p. 59), escreveu que enormes transformações ocorreram em todos os domínios da Ciência após a Segunda Guerra Mundial, e que no caso das Ciências Humanas essas transformações representaram uma revolução.

O fato é que a conjuntura que se formou no pós-guerra foi responsável por uma crise que se abateu sobre as Ciências Sociais, em razão das novas demandas que surgiram. Dentre as características dessa conjuntura é possível destacar:

- A crise econômica do capitalismo que fez surgir o keynesianismo, a econometria e a economia positiva;

- A demanda por instrumentos mais eficazes de controle social; - As exigências do planejamento regional e urbano;

- As necessidades de reconstrução das regiões devastadas pela guerra; - O problema do subdesenvolvimento suscitado pela descolonização.

Nesse contexto, do qual os rápidos avanços tecnológicos e os novos marcos teóricos (teoria geral dos sistemas, teoria da informação e comunicação etc.) também fazem parte, as Ciências Sociais foram estimuladas para facilitar respostas cada vez mais rigorosas e técnicas, apresentando mudanças em seus métodos e

teorias, incorporando o Empirismo Lógico. Assim, os métodos quantitativos generalizaram-se nas Ciências Sociais, sobretudo a partir dos anos 1950.

Durante uma parte de seu desenvolvimento, o quantitativismo esteve ligado às posições ideológicas e políticas conservadoras, favorecidas pelo abandono da perspectiva histórica e consideração dos atos sociais como coisas. A aplicação de refinados métodos matemáticos e estatísticos ao estudo de um fenômeno social tinha, frequentemente, a pretensão implícita de ser neutra, imparcial e objetiva, e descobrir a realidade objetiva sem contaminações ideológicas de qualquer tipo.

Essa “revolução” se estruturou a partir do trabalho realizado por geógrafos em alguns centros nos Estados Unidos. As primeiras aplicações do método científico na Geografia se deram nas universidades de Iowa, Wisconsin, Washington e Princeton.

Uma vez que uma nova ideia começa a circular nos periódicos, ela está disponível e pode ser retomada por todos os outros pesquisadores. Todavia, o desenvolvimento da ideia usualmente encontra-se em alguns poucos lugares, onde os professores pioneiros encorajam os seus estudantes – no caso americano, particularmente os estudantes graduados – a fazer pesquisa dentro do novo esquema. Assim, muitas das mudanças metodológicas nos estudos sistemáticos em Geografia, durante os anos 50, podem ser identificadas em alguns poucos centros nos Estados Unidos[...]. (JOHNSTON, 1986, p.84)

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

Mapa 1: Localização dos Estados onde estão os centros nos quais se deram as mudanças

Mesmo em Iowa, onde Schaefer permaneceu até sua morte, em 1953, ele não exerceu uma influência direta. Nesse centro, um grupo de geógrafos, formado por J. C. Hook, D. S. Knos, H. A. Stafford, J. B. Lindberg, E. N. Thomas e L. J. King, e liderados por Harold Harold McCarty, por alguns anos fizeram parte do Departamento de Economia. Por conta disso, foram influenciados pelos pontos de vista e abordagem dessa Ciência.

Esse grupo tinha a intenção de estabelecer o grau de correspondência entre dois ou mais padrões geográficos, aparentados às leis morfológicas. Essas leis deveriam embutir-se em uma teoria com o propósito de fornecer explicações. Dois tipos de explicação eram reconhecidos: um que enfocava as associações; e outro que se baseava na procura da causa dos padrões locacionais observados.

Johnston (1986, p. 86), explica como eram construídas as leis de associação

Tais leis de associação são construídas em uma serie de estágios, que começa com a apresentação do problema e as definições operacionais necessárias, e prossegue através da mensuração dos fenômenos (com a consideração de problemas de amostragem no tempo e no espaço), até a apresentação dos resultados sob a forma de tabelas ou gráficos. Esses três estágios descritivos precedem a analise que procura as correlações entre as distribuições dos fenômenos.

Já a explicação causal permitia a criação de modelos mostrando localizações ótimas para as atividades econômicas. Esses modelos poderiam ser usados para a comparação de localizações hipotéticas com localizações reais e, com isso, quando fossem identificadas divergências, as hipóteses seriam alteradas. Ao fim, a hipótese assumiria o status de princípio, podendo ser aplicada de modo geral.

Em sua maior demonstração deste procedimento em operação, McCarty et

alii (1956) discutiram vários procedimentos estatísticos para medir a

associação espacial e adotaram as técnicas agora bem conhecidas da regressão múltipla e da correlação [...]. (JOHNSTON, 1986, p.84)

Em Wisconsin, já havia uma longa tradição de pesquisa quantitativa. Nesse centro, um grupo de geógrafos liderados por A. H. Robinson, que nutria uma preocupação com o desenvolvimento de métodos estatísticos de comparação cartográfica, realizou um trabalho que combinava dois interesses: identificar as

influências de variáveis climáticas sobre as safras de cevada dos Estados Unidos; e a mensuração de padrões populacionais com a aplicação de técnicas quantitativas.

Em Washington, o grupo de geógrafos liderado por W. L. Garrison era composto por E. L. Ullmam, G. Donald Hudson, B. J. L. Berry, W. Bunge, M. F. Dacey, A. Getis, D. F. Marble, R. L. Morrill, J. D. Nystuen e W. R. Tobler. Esse grupo foi responsável pelo maior número de publicações sobre a aplicação do método científico à Geografia durante os anos 1950.

Segundo Johnston (1986, p. 89)

Garrison e seus colegas tinham interesses gerais em Geografia Urbana e Econômica. Muito de seu trabalho fundamentava-se nas teorias que recolhiam de outras disciplinas – notavelmente da Economia - e eles dirigiam seus esforços para o teste dessas teorias e sua aplicação aos problemas de planejamento [...]. Ao desenvolverem enunciados teóricos testáveis, eles demonstravam possuir uma base matemática mais forte do que era o caso em Iowa e Madison [...]. As ciências biológicas forneceram vários testes que eles adotaram [...] e outros, usados para agrupar e classificar, foram derivados da psicologia [...]. A motivação dominante do trabalho do grupo envolvia, contudo, a derivação, de outras ciências sistemáticas, de teorias normativas relevantes, métodos matemáticos e procedimentos estatísticos que servissem para desenvolver leis morfológicas.

Johnston também menciona que a teoria dos lugares centrais, desenvolvida por Christaller nos anos 1930, era a teoria locacional sobre a qual esse grupo trabalhava. Além disso, o trabalho empírico, orientado ao planejamento, era representado por um dos produtos de um grande estudo feito por Garrison: o impacto do desenvolvimento de auto-estradas sobre o uso da terra e outros padrões espaciais.

A expressiva influência que o grupo de Washington exerceu sobre o desenvolvimento da aplicação da metodologia científica à Geografia pode ser observada, no caso da Geografia brasileira, nas referências dos trabalhos publicados nos periódicos de Rio Claro e IBGE, listados nos apêndices desse trabalho.

[...] No conjunto, o trabalho desse grupo de estudiosos influenciou a pesquisa e o ensino de toda uma geração de geógrafos humanos, através de todo o mundo, e foi, sem duvida, o grupo de maior significado no desenvolvimento do primeiro paradigma pós-regional. (JOHNSTON, 1986, p.94)

O desenvolvimento da escola de Física Social foi independente dos três grupos citados anteriormente, e as primeiras publicações desse grupo antecederam a publicação do artigo de Schaefer. Radicado na Universidade de Princeton, Estado de Nova Jersey (New Jersey), esse grupo era liderado pelo astrônomo J. Q. Stewart, que havia identificado as origens da Física Social no trabalho de certo número de cientistas naturais, que aplicaram seus métodos aos dados sociais.

O trabalho de Stewart teve início quando ele notou certas regularidades em vários aspectos das distribuições de população, que eram semelhantes às leis da Física. Assim, um laboratório foi criado para investigar o grande elenco de regularidades que poderia ser analisado neste contexto.

Foi através de um artigo, publicado na Geographical Reviw, que essas ideias chegaram até os geógrafos. Nesse artigo, Stewart cita quatro leis empíricas sobre a distribuição de população, que foram apresentadas como regularidades empíricas e tinham certa similitude com as leis básicas da Física.

Atuou também junto a esse grupo, como colaborador de Stewart, Willian Warntz, um graduando da Universidade da Pensilvânia que trabalhava para a Sociedade Geográfica Americana no desenvolvimento do que denominava “a investigação da distância como uma das dimensões básicas da sociedade”. Warntz alegava que o trabalho geográfico era dominado por micro estudos, e por isso os geógrafos corriam o risco de serem incapazes de perceber os padrões de ordem geral na confusão de seus detalhes locais. A saída sugerida foi a procura de regularidades.

As descobertas de Stewart e Warntz eram regularidades empíricas que poderiam ser usadas como base para o desenvolvimento de teoria, cujo objetivo era o estabelecimento e coordenação de ralações regionais entre os fenômenos observados.

Todas essas mudanças verificadas a partir dos anos 1950, inicialmente nos centros mencionados e em seguida, difundidas em outros lugares, inclusive outros países, promoveram uma reorientação na natureza da pesquisa geográfica, porém, em princípio não havia qualquer publicação que fornecesse um esquema detalhado de como a pesquisa deveria ser conduzida.

2.5 A filosofia orientadora das mudanças metodológicas nos